O que se vive hoje no mundo empresarial está a enfatizar o papel nuclear que é confiado ao Gestor de Pessoas, lembra o Diretor Corporativo do Grupo ETE.
E em especial neste grupo com várias empresas que atuam no sector marítimo, portuário e fluvial em Portugal e a nível internacional. Eric Teixeira e a sua equipa gerem cerca de 1300 pessoas há ano e meio. Um autêntico desafio de “garimpeiro” para que, ao final do dia, cada pessoa possa “brilhar” como ouro!
Colocámos a pergunta: Está na hora da área de Recursos Humanos se regenerar? a quatro diretores de Gestão de Pessoas. Eric Teixeira aceitou o desafio:
«Encontramo-nos num contexto de forte dinâmica disruptiva na definição de modelos de gestão de Pessoas, onde pontuam ideias revolucionárias que ousam provocar o status quo de práticas já há muito consolidadas, e que estão a enfatizar o reforço do papel nuclear que é confiado ao Gestor de Pessoas, nomeadamente por balancear os interesses da empresa e dos colaboradores.
O que estes novos tempos pós-pandémicos estão a evidenciar é a necessidade crítica do Gestor de Pessoas ser o elo “humanizador” desta nova dinâmica organizacional, elevando os níveis de mobilização e resiliência nas organizações, priorizando uma employee experience de proximidade como decisiva para melhor acolher, integrar, desenvolver e fidelizar colaboradores.
Desta forma, o Gestor de Pessoas deverá estar em condições de adequar e ajustar decisões, iniciativas e atividades ao novo racional que visa recriar um novo papel para as Pessoas nas organizações, tendo certo de que neste paradigma, onde, de igual modo, se enquadram as dinâmicas de diversidade, equidade e inclusão, não há lugar para um “one size, fits all”!
Hoje, mais do que “garimpar” na procura ou fidelização de talentos, o Gestor de Pessoas terá de saber garantir o necessário equilíbrio entre o racional que calibra objetivos, desempenhos e resultados com o emocional que eleva perceções, experiências e sentires no plano individual, para que, ao final do dia, cada pessoa possa “brilhar” como ouro!»
[O testemunho foi publicado na edição n.º 22 da revista Líder.]

