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Rita Saldanha

Eric Teixeira: «O Gestor de Pessoas é o elo “humanizador” desta nova dinâmica organizacional»

22 Agosto, 2023 by Rita Saldanha

O que se vive hoje no mundo empresarial está a enfatizar o papel nuclear que é confiado ao Gestor de Pessoas, lembra o Diretor Corporativo do Grupo ETE.

E em especial neste grupo com várias empresas que atuam no sector marítimo, portuário e fluvial em Portugal e a nível internacional. Eric Teixeira e a sua equipa gerem cerca de 1300 pessoas há ano e meio. Um autêntico desafio de “garimpeiro” para que, ao final do dia, cada pessoa possa “brilhar” como ouro!

Colocámos a pergunta: Está na hora da área de Recursos Humanos se regenerar? a quatro diretores de Gestão de Pessoas. Eric Teixeira aceitou o desafio:

«Encontramo-nos num contexto de forte dinâmica disruptiva na definição de modelos de gestão de Pessoas, onde pontuam ideias revolucionárias que ousam provocar o status quo de práticas já há muito consolidadas, e que estão a enfatizar o reforço do papel nuclear que é confiado ao Gestor de Pessoas, nomeadamente por balancear os interesses da empresa e dos colaboradores.

O que estes novos tempos pós-pandémicos estão a evidenciar é a necessidade crítica do Gestor de Pessoas ser o elo “humanizador” desta nova dinâmica organizacional, elevando os níveis de mobilização e resiliência nas organizações, priorizando uma employee experience de proximidade como decisiva para melhor acolher, integrar, desenvolver e fidelizar colaboradores.

Desta forma, o Gestor de Pessoas deverá estar em condições de adequar e ajustar decisões, iniciativas e atividades ao novo racional que visa recriar um novo papel para as Pessoas nas organizações, tendo certo de que neste paradigma, onde, de igual modo, se enquadram as dinâmicas de diversidade, equidade e inclusão, não há lugar para um “one size, fits all”!

Hoje, mais do que “garimpar” na procura ou fidelização de talentos, o Gestor de Pessoas terá de saber garantir o necessário equilíbrio entre o racional que calibra objetivos, desempenhos e resultados com o emocional que eleva perceções, experiências e sentires no plano individual, para que, ao final do dia, cada pessoa possa “brilhar” como ouro!»

[O testemunho foi publicado na edição n.º 22 da revista Líder.]

 

 

 

Arquivado em:Artigos, Leading People

Stress térmico: saiba como garantir a segurança dos trabalhadores

22 Agosto, 2023 by Rita Saldanha

Com ondas de calor sucessivas a assolar a Europa e as temperaturas mundiais a rebentar recordes, o bem-estar dos trabalhadores durante estes períodos deve ser uma prioridade para as entidades empregadoras.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece as ondas de calor como o principal impacto na produtividade. Segundo a Harvard Business Review, o stress térmico é um problema que afeta quase todos os setores, representando um risco para a saúde. Ondas de calor podem causar exaustão, cãibras, deterioração da saúde mental, complicações diabéticas e até mesmo Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).

Aqui ficam seis recomendações para garantir a segurança dos trabalhadores durante os períodos mais quentes:

Assumir uma abordagem preventiva

Este processo começa pela educação dos trabalhadores sobre as consequências do stress térmico e quais os principais riscos para a sua saúde. Nestas condições, poderão sentir sede, irritabilidade, exaustão, erupções cutâneas ou até insolações. O calor pode afetar a capacidade motora, de fala e de pensamento, reduzindo as capacidades de quem trabalha sob temperaturas muito elevadas.

Saber quando está demasiado quente, e para quem

É importante que os locais de trabalho tenham uma quantidade equilibrada de sombra, ventilação, humidade e luz solar. Quanto ao trabalho em si, é crucial reavaliar a intensidade, materiais e roupas necessárias para garantir a segurança. Por fim, fatores como o género, fisionomia e idade devem ser avaliados individualmente, de forma a adequar as condições a cada um.

Maximizar o conforto térmico no interior

Devem manter-se condições termais estáveis, sem grandes flutuações, para manter a produtividade. Repensar os horários consoante a estação do ano também pode ajudar a mitigar os efeitos das temperaturas extremas.

Adequar o treino e segurança dos trabalhadores de exterior

Os trabalhadores e supervisores de trabalhos de exterior devem ter um treino específico para as situações de calor extremo. Rotatividade, alteração de horários e materiais de proteção adequados são medidas importantes.

Praticar a aclimatização

A aclimatização é quando os indivíduos se adaptam progressivamente a condições mais extremas, num processo cauteloso e gradual. Normalmente, estes processos desenvolvem-se ao longo de sete ou 14 dias e melhoram consideravelmente as capacidades destes trabalhadores, especialmente os que trabalham no exterior.

Adotar um plano de saúde a longo prazo

A OMS oferece um plano de ação a longo prazo, de forma a garantir bem-estar térmico em qualquer flutuação de temperatura. A continuidade de formação vai permitir que estes conhecimentos se enraízem na organização e que os trabalhadores as vão pondo em prática com eficácia. É importante garantir as medidas e comportamentos de forma a assegurar o bem-estar térmico.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Por que devem as empresas incluir a literacia digital na sua responsabilidade social

22 Agosto, 2023 by Rita Saldanha

Vivemos numa era em que a tecnologia desempenha um papel central nas nossas vidas, e é fundamental que as empresas assumam, de uma vez por todas, a responsabilidade de capacitar os seus clientes para enfrentarem os desafios e perigos inerentes a esse ambiente digital em constante evolução.

A literacia digital refere-se à capacidade de aceder, compreender, analisar e avaliar informações online, bem como de utilizar as tecnologias digitais de forma segura e eficaz. É uma habilidade indispensável num mundo onde as transações, comunicações e interações acontecem cada vez mais através da internet. As empresas têm um papel crucial a desempenhar na capacitação dos consumidores para que estes sejam utilizadores conscientes e informados no mundo digital.

A responsabilidade social das empresas deve ir além de meras obrigações legais ou cumprimento de padrões éticos. Elas devem assumir um compromisso genuíno em educar e proteger os consumidores no espaço digital. Isso pode ser feito através da promoção de práticas transparentes, do fornecimento de informações claras e compreensíveis, e do investimento em programas de educação digital.

Neste contexto, o Portal da Queixa desempenha um papel fundamental na contribuição para o aumento da literacia digital dos consumidores. A plataforma serve como um fórum onde os consumidores partilham as suas experiências, avaliações e reclamações sobre empresas e serviços. Esse conteúdo é valioso para os consumidores, uma vez que lhes permite tomar decisões mais informadas e conscientes.

Ao partilharem as suas experiências, os consumidores fornecem informações relevantes sobre empresas e produtos, destacando práticas comerciais desonestas ou fraudulentas. Essa partilha de conhecimento ajuda a evitar que outros consumidores caiam em esquemas de burla e fraude online. Além disso, a plataforma oferece recursos educativos sobre segurança digital, proteção de dados e direitos do consumidor, promovendo a literacia digital de forma ativa.

Os CEO têm o dever de incentivar a responsabilidade social das empresas. No meu caso, tenho o compromisso de, através da nossa plataforma, continuarmos a facilitar a partilha de informações, empoderando os consumidores e contribuindo para uma sociedade mais consciente e informada.

Aliás, a responsabilidade social não deve ser apenas uma preocupação das empresas e plataformas. É essencial que os governos, organizações da sociedade civil e outros intervenientes também assumam um papel ativo na promoção da literacia digital. Juntos, podemos criar um ambiente digital mais seguro e confiável, onde os consumidores estejam capacitados para tomar decisões informadas e evitar cair em armadilhas online.

Em suma, a responsabilidade social das empresas na promoção da literacia digital dos consumidores é de extrema importância. Desempenhamos um papel ativo nessa promoção, fornecendo um espaço onde os consumidores podem partilhar informações relevantes e tomar decisões mais conscientes. Contudo, é necessário um esforço conjunto de empresas, governos e sociedade civil para garantir que os consumidores estejam devidamente capacitados no mundo digital em constante evolução. Juntos, podemos criar uma comunidade digital mais segura, transparente e responsável.

Arquivado em:Notícias, Opinião

Rússia arrisca guerra com a NATO no Mar Negro

21 Agosto, 2023 by Rita Saldanha

O fim do acordo dos cereais do Mar Negro, em julho passado, deixou a Europa à beira de uma crise alimentar. Agora, Moscovo corre o risco de desencadear uma guerra direta com a NATO ao interceptar navios, em águas internacionais, e impor um domínio económico sobre a Ucrânia.

Na notícia avançada pelo Politico (16 de agosto), James Stavridis, ex-Almirante da NATO, refere que os aliados de Kiev podem ter de estabelecer um corredor marítimo após o colapso do acordo de cereais.

O militar, que liderou as forças da aliança no continente entre 2009 e 2013, disse ainda que as escaladas no mar – incluindo os tiros de aviso disparados pela Rússia contra o navio cargueiro turco que seguia para Ucrânia – podem forçar os parceiros de Kiev a intervir para evitar que a economia da Ucrânia seja prejudicada.

“As ações da Rússia nas águas internacionais do Mar Negro criam um risco real de escalada para uma guerra no mar entre a NATO e a Federação Russa”, disse Stavridis. A NATO, acrescenta, “não irá fornecer as armas e o dinheiro à Ucrânia para depois assistir à Rússia a estrangular a economia ucraniana, com um bloqueio ilegal”.

O Ministério da Defesa russa confirmou que havia disparado tiros de advertência antes de embarcar no Şükrü Okan, um cargueiro de bandeira Palau que o Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia identificou como turco. A inspeção aconteceu no sudoeste do Mar Negro, na costa da Turquia, um ‘peso pesado da NATO’. Stavridis criticou a tática como “equivalente à pirataria”, com o Kremlin a fazer tudo para minar o comércio entre a Ucrânia e o resto da Europa.

“Se a Rússia começar a apreender navios ou tentar assustá-los, acho que provavelmente a NATO irá responder com o apoio a um corredor humanitário para o transporte marítimo”, diz Stavridis. A NATO poderia proteger as embarcações que circulam no porto ucraniano de Odesa “com a escolta de aeronaves de combate e possivelmente navios de guerra”.

As tensões no Mar Negro aumentaram desde que a Rússia se retirou unilateralmente do acordo de cereais da ONU e alertou que os navios que viajam para portos ucranianos podem ser vistos como alvos militares. Em resposta, a Ucrânia mostrou-se disposta a atingir as exportações de energia russas, com um ataque marítimo de drones a um navio-tanque, e declarou as águas dos portos russos do Mar Negro como uma “área de risco de guerra”, a partir do dia 23 de agosto.

 

Arquivado em:Notícias, Política

Catarina Tendeiro: «O papel do Diretor de RH tornou-se mais crucial do que nunca»

21 Agosto, 2023 by Rita Saldanha

Quem conhece a Catarina Tendeiro sabe que encara o talento e a gestão de pessoas como a matéria-prima para o sucesso de qualquer organização.

À frente da Direção de Recursos Humanos da Hovione, confessa-se especialmente entusiasmada com o trabalho que tem em mãos na multinacional portuguesa da Ciência da Saúde, uma vez que o propósito de salvar vidas é omnipresente.

Numa época em que o mundo corporativo coloca muitas incertezas, novas variáveis e um futuro singular, cabe aos RH fazer ressoar em cada colaborador a sua missão? Estará a área a sofrer algumas dores de crescimento, algumas convulsões? Há novas realidades que impõem exigentes desafios aos gestores. E estes não ficam por aqui! A semana de quatro dias de trabalho é vista como uma inovação social e uma melhor forma de organizar a economia no século XXI. Quais os novos desafios do nosso tempo e como vamos dar respostas?

Colocámos a pergunta: Está na hora da área de Recursos Humanos se regenerar? a quatro diretores de Gestão de Pessoas. Catarina Tendeiro aceitou o desafio:

«Vivemos um contexto de profundas mudanças sociais, demográficas e tecnológicas. A evolução tecnológica reforça a importância do talento, enquanto o “inverno demográfico”, entre outros fatores, geram escassez e guerra por talento. O papel do Diretor de Recursos Humanos tornou-se mais crucial do que nunca, e requer uma reinvenção contínua.

A tecnologia revolucionou formas de trabalho, e o RH não é exceção. A automação e a inteligência artificial simplificaram processos de RH, como recrutamento, integração e gestão de desempenho. Os diretores de RH devem tirar partido desses avanços tecnológicos, utilizando análise de dados e algoritmos para tomar decisões estratégicas, aumentando a eficiência, reduzindo custos e contribuindo para estratégias de Gestão de Pessoas orientadas por dados.

Por outro lado, a forma de trabalho tem tido mudanças relevantes. Os colaboradores millennial e geração Z são hoje uma parte substancial dos colaboradores, trazendo expectativas e estilos de trabalho diferentes. Para atrair, envolver e reter essas gerações, os Diretores de RH (DRH) precisam de se reinventar, adotando modelos de trabalho flexíveis, promovendo culturas de desenvolvimento e incentivando um equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Ao se adaptarem às necessidades dessas gerações, os DRH podem ajudar que as empresas permaneçam competitivas no contexto de “guerra de talento”.

Adicionalmente, as expectativas dos colaboradores evoluíram, com a valorização de um propósito e cultura, oportunidades de crescimento, e sentido de pertença.

Esta evolução também obriga os DRH a uma reinvenção na forma como interagem com a estratégia de negócio para promover o bem-estar, a felicidade, a diversidade e inclusão e, ao mesmo tempo, desenvolver ferramentas de feedback, planos de desenvolvimento personalizados e criação de ambientes de trabalho que promovem a colaboração e a inovação produtiva – gerando maior produtividade, retenção e sucesso.»

[O testemunho foi publicado na edição n.º 22 da revista Líder.]

Arquivado em:Artigos, Leading People

Quizz Líder: conheça o Verão de Mario Chessa

21 Agosto, 2023 by Rita Saldanha

Dias longos, roupas leves, férias e viagens, calor e energia social em alta. Esta é a fruta da época do verão, a silly season de todas as estações. As empresas desaceleram, o ritmo condiz com os pés na areia, ou de molho, e as notícias contam histórias para boas leituras.

A Líder vai a banhos e pergunta ao seu grupo de conselheiros como vai ser este verão. Conheça o verão de Mario Chessa, Managing Partner da ChessaConnect e Hospitality & Luxury Real Estate Advisor na The Agency.

 

Férias para onde?

Sardegna.

Se fosse uma praia qual seria?

Isarudas.

Mar ou rio?

Mar.

Que país visitar?

Itália.

Sente saudades do inverno quando está no verão?

Não.

O que vai ver e ouvir estes dias? (festivais, músicas, podcasts,…)

Músicas.

O que vai ler? E o que não vai ler?

Thrillers

Sanduiche na praia ou almoçar em casa?

Os dois.

O sabor favorito do verão?

Ichnusa non filtrata

E o cheiro?

Limão

Os dias grandes no verão servem para…?

Desconectar

O restaurante com mesa marcada?

S’abba Druche, Bosa.

O melhor pôr-do-sol?

Na praia.

Amores de verão enterram-se na areia?

Nunca.

Chapéu, boné, lenço ou cabeça ao Sol?

Não.

Verão, Outono, Inverno ou Primavera?

Verão!

 

Arquivado em:Lazer, Notícias

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