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Rita Saldanha

«O lugar especial onde se encontra o António é um metalugar» – António Saraiva assume a presidência da Cruz Vermelha Portuguesa

17 Julho, 2023 by Rita Saldanha

Acontece hoje, em Lisboa, a tomada de posse de António Saraiva como novo Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa. Na homenagem prestada pelos conselheiros Líder e amigos, por ocasião do termo das suas funções enquanto Presidente da Confederação Empresaria Portuguesa (CIP), Catarina Barosa, Diretora de Conteúdos da revista Líder fez o retrato do Comendador, marcado pelo «carácter, razão e bom senso, força, coragem e superação».

Leia as palavras partilhadas durante o encontro no Palácio dos Aciprestes, em Linda-a-Velha que contou com a presença de Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

 

‘Sobre António Saraiva’

Quando conheci o António Saraiva percebi que pertencia a um lugar especial. Seja onde for que nos encontremos para conversarmos sobre a Líder, sobre a Leadership Summit Portugal, sobra sempre tempo para falar sobre o estado do país e da economia, sobre os políticos e os empresários, sobre a família, sobre liderança, sobre as forças e as fragilidades dos Homens, sobre saúde, sobretudo falar e escutar.

O António conta-me algumas das suas histórias que ouço, confesso, com algum regalo, até porque são precisamente essas histórias que me indicam que temos um ponto de encontro comum. São histórias de uma vida que tem impressa uma marca de água, daquelas que se agarram à superfície das folhas de papel e com subtileza marcam uma identidade, essa marca que confere ao António a sua identidade de líder.

Mais do que os títulos, muito merecidos que tem recebido, desde o de Doutor Honoris Causa, ao de Cavalieri, é aquela marca de água subtil que perpassa toda a sua vida que o coloca naquele lugar especial. É a partir desse sítio, que vai buscar a força que o determinou, ainda criança, a bater a uma porta de uma vizinha para se anunciar como sendo o Doutor António Saraiva, acreditando já no seu título mesmo antes de qualquer universidade lho atribuir, ou então num derradeiro esforço de repor a ordem num plenário de trabalhadores, saltar para cima de uma mesa num refeitório, e decidir enfrentar um a um, olhos nos olhos, todos os trabalhadores que boicotavam ostensivamente a votação em curso.

Mais tarde, esse gesto valeu-lhe ser o Presidente da Comissão de Trabalhadores, e a sua luta pelos direitos dos trabalhadores permitiu-lhe estar na origem do primeiro acordo social assinado no nosso país, em 1983, entre os parceiros sociais e o governo: as greves acabavam na Lisnave e os salários em atraso foram todos repostos.

Esse lugar especial onde se encontra o António, é mais do que um lugar, é um meta lugar que permite, mesmo sem óculos observar o mundo dos homens, nas suas mais maravilhosas manifestações, o mundo onde cabem trabalhadores e empresários, onde cabem, indistintamente, todos.

Todos é uma palavra que requer um esforço de compreensão ambivalente, esforço que o António faz com digna tranquilidade e coragem, e foi com essa mesma coragem e convicção com que negociou um acordo social do lado dos trabalhadores, com que enfrentou os olhares das centenas de trabalhadores naquele plenário, que se propõe comprar a empresa que o torna empresário. Deixou de pensar nos trabalhadores? Não, diria que passou a pensar ainda mais nos que trabalham e acrescentou-lhe o pensamento estratégico, dos que têm de levar a bom porto os seus negócios num país, pequeno e nem sempre bem governado.

O tal lugar, o meta lugar, o da força que lhe dá a marca de água, também o ensinou a ser Presidente da Confederação Empresarial Portuguesa, organização até então nunca presidida por uma pessoa proveniente de um grupo social fora das ditas elites portuguesas. Ora aqui está um excelente desafio para o António Saraiva, defender os interesses de todos os empresários portugueses. E foi o que fez, com o mesmo empenho com que defendeu os dos trabalhadores e que talvez nunca tenha deixado de defender. Podemos perguntar: Será isto possível? O António provou que sim. Há um lugar a partir do qual isso é possível, esse lugar é o sítio onde se encontram as pessoas que observam o mundo dos homens a partir da perfectiva estritamente humana, sem comprometimentos que não os do humanismo.

Chantal Jaquet, Filósofa francesa, é autora do termo “Transclasse” e é nesse lugar, ou meta lugar, que António se encontra, um lugar onde não há classes sociais, onde representar trabalhadores e empresários é apenas representar pessoas. Pode parecer doutrina de Engels, mas não, ser transclasse é ter feito uma movimentação evolutiva que torna a existência das classes sociais meras conveniências sociais e não fatores estruturantes da individuo, da pessoa humana. Não são elas que definem o individuo, não são a sua marca de água. A sua marca de água é a sua força e o seu carácter, a razão e o bom senso, a força, a coragem e a superação.

Por isso hoje o António é o Presidente da Cruz Vermelha, faz todo o sentido que assim seja, não poderia ser noutro lugar.

 

Veja aqui a reportagem da homenagem a António Saraiva: 

 

Arquivado em:Artigos, Leadership

Podcast “A hora da maçã” com nova imagem

14 Julho, 2023 by Rita Saldanha

A equipa de Design da iServices desenvolveu a nova imagem do logotipo do podcast de tecnologia, “A Hora da Maçã”, para assinalar a parceria exclusiva de 8 anos.  Com a apresentação de Nuno Luz e Ricardo Fernandes, o podcast “A Hora da Maçã” foi lançado em 2015 e conta com mais de 200 episódios.

Para comemorar a colaboração, a iServices criou a nova identidade visual da rubrica, que reforça a insígnia do podcast que aborda temas relacionados com novos dispositivos, dicas para o consumidor e tendências de mercado. Todos os ouvintes têm acesso a um desconto de 10% em Reparações de Telemóveis, Computadores, Tablets ou smartwatches da iServices, ou ainda nos acessórios e gadgets de marca própria.

O podcast “A Hora da Maçã” está disponível em todas as plataformas de streaming e é possível ler cada episódio no site oficial do programa.

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Revista Líder N.º 22 –verão/ 2023

10 Julho, 2023 by Rita Saldanha

Human Leadership: Reset, Rebirth and Reinvent Ourselves é o grande tema da revista Líder n.º 22. A edição já está disponível nas bancas (incluindo livrarias, Fnac e Bertrand) e em formato digital.

A capa, com assinatura da FCB Lisboa, retrata o líder de hoje como um escultor de almas. “De todas as clássicas histórias de amor impossíveis, a que envolve Pigmalião e Galateia é uma das mais incríveis. No fundo, o líder do presente é um Pigmalião de si mesmo. Um escultor que precisa cortar na própria alma, na própria pele uma série de conceitos, atitudes, axiomas que deixaram de ter valor. O líder do agora quer ser uma Galateia, perfeita e utópica, tão impossível de alcançar quanto necessária de ser perseguida”, explica Edson Athayde (CEO e Diretor Criativo da FCB Lisboa).

Na rubrica Líderes em Destaque: Margarida Couto (Presidente da Direção do GRACE, em representação da VdA) e Luís Portela (Presidente da Fundação Bial) deixam-nos o seu olhar sobre a espiritualidade e as suas múltiplas formas.

A Entrevista de Abertura é a Oded Galor (autor da Jornada da Humanidade – As Origens da Riqueza e da Desigualdade, editora Lua de Papel), o grande estudioso de dois dos mais fundamentais mistérios que envolvem a evolução das sociedades humanas desde o surgimento do Homo Sapiens em África há 300 mil anos. Nesta entrevista à Líder, o pensador israelita prevê um futuro bem mais risonho das arengas habituais.

Para aprofundarmos o tema Human Leadership: Reset, Rebirth and Reinvent Ourselves optámos por analisá-lo em seis dimensões: População; Longevidade; Educação; Pobreza; Diversidade & Inclusão e Direitos Humanos. Estas foram as lentes escolhidas, as que nos pareceram as mais indicadas para ver, além do óbvio, o que se está a passar no Mundo. Exercícios de pensamento que talvez nos ajudem a entender melhor a Humanidade e a criar o impulso necessário para agir e mudar o nosso mundo e um pouco dos mundos à nossa volta. Afinal, estamos todos a aprender.

Na População partilhamos dois textos. O primeiro pretende fazer um enquadramento ao tema (além dos números). A População não se fixa no tempo e no espaço, vai adquirindo novas configurações. Mas a Demografia, ao contrário de outras disciplinas, possui uma certa inevitabilidade. A família humana é hoje a maior de todos os tempos. 8 mil milhões são números de vidas que trazem infinitas possibilidades ao Mundo. Seremos demasiadas pessoas no Planeta? Seremos poucas? Está a população a crescer rápido ou excessivamente devagar? Há algum número ideal? E o que é que os Estados podem e devem fazer para criar um Mundo de oportunidades para todos? Estará, a Humanidade, a saber fazer as perguntas certas?

E uma análise articulada e bem apetrechada de Paulo Machado (Sociólogo e Presidente da Associação Portuguesa de Demografia) sobre “Portugal Demográfico: Que Futuro?”.

Por seu lado, o tema da Longevidade é um tsunami que se avizinha e está a provocar ondas nos governos, empresas, sociedades e vida quotidiana. Até que idade pode viver um ser humano? Será cada vez mais normal chegar aos 100 anos? Estamos preparados para viver tanto tempo? Como devemos planear a vida cada vez mais longa? Temos de mudar a forma como pensamos a idade. Porque entendemos mal o envelhecimento, achamos que é automático, definido e que não podemos fazer nada. Mas na verdade podemos influenciar a forma como envelhecemos.

Sibila Marques (Psicóloga Social e especialista em Idadismo), deixa-nos a sua perspetiva sobre a importância de se criar um Chief Longevity Officer.

Catarina B. Rodrigues (Co-Diretora da Pós-Graduação em Psicogerontologia do ISPA – Instituto Universitário) escreve-nos um ensaio sobre “Por Mais Anos Vividos: A Experiência da Longevidade com autoestima”.

Isabel Viegas (CPO da Semapa, Docente na Católica Lisbon e co-fundadora da dNOVO) partilha o seu olhar no texto “Aos 75 anos passo para a semana de 4 dias”.

Outro tema determinante é a Educação, enquanto semente do pensamento crítico e raiz de grandes mudanças. No texto de enquadramento escrevemos sobre a raiz da Universidade, mas também sobre o início da democratização do ensino que pôs fim ao elitismo da educação no Mundo ocidental. E as muitas batalhas travadas para o sucesso da Educação e mais ainda as perguntas, algumas sem resposta definitiva. Qual deve ser o papel da escola? O valor dos jovens é medido pelas notas? Serão elas a garantia para uma vida bem-sucedida? A Educação deve ser relevante, envolvente e divertida? O futuro da Educação deve estar ao longo da vida? As escolas devem manter-se espaços tradicionais ou devem adaptar-se a novos modelos? E qual o papel da tecnologia na Academia? E ainda o nascimento de algumas novas linhas de ensino e as principais conclusões do relatório “Estado da Nação”, da Fundação José Neves.

Neste ângulo, temos Joana Rato (Professora Auxiliar no Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa e autora do ensaio Mente, Cérebro e Educação, da Fundação Francisco Manuel dos Santos) sobre “De Que Professores Precisamos? Segundo as (Neuro)Ciências Cognitivas”.

Paulo Guinote (Professor do Ensino Básico, autor de Educação e Liberdade de Escolha, da Fundação Francisco Manuel dos Santos) discorre sobre “Por uma Reinvenção das Lideranças em Educação”.

Henrique Lopes (Director of the Centre for Global Health na NOVA IMS, Perito em Educação para a Saúde na UNESCO e na OMS, Membro do board do Comité Mundial de Aprendizagens ao Longo da Vida) escreve sobre “Que Papel para a Aprendizagem ao Longo da Vida?”.

Nelson Ribeiro (Diretor da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa e Investigador afiliado do International Panel on the Information Environment (IPIE)) com o artigo “Combater a Desinformação na Era da Inteligência Artificial”.

Tim Vieira (Fundador da Brave Generation Academy) com o texto “Saber Enfrentar o Mundo e Fazer a Diferença”.

Outro aspeto crucial é o ângulo da Pobreza. Aliás erradicá-la no Mundo até 2030, é o primeiro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. No enquadramento explicamos o status quo da Pobreza. Seguido de um retrato socioeconómico fundamentado no relatório “Portugal, Balanço Social 2022”, assinado por Bruno P. Carvalho (Universidade Carlos III de Madrid e ECARES-Université Libre de Bruxelles), Miguel Fonseca (Nova School of Business and Economics) e Susana Peralta (Nova School of Business and Economics).

“O Ciclo da Pobreza: Como Sair da Armadilha”, com uma entrevista a Maria de Belém Roseira, Política e Presidente do júri do Prémio Maria José Nogueira Pinto.

Maria Joaquina Madeira (Vice-presidente da EAPN Portugal) traz-nos o texto “A Defesa de uma Sociedade Livre de Pobreza”.

Já a Diversidade & Inclusão é tida como uma bandeira “hasteada” por cada vez mais pessoas e empresas, seja sobre a orientação sexual, a identidade e expressão de género, as caraterísticas sexuais, ou mesmo sobre a religião, idade, raça, etnia, nacionalidade ou grau de deficiência. Afinal, falamos apenas da natureza humana. As últimas décadas têm sido cruciais na luta LGBTQIA+, ainda que a história moderna esteja repleta de fobias em todas as partes do Mundo.

Helena Ferro de Gouveia (Analista de Assuntos Internacionais) escreve sobre “Lideranças Inclusivas: Trazer o Humano de Volta”.

“Checklist para evitar o pinkwashing. E um breve plano de ação para ser LGBTfriendly credível”. Um excerto do livro Gayme Changer – Como a Comunidade LGBT+e os seus aliados estão a mudar a Economia Mundial, da autoria Jens Schadendorf, publicado com a autorização da Alêtheia Editores.

E há ainda espaço para celebrar os 75 anos da Carta dos Direitos Humanos, por António Ferrari (Assessor de Comunicação para Portugal do Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC)).

A nova rubrica “Os Futuristas” mostra o olhar de um grupo de pensadores estratégicos sobre o futuro – o que já existe, mas que ainda não conhecemos. Mais quatro ideias, assinadas pelos Futuristas: Marco Espinheira (Diretor Executivo de Angariação de Fundos e Responsável de Corporate Relations e Public Affairs, na Nova SBE), Diana Carvalhido (Partner e Diretora Criativa na Ivity), Gonçalo Perdigão (Partner e Diretor Geral da Algorithm G) e Luísa Lopes (Neurocientista e Coordenadora da Equipa de Investigação no Instituto de Medicina Molecular).

Na Leading Opinion partilhamos as opiniões de Arménio Rego (LEAD.Lab e Católica Porto Business School) “A Diversidade e Seus Diferentes Tons”; de Fernando Rodrigues (Managing Director na Axians Portugal) em “E depois da “espuma dos dias”?”; Rute Ferreira (Head of Digital Learning eXperience no ISQe) com “As Pessoas estão (finalmente) no epicentro do discurso”; Rui Minhós (Diretor de Assuntos Institucionais da Tabaqueira) com “Ganhar o futuro, garantindo investimento transformador, com propósito”; e Pedro Vieira (Diretor de Marketing da Zome) “Reinventemo-nos”.

A fechar a edição da Líder dois dossiers especiais. Leading People com o tema “O Tempo e o Trabalho: Uma Gestão Difícil, mas não Impossível”, inclui uma entrevista a Tiago Forjaz, fundador da The Epic Talent Society, onde fomos conhecer uma consultora estratégica de Gestão de Talento que faz recrutamento de funções de fronteira para o futuro, mas não é só uma empresa de Recrutamento.

 

“Está na hora da área de Recursos Humanos se regenerar?”.  Foi a pergunta lançada a Catarina Tendeiro (HR Senior Director Portugal & Global Functions da Hovione), Eric Teixeira (Diretor Corporativo do Grupo ETE), Joana Queiroz Ribeiro (People and Organizations Director da Fidelidade), e Sílvia Nunes (Diretora Senior da Michael Page).

O ensaio de Pedro Gomes (Coordenador da experiência-piloto da semana de quatro dias, organizada pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e autor do livro Sexta-Feira é o Novo Sábado, da Relógio D’Água) sobre “Os líderes da semana de quatro dias”.

 

Ainda neste dossier, pode-se ler a crónica “A competição global pelo Talento” de Paulo Magro da Luz (CEO do Grupo Egor); a crónica “Aqui há talento!” de Eduardo Marques Lopes (Diretor de Marketing e Comunicação na Multipessoal) e a crónica “Como motivar e envolver os colaboradores?” de Filipa Martins (CEO da Edenred Portugal)

E, a fechar, o dossier Leading Tech dedicado ao tema Management Tech Solutions. Renascer do Caos – a Tecnologia na moldagem de uma nova Humanidade, qual o caminho certo? As respostas vêm de Maria Antónia Saldanha (Country Manager da Mastercard Portugal), Miguel Almeida (General Manager na Cisco Portugal), Patrícia Raquel Alves (Head of Digital Industries Information Technology Expert Hub na Siemens Portugal), e Sandra Fazenda Almeida (Diretora Executiva da APDC).

E a crónica “O Jogo da Imitação”, de Vânia Guerreiro (Diretora de Marca e Comunicação na iServices).

As escolhas de livros por Miguel Pina e Cunha não poderiam faltar, bem como as sugestões de leitura e de eventos, escolhidos pela redação da Líder.

Na secção Leading Cars: Mercedes lança o Classe S mais potente de sempre. E espaço ainda para o Leading Life no Aqua Village Health Resort & Spa: Um Retiro de 5* mesmo em cima do rio Alva.

Líder é a revista da Tema Central. É uma publicação, com quatro edições por ano, de ensaios, crítica, investigação e reflexão, que aborda todas as áreas da liderança.

Subscreva AQUI a revista Líder.

Arquivado em:Líder Magazine

Associação Salvador no sexto episódio do “Mudamos vidas, juntos!”

5 Julho, 2023 by Rita Saldanha

No sexto episódio do podcast “Mudamos vidas, juntos!”, já disponível na Líder TV, Pedro Vieira, Diretor de Marketing da Zome, visita a Associação Salvador, e fala com o seu fundador Salvador Mendes de Almeida.

A história de vida do Salvador serviu de base para em 2003 criar a Associação, após ter ficado tetraplégico na consequência de um acidente de mota aos 16 anos. A falta de apoios, condições e qualidade de vida para este tipo de pessoas deu o impulso para o nascimento da Associação, cujo propósito vai muito para além da reabilitação de pessoas com deficiência, e que por isso juntos, mudam vidas!

“Mudamos vidas, juntos!” é uma iniciativa da Zome, que, a partir de 12 conversas, dá a conhecer o trabalho realizado por instituições, empresas ou individualidades com forte impacto na vida das pessoas.

Ao longo do ano serão partilhadas mensalmente novas conversas.

Veja o 6º episódio aqui.

 

Assista ao 1.º episódio aqui: Mudamos vidas, juntos! Reinaldo Sousa Santos – Líder TV (lidertv.pt)

Assista ao 2.º episódio aqui: Mudamos vidas, juntos! Jorge Pina – Líder TV (lidertv.pt)

Assista ao 3.º episódio aqui: Mudamos vidas, juntos! António Casais – Líder TV (lidertv.pt)

Assista ao 4º episódio aqui: Mudamos vidas, juntos! Carla Rocha – Líder TV

Assista ao 5º episódio:  Mudamos vidas, juntos! Pedro Caramez – Líder TV

Arquivado em:Notícias

Desenvolvimento da Liderança com o Pensamento Sistémico – Parte 3

30 Junho, 2023 by Rita Saldanha

“É nossa tarefa construir ambientes sustentáveis onde a diversidade possa florescer em unidade e pelo bem-estar de todos.”

O pensamento sistémico aplicado – future skills

Com a abordagem sistémica, temos a capacidade de alinhar questões que antes aparentemente não estavam relacionadas e de explicar acontecimentos e desenvolvimentos, que anteriormente apenas foram sentidos, mas mal compreendidos e indesejáveis. Ao empregar esta mudança, o foco cai principalmente nas relações e conexões, pois estas, mesmo que nem sempre sejam visíveis, mensuráveis ou quantificáveis, representam o verdadeiro núcleo da compreensão do sistema.

No livro “The Sense of the Whole”- From the fragmented Present to a systemic Future” de Kambiz Poostchi, autor e criador de “The Open System Model” (OSM) descreve o que é um sistema aberto e como o aplicar através da compreensão das dinâmicas sociais subjacentes. Poostchi fornece uma visão notável dos padrões de mudança social ou de sociedades em colapso, bem como os desafios resultantes de tais como fusões de empresas ou famílias patchwork.

A existência e o potencial de um sistema ou seja do departamento ou da equipa só emerge de um forte alinhamento com o respetivo todo (por ex., departamento -> empresa). Isso significa concentrar-se no grande quadro e nos princípios centrais sistémicos e não em componentes ou eventos isolados.

Prof. Edward Crawley do Massachusetts Institute of Technology (MIT) afirma que o pensamento sistémico é a capacidade cognitiva do século XXI. No entanto, ficar confortável com o pensamento sistémico pode ser extraordinariamente desafiante! Por quê? “Porque o pensamento sistémico é, na sua essência, uma forma de pensar inteiramente nova e diferente” continua ele. Trata-se de perceber os sistemas nas suas ordens sistémicas e multicamadas.

A abordagem sistémica (Open System Model) diferencia entre três ordens diferentes de Pensamento Sistémico. Pensamento Sistémico 1, 2 e 3 ordem.

Precisamente porque o termo “sistémico” é atualmente utilizado frequentemente como uma frase vazia, é necessário para o desenvolvimento prático das competências sistémicas estar consciente das fases ou níveis de ordem de consciência sistémica que se constroem uns sobre os outros. Por outro lado, estes termos são também utilizados para descrever diferentes abordagens, o que contribui para a confusão e incerteza.

Reconhecer a unidade dentro da sua empresa ou do seu departamento não é suprimir as variações de expressão, cultural ou social. Faz a diferença se eu vejo a minha empresa como uma simples soma dos meus colaboradores ou se eu olhar para uma sala de aula como uma coleção aleatória de alunos ou, ainda, se eu os vejo como uma totalidade, entidade sistémica, unidade.

O princípio da unidade contém dentro dela o conceito essencial de diversidade; de facto, é isto que a distingue da uniformidade. Cada um dos colaboradores, por sua vez, tem uma responsabilidade pelo bem-estar do sistema. É baseado no princípio da reciprocidade. Isso precisa comprometimento. Para chegar lá, trata-se de um processo da dependência para a interdependência.

Estar consciente sobre esses processos sistémicos no desenvolvimento da liderança nas organizações e a sua aplicação na estratégia empresarial, é fundamental.

É nossa tarefa construir ambientes sustentáveis onde a diversidade possa florescer em unidade e pelo bem-estar de todos.

Reflexão:

Um jovem teve um sonho: entrou numa loja e viu um homem idoso e impressionante, de pé atrás do balcão. Curiosamente, ele perguntou-lhe: “O que é que vende aqui?” “Tudo o que o seu coração deseja, senhor, tudo o que o seu coração deseja”, respondeu o sábio com um sorriso caloroso: o jovem ficou profundamente tocado e abriu a sua encomenda com um entusiasmo exuberante: “Então eu gostaria do fim todas as guerras no mundo, da erradicação de todas as doenças, da eliminação da pobreza e da necessidade, da tolerância e harmonia entre raças, nações e religiões, de melhores condições para as nossas crianças e jovens na sociedade…”

Então o velhote interrompeu-o: “Perdoa-me, jovem, tu compreendeste-me mal. Não estamos aqui a vender frutos, estamos a vender as sementes!”

 

Desenvolvimento da Liderança com o Pensamento Sistémico – Parte 1

Desenvolvimento da Liderança com o Pensamento Sistémico – Parte 2

 

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A aprendizagem na Geração Z

30 Junho, 2023 by Rita Saldanha

A geração Z, constituída por jovens nascidos entre meados da década de 1990 e o início dos anos 2010 (o intervalo de datas não é consensual), está a enfrentar um percurso rumo a um mundo repleto de desafios e oportunidades sem precedentes. Neste cenário dinâmico e tecnologicamente avançado, a aprendizagem assume um papel ainda mais crucial, uma vez que o conhecimento se transforma rapidamente e as competências necessárias para prosperar estão em constante evolução. Neste sentido, é fundamental refletir sobre como podemos capacitar esta geração, de forma que ela possa não apenas acompanhar o ritmo acelerado do mundo atual, mas também destacar-se e impulsionar o progresso em todas as esferas da sociedade.

Se compararmos com a geração anterior, a geração Y, a geração Z cresceu imersa no mundo digital. Desde cedo, foram introduzidos ao ecrã, mas não ao da televisão. Enquanto bebés, já se distraíam com tablets durante as refeições, e na idade escolar precoce (a partir do 2º ciclo, na maioria dos casos), já possuíam smartphones. A maior parte da sua socialização e interação com o mundo exterior, para além do ambiente familiar e escolar, ocorreu através da internet, especialmente das redes sociais. Para a geração Z, o ecrã tornou-se uma janela para explorar, comunicar e construir relações, moldando a sua forma de aprender e interagir com o mundo que os rodeia. O que distingue então a forma como aprendem as pessoas da Geração Z?

Tecnologia/digital

Segundo o estudo do Pew Research Center (2022), 95 por cento dos norte-americanos entre os 13 e os 17 anos têm smartphone. Numa outra pesquisa, da University Professional and Continuing Education Association (UPCEA), 95% dos inquiridos da Geração Z afirmam usar o YouTube e 50% reconhecem que não conseguiriam viver sem esta plataforma.

Dos dispositivos (telemóvel e tablet) às plataformas disponíveis (internet: sites indiferenciados, redes sociais e streaming), a maior parte do contacto com conteúdo informativo, recreativo e, até, social é digital. Assim, a aprendizagem (inclusive na educação formal) e as próprias experiências desta Geração Z estão sob a matriz tecnológica, com as suas potencialidades e condicionantes.

Componente prática  

71% dos estudantes da Geração Z preferem tentar resolver os problemas e desafios sozinhos, antes de pedir ajuda a um professor, revela um estudo da Pearson.

A cultura de um tempo mais acelerado determina a procura, às vezes imediata, da aplicação prática do que foi abordado no plano teórico ou até de aprender pelo exemplo. A leitura e a memorização (conceptual) perdem espaço para a experiência e a resolução de problemas (empírico). Impõe-se, assim, o Referencial 70:20:10 (Modelo de Aprendizagem e Desenvolvimento): 70% pela prática e experiência; 20% pelo relacional/social e 10% pelo formal.

Informalidade e entretenimento

Mais de metade (59%) das pessoas da Geração Z prefere aprender por YouTube do que por livros impressos, conforme indica o mesmo estudo da Pearson.

A procura de formatos mais dinâmicos (vídeo, jogos, redes sociais, fóruns – todos online) alargou o espaço clássico de aprendizagem, antes confinado à sala de aula, ao campo do virtual. A aquisição de conhecimento deixou assim de ser exclusiva de um contexto formal, de âmbito coletivo e conduzida por um professor ou tutor para passar a ser também constante (através do telemóvel), informal (por vezes, nem é consciente) e individual (cada um procura os conteúdos que mais os atrai). O entretenimento entrou na esfera da aprendizagem e a informalidade que resulta deste cruzamento tornou estes formatos muito mais atrativos para os zoomers. Esta lógica está a ser transportada para o mundo laboral, até na escolha da profissão, da empresa ou do regime profissional pelos nascidos pós-95.

A aprendizagem na geração Z é um caminho dinâmico e desafiador, onde o uso habilidoso da tecnologia e a capacidade de adaptação são fundamentais para o seu sucesso e desenvolvimento. É imprescindível investir em estratégias de aprendizagem inovadoras que estimulem a criatividade, o pensamento crítico e a colaboração, permitindo que esta geração se torne protagonista da sua própria aprendizagem e esteja preparada para enfrentar os desafios de um mundo que ainda desconhecemos como será.

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