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Rita Saldanha

Cabo Verde: As Ilhas Tech da África Ocidental e Ponte para o Continente do Futuro

21 Junho, 2023 by Rita Saldanha

Um pequeno arquipélago situado na costa oeste da África, com cerca de 500 mil habitantes, pode ter ambições claras de se tornar um centro tecnológico de referência no continente africano? Esta é a pergunta que sei que está sempre no pensamento de quem ouve a nossa ambição. “Size doesn’t matter anymore”, e África é o continente do Futuro no que toca ao digital.

Em 2022, segundo o African Tech Startups Funding Report, as start-ups africanas conseguiram mobilizar 3.3 mil milhões de dólares, e um relatório divulgado pela Google/IFC estima que a economia da Internet em África tem o potencial de dar um contributo extra de 180 mil milhões de dólares ao PIB do Continente em 2025. O investimento está a subir e há um potencial enorme.

Porquê?

África é o continente com a população mais jovem do mundo, com uma idade média de 18 anos. Para se ter um termo de comparação, a idade média em Portugal é de 46,8. São os jovens que criam e consomem mais tecnologia. Além disso, estamos a falar de um continente onde a sua população não está mais disposta a esperar eternamente pela melhoria das suas condições de vida. É necessário um “leapfrogging”, um salto de rã, com vista a grandes transformações, e isso só será possível com estratégias inovadoras e com muita tecnologia associada.

Se por esta altura poderão estar um pouco menos cépticos em relação ao potencial do continente africano, talvez ainda estejam completamente cépticos no que se refere a um pequeno país que depende muito do turismo e das remessas dos seus emigrantes. A esse ceticismo compreensível, penso sempre numa frase de um Embaixador Americano em Cabo Verde, que dizia que “o sucesso de Cabo Verde passava pela teimosia de dar passos maiores que as suas pernas”, audácia misturada com um atrevimento de quem é pequeno, mas tem sonhos grandes.

Cabo Verde sempre soube apostar no seu capital humano e valorizar a sua estabilidade política, económica e a sua segurança, valores fundamentais para atingir os lugares cimeiros que colocam o país no topo dos rankings de desenvolvimento no continente africano. Mas os novos tempos exigem mais, e o país e a sua liderança política têm a consciência disso. A economia digital tem sido destaque no discurso do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que tem levantado bem alto a bandeira do digital – ainda recentemente foi o único líder político africano a ser convidado a discursar no WebSummit Rio de Janeiro – e a dividir com a transição energética e a economia marítima uma centralidade que está expressa no Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável 2022-2026 (PEDS II) do País.

Temos o objetivo de manter o nosso talento, atrair talento da nossa diáspora – “Bright minds time to return” (estima-se que seja mais do dobro da população residente) – e atrair talento do mundo para Cabo Verde através de programas como o nosso remote working para nómadas digitais. Mas queremos também aproveitar o talento que é desperdiçado em vários países do nosso continente, devido à instabilidade política e social. Quem não quer viver num país seguro com condições fiscais atrativas para quem está no digital? Uma temperatura média de 29ºC o ano inteiro, praias fantásticas, um ambiente acolhedor, uma vibrante animação cultural, e um onde as pessoas podem celebrar a sua identidade, independentemente da sua orientação sexual, cor de pele, origem ou religião.

Queremos melhorar a vida de quem vive em Cabo Verde através do digital, mas igualmente desenhar soluções para os atuais e futuros desafios do mundo através de tecnologia. Queremos ser uma porta de entrada para o continente do futuro, África, mas queremos igualmente fazer a ponte entre diferentes continentes, aproveitando a nossa posição central no Atlântico. Estamos a apenas uma hora de avião de Dakar (Senegal, África), 3h30 de Lisboa (Portugal, Europa), três horas de Fortaleza (Brasil, América do Sul) e sete horas de Boston (EUA, América do Norte). Para isso, decidimos fazer uma aposta séria nas infraestruturas, no talento e na criação de comunidade.

Nas infraestruturas, estamos a finalizar a construção de um parque tecnológico para servir não só o nosso país, mas também como um parque central de tecnologia da nossa sub-região. Terá uma zona económica especial tecnológica (ZEET) com condições fiscais e parafiscais atraentes. Reforçámos a nossa conectividade através do cabo submarino EllaLink, um cabo submarino de fibra óptica de última geração. Em Cabo Verde, a taxa de penetração da internet ultrapassa os 80%, o dobro da média africana e 20% acima da média mundial. O 4G cobre mais de 80% da população, e o 5G está prestes a chegar. Só faz sentido existir estrada (infraestrutura) se houver veículos (talento).

 

Por isso, começámos a ensinar a língua da internet (inglês) a partir do 5º ano, colocámos o projeto Weblab em todas as escolas secundárias, onde mais de 20 mil crianças já aprenderam princípios de robótica, programação e outras competências digitais. Criámos programas de reconversão de jovens desempregados em programadores e estamos a operacionalizar formações e certificações para a empregabilidade do nosso talento, em parceria com importantes players internacionais do setor privado (PriceWaterHouse Coopers, Huawei, Microsoft, Bravantic, VisionWare).

Dou o exemplo concreto da VisionWare, uma empresa de cibersegurança que já tem neste momento cerca de 30 funcionários na cidade da Praia, e quer recrutar ainda este ano mais 30 colaboradores, criando também um pólo em São Vicente para um centro de análise de ciberameaças à segurança mundial. Trabalham para o mundo a partir de Cabo Verde e com talento nacional. Sempre que isso acontece, sabemos que estamos no bom caminho.

A melhor forma de sentir a temperatura do nosso ecossistema é quando vemos jovens talentos a formar empresas tech e empresas internacionais que se estabelecem no nosso país e recrutam talento nacional. A temperatura no setor privado tem subido muito com a Bolsa Cabo Verde Digital, que já apoiou cerca de 200 jovens na criação da sua startup de base tecnológica (apoio financeiro + mentoria), com o GoGlobal, que tem permitido aos nossos jovens participar em eventos internacionais (WebSummit em Lisboa, Collision em Toronto, WebSummit no Rio de Janeiro, Africa Innovation Summit no Rwanda) que servem como palco e local para fazer parcerias com os melhores e outros programas que têm criado uma comunidade (www.digital.cv).

Está menos cético? Então vamos aos rankings internacionais: no GovTech Maturity Index, Cabo Verde ocupa o 1º lugar no continente africano. No ranking da ITU Infraestrutura TIC, ocupamos o 4º lugar no continente. Recentemente, subimos dois lugares no ranking da Startup Blink, que nos posicionou em 2º lugar na região da África Ocidental e em 1º lugar nos PALOP. Somos referência de E-Gov em África, pelo excelente trabalho que a NOSi, uma entidade pública empresarial focada no desenvolvimento da Governação Digital do nosso país, tem feito. Estamos a criar condições para ser referência também no setor privado, permitindo que as nossas startups exportem os seus produtos/serviços e que empresas internacionais tenham sucesso com o talento recrutado em Cabo Verde.

Temos desafios, mas sabemos onde queremos chegar e estamos a trabalhar para alcançar esses objetivos. Definimos políticas públicas e colocamos recursos de forma corajosa neste setor, acompanhando a vontade dos cabo-verdianos de ter uma vida melhor através do digital e de aproveitar o talento que nasceu nas nossas ilhas, que começa a regressar às nossas ilhas e que começa a escolher as nossas ilhas como base neste mundo em acelerada transformação.

Chegou a hora de capitalizar o posicionamento estratégico e o capital humano de Cabo Verde em favor do nosso país. Não seja assim tão cético, a inteligência artificial através do ChatGPT diz que é possível, nós acreditamos e estamos prontos para continuar a fazer e contar a nossa história.

Cabo Verde é mar, é música, é amor, é talento, mas é também Digital.

Arquivado em:Opinião

Ser um bom líder é algo inato ou aprende-se?

16 Junho, 2023 by Rita Saldanha

Cerca de um em cada três líderes (31,4%) define a sua liderança como participativa, que estimula a partilha de opinião de todos, a colaboração e o trabalho em equipa. Um estilo de liderança participativa e democrática está associada com empresas mais recentes, enquanto as organizações mais antigas têm líderes vistos como autocráticos.

Com o objetivo de perceber como idealizam o futuro da liderança das organizações, a consultora QSP, inquiriu 212 líderes e liderados do tecido empresarial português, onde se concluiu que para uma parte dos inquiridos (35,4%), ser um bom líder é algo mais inato do que aprendido. Contudo, uma outra fação dos respondentes (34,9%) considera que a capacidade de liderança é algo que já nasce consigo, mas é exponenciada pela aprendizagem ao longo da vida, enquanto apenas 24,5% defende que é algo mais aprendido do que inato.

Segundo o estudo, a maioria dos líderes defendem que a sua principal função nas empresas é inspirar a restante organização (52,1%), sendo que comunicar de forma clara e eficaz (27,1%), delegar (12,1%) e tomar decisões difíceis (8,6%) são consideradas em segundo plano. Já na ótica dos liderados, comunicar de forma clara e eficaz é vista como mais necessária (38,9%), destacando logo a seguir a questão da inspiração (37,5%), e posteriormente tomar decisões difíceis (12,5%) e delegar (11,1%). Em especial, nas empresas com menos de 10 colaboradores, a competência de delegar ganha especial destaque.

Lideranças ágeis são chave para o futuro

Uma liderança ágil e adaptável, que se possa ajustar rapidamente às mudanças, é vista como a mais importante por quase 30% das empresas, sendo relevante para 88,2% dos inquiridos.

A flexibilidade e adaptabilidade são ainda apontadas como as competências de liderança mais importantes num mundo em constante mudança, com a competência para tomar decisões estratégicas num ambiente complexo e em rápida transformação no mesmo patamar. Apesar de ser uma realidade cada vez mais premente, liderar equipas virtuais e remotas é a competência menos referida.

A liderança é vista como tendo um papel fulcral para moldar o futuro das organizações, devendo desde logo ajudar a criar um ambiente de trabalho saudável e inclusivo para a equipa (83,5%), estimular a inovação e a criatividade dentro da organização (81,6%), bem como definir e comunicar uma visão clara para a organização (80,2%).

A capacidade de identificar e desenvolver talentos e habilidades na equipa (76,9%) também assume relevância num bom líder. Por isso mesmo, os inquiridos consideram que se deve fomentar uma cultura de aprendizagem contínua e feedback (86,3%), num ambiente de trabalho seguro e inclusivo, que valoriza a diversidade de opiniões e ideias (79,7%). Investir em formação e desenvolvimento de competências específicas é referido por 71,2%, mas apenas 19,3% o indica direta e exclusivamente.

Arquivado em:Liderança, Notícias

L.I.D.E.R.

15 Junho, 2023 by Rita Saldanha

Perdoem o estrangeirismo, mas certamente já reparam que “jogar com as letras” das palavras constitui um desafio interessante. Nomeadamente ligar as mesmas aos conceitos que as suas letras individuais incluem. Foi o que fiz com a palavra LÍDER. E não é que funcionou! Um líder pretende que as pessoas que lidera tenham uma cultura de: “Leverage, Inclusion, Development, Enhancement, Recognition”, ou seja L.I.D.E.R.!

Qualquer líder deve garantir o “Leverage” (o “L”) da sua organização. Ou seja, garantir que todos têm um nível de competências elevado, mas alinhado. Até porque entendo que o líder não deve ser o melhor de todos, mas aquele que melhor sabe se rodear de pessoas melhor do que ele nas suas áreas (financeira, logística, marketing, etc). Estes têm de ser especialistas de topo. O líder deve integrar todo este valor acrescentado individual, tornando 1+1=3. Essa capacidade de potenciar o valor individual estimulando a “accountability” e o empreendedorismo é o seu maior valor. Tem de portanto garantir o “leverage” de toda a organização que lidera (e não apenas dos melhores). Que todos tenham uma cultura comum, um nível de competências e conhecimento mínimo acima do seu objetivo e do seu “benchmark”. Que tenham práticas ESG, que respirem o propósito da organização e sejam felizes. Ou seja, “alavancar” as competências individuais de forma harmoniosa.

Em segundo lugar deve ser inclusiva (o “I” de “Inclusion”) ao nível da comunidade onde está inserida, mas também dos novos talentos, de várias gerações, de diversidade do género, das novas tecnologias… A interação entre pessoas diferentes oferece benefícios significativos de curto e longo prazo, nomeadamente visões e estratégias diferentes do “status quo”. Aliás a própria definição de “inclusivo” reflete este benefício: “capacidade de acrescentar algo no interior de outra coisa”, nomeadamente da sua organização. E o reconhecimento desta cultura de respeito pela diferença, traz também o benefícios de aumentar o respeito e a lealdade dos “stakeholders”. Mas ser “inclusivo” não significa ter de aceitar tudo por ser “politicamente correto”. Significa aceitar a diversidade, a moralidade, a equidade e o bom senso de acordo com a cultura social vigente e a da organização. E cada organização tem a sua personalidade!

O “Development” (o “D”) é outro dos fatores cruciais de um líder: o autodesenvolvimento e o heterodesenvolvimento. Ou seja, a aprendizagem contínua do próprio como fator de melhoria, mas também a possibilidade de realizar a quarta etapa da pirâmide de Maslow, a de reconhecimento nos colaboradores, das suas capacidades e competências. Assim como avaliar a possibilidade de crescimento hierárquico, funcional ou de gestão dum projecto. A organização deve poder permitir isso mesmo, com o líder como “treinador”, com a academia como suporte e o “coach” como estabilizador. Esta necessidade de estima que Maslow focou, permite satisfazer a quinta necessidade de autorrealização meritocrática. O colaborador consegue realizar todo o seu potencial próprio, não estagnando. Estes valores, a sua implementação e o seu reconhecimento valem mais que muitos euros de salário. Acima de tudo aumentam a manutenção do talento.

Em quarto lugar o “Enhacement” (o “E”), ou seja, o reconhecimento individual que cada colaborador tem os meios necessários à sua disposição para conseguir realizar o seu trabalho da melhor maneira possível. Não só ao nível das ferramentas de suporte. Mas também da autonomia na delegação de responsabilidade. Assim como ver uma preocupação permanente da organização de aliviar o “backpack” de cada um, demonstrando preocupação com o colaborador, com o sucesso da tarefa e o respeito pelo “Work Life Balance”.

Finalmente, e talvez uma das mais importantes, a “Recognition” (o “R”). O reconhecimento do sucesso, a recompensa do esforço, a celebração da prossecução do objetivo. Tudo cria um ambiente de saudável coopetitição (colaboração entre colegas concorrentes que querem ser o primeiro, permitindo a entreajuda que melhora e eleva o nível de todos, para que o primeiro, seja melhor ainda). Por outro lado, estimula o exemplo, tornando desconfortáveis os que não se esforçaram como deviam. Ou seja, cria um ambiente justo e meritocrático. Estes são valores que desenvolvem uma cultura de responsabilidade, de sucesso, de melhoria contínua. E a recompensa não tem de ser financeira (embora ajude certamente), bastando por vezes um reconhecimento público, um diploma, um momento exclusivo com a equipa de administração, uma formação… o céu é o limite desde que se saiba o que as pessoas valorizam.

Em suma, ser um Líder não é tarefa fácil, mas é extremamente recompensadora, mas desafiante. O primeiro critério é gostar e respeitar as pessoas e a sua individualidade. Basta ver a forma como alguém trata o CEO de uma empresa e a empregada de limpeza da mesma. Se não for idêntica… Os “frustrados da vida” que preferem ter poder e autoridade, em lugar de influência e respeito, nunca serão líderes. E terão poder por pouco tempo (e ainda bem), pois nunca conseguirão ser um L.I.D.E.R.!

Arquivado em:Notícias, Opinião

Conferência aborda os desafios e oportunidades do ChatGPT nos Recursos Humanos

12 Junho, 2023 by Rita Saldanha

O impacto do ChatGPT, IA, VR e outras tecnologias transformativas nos RH, recrutamento e formação são os temas em destaque na conferência “ChatGPT nos Recursos Humanos”, a decorrer entre os dias 21 e 23 de novembro em Lisboa, promovida pela Vantagem+.

O objetivo do evento sobre transformação digital e Inteligência Artificial (AI) aplicada aos RH, passa por capacitar os participantes das competências e conhecimentos da forma como as empresas estruturam estratégias de negócio, recrutam, treinam e desenvolvem os seus colaboradores, bem como ferramentas para aplicação prática.

O programa, exclusivamente preparado para a Vantagem+ por Vanessa Mosca, especialista internacional em transformação digital nos RH, é de participação presencial, com opção Live Virtual.

Em janeiro de 2023, dois meses depois de ser disponibilizado ao público, o ChatGPT atingiu a marca de 100 milhões e utilizadores, tornando-se a ferramenta digital com maior adoção pelo público trazendo o tema da Inteligência Artificial (IA) para as agendas mediática e empresarial.

Explorar o futuro da Inteligência Artificial e potenciar a utilização do ChatGPT aos processos de RH, perceber que benefícios traz, e quais as oportunidades e desafios que se colocam a todos os profissionais desta área é o propósito desta conferência.

 

Mais info aqui: ChatGPT nos Recursos Humanos | Vantagem Mais

 

PDF do Programa em anexo.

 

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Festeje os Santos Populares sem avarias

9 Junho, 2023 by Rita Saldanha

Sob o mote “Um Arraial de Reparações!” a campanha da iServices, marca de reparação de smartphones, tablets e computadores assinala os Santos Populares com soluções para evitar avarias nos dias de festa.

Durante o mês de junho, as mais de 40 lojas em todo o território nacional, vão estar preparadas para realizar reparações na hora com diagnóstico gratuito, para além de apresentar manjericos com diversas quadras alusivas a esta época festiva, e cujas mensagens se enquadram no espírito popular.

A campanha será visível também fora das lojas iServices, através de uma centena de muppies alusivos ao mote principal espalhados pelo país e nos shoppings com lojas da marca, entre 6 e 21 de junho.

Durante estes dias de festa, a iServices disponibiliza uma equipa de técnicos de reparação multimarca, prontos para reparar o smartphone na hora, de qualquer acidente ou queda que pode arruinar o ecrã ou câmara do telemóvel, com diagnóstico gratuito. Para além, de todas as reparações apresentarem garantia, a marca oferece, ainda, uma ampla variedade de capas e películas de vidro, incluindo as capas de silicone líquido com um sistema de proteção em três fatores, para que acidentes não voltem a acontecer.

Esta campanha reforça a presença da iServices junto dos seus clientes em momentos de festa e celebração, refletindo o compromisso da marca com o país, principalmente nas alturas em que se iniciam as festas a nível nacional. E, por isso, decidimos durante o mês de junho representar a ligação com a cultura portuguesa ao assinalar as Festas dos Santos Populares com a oferta dos serviços de reparação dos equipamentos na hora

Vânia Guerreiro, Diretora de Marca e Comunicação da iServices

 

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Inclusão e respeito no local de trabalho: a OIT diz em que ponto estamos

9 Junho, 2023 by Rita Saldanha

A diversidade no local de trabalho vai além das características pessoais de cada um; «trata-se de termos pessoas de todas as raças com todas as cores de pele, a ocupar diversos cargos e posições de decisão». Além disso, a diversidade também engloba diferentes estilos de trabalho, tanto em equipa, como individual.

As palavras são de Albertina Jordão, Gestora de Programas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que subiu ao palco do Leading People, International HR Conference, no passado dia 31 de maio, com a talk “Diversidade, Igualdade e Inclusão – Do que é que falamos?”.

Quanto à igualdade e inclusão, a oradora explicou que estes são conceitos distintos. A igualdade diz respeito à igualdade de oportunidades e de resultados no mundo do trabalho, sem discriminação. Já a inclusão relaciona-se com o sentimento de pertença e com a participação ativa das pessoas, com as suas vozes e opiniões a serem ouvidas e consideradas.

Vamos aos números 

A gestora apresentou dados do estudo “ILO Survey on D&I” da Organização Internacional do Trabalho sobre diversidade no local de trabalho.

De acordo com a análise, 83% das pessoas entrevistadas sentem-se incluídas nos seus locais de trabalho. Fatores como o respeito, o desenvolvimento da carreira e o reconhecimento são fundamentais para promover a inclusão.

Relativamente à questão do respeito e ao sentimento de pertença, o estudo indica que 86% dos inquiridos se sentem respeitados, sendos estes “dados muito positivos; as pessoas em geral sentem que são tratadas com respeito, que é outra dimensão importante quando estamos a falar de inclusão”, comenta.

“As pessoas que estão no topo são as que apresentam níveis mais elevados de inclusão [83%]”, evidencia Albertina Jordão. Já no que toca ao acesso aos cargos de liderança, refere que as mulheres representam 40-60%, enquanto que as pessoas com diferentes origens raciais, ou minorias religiosas figuram entre 1-29%.

A igualdade salarial entre homens e mulheres também continua a ser uma questão persistente no mundo do trabalho. O estudo apresentado, que foi realizado a pedido do Governo de Portugal, revelou que a desigualdade pode ser explicada “por fatores objetivos como a educação ou com a experiência”, mas que, por outro lado, também são explicadas pelo mercado de trabalho que “é segregado por uma desvalorização de muitas das profissões onde há uma maior concentração de mulheres”

Para promover sociedades e locais de trabalho mais diversos, inclusivos e igualitários, são necessárias políticas abrangentes e permanentes. As decisões devem ser baseadas em critérios justos, evitando preconceitos e estereótipos. A discriminação no ambiente de trabalho deve ser combatida de forma contínua, visando a inclusão de todos os grupos.

Veja o vídeo completo:

 

Tenha acesso a todas as intervenções e conteúdos na Líder TV, disponível on demand, de acesso universal e gratuito, posição 165 do MEO e 560 da NOS.

Tenha acesso à Galeria de imagens aqui.

 

Arquivado em:Artigos, Leading People, Notícias

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