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Rita Saldanha

«É importante haver mais executivos de topo a fazer o coming out», diz Pedro Pina, Vice-Presidente do Youtube

5 Junho, 2023 by Rita Saldanha

Para Pedro Pina, ter-se assumido gay aos 28 anos não foi um caminho simples, numa época em que não existiam exemplos ou modelos com que se pudesse relacionar. E ainda hoje há falta desses exemplos, nas empresas, das comunidades LGBT+. «É preciso que os empresários finalmente falem sobre este assunto. Portugal é um País extraordinariamente cisgénero. As marcas em Portugal não se aliam a esses movimentos», adverte.

O vice-presidente do YouTube para a zona EMEA, marcou presença no Debate “Sensibilidade e Liderança – Uma relação de bom senso?”, trazendo uma discussão relevante sobre autenticidade, diversidade e representatividade nos cargos de liderança nas organizações, e na sociedade como um todo, no âmbito do evento Leading People, International HR Conference, e que também contou com a participação de Marta Temido, deputada e ex-Ministra da Saúde, com a moderação de Nelma Serpa Pinto, jornalista da SIC.

Pina destacou a importância da autenticidade no papel de líder: para ele, “é essencial estabelecer uma ligação emocional com as pessoas que estamos a liderar”, sublinhando que “esta não é uma ideia nova, mas um traço comum aos grandes líderes de países e empresas.”

Coming out

Pedro Pina partilhou abertamente a sua história pessoal: «Eu partilho com o mundo inteiro que sou gay, que sou casado com um homem, que temos filhos». Enfatizou a importância de se ter exemplos visíveis para pessoas LGBTQ+, confessando que «quando eu era miúdo, e já sabia que era gay, eu olhava para cima e não tinha exemplos; só as rock stars, como o Freddy Mercury, ou o cabeleireiro da minha mãe. Não havia mais carreiras para alguém que fosse gay».

“Passados todos estes anos, eu acredito que dar visibilidade é importante para todos os Pedros e Joanas que estão por aí fora, e que precisam de pelo menos ver que é possível chegar lá” 

A necessidade de representatividade para todos aqueles que estão à procura de um lugar de pertença no mundo é importante para o vice-presidente do Youtube EMEA, e aplica-o na organização que lidera.

O YouTube, enquanto plataforma aberta, é um espelho da sociedade, acolhendo cerca de 2,3 biliões de utilizadores diariamente. Com a missão de dar a todos uma voz e mostrar-lhes o mundo, o YouTube, nas palavras de Pina, «tem de ser um reflexo do que está na plataforma, o que inclui uma diversidade representativa».

Ressalva ainda que a representação não é uma questão universal, mas local. «A diversidade tem de ser pensada país a país, e é com base nisso que os critérios são desenhados», confirma. «As equipas que tenho de contratar têm de ser um espelho do que está no Youtube».

O gestor frisou que o ónus da mudança deve recair sobre os aliados da comunidade LGBTQ+, sobre aqueles que têm poder. As vozes dos grupos marginalizados podem trazer o caso a público, e fazer pressão, mas é essencial que os líderes avancem, assumam a responsabilidade e tomem medidas para acabar com a discriminação.

«Os grupos podem trazer o caso a público, podem fazer pressão. O que se pede é que os líderes avancem»

No contexto de Portugal, Pedro Pina fez uma chamada à ação para as empresas e marcas se aliarem ao movimento LGBTQ+. Realçou a importância de um jovem LGBTQ+ ver empresas a lançarem linhas de produtos que incluem a bandeira LGBTQ+, e que a visibilidade desses símbolos nas marcas pode fazer uma grande diferença na aceitação social e na inclusão.

«Além disso, é importante haver mais executivos de topo a fazer o coming out. Em Portugal, os políticos foram os primeiros a sair do armário, o que é extraordinário» 

Em conclusão, Pedro Pina deixou clara a sua: a autenticidade e a representatividade são cruciais, não só para uma liderança eficaz, mas também para uma sociedade mais justa e inclusiva. «Não conheço ninguém que se tenha arrependido de sair do armário. Viver em verdade é muito mais libertador. Mesmo que seja mais difícil, é sempre melhor do que viver em mentira ou em mostrar-se ser alguém que não corresponde ao que somos»

 

 Tenha acesso a todas as intervenções e conteúdos na Líder TV, disponível on demand, de acesso universal e gratuito, posição 165 do MEO e 560 da NOS.

Tenha acesso à Galeria de imagens aqui.

Arquivado em:Leading People, LGBTQIA+

Novo mundo do trabalho: como criar uma relação de lealdade e compromisso com os colaboradores?

5 Junho, 2023 by Rita Saldanha

O mundo é hoje definitivamente digital e global. O significado e o sentido do trabalho nunca estiveram tão em evidência e, mesmo, em dúvida existencial. Afinal, por que trabalhamos e como se consegue atrair as pessoas? E como criar laços em modo remoto e espírito de família entre uma equipa de trabalho?

Ana Correia é Diretora de Employer Branding na Zühlke, consultora tecnológica de presença global, com escritórios no Porto e três centros de engenharia, que conta no total com 1900 colaboradores. Recentemente, anunciou a adoção da semana de quatro dias de trabalho e está focada na contratação do talento tech em Portugal

Em conversa com a Líder, ficamos a perceber um pouco melhor porque definitivamente o salário não mantém as pessoas nas empresas, e o lucro é coisa do passado.

 

Como avalia este momento, em que segundo o novo movimento, “Great Reflection”, os trabalhadores encontram-se numa encruzilhada e aspiram mudar rapidamente de carreira, com o intuito de procurar mais sentido e realização na sua função?

Vivemos um momento de transformação constante e acelerada no mundo do trabalho e esta é uma realidade inegável, diretamente relacionada com a era digital e a globalização. A “Great Reflection” é um espelho dessa realidade, na qual muitas pessoas procuram mudanças significativas nas suas carreiras de modo a encontrarem maior sentido e realização nas suas funções, cujo propósito esteja alinhado com os seus valores e que tenha um impacto positivo no mundo. Avaliando este momento, podemos perceber que as mudanças nas expectativas dos colaboradores refletem uma crescente procura por trabalhos mais significativos e gratificantes, em detrimento da mera fonte de remuneração. De certa forma, esta tendência surge como uma reação à pressão constante da produtividade e à falta de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, com impacto direto no desgaste profissional e pessoal. Além disso, a procura por significado no trabalho também pode ser entendida como uma manifestação da crescente consciencialização sobre questões sociais, ambientais e éticas, que muitos colaboradores consideram importantes para as suas carreiras. Por isso mesmo, esta é uma oportunidade para as empresas criarem ambientes de trabalho mais saudáveis e equilibrados, que valorizem o bem-estar dos colaboradores e incentivem a inovação e a criatividade – no fundo, que não tenham como único objetivo o lucro, mas também o impacto positivo no Mundo.

 

De que forma podem as empresas responder a esta tendência e o que tem feito a Zühlke nesse sentido?

É possível as empresas responderem a esta tendência de diferentes maneiras, desde logo criando ambientes de trabalho mais flexíveis, com possibilidade de trabalhar de forma remota ou híbrida e investimento em políticas e práticas de sustentabilidade e DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão), mas também alinhando o negócio com propósito, investindo em programas de desenvolvimento profissional e pessoal implementando políticas mais abrangentes de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal para que cada pessoa explore o seu máximo potencial e contribua para criar valor.

Nesta lógica, é essencial que as empresas estejam atentas às necessidades e expectativas dos seus colaboradores, incentivando a participação ativa destes na definição de metas e objetivos da organização e partilhando feedback regular sobre o seu desempenho e contributo para a organização, potenciando um ambiente de trabalho inclusivo, diverso e seguro, onde todos se sintam valorizados e respeitados.

Na Zühlke promovemos um ambiente de trabalho inclusivo e diverso, no qual os colaboradores são incentivados a desenvolverem-se tanto enquanto profissionais como pessoas, através de um ampla gama de oportunidades de formação e desenvolvimento e da cultura de feedback transparente e bilateral para incentivar o crescimento e a melhoria contínua. Hoje, somos já conhecidos pela nossa política de trabalho flexível onde se destaca a semana de 4 dias de que todos podem usufruir da forma que melhor funciona para si e que, por permitir gerir o horário à medida de cada pessoa e da sua equipa, traz o equilíbrio essencial entre a vida profissional e pessoal – fundamental para a produtividade e para a satisfação dos colaboradores.

Trabalhamos continuamente nas nossas Políticas de DEI e de Sustentabilidade, procurando implementar boas práticas na nossa organização e fomentar uma maior consciencialização das mesmas junto dos nossos colaboradores, assim como de clientes e fornecedores. São práticas como estas que contribuem para que a empresa consiga, por um lado, atrair e reter talento, e, por outro, promover um ambiente de trabalho produtivo, criativo e inclusivo, onde todos os especialistas têm um impacto positivo no mundo.

 

Há profissões que são mais promissoras para o futuro próximo, e outras haverá que se tornarão obsoletas. Quais são as skills determinantes?

À luz da crescente digitalização e constante mudança, tendencialmente certas profissões serão mais promissoras para o futuro próximo do que outras. Referimo-nos, por exemplo, a profissões relacionadas com a área da saúde, marketing digital, sustentabilidade e, claro, tecnologia. À medida que a tecnologia se torna cada vez mais presente nas nossas vidas, os profissionais que operam neste campo são cada vez mais valorizados: áreas como Desenvolvimento de Software, Análise de Dados, Inteligência Artificial e Segurança Cibernética têm crescido rapidamente e devem continuar a crescer no futuro. No que se refere às competências com maior peso para o futuro, é importante destacar as chamadas “soft skills”, onde se destacam Pensamento crítico e Resolução de Problemas ou Conflitos, Inteligência Emocional, Comunicação Efetiva e Colaboração e Trabalho em Equipa.

 

O talento já não é exclusivo de uma organização. Mas as vantagens competitivas de um negócio não devem ser efémeras. Como equilibrar esta relação e conseguir manter o talento?

De facto, atualmente é cada vez mais raro considerar o talento como “exclusivo” de uma organização, dada a escassez de profissionais no mercado, a facilidade de mobilidade e a flexibilidade de conhecimentos para abraçar outros desafios. Por estes motivos, as empresas enfrentam ainda mais desafios nesta tarefa de reter talento, chamando as empresas a repensar as vantagens competitivas do seu negócio para que não sejam efémeras. Para equilibrar essa relação e potenciar a retenção de talento, é fundamental que as empresas promovam práticas que incentivem a lealdade e o compromisso dos colaboradores, sem comprometer a competitividade da organização, colocando em primeiro lugar um ambiente de trabalho inclusivo e equilibrado, o bem-estar dos colaboradores, o desenvolvimento e a formação, o reconhecimento e a recompensa da performance, benefícios valorizados pelas equipas, a cultura de colaboração e inovação e a oportunidade de fazer diferente, com propósito e valor. Ao adotar este tipo de práticas, as empresas contribuem para equilibrar a relação entre a retenção de talento e a competitividade da organização, incentivando a lealdade e o compromisso dos colaboradores sem comprometer a capacidade de se adaptar às mudanças do mercado.

 

O que se pede às lideranças é que inspirem e confiem nas pessoas. Quais os traços que considera estruturais nos líderes?

No cenário atual de grande imprevisibilidade e mudança, as figuras de liderança devem possuir alguns traços estruturais para inspirar as pessoas e a sua confiança, assim como garantir o sucesso da organização. Entre estas, destacamos a capacidade de adaptação dos líderes às novas circunstâncias e situações que surgem; a visão clara e consistente do futuro da organização, para poderem guiar a sua equipa rumo aos objetivos definidos e tomar decisões informadas; a profunda inteligência emocional que contribui para entender e gerir emoções próprias e dos outros, num ambiente de trabalho saudável, colaborativo e mais resiliente em momentos de crise; a empatia para compreender as necessidades e expectativas dos colaboradores, promover o diálogo aberto e a colaboração; a comunicação clara, objetiva, assertiva e inclusiva para transmitir visão, estratégias e orientações aos colaboradores; a criatividade para pensar de forma inovadora e encontrar soluções “fora da caixa” para os desafios e aproveitar oportunidades; a disponibilidade para ouvir, dar feedback e prestar apoio aos colaboradores sempre que necessário; a confiança em cada elo criado para construir relacionamentos saudáveis e duradouros, gerando compromisso e lealdade.

Consideramos estes traços essenciais para todos os líderes que desejam inspirar as suas pessoas e mostrar confiança no seu trabalho, já que são competências que promovem a flexibilidade, a resiliência, a inclusão e a capacidade de adaptação às novas circunstâncias enquanto mantêm um ambiente de trabalho saudável, colaborativo e produtivo.

Como se constrói uma cultura de empresa e valores com os quais os colaboradores se identifiquem, num registo de trabalho digital e à distância?

Construir uma cultura de empresa forte e um sistema de valores é fundamental para criar um ambiente de trabalho saudável, inclusivo e motivador para os colaboradores. No entanto, com o aumento do trabalho digital e à distância, pode ser um verdadeiro desafio manter esta coesão e este sentimento de pertença à cultura organizacional.

Algumas estratégias para combater o afastamento e potenciar um sistema de valores neste ambiente de trabalho digital e à distância passam pela comunicação transparente e regular entre os líderes e a equipa, fornecendo informações claras e transparentes sobre a visão, missão e valores da empresa, assim como na partilha de feedback regular, opiniões e sugestões de melhoria, para uma comunicação bidirecional. A definição de objetivos e valores claros, partilhados com toda a equipa, cria um quadro de trabalho em direção a uma visão comum e onde todos são parte integrante do processo.

Também as atividades de team building regulares contribuem para construir conexões pessoais e profissionais entre os colaboradores, mesmo à distância. Na mesma linha de valorização profissional e individual, a formação e desenvolvimento dos colaboradores deve ser uma prioridade, para que possam desenvolver competências e conhecimentos alinhados com a cultura e os valores da empresa.

 

O que nunca deixará de ser analógico?

Neste cenário cada vez mais digitalizado, acreditamos que o humano e as relações interpessoais são essenciais para o bem-estar emocional, social e pessoal das pessoas. Por isso, é importante que as pessoas cultivem relacionamentos saudáveis e significativos nas suas vidas. O contato humano pode ajudar a reduzir o stress e a ansiedade e aumentar a felicidade e a satisfação – à semelhança do círculo familiar e de amigos, a equipa deve beneficiar de um grupo com quem possa conversar e partilhar as suas experiências. As relações interpessoais são cruciais para o desenvolvimento social e emocional: enquanto crianças, aprendemos a comunicar e a relacionar-nos com outras pessoas por meio dos nossos contatos e interações com os outros, e na vida adulta e profissional estas relações interpessoais são basilares para o nosso crescimento. Além disso, as competências interpessoais podem ser cruciais para o sucesso profissional. Ter uma rede de contatos confiáveis e desenvolver “networking” com regularidade pode fomentar novas oportunidades de trabalho, obtenção de referências e construção de uma reputação profissional positiva. Desde tempos imemoriais, os seres humanos têm dependido uns dos outros para sobreviver e prosperar e esta dependência continua até aos dias de hoje.

 

A Zühlke conta com um escritório no Porto desde 2021, com 60 colaboradores. Quais os próximos desafios para o futuro da empresa em Portugal?

Nestes primeiros dois anos de atividade em Portugal, conseguimos resultados muito positivos junto dos nossos talentos, clientes e projetos. Este é o primeiro escritório do grupo Zühlke em Portugal, entre 17 localizações, e é o terceiro Centro de Engenharia Global da marca, peça-chave para o grupo responder à procura por talento altamente qualificado para o desenvolvimento de soluções inovadoras, assentes em engenharia de software e devices, para áreas tão distintas como a Banca, as Telecomunicações, as Seguradoras ou a Saúde. Além de reter o talento que já temos, será preciso atrair os melhores profissionais do mercado para alavancar o negócio e por isso contamos que a Zühlke Portugal cresça em 50% até ao final deste ano.

 

Arquivado em:Entrevistas, Notícias

5G pode impulsionar o PIB Global até 2030

5 Junho, 2023 by Rita Saldanha

A quinta geração de redes móveis, mais conhecida como 5G, não só oferece velocidades de internet mais rápidas, como também traz benefícios adicionais, como menor latência e maior capacidade de tráfego.

Este avanço na tecnologia móvel tem potencial para transformar a produtividade global, de acordo com um recente estudo conduzido pela Universidade de Oxford.

O estudo, intitulado “O Potencial Económico Global das Tecnologias Habilitadas pelo 5G”, revela que os novos usos possíveis graças às capacidades melhoradas do 5G já estão a ajudar as empresas a aumentar a produtividade, suportando a flexibilidade e gerando economia de custos e tempo.

78% dos executivos de negócios inquiridos esperam que o 5G melhore a produtividade, acelerando o ritmo da automação para lidar com a escassez de mão-de-obra.

O estudo destaca que o tamanho da oportunidade económica das tecnologias 5G depende da velocidade de implementação, do espectro utilizado e do grau de adoção dos novos usos.

Indica ainda que as melhorias na conectividade possibilitadas pelas redes móveis 5G de banda média poderiam contribuir com 1,1% do PIB global em 2030 através de ganhos de produtividade. Estes benefícios projetados serão possibilitados por novos usos, serviços e aplicações, e modelos de negócios que são facilitados pelas melhorias de velocidade, latência e capacidade de tráfego nas redes 5G.

Ao complementar as capacidades da banda média 5G com o espectro de ondas milimétricas (mmWave), os benefícios de produtividade podem aumentar significativamente.

O uso combinado de banda média e espectro mmWave poderia contribuir com 1,7% do PIB global em 2030. Por outras palavras, o estudo sugere que o impulso no PIB possibilitado pelo 5G usando o espectro mmWave pode constituir quase 10% do aumento do PIB global entre 2022 e 2030.

A pesquisa com executivos também indica que as empresas estão a investir para aproveitar os benefícios potenciais das tecnologias 5G. A maioria dos executivos inquiridos para este relatório já começou a ver benefícios moderados a significativos da adoção da tecnologia 5G, através de melhorias na velocidade e precisão das operações.

As empresas estão também a começar a entender o aumento das possibilidades de trabalho remoto e uma maior capacidade de atrair e reter talentos com o uso do 5G.

 

Além disso, os executivos inquiridos reconhecem o potencial do 5G para fornecer uma plataforma para futuras inovações, com mais de dois terços reconhecendo a influência do 5G nas decisões de investimento das suas organizações em tecnologias como Inteligência Artificial e a Internet of Things (IoT).

No entanto, quase dois terços dos executivos na pesquisa também destacam obstáculos que podem retardar a adoção do 5G, principalmente preocupações com segurança e pressões regulatórias.

Este estudo de Oxford sublinha o papel crucial do 5G na transformação da economia global e na melhoria da produtividade, apesar dos desafios existentes.

Arquivado em:Economia, Notícias

Dominar o jogo mental da liderança

5 Junho, 2023 by Rita Saldanha

Sente-se tentado a fugir àquela tarefa que tem de fazer e é extremamente aborrecida? Provavelmente está a ser atacado pelo seu “Sabotador Esquivo”. E prefere falar de dados aos seus colaboradores em vez de os inspirar? Talvez esteja dominado pelo “Sabotador Hiper-Racional”. Cada vez que atinge algo novo tem todas as pessoas à sua volta a dizer “uau” e para si parece-lhe que não é suficiente? Talvez o “Sabotador Hiper-Realizador” esteja aí. Sente que o trabalho que faz nunca é perfeito e isto custa-lhe horas de sono para fazer aqueles detalhes finais? Talvez o “Sabotador Perfecionista” esteja a atuar.

Existem 10 “sabotadores” responsáveis por baixar o nosso desempenho. Os sabotadores são vozes internas que nos contam algumas mentiras, fingindo ter boas intenções.

A investigação de Shirzad Chamine, criador da Inteligência Positiva e Professor em Standford há 14 anos, mostra que apenas 20% das pessoas alcançam algo próximo do seu verdadeiro potencial, devido ao poder destrutivo dos seus sabotadores.

Quantas vezes se lembra que é um ser humano imperfeito e falível e que todo o erro ou falha podem ser transformados numa grande aprendizagem? Este é o pensamento “Sábio da Compaixão por Si Próprio”. Costuma sentir-se feliz quando os outros têm sucesso? Se sim, é porque tem o pensamento “Sábio da Empatia” bem desenvolvido. E sabe bem o que é importante para si? Então é porque tem o “Sábio que o ajuda a Navegar”. Há cinco pensamentos sábios que nos ajudam a conseguir alcançar o nosso potencial. É desenvolvendo a voz do “Sábio” que conseguimos o que queremos e somos felizes.

A ideia é concentrar-se na guerra furiosa que tem dentro da sua mente, entre as vozes dos “Sabotadores” que o destroem e dos “Sábios” que o fazem crescer. O seu trabalho é treinar o controle dos pensamentos Sabotadores e reprogramar a sua mente para se focar nos pensamentos Sábios.

Com este trabalho, desenvolve significativamente a sua inteligência emocional e consegue cumprir muito melhor as suas funções enquanto Líder. Com efeito, passa a partilhar o propósito de uma forma mais inspiradora, consegue conquistar a confiança dos outros, gere os conflitos de forma mais saudável e consegue aumentar a autonomia e accountability da sua equipa.

Para desenvolver estas competências emocionais é preciso treinar todos os dias, até se tornar um hábito. Por isso, usamos a plataforma de Inteligência Positiva® de Shirzard Chamine, para fazer mental fitness. Com este treino, nove em cada 10 pessoas passam a usar a sua energia emocional com mais eficiência, melhorando o trabalho de equipa, a empatia e as outras competências da inteligência emocional. É preciso um pouco de prática, mas desafiar os seus pensamentos sabotadores e trazer à tona as melhores qualidades do seu sábio, pode transformá-lo no líder que sempre quis ser.

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder.  

Subscreva a Líder AQUI. 

Arquivado em:Artigos, Leading People, Notícias

Gonçalo Barral é o novo diretor-geral do Groupe Atlantic na Península Ibérica

5 Junho, 2023 by Rita Saldanha

Gonçalo Barral é o novo diretor geral ibérico do Groupe Atlantic, uma empresa familiar francesa, que opera no sector de climatização. No seu novo cargo, o profissional enfrenta o desafio de projetar a liderança da empresa nas principais áreas em que opera, nomeadamente na produção de AQS e aquecimento, tanto doméstico como coletivo.

Com mais de 25 anos de experiência profissional, o novo executivo, que vai ficar responsável pelas filiais em Portugal e Espanha, possui uma vasta experiência internacional em gestão de pessoas e de atividades na área da distribuição – B2B e B2C. Gonçalo Barral foi diretor-geral da Essilor Portugal, e anteriormente, foi durante 3 anos diretor-geral da Silent Gliss (Reino Unido), e 7 anos diretor das empresas do Grupo BIC, com sede em Espanha.

Quero agradecer a toda a equipa de gestão do Groupe Atlantic pela confiança depositada em mim e reforçar o meu compromisso com toda a equipa ibérica. Estou confiante que juntos continuaremos a construir um grande futuro para os nossos colaboradores, clientes, para as nossas marcas e o nosso Grupo

Gonçalo Barral, diretor-geral do Groupe atlantic na Península Ibérica

 

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Quando as emoções falam, os consumidores escutam

26 Maio, 2023 by Rita Saldanha

Longe vão os tempos do hard-selling. A atualidade tem vindo a mostrar-nos que a comunicação das marcas passa, cada vez mais, por um apelo aos sentimentos e sensações, e muitas são as insígnias que têm vindo a apostar por esta estratégia.

Todos conhecemos, pelo menos, um anúncio de Natal que nos comoveu. Todos nós nos revemos naqueles anúncios sobre a Amizade, com que uma reconhecida marca de cerveja nos tem impactado. Sempre de forma criativa, mas sobretudo, muito inspiracional. Relembramos as histórias, revivemos as nossas emoções e reações; e mesmo que nenhum produto tenha estado diretamente presente nessas comunicações, conseguimos facilmente associar a marca e a sua oferta a um patamar de alta confiança, credibilidade e reputação.

As marcas cedo perceberam a necessidade de contar histórias. Contudo, o storytelling frívolo pertence ao passado. Os consumidores, expostos aos anúncios, procuram representação e emoção. A comunicação de marketing tem, por esta razão, de saber descer daquele patamar que lhes confere alteridade e superioridade perante o seu público-alvo, e humanizar-se.

Nas palavras de Brian P. Brown et al  (2012), a sensibilidade de marca define-se como “grau em que a informação da marca e/ou associações empresariais são ativamente consideradas nas deliberações de compra”. Embora se trate de um estudo focado no setor B2B, há aqui uma inegável transversalidade: o consumidor retém apenas uma ínfima fração da informação que lhe chega, e são as associações entre as marcas (sejam elas de produtos ou serviços) e os seus próprios sentimentos que podem fazer toda a diferença na tomada de decisão. A esta equação, os autores adicionam a importância e complexidade da compra (ibid.). Referem que as organizações, de forma a gerirem os riscos associados às aquisições complexas e importantes, tendem a estabelecer redes de comunicação informais com o objetivo de identificar e processar informações relevantes para a decisão de compra (ibid.).

Na iServices estamos cientes de que a compra de um computador ou telemóvel recondicionado representa uma compra importante para o consumidor, dada a preponderância destes aparelhos no dia-a-dia, mas também complexa, com a ampla oferta no mercado. Procuramos comunicar os nossos equipamentos em conformidade com um propósito maior: a sustentabilidade. No passado mês de março reinventámos os 3Rs: Reparar, Recondicionar e Reutilizar. Acreditamos que uma mensagem simples, que dá poder ao consumidor, acrescenta valor à nossa oferta e preenche o consumidor de confiança na hora de escolher. E não se trata apenas de contar a história da importância de preservar o ambiente, mas mostrar empiricamente como outros consumidores, no passado, contribuíram para o mesmo propósito. Em 2022, reparámos 144 376 equipamentos, poupando mais de 25 toneladas de lixo eletrónico e 10 mil toneladas de CO2.

Mais do que criar um bom storytelling ao consumidor, há que involucrá-lo na narrativa e fazê-lo sentir que é parte integrante da História.

 

 

Referência bibliográfica:

Brown, Brian P. et al. “What factors influence buying center brand sensitivity?”. Industrial Marketing Management 41 (2012) 508–520

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