Com o comércio eletrónico a ganhar cada vez mais peso no consumo quotidiano, os portugueses estão também mais atentos aos seus direitos e às estratégias que lhes permitem fazer compras mais informadas. No contexto do Dia Mundial do Consumidor, assinalado a 15 de março, especialistas lembram que conhecer as regras do comércio online e utilizar ferramentas de comparação pode fazer a diferença entre uma compra bem-sucedida e uma experiência frustrante.
De acordo com o comparador de preços e marketplace KuantoKusta, os consumidores nacionais mostram-se hoje mais exigentes e cuidadosos no processo de compra. Antes de finalizar uma encomenda, muitos procuram preços mais competitivos, analisam avaliações de outros utilizadores e investigam diferentes opções disponíveis, seja em lojas online ou em estabelecimentos físicos.
Para Fábio Faria, Head of Partnerships & Business Development do KuantoKusta, «este comportamento híbrido reflete a exigência crescente e a necessidade de confiança nas compras digitais, tornando ainda mais importante que conheçam os seus direitos quando compram online», afirma.
Entre os direitos mais relevantes destaca-se o direito de livre resolução, que permite ao consumidor devolver um produto adquirido online no prazo de 14 dias após a sua receção, sem necessidade de apresentar justificação. Além disso, as lojas são obrigadas a fornecer informação clara sobre o produto, incluindo o preço final, custos de envio e condições de devolução. Caso o artigo recebido não corresponda à descrição apresentada, o consumidor pode apresentar reclamação e solicitar o respetivo reembolso.
Para além da vertente legal, especialistas sublinham também a importância de adotar estratégias que permitam fazer escolhas mais inteligentes. Comparar preços entre diferentes lojas, acompanhar a evolução do valor de um produto ao longo do tempo e consultar opiniões de outros compradores são práticas cada vez mais comuns entre os utilizadores.
Ferramentas digitais podem ajudar neste processo. Algumas plataformas permitem acompanhar o histórico de preços e identificar momentos mais favoráveis para comprar determinados produtos. É o caso da funcionalidade Boa Compra, do KuantoKusta, que monitoriza variações de preço e ajuda a identificar ofertas mais competitivas.
Segundo Fábio Faria, o consumidor digital atual não se limita a procurar o preço mais baixo. «Hoje, os consumidores portugueses investigam, comparam e ponderam antes de tomar decisões. Este comportamento mais exigente reflete uma procura por segurança e transparência no digital. Conhecer os seus direitos não é apenas uma formalidade: é o que lhes permite avançar com confiança e sentir que as suas escolhas estão protegidas», realça.
Neste contexto, plataformas de comparação de preços e marketplaces têm ganho relevância no ecossistema do comércio eletrónico. Ao reunir ofertas de diferentes lojas num único espaço e disponibilizar avaliações de utilizadores, estas ferramentas permitem aos consumidores tomar decisões mais informadas e, em muitos casos, concluir a compra diretamente na própria plataforma.



