Com a descida das temperaturas e a proximidade do inverno, o número de pessoas infetadas tenderá a subir cada vez mais. David Dowdy, professor de epidemiologia da Universidade John Hopkins, em declarações para o The Guardian, refere que apesar de se esperar um aumento de casos, é muito improvável que se volte ao contexto de […]
Com a descida das temperaturas e a proximidade do inverno, o número de pessoas infetadas tenderá a subir cada vez mais. David Dowdy, professor de epidemiologia da Universidade John Hopkins, em declarações para o The Guardian, refere que apesar de se esperar um aumento de casos, é muito improvável que se volte ao contexto de unidades sobrelotadas como o ano passado, graças à imunidade conferida pela vacinação contra a COVID-19.
“As pessoas ainda podem apanhar COVID, ainda pode haver infeções graves, mas a boa notícia é que, se já estiver vacinado, é muito menos provável que seja hospitalizado ou tenha uma infeção grave”, corrobora Rupali Limaye, especialista em vacinas e cientista. Os especialistas acreditam que o COVID-19 será endémico e circulará nas próximas décadas, sendo que a gravidade da infeção deverá diminuir ao longo dos anos.
Ainda assim, a vacina é distribuída de forma altamente desigual. Nos Estados Unidos da América, apenas 58.6% da população está inoculada, uma taxa inferior quando comparada com outros países da Europa que se debatem com o aumento dos casos, como é o caso da França e Alemanha. Ainda que o impacto seja atenuado, graças a parte da população estar vacinada, pode mesmo assim haver uma perda considerável de vidas. A Organização Mundial de Saúde aponta que quase dois terços das infeções em todo o mundo correspondem ao continente europeu.
A promessa de que as vacinas poderiam reduzir a transmissão levou os governos a aliviar as medidas. Ainda que viável, a capacidade de prevenção que a vacina oferece diminui com o tempo, e o risco de uma “quinta onda” conduziu a uma chamada para vacinas de “reforço”, ou terceiras doses, para todos os que receberam vacinas de mRNA. A Agência Europeia para o Medicamento (EMA) começou esta semana a avaliar um pedido para a utilização de uma segunda dose de reforço da vacina da COVID-19 da Janssen (Johnson & Johnson) para pessoas com mais de 18 anos.
Doses de reforço podem ajudar a conter a transmissão, mas os especialistas repetem ser essencial vacinar novas pessoas. Quanto às vacinas para crianças com mais de cinco anos, elas podem reduzir a transmissão, bem como a chegada de novos medicamentos antivirais podem vir a tornar a doença tratável.
Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde atualizou no dia 18 de novembro a norma 002/2021, que define a Campanha de Vacinação Contra a COVID-19, e incluiu na Fase 3 (Dose de Reforço) pessoas com 65 e mais anos de idade, profissionais dos serviços de saúde (públicos e privados) e de outros serviços prestadores de cuidados, residentes, utentes e profissionais em Lares ou instituições similares, bombeiros envolvidos no transporte de doentes, pessoas com 18 ou mais anos de idade com esquema vacinal primário (toma única) com a vacina Janssen contra a COVID-19.
Desde que foi notificado o primeiro caso na China, no final de 2019, o novo coronavírus já provocou cerca de 5 milhões e 130 mil mortos, com mais de 255 milhões de pessoas infetadas em todo o mundo segundo o balanço da agência France-Press, divulgado na última semana.


