As empresas investem em Marketing para posicionar a sua marca e captar a atenção dos potenciais clientes, onde quer que eles estejam, para que possam desenvolver o seu negócio e gerar riqueza. Fruto da transformação digital, da inovação tecnológica e da explosão do uso da Internet, consumidores e empresas investem mais tempo em canais digitais, […]
As empresas investem em Marketing para posicionar a sua marca e captar a atenção dos potenciais clientes, onde quer que eles estejam, para que possam desenvolver o seu negócio e gerar riqueza.
Fruto da transformação digital, da inovação tecnológica e da explosão do uso da Internet, consumidores e empresas investem mais tempo em canais digitais, seja por motivos de negócio, investigação, produtividade ou por lazer. Consequentemente, o E-branding é o esforço que as marcas têm de fazer para acompanhar esta tendência, ou seja, a utilização dos canais digitais para criar e promover a identidade de marca nesse espaço digital, orquestrado com outros canais mais tradicionais, caso existam.
Com as redes sociais, a internet tornou-se interativa e as marcas seguiram mais esse canal digital, mas agora começa a emergir o metaverso que é a procura de uma experiência imersiva através de tecnologias de realidade virtual e realidade aumentada. O que o metaverso vai ser no futuro será difícil prever, até porque depende muito da evolução da tecnologia. Atualmente, não existe um metaverso, mas sim várias plataformas com objetivos diferentes e potenciados por uma economia virtual assente em ativos digitais e NFTs. As pessoas adotam uma presença e uma identidade digital num espaço virtual onde podem interagir e fazer transações entre si ou com outras entidades.
A Indústria dos jogos digitais é talvez a mais avançada na utilização deste tipo de plataformas. Só a Roblox tem mais 50 milhões de utilizadores diários abaixo dos 18 anos. Esta geração Z irá encarar esta revolução tecnológica de uma forma natural, onde a transação de bens digitais é perfeitamente natural. As outras indústrias também começam a encarar esta revolução como uma oportunidade de desenvolver negócio de uma forma transversal entre o Digital e o Físico. As marcas estão a investir fortemente na sua presença no metaverso para, numa primeira fase, se darem a conhecer a novas audiências e, numa segunda fase, poderem compreender como extrair valor desta nova realidade.
A massificação do metaverso vai passar pela evolução de vários aspetos tecnológicos, nomeadamente os dispositivos de interação que ainda são pouco ergonómicos e caros. Contudo, a evolução dos sensores hápticos (tácteis) vai permitir avatares mais realistas e uma experiência de interação mais imersiva. As tecnológicas, com particular destaque para a Meta, Microsoft, Google e Apple estão a investir biliões para dar corpo a esta nova visão. Atrás delas vem uma miríade de outras pequenas empresas tecnológicas que transbordam inovação nas mais diversas áreas como desenvolvimento de avatares, ativos digitais, espaços virtuais e modelos de negócio inovadores.
Entretanto, entre a visão e o êxtase tecnológico temos a dura realidade das empresas ancoradas nas suas assimetrias de desenvolvimento e gestão. Em Portugal, um estudo recente mostra-nos uma dessintonia entre os consumidores e as empresas no que respeita à sua presença digital. Cerca de 70% dos utilizadores Internet já fazem compras online mas destes 48% alegam que têm que comprar fora de Portugal por falta de oferta das empresas portuguesas, que ainda encaram a sua presença digital com um certo experimentalismo. É tempo de encarar o Espaço Digital com firmeza, perseverança e determinação.
Este artigo foi publicado na edição de inverno da revista Líder
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