O recente relatório “2021 European E-Commerce”, indica uma taxa de crescimento de 10% de faturação no setor do e-commerce, e prevê que a tendência continue, com um crescimento estipulado de 12% e uma faturação de 844 mil milhões de euros. A análise da Universidade de Ciências Aplicadas de Amesterdão e da CMIHvA (empresa de estudos […]
O recente relatório “2021 European E-Commerce”, indica uma taxa de crescimento de 10% de faturação no setor do e-commerce, e prevê que a tendência continue, com um crescimento estipulado de 12% e uma faturação de 844 mil milhões de euros.
A análise da Universidade de Ciências Aplicadas de Amesterdão e da CMIHvA (empresa de estudos de mercado) mostra que num prisma global europeu dos 27 estados membros e mais 10 economias digitais vizinhas, em contexto pandémico, o uso da internet aumentou a um ritmo normal, sendo que, no final de 2021, 89% da população tinha acedido à internet, um crescimento de 2% face a 2019. Já o PIB teve um grande salto comparativamente aos anos anteriores, registando 18.333 mil milhões de euros, sendo o melhor ano desde 2017.
Em 2021, o e-commerce representou 4% dos 192 mil milhões de Euros do PIB (cerca de 7.4 mil milhões). A Grécia foi quem mais cresceu no e-commerce (B2C) dos 37 países, alcançando os 77%. Portugal ocupa o 16º lugar da lista, com um valor de 26%.
Num olhar mais atento à situação portuguesa, embora não tão acentuadamente como os restantes países europeus, também se registou uma evolução positiva, com uma percentagem de 56% de e-shoppers. Mas apesar de mais de metade da população fazer compras online, Portugal está nos últimos 10 lugares entre os 37 países.
Apesar dos anos (2017 e 2018) em que se verificou uma estagnação na percentagem de população portuguesa com acesso à internet (em 75%), a tendência entre 2015 e 2021 é de crescimento, sendo que em 2021 registou 81%. E da população com acesso à internet, em 2021, cerca de 60% também fez compras ou procurou por serviços online. Das compras feitas online, cerca de 89% dos portugueses compraram a vendedores nacionais, e 48% a vendedores oriundos de países fora e dentro da União Europeia.
Dos 37 países analisados, o aumento de e-shoppers é notório, sendo que o salto mais visível foi em 2020, passando de 66% em 2019 para os 71%. A Europa Ocidental representa o maior volume de negócios do comércio eletrónico europeu, atingindo os 64%, enquanto o Norte e Leste da Europa ficam apenas pelos 6%. Numa visão mais detalhada, o Reino Unido, Países Baixos e Dinamarca ocupam o pódio de países com maior percentagem de e-shoppers, rondando os 90%.


