As empresas que conseguem promover uma cultura de aprendizagem contínua são as que conseguem reter e tirar mais partido dos seus talentos. Isso porque, além de oferecerem oportunidades para crescimento, essas empresas incentivam seus colaboradores a manterem-se atualizados e tornarem-se à “prova de futuro”. Estas empresas não têm receio de estar a formar pessoas que […]
As empresas que conseguem promover uma cultura de aprendizagem contínua são as que conseguem reter e tirar mais partido dos seus talentos. Isso porque, além de oferecerem oportunidades para crescimento, essas empresas incentivam seus colaboradores a manterem-se atualizados e tornarem-se à “prova de futuro”.
Estas empresas não têm receio de estar a formar pessoas que poderão acabar por ir trabalhar para outras organizações, porque compreendem que a empregabilidade é um processo contínuo que garante a competitividade da pessoa no mercado de trabalho, seja dentro ou fora da organização. Por isso, quando as pessoas percebem que estão numa empresa que valoriza o seu desenvolvimento, elas tendem a permanecer e contribuir para o crescimento da organização e criação de valor.
Este é o princípio base do lifelong employability.
Mas em que medida é que a estratégia de gestão e retenção de talento da sua organização ainda está focada em princípios de lealdade do colaborador e sentimento de obrigação, ao invés de uma relação harmoniosa em que os líderes compreendem que a sua responsabilidade vai muito além do tempo de permanência das pessoas na organização?
Num recente estudo realizado pela Edelman Trust Barometer, uma das questões respondidas no questionário de confiança e credibilidade, realizada a mais de 20 mil pessoas, foi a seguinte: “Qual dos seguintes stakeholders irá provavelmente resolver com mais sucesso os desafios societais vividos na sua comunidade?”. As opções de resposta eram as seguintes: Empresas, Organizações sem Fins Lucrativos, Media ou Governo. As respostas foram largamente favoráveis para as empresas, considerando o Governo o stakeholder menos provável de responder a desafios societais como a disparidade de riqueza, diversidade e inclusão, desafios políticos e sociais, entre muitos outros.
As lideranças, deverão, em primeiro lugar, promover uma cultura de empatia que permita compreender as expectativas dos colaboradores, clientes, investidores, parceiros ou da sociedade.
Significa que hoje existe uma expectativa da sociedade, de que são as empresas, e em particular, os seus líderes, a responder a muitos dos desafios que vivemos na nossa comunidade.
Para que as lideranças assumam este papel, deverão, em primeiro lugar, promover uma cultura de empatia que permita compreender as expectativas dos colaboradores, clientes, investidores, parceiros ou da sociedade. Uma cultura que permita criar relações de proximidade e confiança com as pessoas da organização, fundamental para compreender as suas expectativas de carreira e de vida, assim como os seus desafios individuais.
Isto porque as pessoas precisam de compreender que as suas funções irão mudar com o tempo e o que isso significa para elas. Só assim é que as poderemos ajudar a prepararem-se para o futuro, seja na sua organização ou fora dela. Só assim estamos a criar sociedades focadas no bem-estar.



