Fernando Pimenta, o nosso superatleta, ganhou mais um par de títulos mundiais. Vão agora 14. Medalhas são 187. Extraordinário.
– Um destes dias encontrei um cavalheiro circulando de trotineta elétrica pela marginal, em Oeiras. Para maior desfrute usava headphones.
– É impressão minha ou as discussões políticas em nome da defesa das instituições, de tão estridentes, estão a fragilizar as instituições?
– Por falar nisso: o crime de corrupção ligado ao financiamento de Vale do Lobo, envolvendo J. Sócrates, pode ter prescrito. A Justiça está a ser goleada por um só homem.
– Por vezes fica-se com a ideia que a segurança é um tema que só interessa à extrema-direita. Esta lógica, creio, é muito favorável à dita extrema, porque transmite a ideia de que os outros não se preocupam com o que importa ao povo. Claro que só por dizer isto me arrisco a ser acusado de pertencente ao grupo…
– O boicote de vários participantes no festival Commedia à la Carte por causa de Jerry Seinfeld talvez tenha mostrado o perigo de nos levarmos demasiado a sério. Mas compreendo os críticos: eu mesmo, desde Trump, estou a boicotar os EUA. O mundo ainda não sabia mas agora também passa a saber.
– É talvez por estas e por outras que a liberdade de expressão, diz a imprensa, recuou em Portugal.
– Entre as vítimas sobreviventes da tragédia do Elevador da Glória, informou-nos uma excelente reportagem no Expresso, há quem não tenha sido contactado, consolado, indemnizado. Como diria José Gil, a não-inscrição persiste. Com ela a falta de responsabilidade. Uma outra tragédia e uma vergonha.
– O jogo online é uma chaga social. Gostava que o meu clube, Sporting, mostrasse a diferença de que se reclama e encontrasse outro tipo de patrocinador. E era bom que a regulação do setor fosse real.
– Tinha a ideia de que haveria para aí uma polémica envolvendo a atriz Sydney Sweeney. Percebe-se a razão e deitam-se as mãos à cabeça. Nossa Senhora!
– A guerra da Ucrânia continua. Já passaram mais que os três dias que o maior presidente de sempre precisava para resolver a coisa. Como lhes chamava no El País Lluís Bassets, o autocrata titulado e o aspirante vocacional estão bem um para o outro.
– O Sr. Trump continua a querer batizar coisas. Lago Ontário? Não! Lago América. O homem não dá descanso.
– Algumas pessoas andam chateadas com o sistema Volta. Eu cá acho bem e acho que o vidro também devia ir pelo mesmo caminho. Mas numa coisa concordo com os críticos: era bom que as máquinas funcionassem.
– Há um novo cromo para a caderneta FC Porto, o roupeiro Jardel. Para juntar ao guarda Abel, a Luís Gonçalves e outros que tais. Um senhor.
– A canção que ouço a maioria dos dias de setembro: September, de David Sylvian. Eterna. E este setembro, regressamos a Jorge Palma.
– Um novo livro de um escritor de quem gosto: Melancolia dos Confins. Norte, de Matthias Enard.
– E um grande filme: Dois Procuradores, de Sergei Loznitsa, sobre a loucura da repressão estalinista. As revoluções devoram sempre os seus filhos.
Votos de um feliz e tranquilo Outono.

