Num mundo em que já é possível vislumbrar uma realidade pós-pandemia pela diminuição do número de infeções, salvo ainda algumas regiões do mundo, e o avanço dos planos de vacinação, é cada vez maior a vontade de viajar e fazer planos para as férias. Embora os especialistas em viagens estejam otimistas de que as coisas […]
Num mundo em que já é possível vislumbrar uma realidade pós-pandemia pela diminuição do número de infeções, salvo ainda algumas regiões do mundo, e o avanço dos planos de vacinação, é cada vez maior a vontade de viajar e fazer planos para as férias. Embora os especialistas em viagens estejam otimistas de que as coisas lentamente vão começar a abrir ainda em 2021, tudo depende do sítio onde se vive, para onde se deseja viajar e se o vírus, e as suas variações, estão ou não sob controlo.

Com tantas incertezas em andamento, o mais aconselhável na maior parte do mundo, ainda é ficar seguro e em casa. Mas não há perigo em olhar para o futuro e perceber quando será possível voltar a ir de férias e, como tantos desejam, o mundo voltar ao normal.
Maureen O’Hare, jornalista da CNN Travel, falou com vários especialistas e deixa as principais impressões num artigo divulgado online.
Quando será normal voltar a viajar?
Existe um otimismo latente e à medida que as vacinas vão-se tornando cada vez mais disponíveis, as viagens tendem a aumentar no final de 2021, perspetivando-se que as coisas voltem a um estado relativamente normal em meados de 2022. Por outro lado, as viagens de trabalho vão ter uma tendência para ser cada vez menos, uma vez que esta Pandemia veio mostrar que através de outros meios de comunicação conseguem-se resolver muitas questões.
Começa agora a surgir um maior número de reservas, principalmente para depois do verão, quando as pessoas calculam que já será mais seguro viajar, algo que estão a desejar há muito tempo. Os planos são feitos a longo prazo e em grande – há uma tendência de reservas para 2022 e até 2023, com viagens longas, luxuosas e um itinerário cuidadosamente selecionado.
Ser vacinado vai fazer a diferença?
Por enquanto ainda não, mas este será um dos maiores problemas que o setor das viagens vai enfrentar nos próximos dois anos. Os “passaportes de vacinas“, que podem impor restrições de viagem a qualquer pessoa que não seja vacinada, é um dos temas quentes da atualidade. Alguns destinos, como Seychelles, Chipre e Polónia, já suspenderam os requisitos de quarentena para visitantes que façam prova de já ter sido vacinados.
Contudo, este conceito levanta outras questões como o mau uso da documentação que comprove a vacinação e a situação daqueles que ainda esperam pela vacina, não têm acesso a ela ou não querem ser vacinados. Sobre isso, a Organização Mundial da Saúde já mostrou a sua posição em não apoiar os “passaportes de vacinas”. A vacina poderá não se tornar obrigatória, mas trará algumas desvantagens não se ser vacinado, afirmam os especialistas.
Voar para destinos de longa distância
Existem alguns voos de longo curso que estão a funcionar, mas não é de esperar que o volume de rotas vá aumentar para níveis anteriores à Pandemia, até 2022. Ainda é possível realizar algumas reservas, sendo a Nova Zelândia/ Austrália o destino mais difícil pelas restrições impostas e a redução de voos por parte das companhias aéreas. Existe o risco que o voo seja cancelado ou reprogramado, o que agora acontece frequentemente, para além das imposições à entrada, que variam de destino e país de saída. O Dubai é, por exemplo, um dos destinos mais abertos do mundo, enquanto a Nova Zelândia se encontra no extremo oposto. Viagens de lazer para destinos longínquos, com segurança e permissão, aconselha-se mais para o final de 2021.
“Bolhas de viagem” e voos de curta distância
Os especialistas estão mais otimistas quanto ao ressurgimento dos voos de médio curso, isto porque os governos irão ter uma maior pressão para atenuar as medidas de quarentena em relação a países vizinhos, como é o caso da Europa em que as fronteiras vão reabrindo à medida que o número de infeções vai baixando. O conceito de “bolhas de viagem” que prevê a abertura seletiva das fronteiras entre países, e que foi uma tendência no verão de 2020, parece não se ter materializado, apesar dos vários rumores, talvez pela complexidade de controlar a sua dinâmica.
Viagens de cruzeiro
Este foi de longe o segmento de viagens mais impactado pela Pandemia e vai levar algum tempo até que voltem ao normal, se é que voltam. A tentativa de regressar rapidamente ao ativo fez o público perder a confiança na indústria de cruzeiros, principalmente num mundo pós-COVID em que as pessoas estão mais preocupadas com a saúde.
Mas há também uma visão otimista que afirma serem as experiências tipo “boutique”, em navios mais pequenos, com um rigoroso controlo de entradas e uma rota bem planeada, o tipo de cruzeiros que pelo ambiente mais controlado irão atrair clientes.


