A ciência comprova que o humor é não só agradável para o ser humano, como também essencial para uma melhor saúde mental e bem-estar geral. Não é por acaso que 80% dos portugueses relaciona o seu bom humor ao consumo de conteúdos humorísticos e 20% afirma que gostaria de se rir mais no dia a […]
A ciência comprova que o humor é não só agradável para o ser humano, como também essencial para uma melhor saúde mental e bem-estar geral. Não é por acaso que 80% dos portugueses relaciona o seu bom humor ao consumo de conteúdos humorísticos e 20% afirma que gostaria de se rir mais no dia a dia.
Estas informações são da Preply, uma plataforma de idiomas, que realizou um inquérito para compreender o humor em Portugal. Os dados foram recolhidos através de entrevistas a 500 portugueses com conexão à internet, residentes em todas as regiões do País.
Do que (e como) se riem os portugueses?
A par da hegemonia do digital, vídeos engraçados são o formato preferido por 81% portugueses, geralmente partilhado por amigos em redes sociais como o Instagram e o TikTok. De seguida, vêm piadas (75,2%), situações inesperadas do quotidiano (66,2%), filmes ou séries de comédia (54,9%) e stand up comedy (51,3%).
Quando o assunto são memes, 46% da população afirma ser o conteúdo com mais sucesso: os clássicos, que envolvem situações hilariantes do dia a dia (70,3%), conteúdos sobre erros e falhas (quedas e tropeções, erros de desempenho, falhas de engenharia ou design) (55,5%) e tudo aquilo que contenha um humor bastante absurdo ou surreal (49,7%).
Ainda relativamente ao humor online, 66% dos portugueses revelou que a reação mais comum a conteúdos engraçados é “HAHAHA” (66%), seguindo-se o “LOL” (“laughing out loud” ou “a rir muito alto”) (37,7%).
O estudo indica existirem ainda algumas diferenças ao longo do território, no que diz respeito à nacionalidade do humor consumido. Na região de Lisboa, o humor do Reino Unido é o preferido, enquanto que no Porto é o conteúdo brasileiro (em conformidade com a preferência nacional) e em Braga o dos Estados Unidos da América.
Os limites do humor
Momentos familiares foram eleitos por 78% dos inquiridos como os mais propícios para risos leves e autênticos, contrastando com a internet e o ambiente de trabalho, considerados pela maioria dos portugueses como espaços onde se ouvem piadas ofensivas e brincadeiras que ultrapassam os seus limites.
Cerca de 42% dos participantes admitiu mesmo já se ter sentido ofendido por brincadeiras de mau gosto, mas as reações gerais tendem a não envolver a manifestação direta da desaprovação. Ignorar e tentar mudar de assunto é o comportamento mais comum (47,1%), seguindo-se o não dizer nada (28,7%).
Confrontar quem fez a suposta piada é apenas preferido por 19,8%, que faz questão de deixar clara a diferença entre o que faz rir e o que magoa.
O humor e o riso, embora sejam experiências universais, podem ser incrivelmente diversos de país para país, refletindo os costumes, crenças e estilos de comunicação distintos de cada cultura. Funciona como uma previsão para compreender melhor as regras sociais, muitas vezes não vocais, e o caráter único de uma sociedade.
Sylvia Johnson, Líder de Metodologia da Preply
O estudo completo pode ser consultado aqui.


