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Denise Calado

Afinal, para que serve e onde é o escritório?

10 Maio, 2022 by Denise Calado

Hoje contratam-se pessoas pelas suas capacidades, e não pelo horário ou proximidade do escritório. A expectativa é de que 40% a 60% do horário de trabalho seja passado no local de trabalho e o restante em casa.

Julia Hobsbawn, autora do livro “The Nowhere Office” escreve na Strategy+Business, onde releva que a disrupção dos últimos dois anos provou que o trabalho no escritório das 9h às 17h não vai voltar a ser uma realidade. A tendência é que as pessoas deem mais valor ao ambiente de trabalho e suas às suas condições do que ao salário em si, o que se reflete no movimento crescente da Great Resignation.

A autora deixa três sugestões de como se adaptar a estas mudanças e reavaliar as prioridades:

  1. “Como” e “porquê” importam mais do que “onde” e “quando”

A maior mudança que se nota é na atitude no que toca ao estar presente. Hoje o estar presente é possível através dos meios digitais, não só presenciais. O desenvolvimento da tecnologia redefiniu a relação entre o local de trabalho e o tempo gasto para lá chegar. Colaboradores consideram uma medida mais atrativa ir ao escritório quando é necessário, e ficar a trabalhar a partir de casa quando o contacto não é necessário, poupando assim os tempos de deslocação e os preços inflacionados dos combustíveis. O espaço de trabalho é menos relevante, passando a importar mais estar num espaço com as pessoas com quem se trabalha: assim, o escritório em si já não é condição sine qua non. Dá-se agora prioridade às relações sociais entre colegas, o bom ambiente, que se traduz num aumento de produtividade, segundo um estudo da Universidade de Stanford.

  1. A “fase de vida” de um colaborador transformar-se-á na nova maneira de identificar pessoas.

A fase de vida em que os trabalhadores de uma organização se encontram vai se tornar mais central que qualquer outro fator. A autora divide as fases de vida em três: o que aprende, o que se demite e o líder.  O que aprende considera que estar no escritório é benéfico, visto que pode estar a partilhar casa e internet, e aprender com colegas no local de trabalho pode ser essencial.

De acordo com um estudo da Statista, em 2030 é esperado que metade da população trabalhadora dos EUA sejam freelancers, o que se enquadra na categoria dos que se demitem. Estes não necessitam de um trabalho fixo, full-time e presencial, necessitam sim de um local onde possam ocasionalmente juntar-se com os colegas, e se não estiver satisfeito com o trabalho facilmente muda de emprego.

Os líderes, por sua vez, necessitam de ouvir e aprender cada vez mais, enquanto deixam de monitorizar ao extremo e deixam de impor métodos antiquados. Planear padrões de trabalho e de locais adequados para trabalhar consoante a fase de vida dos seus colaboradores será crucial.

  1. Saúde Social é o novo Bem-estar

Antes da Pandemia o bem-estar era tema central. No entanto, no local de trabalho não encontrávamos o bem-estar pretendido, mas sim um grande foco de stress, que se traduzia também em pouca produtividade. A saúde social define Hobsbawn, é o estado conectado de uma organização e os seus colaboradores, principalmente da partilha de conhecimento através de relações sociais. Assim, é importar estimular e encorajar as relações sociais entre colegas para os trabalhadores ganharem confiança e capital social, que se irá refletir nas suas saúdes física e mental.

As pessoas terão de ter alguma liberdade sobre como as fomentar. Controlo do tempo, das relações e boa comunicação é a chave para uma boa saúde social. Quanto mais saudáveis as relações, mais coesa será a produtividade.

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

A crise da Água

10 Maio, 2022 by Denise Calado

Dados das Nações Unidas relativos a 2020, revelam que 46% da população mundial continua sem acesso a saneamento e 26%, cerca de 2 mil milhões de pessoas, não bebem água de fontes seguras.

O problema não parece estar na escassez, sendo que a quantidade disponível no planeta foi sempre a mesma, mas sim na falta de infraestruturas para o seu acesso. No livro “Água: uma Biografia” (Desassossego), Giulio Boccaletti, autor e investigador no MIT, aborda o tema da água como um bem essencial para a sobrevivência do ser humano, e, como tal, já desde as antigas civilizações que este era de extrema importância, especialmente pela falta de tecnologia e infraestruturas que permitisse ter acesso a água potável.

Os países africanos são os que mais sofrem do problema e onde a população é extremamente debilitada devido à falta de água. O problema não reside na falta de água, mas sim nos Estados mais fracos e menos funcionais, e no facto de não fazerem investimentos nesse sentido, reforça o autor em entrevista. Segundo a experiência do investigador no Sul da Etiópia, quando houve um reforço nas infraestruturas dedicadas à água, a economia desenvolveu-se e houve uma queda abrupta do número de mortes por doença em crianças.

A crise da água é o foco de um conselho de ministros de pelo menos 80 países a realizar-se em Jacarta, Indonésia, nos próximos dias 18 e 19 de maio, naquela que será uma das maiores reuniões internacionais sobre recursos naturais. Englobando os setores da Água, do Meio Ambiente, da Saúde e da Economia, o encontro tem como objetivos a delineação de um plano concreto para facilitar o acesso universal à água potável de forma a realizar, antes de 2030, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 6: garantir a disponibilidade e a gestão sustentável da água potável e do saneamento para todos.

Segundo Catarina de Albuquerque, Diretora-executiva da Iniciativa Saneamento e Água para todos da UNICEF, para que o ODS 6 seja alcançado até 2030, os países precisam dobrar a atual taxa de progresso, sendo que 129 nações ainda não estão no caminho para ter recursos sustentáveis de manejo da água nos próximos oito anos.

 

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

101 Vozes pela Sustentabilidade – Por Um Desenvolvimento Responsável

9 Maio, 2022 by Denise Calado

O livro do Iscte Executive Education, publicado pela LeYa/Oficina do Livro, fazem-se ouvir as vozes de 101 personalidades portuguesas que partilham as suas visões de sustentabilidade para o futuro de Portugal.

Em nota introdutória deste livro, o Secretário-Geral das Nações Unidas resume bem, a razão de ser do livro 101 Vozes pela Sustentabilidade – Por Um Desenvolvimento Responsável:  “Um número crescente de empresas está a abraçar esta mudança social, ambiental e financeira. Cidades e regiões estão a desenvolver novos modelos – de vida e de trabalho; de cultivo e de consumo de alimentos; e de redução da emissão de gases com efeito de estufa. Juntos, podemos pôr as pessoas e o planeta em primeiro lugar“, refere António Guterres.

O livro reúne as opiniões de uma centena de personalidades dos mais variados setores da sociedade civil, empenhados em assegurar o desenvolvimento responsável nas suas organizações a bem das pessoas, do país e do planeta. Um desenvolvimento responsável que não passa apenas pela ação climática, mas sim pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU: do combate à pobreza às energias renováveis, da educação à justiça, da saúde ao trabalho digno. A sustentabilidade exige compromissos e este é um livro sobre como podemos mudar a nossa mentalidade e fazer diferente. Entre estas 101 vozes estão empresários, ativistas, académicos, especialistas em energia, empreendedores, investigadores, artistas, banqueiros, arquitetos, entre muitos outros profissionais que assumiram o desafio – e o compromisso.

Ao longo de quase 800 páginas os leitores serão confrontados com realidades, termos e palavras-chave, uns que conhecem bem e outros que vão passar a fazer parte do seu léxico – da transição energética ou transição verde aos ODS das Nações Unidas, passando por Natureza Positiva, NetZero, descarbonização, ESG (Environmental, Social, Governance), desperdício, viver com menos, gestão da água, circularidade, desigualdades, os 3 p’s da sustentabilidade (People, Profit, Planet, a que se juntam Purpose e Prosperity), e ainda Sociedade Sustentável ou Igualdade de Género, entre outros.

Arquivado em:Livros e Revistas

A Rússia de Putin: A Ascensão de um Ditador

9 Maio, 2022 by Denise Calado

A Rússia de Putin: A Ascensão de um Ditador, de Darryl Cunningham, um relato imprescindível – e genialmente ilustrado – para perceber de onde vem e o que ambiciona Putin, será publicado em Portugal no próximo dia 17 de maio pela LeYa/ Lua de Papel. Dos pátios atulhados de lixo e ratazanas em Leninegrado, onde cresceu, às guerras na Síria, Geórgia e Ucrânia, esta é história de Putin retratada pelo premiado ilustrador e jornalista gráfico britânico Darryl Cunningham, para quem o ditador russo só tem um objetivo na Ucrânia: restabelecer a época dourada do poderio soviético.

Esta é um livro essencial para quem quer perceber de onde vem e o que ambiciona aquele que é hoje um dos homens mais poderosos do mundo: como chega à KGB, como cresce dentro dos serviços secretos russos, como forma um cartel de crime à sua volta e como vê o seu nome envolvido nos brutais assassinatos de Boris Nemtsov (opositor político), Anna Politkovskaya (jornalista) e do ex-espião Alexander Litvinenko. Os envenenamentos, as influências políticas mundiais, a relação com o Ocidente (que até à invasão da Ucrânia fez vista grossa ao que se passava na Rússia), as interferências do Kremlin nas eleições norte-americanas, os ciberataques e a corrupção a uma escala quase inimaginável.

Obra aclamada pela crítica e imprensa internacional, A Rússia de Putin – A Ascensão de um Ditador foi considerada: “Um exemplo soberbo de quão poderosa pode ser a não-ficção gráfica, quando aborda eventos complexos e os torna assustadoramente claros.” (Publishers Weekly); “Um livro importante. A investigação completa e arrepiante que Cunningham fez da carreira sangrenta de Putin é necessária para nos lembrar do tipo de homem com que o mundo está a lidar.” (Forbes); “Uma das experiências mais importantes que surgiram na banda desenhada do Reino Unido na última década.” (Broken Frontier). “Outros autores escrevem livros inteiros para conseguirem dizer aquilo que Darryl diz numa só ilustração.” destaca Jon Ronson.

Arquivado em:Livros e Revistas

Miguel Teixeira é o novo CEO da NTT DATA EMEAL região Américas

9 Maio, 2022 by Denise Calado

Miguel Teixeira assume a liderança regional da América Latina e Estados Unidos da consultora tecnológica NTT DATA, exercendo as funções de CEO para oito países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Perú e Estados Unidos), nos quais colaboram 15.000 pessoas. Miguel Teixeira terá a missão de consolidar a posição de liderança da empresa na região, enquanto parceira de inovação de organizações dos setores de Banca, Seguros, Indústria, Saúde, Setor Público, Utilities e Telecom.

O profissional que transita do cargo de CEO da NTT DATA Chile, e anteriormente, entre março de 2014 e 2020, de CEO da NTT DATA Portugal, acumula mais de 25 anos de experiência em gestão de empresas, equipas e projetos de transformação digital e no setor das Tecnologias de Informação.

Miguel Teixeira é licenciado em Engenharia Informática e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico, tendo completado a sua formação académica com Pós-graduações em Inovação, Empreendedorismo e Gestão de Projetos da Universidade Católica Portuguesa.

“Pessoalmente, foi com grande orgulho e satisfação que aceitei o desafio de liderar a região Américas, na medida em as geografias que estarão no perímetro da minha responsabilidade vão desempenhar um importante papel no crescimento do negócio da NTT DATA EMEAL. É uma zona geográfica na qual a NTT DATA já tem uma sólida presença e posicionamento, pelo que antecipamos um futuro recheado de oportunidades para inovar e fazer diferente, para transformar as organizações e melhorar a vida das pessoas pela tecnologia”, afirma o novo CEO.

 

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Conferência Leadership & Talent Management

9 Maio, 2022 by Denise Calado

É já na próxima 4ªfeira, dia 11, que se vai realizar em Lisboa a 1ª Conferência da consultora em RH Header, sobre o tema Leadership & Talent Management. O evento é gratuito e destina-se a Gestores de empresas e Diretores de Pessoas

Na conferência irão ser abordados temas como mercado de trabalho em 2022, impactos globais – análise PESTEL ao mercado português, Pessoas – chave do sucesso organizacional, a inovação face à escassez do talento e liderança humanizada

Os painéis e momentos de debate contam com a participação de oradores e gestores de organizações como a Deloitte (Joana Pais Afonso), PwC (Nuno Gonçalo Simões), El Corte Inglés (Rita Soares), WIT Software (Rui Dias), entre outros.

Mais informações aqui.

 

 

 

Arquivado em:Notícias

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