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Denise Calado

Próximos passos para um futuro sem fome e desperdício de alimentos

7 Abril, 2022 by Denise Calado

Vivemos num mundo repleto de paradoxos não resolvidos e inexplicáveis. Um dos mais preeminentes é a coexistência paradoxal do desperdício de alimentos e da fome, dois dos mais determinantes desafios sociais que caracterizam o nosso tempo.

Por um lado, temos uma enorme e subestimada1 quantidade de comida que é deitada fora. Isto abrange tanto a perda de alimentos – que ocorre durante a cadeia de abastecimento até à fase da distribuição, não a incluindo – como o desperdício de alimentos – que ocorre nas fases de distribuição, gestão e consumo. Por outro lado, temos um número crescente de pessoas que passam fome, representando, de acordo com as estimativas mais recentes, cerca de 10% da população mundial2.

Além das preocupações éticas levantadas pela existência de alimentos que vão diretamente para o lixo quando (pelo menos) um em cada dez de nós não lhes tem acesso, desperdiçar alimentos significa desperdiçar água, energia e recursos ambientais – o que contribui para agravar ainda mais a crise ambiental e climática.

No que diz respeito à fome, o problema não está na falta de alimentos, mas na sua distribuição desigual pelo globo: é por isso que temos, simultaneamente, abundância e escassez.

Um facto fundamental é que não precisamos de ir muito longe quando falamos de fome. Na União Europeia (UE), mais de 12 milhões de pessoas, por ano, recebem ajuda alimentar graças ao Fundo de Auxílio Europeu às Pessoas mais Carenciadas (FEAD) que, entre outras coisas, financia a produção de alimentos destinada especificamente à ajuda dos mais carenciados. No período de 2014-2018, 1,7 mil milhões de euros foram usados para produzir 1,6 milhões de toneladas de alimentos, distribuídas pelos membros mais carenciados da nossa comunidade nos 26 Estados-membros3.

Não é, de forma alguma, que demasiado dinheiro esteja a ser utilizado numa causa tão nobre e importante, mas esta é uma utilização antiquada do dinheiro, sob um paradigma puramente consumista: produzir mais alimentos como se não produzíssemos já (e desperdiçássemos) o suficiente. Estes programas são aprovados pela Comissão Europeia e depois geridos por entidades nacionais: após a produção de alimentos ser atribuída por concurso, os produtos são transferidos para os armazéns de bancos alimentares. Estes alimentos são depois distribuídos por instituições de solidariedade da linha de frente (ou seja, instituições sem fins lucrativos que servem comida para fins sociais) que, por seu turno, além das chamadas “medidas de acompanhamento” (por exemplo, apoio psicológico, assistência ao emprego, alojamento para os sem-abrigo, acesso à educação), providenciam ajuda alimentar aos mais carenciados.

Ao mesmo tempo que o FEAD e outras políticas semelhantes se ocupam da fome, da pobreza e da marginalização social, há um movimento a nível europeu em torno da Plataforma de Prevenção de Perdas e Desperdício Alimentares da UE, bem como políticas nacionais que procuram diminuir o desperdício de alimentos, incentivando a doação4 através da recuperação e redistribuição de excedentes para ajudar os mais carenciados.

Na Associazione Banco Alimentare Roma ODV, construímos a ecibo, uma plataforma digital que promove a interseção entre a oferta e a procura de alimentos excedentes, para que produtos que já não podem ser vendidos (por exemplo, devido à curta data de validade), mas que ainda podem ser consumidos sejam não só salvos de ir para o lixo, mas também prontamente reaproveitados para ajudar quem mais precisa. Através da plataforma, os supermercados podem facilmente notificar que têm excedente de alimentos disponível para doar, e as instituições de solidariedade da linha de frente mais próximas podem aceitá-lo. Depois, a instituição recolhe os alimentos presencialmente no supermercado e usa-os na ajuda alimentar aos seus beneficiários; por fim, a instituição de solidariedade insere o documento de transporte na plataforma como prova de que o processo de doação foi terminado com sucesso e para garantir a sua total rastreabilidade (que os doadores podem usar para terem benefícios fiscais).

Com este sistema tão descentralizado que permite às instituições recolherem diretamente os donativos de excedente de alimentos, o tempo de recolha é efetivamente reduzido. Vemos que até mesmo em supermercados de pequena dimensão, até 12 toneladas de alimentos perecíveis podem ser salvas por ano; dado que existem em Itália mais de 10 mil supermercados5, o número estimado de 120 mil toneladas pode ser muito interessante.

Políticas que tratam estes grandes desafios inter- -relacionados em silos, como se fossem partes isoladas, estão inevitavelmente a gerar resultados abaixo do ideal. De facto, a maioria das instituições que ajuda os mais carenciados não é incentivada a recolher o excedente de alimentos nos supermercados. Isto acontece porque a cadeia de abastecimento estabelecida para a ajuda alimentar permite-lhes, numa única deslocação ao nosso armazém, recolher os alimentos necessários para três a cinco semanas de assistência aos seus beneficiários, vis-à-vis as deslocações diárias necessárias para recolher o excedente de alimentos dos supermercados.

Em vez de tratarmos a fome e o desperdício de alimentos de forma isolada, é necessário harmonizar estas políticas, pelo menos na UE. Se estas políticas convergissem para a recuperação do excedente de alimentos, a poupança que aconteceria no financiamento público da produção podia ser usada, por um lado, para fortalecer a capacidade das instituições para recolher os alimentos (por exemplo, suportando as despesas relacionadas com o transporte e as caixas isotérmicos) e, por outro lado, para aumentar as “medidas de acompanhamento” destinadas a promover a inclusão social dos beneficiários, ou em iniciativas para mitigar a fome em países em desenvolvimento, contribuindo, assim, de forma concreta para a sua erradicação.

Mais recentemente, introduzimos uma inovação radical que permite a recolha do excedente de alimentos de pequenos negócios do setor alimentar (por exemplo, padarias, restaurantes, talhos, peixarias, etc.), o que até agora não tinha sido explorado pela cadeia de abastecimento da ajuda alimentar. A nossa app Stasera Offro Io (“esta noite ofereço eu”) permite a recuperação dos bens não vendidos no dia que podem ser recolhidos diretamente pelos beneficiários: ajudados pelas instituições, os beneficiários estão ativamente implicados na recuperação de excedentes de alimentos, através de um novo modelo de assistência inclusiva que mobiliza os beneficiários na luta contra o desperdício, tornando-os atores na sua própria saída da condição de privação. Note-se que esta não será a substituição perfeita da ajuda alimentar tradicional que é e sempre será importante para as categorias mais frágeis de beneficiários. Ainda assim, tem o potencial de cobrir uma importante parte das necessidades da ajuda alimentar, contribuindo ainda mais para uma solução sinergética para o paradoxo fome/desperdício de alimentos.

Mesmo à nossa porta, começando pela harmonização de políticas para enfrentar os grandes desafios de forma sistemática, encontramos os nossos próximos passos para um futuro sem fome e desperdício de alimentos.

 

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder
Subscreva a Líder AQUI.

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Dicionário de Ciência Política e Relações Internacionais

6 Abril, 2022 by Denise Calado

O presente dicionário tem como objetivo fomentar e estimular a compreensão dos conteúdos científicos reportados às áreas de ensino e pesquisa em Ciência Política e Relações Internacionais, atendendo à identificação e concetualização de temáticas mais ou menos complexas transversais às duas disciplinas.

Autor: FERNANDO DE SOUSA (coord.)

Arquivado em:Livros e Revistas

A montanha viva

6 Abril, 2022 by Denise Calado

Escrito durante a Segunda Guerra Mundial, A Montanha Viva descreve as incríveis viagens que Shepherd fez às montanhas Cairngorm, na Escócia, numa poderosa meditação sobre o consolo e a força que se encontra nas regiões indomadas. Baseando-se em diferentes perspetivas do ambiente montanhoso, Shepherd torna o familiar estranho e o estranho arrebatador.

A sua sensibilidade e poderes de observação colocam-na na primeira linha da escrita da natureza.

Autor: NAN SHEPERD

Arquivado em:Livros e Revistas

Esta Vida – Fé Secular e Liberdade Espiritual

6 Abril, 2022 by Denise Calado

Este livro dirige-se a dois públicos, o religioso e o secular. Convida os leitores que se identificam como religiosos a questionarem a verdadeira motivação da sua dedicação ao próximo. E encoraja todos os leitores, religiosos e seculares, a reconhecer no compromisso com a vida finita a condição necessária da responsabilidade. Porque a Regra de Ouro não depende de um sentido religioso de eternidade, antes depende de um sentido secular de finitude.

Autor: Martin Hägglund

Arquivado em:Livros e Revistas

RFIVE PROJECT

6 Abril, 2022 by Denise Calado

“Time’s Up – será que ainda vamos a tempo?

Vamos sempre a tempo! Temos de iniciar, definitivamente! A tendência da reutilização está cada vez mais imposta pela indústria, moda e sociedade. Em pouco tempo, a reciclagem e reutilização deixarão de ser “moda” e passarão a ser conceitos vulgares. Quem estiver fora desses conceitos, estará desatualizado. Nós já iniciamos este projeto em 2020 e está estabelecido a 100% para se iniciar com qualquer marca que cumpra os requisitos mínimos.”
Maria Sá, CEO da Lurdes Sampaio

Por ano são desperdiçadas 48 milhões de toneladas de roupa em todo o Mundo, 25% são recolhidas e menos de 1% dá origem a novas peças de roupa. A nível europeu são poucas as propostas que deem uma saída para o problema do desperdício têxtil, quando muitas marcas não sabem o que fazer aos stocks de tecidos, de peças e o desperdício que criam ao produzir essas peças de confeção.

Recutex, Fiavit e a Lurdes Sampaio são as três empresas de Vila Nova de Famalicão, que se juntaram para transformar vestuário em fim de vida, e sobras da confeção, em novas fibras e com isso produzir novas roupas. O projeto Rfive, criado para antecipar as normas da reciclagem têxtil impostas pela União Europeia, a partir de 2025, tem como base os cincos princípios basilares da economia circular: reduzir, reutilizar, reciclar, renovar e restaurar. E já permitiu demonstrar a redução de 90% na emissão de gases com efeito de estufa, uma poupança energética de 70% e um consumo de água de quase 0%.

O processo inicia-se com a recolha dos resíduos têxteis, que são selecionados, separados e preparados para se seguir a fiação do algodão reciclado e a produção da malha. A Recutex é a responsável pela reciclagem das fibras têxteis, a Fiavit usa as fibras para produzir fio e a Lurdes Sampaio utiliza o fio, que tem uma elevada percentagem de fibras recicladas, para produzir novas malhas, inseridas nas suas coleções e apresentadas a clientes e marcas a nível global. Em função do volume de negócio, o cliente pode contribuir para ter um fio, um produto 100% feito com o seu desperdício ou então poderá usar um mínimo de 20% de desperdício. O projeto tem sido bem acolhido por várias marcas na Escandinávia, Alemanha e França.

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder
Subscreva a Líder AQUI.

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Não há Sustentabilidade sem Empreendedorismo e Inovação Social – Reflexão após dez anos do Manual para Transformar o Mundo

6 Abril, 2022 by Denise Calado

Os anos 90 foram os anos em que o empreendedorismo se afirmou como o motor principal de crescimento das Economias modernas, primeiro nos EUA com o impulso dado no Silicon Valley, e depois num movimento que se estendeu à Europa e a todo o Mundo. Mas nos anos 2000 nasceu a consciência clara de que o progresso da sociedade não poderia depender só da criação de novas empresas e mercados, mas teria de mobilizar a criatividade, talento e ação dos cidadãos que, preocupados com os problemas sociais e ambientais que viam à sua volta, se tornavam empreendedores sociais e alimentavam o progresso da sociedade com soluções inovadoras para problemas negligenciados. Algumas dessas soluções tornavam-se depois modelos comunitários sólidos, negócios sociais estabelecidos, plataformas abertas ou novas políticas públicas.

Em 2009 eu, na altura Professor de Empreendedorismo no INSEAD, e um grupo visionário de inovadores sociais portugueses, decidimos aprofundar este tema em Portugal, tendo criado o IES – Instituto de Empreendedorismo Social – a primeira Social Business School do Mundo, em parceria com o INSEAD e replicando em Portugal o ISEP – programa de liderança do INSEAD em Empreendedorismo Social. O IES, com esta rede de líderes, lançou nos anos seguintes em Portugal programas marcantes e únicos no Mundo como o MIES – Mapa da Inovação e Empreendedorismo Social e o Laboratório de Investimento Social, inspiração para a criação posterior da iniciativa pública Portugal Inovação Social. Um desses programas marcantes foi o desenvolvimento dos Bootcamps de Empreendedorismo Social – 24 horas intensas de formação ao longo de dois dias para grupos de 24-36 participantes para desenvolver novas soluções que melhorassem o Mundo. O bootcamp foi um programa de enorme sucesso, tendo-se realizado mais de uma centena de edições que chegaram a milhares de participantes. A formação era dinâmica e inovadora, sistematizando o processo de empreendedorismo social em 10 passos muito concretos, com ferramentas claras, que ajudavam os empreendedores sociais a refletir, estruturar e passar à ação.

A equipa do IES sentiu depois necessidade de codificar todo o processo do bootcamp num manual que melhorasse a qualidade de cada nova edição do bootcamp e o processo de replicação. E houve depois a vontade de disseminar a abordagem do bootcamp, dando o manual ao Mundo para que qualquer pessoa pudesse seguir os passos e aprofundar a prática de empreendedorismo social. Com o apoio da Fundação Gulbenkian, esse primeiro manual criado há exatamente 10 anos, foi publicado em 2013 como Manual para Transformar o Mundo, o primeiro guia prático para empreendedores sociais. Dado o sucesso da 1.ª edição, lançámos em 2016 a 2.ª edição em versão Portuguesa e Inglesa, ambas esgotadas nos anos seguintes. Atualmente, os manuais estão disponíveis gratuitamente no site do IES – https://www.ies-sbs.org/pt/conhecimento/.

No Manual para Transformar o Mundo, estes foram os dez passos codificados do processo de empreendedorismo social:

CAPÍTULO 1. EMPREENDEDOR: perceber a motivação e posicionamento do(a) empreendedor social

CAPÍTULO 2. PROBLEMA: dar uma ferramenta para encontrar e analisar os problemas mais importantes e negligenciados da sociedade

CAPÍTULO 3. VALOR: conceber a proposta de valor a ser oferecida aos principais destinatários

CAPÍTULO 4. SOLUÇÃO: desenhar a solução concreta que entrega essa proposta de valor, com as diferentes atividades e parcerias

CAPÍTULO 5. SUSTENTABILIDADE: explorar a forma como a geração de receitas e a poupança de custos torna a solução economicamente viável

CAPÍTULO 6. IMPACTO: medir e reportar o impacto gerado em termos da criação de valor para a sociedade

CAPÍTULO 7. INTEGRAÇÃO: sistematizar as aprendizagens num plano de ação concreto

CAPÍTULO 8. PILOTO: perceber como validar a solução em pequena escala de forma exequível

CAPÍTULO 9. VIABILIZAÇÃO: saber como mobilizar os recursos necessários para tornar a solução uma realidade

CAPÍTULO 10. COMUNICAÇÃO: saber fazer um pitch memorável e credível da solução para entusiasmar parceiros e financiadores

Esta estrutura, passo a passo, e as ferramentas de análise associadas a cada um deles, dava aos empreendedores sociais uma confiança acrescida para sistematizar os seus projetos e os fazer avançar através da ação empreendedora.

Dez anos passaram e se hoje eu e os meus coautores (João Cotter Salvado, Carlos Azevedo e Isabel Lopo de Carvalho) fossemos publicar a 3.ª edição do Manual para Transformar o Mundo, o que melhoraríamos?

De facto muitas coisas, pois felizmente o ecossistema e a prática de inovação e empreendedorismo social avançaram muito nos últimos anos, em Portugal e no Mundo.

Assim seria fundamental aprofundar os seguintes temas:

  • Processos de Experimentação: Desenvolver processos de formulação e validação de hipóteses e aprendizagem no terreno, mesmo durante a fase de desenvolvimento conceptual. Ou seja, orientar a ação do empreendedor social para a abordagem do Lean Entrepreneurship, em que o protótipo ou piloto se desenvolvem nas fases iniciais do processo do empreendimento numa lógica de aprendizagem iterativa em ciclos rápidos.
  • Perspetiva Sistémica: Embeber no processo de empreendedorismo social ferramentas que permitam uma análise do contexto mais amplo em que o problema social se insere (como por exemplo stakeholder analysis e mapeamento sistémico durante a fase de análise do problema), de forma a que a inovação social mais cedo se torne fonte de mudança.
  • Inovação no Modelo de Negócio: Aprofundar a modelação do negócio social, potenciando as diferentes formas de gerar receitas de entre as tipologias existentes no terreno, para dar aos empreendedores sociais um menu mais claro de opções que podem selecionar ou recombinar. Olhar também para o papel da tecnologia e dos modelos digitais, incluindo as plataformas abertas que são altamente escaláveis se bem desenhadas.
  • Estratégia de Parcerias: Aprofundar os modelos e oportunidades para parcerias estratégicas com ferramentas de identificação e alinhamento com parceiros-chave, sendo que atualmente praticamente todos os projetos envolvem modelos de parceria, muitas vezes intersetoriais com empresas ou entidades públicas.
  • Medição e Monitorização de Impacto: Complementar a teoria da mudança com um modelo de níveis de evidência de impacto disponíveis para definir passos concretos de avaliação de potencial de impacto, de acordo com o ponto de partida da iniciativa. Desenvolver também de forma mais clara o processo de alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), os quais só apareceram a partir de 2015, mas que se estão a assumir como um referencial de alinhamento para o impacto.

E terminaríamos o novo manual salientando um ponto que estava presente no manual anterior, mas que se deve sempre reforçar. Se queremos um sistema económico mais sustentável e circular, e uma sociedade mais inclusiva e próspera, não podemos confiar apenas no papel dos Mercados e dos Governos. Temos de dinamizar essa grande força que é a energia mobilizadora e criadora dos cidadãos, os quais, estando próximos dos problemas e inseridos nas comunidades, desenvolvem soluções altamente inovadoras e criativas para problemas sociais negligenciados que os Governos não se apercebem e os Mercados falham em resolver.

Essa é a força e essência do movimento de inovação e empreendedorismo social, e a importância de ter um ecossistema de apoio e financiamento aos empreendedores sociais. Esta é uma área em que atualmente Portugal dá cartas na Europa e é considerado um caso de sucesso. Há que continuar o trabalho de dinamizar a inovação social em prol do progresso contínuo da sociedade para mais inclusão social e sustentabilidade ambiental.

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder
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