“Temos uma estratégia de gestão de resíduos assente em três eixos complementares: informar, disponibilizar e fiscalizar. Envolvemos as pessoas de Cascais na prevenção e valorização dos resíduos, através de campanhas de divulgação e informação direta. Mas, mais importante do que tudo, temos uma equipa empenhada na melhoria constante dos nossos indicadores, pessoas comprometidas com a inovação permanente em todos os processos da Cascais Ambiente.”
Luís Almeida Capão, Presidente do Conselho de Administração da Cascais Ambiente
A Cascais Ambiente é a empresa responsável pelos serviços de limpeza urbana e recolha de resíduos e gestão de espaços públicos do Concelho com uma área de 97 km2, 214 mil habitantes e cerca de um milhão de turistas por ano.
A taxa de reciclagem em Cascais ronda os 35,6% e são vários os projetos e áreas de atuação deste organismo. Em 2018 foi instalada em Cascais a primeira papeleira inteligente do País, que tem uma recolha de resíduos 85% mais eficiente comparativamente com a recolha de papeleiras convencionais. As papeleiras têm uma grande capacidade de deposição dos resíduos, uma vez que dispõe de um compactador interno de baixo consumo, alimentado por um painel solar instalado no topo, que reduz entre oito e 10 vezes o volume dos resíduos no seu interior. Os Ecocentros são uma rede de recolha seletiva de novos fluxos, tais como cabos elétricos, pequenos eletrodomésticos, pilhas e baterias, toners e tinteiros, lâmpadas, latas de spray, loiças, espelhos e vidros, cassetes, dvds e cds, latas de tinta, livros e revistas, rolhas e caricas. Antecipando a obrigatoriedade do desvio dos resíduos indiferenciados dos “resíduos perigosos domésticos” a partir de 2025, o primeiro Ecocentro foi lançado em 2020 e os resultados totais de 2021 foram da recolha de cerca de 27 740 kg de resíduos.
Os bons resultados das recolhas seletivas como os Ecocentros, ou os Biorresíduos em Sacos Verdes (projeto piloto de separação de restos de comida), vieram mostrar que ao dar aos habitantes meios de proximidade fáceis de usar, as boas práticas aumentam. Assim, aos novos equipamentos e fluxos de resíduos, juntam-se as redes tradicionais de ecopontos e ilhas ecológicas que têm vindo a aumentar. O papel da fiscalização, com a criação de uma Brigada de Intervenção Ambiental e Municipal, tem sido importante na informação e dissuasão de maus comportamentos.
Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder
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