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Denise Calado

Mais 30% de novas empresas no 1º trimestre de 2022

8 Abril, 2022 by Denise Calado

No primeiro trimestre de 2022 nasceram em Portugal 13 628 novas empresas, o que corresponde a um crescimento de 30% face ao mesmo período de 2021. Março foi também o 6º mês consecutivo a registar crescimento na constituição de empresas, o que mostra uma trajetória de recuperação neste indicador.

A análise, divulgada pela Informa D&B, mostra ainda que o crescimento de constituição de empresas, no 1º trimestre de 2022, é transversal à quase totalidade dos setores de atividade. Entre eles, destacam-se os maiores crescimentos nos setores dos Serviços Gerais (+604 constituições, +46%), Serviços Empresariais (+540 constituições, +29%), Alojamento e Restauração (+493 constituições, +64%), Transportes (+423 constituições, +104%) e Atividades Imobiliárias (+418 constituições, +40%).

O Retalho é o único setor a registar uma descida face a 2021, com 1 383 novas empresas, menos 4,4% que no período homólogo, uma queda que fica a dever-se à descida no subsetor ‘Retalho de Têxtil e Moda’.

A Área Metropolitana de Lisboa é a região com um crescimento mais acentuado de novas empresas (+1 754 constituições, +51%). Quase todas as regiões e distritos registam uma subida face a 2021, com os distritos de Bragança e Horta a ser os únicos abaixo de 2021.

Quanto aos encerramentos e insolvências, de janeiro até final de março de 2022 encerraram 3 213 empresas, o que representa uma subida de 1,3% face ao período homólogo. Apesar de, em geral, o crescimento ser ligeiro, alguns setores mostram subidas de dois dígitos no 1º trimestre, como o Retalho (+67 encerramentos, +15%), Indústrias (+64 encerramentos, +22%) e Atividades Imobiliárias (+27 encerramentos, +14%).

No mesmo período, 415 empresas iniciaram um processo de insolvência, valor que representa uma descida de 27% face a 2021 (menos 155 novos processos).

Mais informações aqui.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Interacão, cocriacão e flexibilidade – Os conceitos para o futuro do trabalho

8 Abril, 2022 by Denise Calado

Maurício Marques lidera a área de Recursos Humanos da Natixis em Portugal, empresa do Groupe BPCE, o segundo maior grupo bancário em França, que tem no Porto o seu Centro de Excelência com cerca de 1600 colaboradores, provenientes de mais de 20 países. este Centro DE EXCELÊNCIA na área DA BANCA e IT tem como missão transformar a banca tradicional, aliando inovação com uma cultura de agilidade. Em Portugal, a empresa define-se pela combinação entre um “mindset de startup” e uma estrutura grande e sólida.

Por: Rita Saldanha Fotos: DR

No momento pós-Pandemia quais são os grandes desafios no âmbito da gestão de pessoas que identifica, sob o ponto vista geral e específico na sua organização?

Passados cinco anos do início da nossa atividade no Porto, continuamos ainda a crescer. Desde 2017, contratámos mais de 1600 pessoas, tendo como objetivo este ano chegar próximo dos 2000 colaboradores. Este tem sido, e será, o nosso grande desafio: continuar a aumentar a equipa e dotá-la das competências necessárias para cada vez mais nos consolidarmos como uma extensão da sede do banco, prestando serviços de uma forma global e ser o destino para alguns centros de competências nas áreas da Banca e IT. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da nossa equipa de liderança, em grande parte recente, e o seu alinhamento com a cultura da empresa, para que as nossas equipas estejam comprometidas com os nossos planos de crescimento, serão também tópicos de atenção durante os próximos anos.

 

Como foi feito o reposicionamento da Natixis perante os problemas que não existiam e que passaram a fazer parte da vida das organizações?

Algumas das vantagens competitivas da Natixis, provenientes da sua cultura mais tech, são neste momento mais comuns, como a possibilidade de trabalho remoto ou alguns benefícios que oferecemos aos nossos colaboradores. Foi por isso necessário repensar o que nos torna únicos neste momento da história e o que as nossas equipas valorizam, para reforçar e mostrar para fora. E porque achamos que uma das nossas grandes vantagens é a criação de uma plataforma que junta Banca e IT, apostamos cada vez mais neste fator para inovar e criar soluções tecnológicas, orientadas às necessidades dos nossos clientes internos e externos. Para tal, é importante que as equipas se juntem, discutam e definam estas soluções em conjunto.

 

Que modelos e práticas de trabalho foram adotados?

Sabemos que cada pessoa tem necessidades específicas, mas como acreditamos na vantagem de estarmos juntos e discutirmos ideias, criámos um modelo que permite à equipa organizar-se de acordo com o seu ritmo e forma de trabalhar. As equipas têm um número mínimo de dias de trabalho presencial, sendo livres de gerir a sua agenda da forma mais conveniente para equipas e chefias. O nosso espaço de trabalho, que já antes da Pandemia não tinha lugares fixos, tornou-se ainda mais fluído, mas definimos áreas para permitir às equipas que trabalham juntas partilharem o mesmo espaço durante o período que estão no escritório. Desafiámos também a nossa equipa de liderança a pensar estes dias de forma diferente e a criarem uma agenda à volta desta interação. Tudo para que o facto de vir ao escritório seja focado na interação e na cocriação, e não um mero ritual.

 

Qual é a sua opinião sobre o fenómeno da “Great Resignation” e a forma como está a impactar o mundo do trabalho?

O mercado de trabalho mudou muito nos últimos anos e está ainda a ajustar-se a uma nova realidade. Como em qualquer período de mudança, existe sempre uma reação por parte das pessoas, no sentido de se posicionar face à mesma. Como empresa em crescimento e a contratar, conseguimos aproveitar essa possibilidade para munir a nossa equipa de competências muito específicas que estávamos a precisar para criar novas equipas. Para isso, atraímos portugueses que estavam a trabalhar em grandes centros financeiros e que acharam ser a altura certa para regressar a casa, mas também aproveitamos o momento da globalização do emprego para passar a ter colaboradores de 28 nacionalidades diferentes. Por outro lado, notámos uma aceleração na saída de colaboradores, muitos deles parte da história da Natixis, que levaram consigo uma parte desse caminho de sucesso e que ficando poderiam ter tido um papel importante na continuação do nosso crescimento. Acredito que neste momento o número de variáveis aumentou, mas o tipo de decisão a tomar é o mesmo.

 

Acha que Portugal terá o perfil de empregadores e funcionários para assumir uma semana de quatro dias de trabalho?

Em áreas de conhecimento intensivo sente-se já que o trabalho se mede cada vez menos em dias e horas e cada vez mais em entregas e valor acrescentado – em Portugal esta situação não é diferente. Julgo que o timing poderá ser diferente, em diferentes áreas de atividade por motivos inerentes ao tipo de função e à possibilidade de adaptação a este tipo de modelo, e isso afetará a transição em Portugal, cuja decisão estará mais relacionada com questões de ordem social e política, do que laborais.

 

A longo prazo o que irá sustentar, de forma consistente, a atração e a retenção das pessoas?

As próximas gerações vão manter-se em empregos onde não só tenham condições salariais e alguma segurança, mas também onde sintam que podem fazer o que gostam, ser quem são, ter perspetivas de carreira e um impacto positivo na sociedade e no Mundo. É isso que tentamos fazer na Natixis com o eixo de atividade “Green”, focado não só em temas ambientais, como também em métodos e estratégias sustentáveis no âmbito das Tecnologias de Informação. Nos escritórios da Natixis em Portugal, esta estratégia tem-se materializado em soluções mais sustentáveis e numa forte aposta na digitalização dos serviços. Em 2021, conseguimos a Certificação EDP Eletricidade Verde, através da qual asseguramos a utilização de energia 100% renovável; conseguimos duas medalhas na sequência da redução de consumo de energia no concurso francês Cube 2020. Procuramos também promover esta consciencialização com projetos que envolvam diretamente os colaboradores, como são exemplo a horta urbana Natixis Urban Garden, que conta já com 70 voluntários. Em outubro do ano passado, criámos a Comunidade Green, um espaço promovido por um grupo de colaboradores interessados na partilha de notícias, dicas e boas práticas na área da sustentabilidade.

 

Qual será o papel dos RH no futuro?

O estado atual do mercado de trabalho coloca cada vez mais as pessoas no centro das organizações e a forma como se gerem os diferentes equilíbrios que as envolvem, tornam-se cada vez mais decisivos para o sucesso das empresas. Tal foi notório no impacto no negócio para algumas empresas pela forma como geriram os equilíbrios profissionais durante a Pandemia. Por isso, a posição dos RH assumirá uma crescente importância, pela forma como criam as equipas e as dinâmicas nas empresas e fornecem os dados para a tomada de decisão, que cabe ao management. Em períodos de maior incerteza, este papel será uma exigência cada vez maior para os gestores de RH, pelo que o desenvolvimento de competências de negócio e ferramentas que permitam responder a questões complexas, se tornarão fatores decisivos para que seja possível aproveitarem da melhor forma esta oportunidade.

 

 

Esta entrevista foi publicada na edição de primavera da revista Líder
Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Entrevistas, Leading People

Estes são os locais de trabalho mais saudáveis para trabalhar em Portugal

7 Abril, 2022 by Denise Calado

A nível global, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima-se que anualmente 2,7 milhões de mortes são atribuídas ao trabalho, muitas por consequência de doenças profissionais ou em resultado de acidentes de trabalho. A crise de saúde pública veio colocar ainda mais ênfase sobre a saúde mental e a importância da promoção do bem estar e segurança nos locais de trabalho.

O alerta foi feito por Marta Temido, Ministra da Saúde, durante a sessão de entrega dos prémios “Healthy Workplaces – Locais de Trabalho Saudáveis 2022”, uma iniciativa da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), que ontem distinguiu as organizações que apresentaram as melhores estratégias e ações relativas à segurança, à saúde e ao bem-estar no local de trabalho.

 

Os Prémios Locais de Trabalho Saudáveis 2022 foram atribuídos às seguintes empresas:

Grandes empresas (organizações com mais de 250 colaboradores)

1º Joaquim Chaves Saúde

2º Bosch Car Multimedia Portugal S.A.

3º Siemens S.A.

Médias empresas (organizações com 50 a 249 colaboradores)

1º FABAMAQ Sistemas Informáticos S.A

2º Respol – Resinas, S.A.

3º Cartonarte-Indústria de Cartonagem, S.A

Micro e Pequenas empresas (organizações até 49 colaboradores)

1º Planycorpo, Fisioterapia Lda.

2º Polidiagnóstico Empresas, Lda

3º Fundação Cecília Zino

Francisco Miranda Rodrigues, Bastonário da OPP, reforçou que este reconhecimento é um “prémio para a humildade e para a confiança de quem acha que está a fazer um trabalho que pode ser reconhecido” e não uma ação de “cosmética”. Os selos e os prémios são o “reconhecimento para a coragem de quem se atreveu a candidatar, se expôs com as suas práticas e está disposto a aprender”. O responsável afirmou ainda que “o bem-estar nos locais de trabalho tem impactos diretos na economia e deve, também por isso, ser promovido”.

“Não há economia a crescer sem as pessoas fazerem com que isso aconteça. Para isso, é necessário que estas tenham as melhores condições para o desempenho das suas funções e não estejam em sofrimento”, acrescentou Francisco Miranda Rodrigues.

No total, 85 organizações concorreram a estes prémios com o objetivo de reconhecer o forte empenho e uma abordagem participativa na gestão dos riscos psicossociais e da Saúde Ocupacional. A expectativa é que os projetos selecionados possam ser replicados ou sirvam de exemplo e incentivo para que se multipliquem as boas práticas por outras empresas/organizações.

As organizações que atingiram 60% ou mais da pontuação possível, atribuída na Checklist de Boas Práticas no Local de Trabalho e que cumpriram um conjunto de requisitos foram as distinguidas com o Selo Healthy Workplace – Local de Trabalho Saudável (nível I, II ou III). Entre elas, as melhores receberam o prémio.

Esta iniciativa enquadra-se no âmbito da parceria entre a OPP com a ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) e com a EU-OSHA (Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho) e conta com o Alto Patrocínio do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e do Ministério da Saúde.

 

Mais informações aqui.

 

Por Rita Saldanha

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Marco Serrão é o novo Diretor de Recursos Humanos da Galp

7 Abril, 2022 by Denise Calado

Com início de funções a 1 de junho, Marco Serrão vai ser o novo Diretor de Recursos Humanos da Galp, transitando da Deutsche Telekom, onde era Vice-Presidente da área de Recursos Humanos para a Europa.

O novo Diretor de RH conta com um percurso profissional variado, entre diferentes empresas e em processos que fomentam a agilidade organizacional. Nas suas novas funções, Marco Serrão irá aportar essa experiência à jornada de transformação que a Galp tem em curso, no sentido de regenerar o portfólio de energia e renovar a sua relação com a sociedade. Um processo que implica mudanças dentro da própria empresa, com uma nova cultura na forma de gerir, reconhecer e potenciar o talento das pessoas.

Marco Serrão tem um mestrado em Recursos Humanos pela Universidade de Lisboa e uma especialização em Transformação Digital pela Universidade da Califórnia, Berkeley, Haas School of Business.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Sobre a capacidade de influenciar

7 Abril, 2022 by Denise Calado

Se quer melhorar a capacidade de influenciar o seu grupo de amigos, colegas ou chefias, há boas notícias: pode fazê-lo se tiver em conta alguns pontos. Aqui ficam algumas pistas para os diferentes estilos de influência.

Se insiste para que as suas ideias sejam ouvidas e não tem problemas em desafiar e questionar as ideias dos outros, pode usar frases como: “Temos que ter essa conversa”, “Tenho certeza que esse é o melhor caminho”, “a minha posição dá-me autoridade para…”. Elas refletem um estilo assertivo muito útil quando se tem realmente um poder formal, quando há uma crise ou o tempo é curto. No entanto, é necessário cuidado para não abusar se procura colaboração ou desenvolver liderança em outras pessoas. As pessoas cansam-se dos “super assertivos” e podem boicotá-los. Se para convencer os outros das suas ideias, oferece raciocínio lógico e dados, as suas frases são por exemplo: “A nossa análise mostra que…”, “a única solução lógica é…”, “os especialistas acreditam”, “os números dizem…”. Os departamentos financeiros ou o mundo científico são bons habitats para este estilo de influência racional. Entre os nossos amigos, identificamos aqueles que gostam de estar atualizados com o que dizem as notícias, estudos ou o último relatório sobre mudanças climáticas.É um estilo muito útil quando se pode ter uma discussão lógica ou existem dados, mas se há conflitos emocionais, falta de credibilidade ou evidência, não é um estilo que funcione. Se constrói pontes, ouve ativamente, entende a posição do outro e criam conexões mutuamente benéficas. Quais poderiam ser os comentários de um empático? “Acho que entendo o seu problema, como posso ajudá-lo”, “parece que três de nós temos uma agenda comum, vamos ver como podemos alcançá-la juntos”, “aconteceu a mesma coisa comigo no ano passado, deixe-me explicar…”.Por ter grandes doses de empatia, esse é um estilo altamente recomendado para conseguir colaboração ou abordar questões complexas com muitos pontos de vista. No entanto, não é o melhor caso haja pouco tempo para tomar decisões ou se não houver um objetivo comum. Se procura compromissos e faz concessões para chegar a acordos que satisfaçam o seu interesse, estas são as frases típicas de um negociador: “Se fizer isto, eu iria…”, “Vou apoiar-te na próxima reunião e quando for a minha vez, peço-te…”, “Vamos discutir isto depois quando estivermos todos mais calmos”.Colocar o chapéu de negociador é muito útil se não houver uma resposta correta e houver divergências de pontos de vista, tanto no mundo dos amigos, ou das empresas. No entanto, é difícil funcionar quando não há interesses comuns ou existem diferenças hierárquicas consideráveis. Se defende a sua posição e encoraja o resto a encontrar um excitante propósito comum, as frases que pode usar são: “Se nós assumirmos que funciona, que impacto teria…”, “Apenas pense no resultado que poderia ter no futuro se…”, “Eu nunca conheci ninguém melhor nisso do que…”.Usar o estilo inspirador requer emoções tocantes e funciona quando há interesses compartilhados. Energia e otimismo são necessários. No entanto, é melhor deixá-lo estagnado se houver falta de confiança ou se houver relacionamentos adversos. Em suma, a influência positiva é uma das habilidades mais desejadas na nossa vida pessoal e profissional. Todos podemos melhorar a nossa capacidade de influenciar se formos capazes de adaptar o nosso estilo a cada uma das circunstâncias que enfrentamos. E a boa notícia é que podemos fazer isso.

Arquivado em:Opinião

Alterações climáticas: novo estudo mostra lideranças preocupadas mas são poucas as práticas implementadas

7 Abril, 2022 by Denise Calado

Quase todos os líderes (97%) já sentiram os efeitos das mudanças climáticas, desencadeando uma maior urgência para agir no imediato, mas quando a decisão se coloca entre os custos atuais de investimento e os benefícios de uma transição para um futuro sustentável de baixo carbono, os líderes hesitam.

Estas são parte das principais conclusões do estudo CxO Sustainability 2022 da Deloitte, sobre sustentabilidade climática a nível global, realizado com base numa pesquisa a cerca de dois mil executivos C-Level em 21 países do mundo, e que mostra como são ainda poucos os líderes que apontam os fatores financeiros como possíveis benefícios da adoção de ações de sustentabilidade. No topo da lista de maiores benefícios estão o reconhecimento e reputação da marca (49%), a satisfação dos clientes (46%), o próprio combate às alterações climáticas (43%) e a moral e bem-estar dos colaboradores (42%).

No entanto, a análise contém dois sinais que demonstram uma maior predisposição das empresas para agir no combate às alterações climáticas: o reconhecimento do problema (89% reconhece estarmos perante uma emergência climática) e a pressão que sentem para agir (77%) por parte dos seus stakeholders (reguladores/governos, consumidores, sociedade civil, colaboradores, entre outros).

Quase todos os líderes C-Level consultados (97%) afirmam que as suas empresas já foram negativamente afetadas pelas alterações climáticas, surgindo no topo os impactos operacionais. A maioria manifesta a intenção de agir e garantir uma mudança, com cerca de dois terços a afirmarem estar muito preocupados, mas acreditando que, com ação imediata, os piores impactos das mudanças climáticas podem ser limitados.

Contudo, o estudo identifica uma desconexão entre o reconhecimento e ambição manifestados e a ação desenvolvida pelas empresas. Embora todas as ações de sustentabilidade sejam importantes, a Deloitte identificou cinco ações fundamentais que, especialmente quando tomadas em conjunto, demonstram um empenho mais profundo das empresas: (i) Desenvolvimento de novos produtos ou serviços mais sustentáveis; (ii) Exigir que fornecedores e parceiros de negócios adotem medidas de sustentabilidade; (iii) Atualização ou realocação das instalações para torná-las mais resistentes aos impactos climáticos; (iv) Incorporar considerações climáticas em ações de lóbi e doações políticas; e (v) Indexação da remuneração dos líderes ao desempenho de sustentabilidade da empresa. Apenas 19% implementou pelo menos 4 destas ações, sendo que 14% não implementou nenhuma delas.

De acordo com Afonso Arnaldo, Partner da Deloitte e Corporate Responsibility & Sustainability Leader, “O papel das empresas no combate às alterações climáticas é fundamental, enquanto indutoras do consumo global. As empresas que se atrasarem neste caminho, que pressupõe a adoção de significativas ações de sustentabilidade, dificilmente resistirão no futuro enquanto organizações”.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

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