• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Preparar o impensável: empresas reforçam resposta a raptos e violência dirigida

      A última torre da Sagrada Família ergue-se perante uma audiência global no TikTok

      Desperdício de recursos custa 25,4 biliões de euros por ano à economia mundial

      Ter a melhor app não basta para liderar a experiência do cliente

      Mercado de trabalho abranda no arranque de 2026. Emprego cai e desemprego volta a subir

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Jovens políticos reunidos: «A primeira coisa que cai são as barreiras pessoais do preconceito», nota o professor José Tavares

      Onésimo Teotónio de Almeida: «A saudade é um desejo de se ficar no passado»

      Bonga: As mensagens das minhas canções «foram mais longe do que o discurso dos políticos»

      Roberta Medina: «As empresas não podem ter a miopia de olhar apenas para as suas metas»

      «Se o líder for mau, a IA vai ajudá-lo a tomar más decisões mais depressa», defende Ricardo Fortes da Costa

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Preparar o impensável: empresas reforçam resposta a raptos e violência dirigida

      A última torre da Sagrada Família ergue-se perante uma audiência global no TikTok

      Desperdício de recursos custa 25,4 biliões de euros por ano à economia mundial

      Ter a melhor app não basta para liderar a experiência do cliente

      Mercado de trabalho abranda no arranque de 2026. Emprego cai e desemprego volta a subir

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Jovens políticos reunidos: «A primeira coisa que cai são as barreiras pessoais do preconceito», nota o professor José Tavares

      Onésimo Teotónio de Almeida: «A saudade é um desejo de se ficar no passado»

      Bonga: As mensagens das minhas canções «foram mais longe do que o discurso dos políticos»

      Roberta Medina: «As empresas não podem ter a miopia de olhar apenas para as suas metas»

      «Se o líder for mau, a IA vai ajudá-lo a tomar más decisões mais depressa», defende Ricardo Fortes da Costa

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Denise Calado

Ética, circularidade e desenvolvimento sustentável, uma relação improvável

5 Abril, 2022 by Denise Calado

Sob um olhar menos atento, sim. Mas na realidade, só a conduta ética conduzirá a um modelo de desenvolvimento que seja sustentável, pois o atual, (ainda) não o é. A definição de desenvolvimento sustentável é uma das maiores declarações éticas dirigidas à humanidade, pela ênfase que coloca no outro, particularmente nas gerações ainda não nascidas.

O conceito remete-nos para o Relatório Brundtland, resultado do trabalho da Comissão Mundial sobre Ambiente e Desenvolvimento que, em 1987, foi incumbida de estudar o modelo de desenvolvimento adotado pelos países industrializados. “Uma agenda global para a mudança, foi o que foi solicitado à Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento” são as palavras da líder da Comissão, Gro Brundtland, nas páginas de abertura do relatório. Um apelo urgente da Assembleia Geral das Nações Unidas para definir uma estratégia que colocasse o Mundo numa trajetória diferente, porque a pressão sobre os recursos naturais e o desrespeito pelos limites do Planeta já se faziam sentir. Esta Comissão deu então origem ao documento O nosso futuro comum, que contém a definição e desenvolvimento sustentável que utilizamos até hoje, e que não podia estar mais atual: o desenvolvimento que permite satisfazer as necessidades atuais sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.

iriam vigorar entre 2000 e 2015, e que precederam a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em vigor até 2030. Foi sob a liderança de Kofi Annan que surgiu a primeira agenda para a humanidade enquanto um todo. Visionária, altruísta, humana e ambiciosa. Imperfeita, mas uma agenda de coesão que pretende partilhar uma visão comum para o bem da humanidade. Não há nada mais ético. A ética é isto. É decidir em função do que é melhor para todos os envolvidos. É uma visão de longo prazo por oposição ao benefício imediato. É difícil. Mas é certo.

Difícil porque implica mudar, reinventar, criar, inovar. Difícil porque implica abdicar. Abdicar de uma forma de estar, de um determinado estilo de vida, de consumos vazios com aparência de felicidade. E é o que está em causa neste momento. E nós resistimos. É normal, porque mudar o status quo implica deixar a zona de conforto e aceitar um certo nível de risco, de desconhecido. Mas é preciso.

Um longo caminho foi percorrido desde 1987, quando foi escrito o enquadramento do relatório O nosso futuro comum onde se refere o apelo da Assembleia Geral das Nações Unidas à Comissão Brundtland para que fossem propostas estratégias ambientais de longo prazo para alcançar o desenvolvimento sustentável até ao ano 2000. Mais tarde foi percebida a interação entre Economia, Ambiente e Inclusão Social. Foi também percebido que a forma como produzimos e consumimos tem efeitos sobre o aquecimento global, os ecossistemas e a disponibilidade de recursos naturais e que esses fatores teriam implicações sobre a vida humana e o bem-estar. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável traduzem estas diferentes interações e prioridades nas suas metas, tendo sempre os direitos humanos fundamentais e a preservação ambiental como denominadores comuns. E tornam-se mais comuns no léxico empresarial conceitos como economia verde, economia circular, descarbonização, e muitos outros. E são vitais a este modelo de desenvolvimento em que os recursos são escassos e em que as alterações climáticas pressionam as agendas globais pela ameaça que representam às comunidades e à sustentabilidade da espécie humana.

A economia verde é um tema abrangente que junta tópicos como a conservação da natureza com o alívio da pobreza, a prosperidade económica, a tecnologia e a inovação. É definida como uma economia de baixo carbono, orientada para a eficiência na utilização dos recursos naturais e inclusiva, favorecendo a competitividade das empresas. A economia circular é uma das componentes da economia verde sendo particularmente atrativa para o mundo empresarial pelos conceitos associados de eco-design onde a eficiência de recursos e redução de resíduos presidem, ou pelo conceito de resíduo como recurso. O centro do conceito de circularidade e a característica que permite ter uma economia mais verde: eficiência na utilização dos recursos e redução das emissões de CO2 pela redução de extração de recursos e transporte até aos locais de produção. Um círculo virtuoso com reflexos positivos nos custos. Estamos a assistir à aprendizagem das empresas na aplicação do conceito às suas áreas de produção e transformação, suportadas por incentivos públicos e de mercado.

Mas enfim, após diversas décadas de iniciativas supranacionais, dos governos e academia, uma nova forma de produzir e consumir chegou ao domínio de muitas empresas e dos cidadãos. Porque demorou tanto tempo? Porque as políticas públicas e os incentivos à transformação eram insuficientes ou inexistentes. Porque não era uma prioridade. Porque não havia modelo económico associado ao conceito de sustentabilidade e agora há. Mas agora a estratégia de crescimento da União Europeia assenta na sustentabilidade e no seu objetivo de ser o primeiro continente neutro em carbono e essa afirmação determina uma série de ações que influenciam as políticas vigentes.

A sustentabilidade neste momento é uma estratégia, um atributo de produtos e serviços, uma marca, uma forma de inovar, de reduzir custos, de repensar modelos de negócio para as empresas. Atrai investidores, clientes, consumidores e oportunidades. É um terreno fértil para novos negócios, empresas e empreendedores. Produz emprego e riqueza. Para as pessoas é uma nova forma de estar, de se alimentarem, de consumir. É cool e um admirável mundo novo.

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder
Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Artigos

Por uma Teoria Geral da Guerra…

5 Abril, 2022 by Denise Calado

O Mote

Perceber a natureza da guerra não é fácil. E hoje, com a invasão russa da Ucrânia, deparamo-nos bem com essa dificuldade. Para além dos diferentes ângulos de análise, há muitas variáveis a equacionar que dificultam a tarefa. Mas é a conjugação de todos estes elementos que permite a leitura essencial de um conflito. Contudo, as visões surgem demasiado parcelares. Alavancam apenas numa perspetiva: a jurídica, a geopolítica, a militar, a humanitária… Ou seja, a natureza da guerra escapa-nos.

Carl von Clausewitz tentou resolver este problema. Em 1832 é publicado Vom Kriege onde apresentou uma Teoria da Guerra. Segundo o general prussiano, um conflito bélico é a continuação da política, mas por outros meios. Ou seja, a vontade de poder, associada a ideias que a catalisem, é a razão para a guerra. Logo, enquanto houver exercício de domínio, haverá conflito e guerra. E começa a fazer-se-nos luz sobre a decisão de Putin.

 

O Modelo

Clausewitz sugere-nos um modelo interpretativo da guerra. Apresenta-nos a “maravilhosa” trindade (wunderliche Dreifaltigkeit). Ou seja, podemos perceber a natureza da guerra na dinâmica entre três elementos-tipo: a violência primordial, o ódio e a inimizade; o jogo entre o acaso e a probabilidade; e, por último, a racionalidade, que poderá ser representada pela dimensão ideológico–política. São três categorias que, dialeticamente, poderão ser lidas como uma combinação entre paixão, força e razão. Ou, se quisermos, um sistema que, em abstrato, deverá encontrar equilíbrio entre fatores irracionais, arracionais e racionais. Clausewitz associou cada uma destas variáveis a formas estruturadas de ação humana. No caso da violência primordial, ao povo. No que toca ao acaso e à probabilidade, às forças armadas. E, por fim, no que diz respeito à racionalidade política, há uma associação aos Governos e aos Estados.

Ora, a conjugação destes três elementos (violência primordial, o jogo entre o acaso e a probabilidade e a dimensão racional) é, para o general prussiano, a marca da imprevisibilidade da guerra. Aliás, compara-a ao dinamismo da atração magnética. Sugere que o desenrolar da guerra é como um pêndulo sobre os três pontos de atração que compõem esta trindade: balança sobre eles de uma forma não padronizada. O percurso deste balancear nunca é determinado por uma força só, mas pela interação das três. E a intensidade de cada uma é bastante variável. Desta forma, demonstra-se o comportamento não linear da guerra. Portanto, tudo depende da intensidade valorativa que cada fação atribui à vitória. Resumindo, a superioridade militar ou a justeza da causa, por si só, não são sinónimos de triunfo bélico.

 

A Aplicação

Consoante o contexto onde se desenrola o conflito, mais peso terá determinado fator. Por exemplo, numa guerra justificada por ocupação territorial, o peso da violência primordial é muito diferente entre as partes. Veja-se no caso da Ucrânia. Ou então, objetivos políticos muito ambiciosos poderão ser um obstáculo na condução da guerra, pois nem sempre acatam suficiente “paixão” que permita a persecução da vitória – como pode vir a ser no caso da Rússia.

Mas as guerras que tenham como pano de fundo motivações consideradas vitais (catalisadas em princípios políticos, ou seja, de acordo com a razão) levam a que a “paixão” se transforme numa ação estratégica implacável, facilmente aniquiladora de

um adversário que não tenha o mesmo grau motivacional – e aí, por exemplo, percebemos quer o empenhamento das forças ucranianas da defesa de soberania, quer a narrativa de um certo lebensraum que impeliu Putin para a invasão. Portanto, motivações menos pungentes poderão restringir a influência da vertente irracional como ação estratégica, mas retiram força anímica à motivação de combate.

O caráter multifacetado e o dinamismo fazem da “maravilhosa2″ trindade uma ferramenta analítica eficaz para se perceber a natureza da guerra. Realça que as forças que a espoletam e conduzem desenrolam–se entre o racional e as influências irracionais da emoção humana, passando pelos tais efeitos arracionais da sorte e do “acaso”. Estes três elementos estão bem presentes em todos os conflitos armados, dos convencionais aos não-convencionais.

Apliquemo-los, com todas as variáveis inerentes, na leitura desta guerra.

 

A Conclusão

Para finalizar, lembramos ainda que, de acordo com o general, a guerra é um camaleão. Pode mudar de cor, mas é constante na essência. O seu caráter é que sofre alterações, adapta-se ao contexto. Portanto, alterações tecnológicas, inovações táticas ou estratégicas (como poder aéreo, nuclearização, etc.) não alteram a essência de uma guerra. A forma de a fazer é que está (e estará) em permanente mudança. E isso depende de fatores conjunturais, não de fatores essenciais. Consoante o contexto, as partes em confronto hão de variar, assim como os objetivos de luta e as armas utilizadas. Contudo, a guerra, na sua essência, frisamos, não muda. Por isso, cada guerra deverá ser entendida de acordo com o contexto em que se insere, e não isoladamente.

Uma Teoria Geral da Guerra, como a de Clausewitz, apenas dá a ideia sobre aquilo que se deve procurar. Não aponta particularidades. Essas, apenas deverão ser encontradas caso a caso. E também não especifica o que se deve fazer – aborda o como pensar acerca do que se deve fazer. A guerra é, portanto, um fenómeno em si. A dimensão bélica, jurídica ou geopolítica é apenas um dos vários aspetos que a compõem. E esses, naturalmente, sofrem processos de mutação e adaptação. Tentemos, pois, lê-los à luz desta “maravilhosa” trindade para melhor perceber a natureza desta e de outras guerras.

Foi isto que fizemos neste dossier.

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder

Tenha acesso ao dossier Guerra na Ucrânia – Act now for peace aqui.
Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Artigos

Adaptação à mudança: Lições da Pandemia

5 Abril, 2022 by Denise Calado

Dois anos depois do início das medidas de contenção da pandemia, a Direção Geral de Saúde anuncia que a meta para o fim de todas as restrições ainda vigentes deverá ser atingida em breve. A expressão “novo normal” tem sido utilizada para traduzir a promessa de um modo de vida diferente do que tínhamos anteriormente, que reflita e incorpore as aprendizagens que, enquanto sociedade, tivermos sido capazes de fazer.

Parece-me, no entanto, que a palavra “normal” se encaixa mal nesta visão, porque traduz uma ideia de regularidade que deixou de fazer sentido. Segundo o dicionário, “normal” é aquilo que é habitual ou usual. Ora, se há algo que ficou claro nos últimos meses, é que deixámos de poder olhar para a mudança como um fenómeno pontual, uma interrupção na normalidade ou uma variação face à norma. Enquanto os modelos tradicionais de gestão da mudança nas organizações estavam construídos em torno da introdução de uma novidade no sistema (a adoção de uma nova tecnologia, por exemplo), hoje entende-se que a mudança faz parte do próprio funcionamento do sistema, e por isso torna-se imperativo preparar pessoas e empresas para conviver com ela.

De acordo com a investigação levada a cabo por Josh Bersin, as empresas que mais rapidamente se adaptaram às transformações trazidas pela pandemia partilhavam três características: tinham um foco muito claro nas pessoas, o negócio em si estava desenhado para a mudança, e existia na empresa uma grande capacidade de adaptação, traduzida por flexibilidade nos processos e práticas de experimentação. Procurarei ilustrar cada uma destas dimensões com um caso prático, a partir dos testemunhos dos seus líderes em contexto de entrevistas.

Foco nas pessoas

Quando foi tomada a decisão de fechar os escritórios do Airbnb, o CEO Brian Chesky assumiu o compromisso de manter uma sessão semanal de perguntas e respostas para toda a companhia, comunicando-o desta forma: “Vou dizer-vos honestamente quão mal as coisas estão a cada semana, e vou responder a todas as questões que possam ter. Sei que não terei todas as respostas. Mas todas as quintas-feiras, às quatro da tarde, estarei aqui, e vamos ultrapassar uma semana de cada vez”.

 

Algumas semanas mais tarde, a equipa de gestão concluiu que seria necessário despedir 25% dos trabalhadores. Além de um generoso pacote de indemnização, a empresa garantiu que as pessoas manteriam durante um ano o seu seguro de saúde (um elemento crítico perante uma crise pandémica) e ofereceu-lhes os computadores de trabalho (já que precisariam deles para procurar novos empregos). Uma parte da equipa de recrutamento, que ficou temporariamente sem ocupação, foi alocada a apoiar os colegas a encontrar trabalho. Refletindo sobre todo este processo, Brian Chesky comentou: “Cultura é o que fazemos nos dias mais negros, nos momentos mais difíceis. E para nós, isso significou ter muita atenção a cuidar das pessoas.”

Negócio desenhado para a mudança

A capacidade de reinventar produtos e serviços em torno de uma missão ou propósito claros parece ter sido um dos fatores diferenciadores entre as empresas que melhor se adaptaram à pandemia. Um bom exemplo é o da Lyft, empresa americana de serviços de transporte (concorrente da Uber). Perante uma sociedade parcialmente confinada, os co-fundadores John Zimmer e Logan Green foram capazes de rapidamente redirecionar o negócio para as necessidades que começaram a emergir: garantir acesso a comida, medicamentos e opções de transporte para trabalhadores essenciais. Lançaram uma iniciativa em parceria com organizações locais e nacionais para suprir estas necessidades através de viagens que, apesar de gratuitas ou com desconto para os utilizadores, continuaram a ser pagas aos trabalhadores, que dependiam deste rendimento.

Ao resumir o caminho que fizeram durante esta crise, John Zimmer recorda o propósito da empresa: “Quando começámos este negócio tínhamos – e ainda temos – a mesma missão: melhorar as vidas das pessoas com o melhor serviço de transporte do mundo”.

Capacidade de adaptação

A Warby Parker é uma empresa americana de venda de óculos e lentes de contacto com dois ramos de operação impactados de forma inversa pela pandemia: uma cadeia de 120 lojas e um canal de vendas online. Com as lojas fechadas, os clientes viraram-se para o e-commerce, e a empresa estava bem posicionada para lidar com esse aumento da procura. Como explica o co-fundador Neil Blumenthal, pré-pandemia tinham já criado um serviço virtual de prova de óculos, suportado em algoritmos que fazem medições faciais, de modo a preservar a escala e permitir que a armação assente de forma realista no rosto. Durante o confinamento, a sua app foi descarregada um número recorde de vezes por causa desse serviço.

Por outro lado, e também antes do aparecimento do coronavírus, a empresa tinha lançado uma aplicação que permitia aos clientes fazer um teste de visão a partir do telemóvel e de um segundo ecrã. Os dados eram depois transmitidos a um oftalmologista, que os revia e emitia uma prescrição. Como seria de esperar, a adoção desta aplicação cresceu exponencialmente durante a pandemia, e a empresa complementou o serviço com a opção de marcar uma videochamada com um optometrista. A previsão de Neil Blumenthal, em plena crise, era de que estes serviços continuariam a ser utilizados pelos clientes pós-confinamento, como forma de preparar a visita à loja, pelo que a pandemia apenas veio acelerar a adoção de soluções que a empresa já tinha começado a desenvolver e testar.

Estas são apenas três histórias de empresas que souberam navegar a ambiguidade e a incerteza trazida pela pandemia, através da orientação para as pessoas, do foco no propósito e da coragem de experimentar. Muitas mais haveria para contar. Que todas elas sirvam de exemplo e inspiração para desenhar sistemas mais preparados para integrar a mudança como parte do seu modelo operativo.

Arquivado em:Opinião

Tecnológicas são as melhores empresas para trabalhar em Portugal

4 Abril, 2022 by Denise Calado

O ranking 2022 da “Great Place to Work”, destacou 50 empresas, entre PME e empresas de maiores dimensões, em que o setor das tecnologias foi o que surgiu em maior evidência. A metodologia avalia as empresas com o maior índice de confiança e as práticas mais bem qualificadas, entre cinco categorias de dimensão, até 50 e mais de 1000 colaboradores.

No ranking até 50 colaboradores, as empresas de tecnologias de informação ocupam seis posições entre as dez primeiras, incluindo o primeiro lugar atribuído à Anturio. Quanto às empresas entre 501 e mil colaboradores, a Cisco Systems volta a surgir na liderança, seguida pela Noesis Portugal. Nas empresas com mais de mil pessoas, o ranking é liderado pela Capgemini Portugal.

As listas Great Place to Work já existem há mais de três décadas, em cerca de 100 países, cujo reconhecimento das melhores empresas para trabalhar é centrado fundamentalmente na opinião dos colaboradores e na avaliação das práticas de gestão de pessoas. A análise, confidencial e voluntária, avalia o ambiente organizacional e a experiência dos colaboradores nas seguintes dimensões: credibilidade, respeito, imparcialidade, orgulho e camaradagem.

“A lista ou o ranking deve ser visto como uma consequência e nunca como um fim em si mesmo. É consequência do trabalho das organizações em criar um clima de confiança e em valorizar o capital humano. Deste modo, a participação no nosso estudo deve ser entendida como uma ferramenta de diagnóstico, que irá não só provocar melhorias nos ambientes e nas relações de trabalho, mas também no negócio e nos resultados financeiros.” afirma Mauricio Korbivcher, CEO & Country Manager da Great Place to Work em Portugal.

 

Consulte as 5 listas dos Best Workplaces™ Portugal aqui.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Educação para a Paz Global Sustentável: Complexidades e Contributos

4 Abril, 2022 by Denise Calado

Em Educação para a Paz Global Sustentável: Complexidades e Contributos, que é um verdadeiro tour de force, os autores abordam a temática da paz nas suas diversas vertentes, do ponto de vista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, dos Direitos Humanos e da Felicidade Pública.

Este livro procura explanar uma estratégia de educação para a cidadania, como urgente ressocialização geral, que se tornou indispensável, permitindo a construção de pessoas mais autónomas, mais solidárias e com maior responsabilidade social. Edificar uma sociedade mais capaz e dotá-la de instrumentos capazes de criar um quotidiano estável, orientado pela resposta às necessidades materiais e imateriais, quer das pessoas quer dos coletivos, que lhes permita um bem-estar sólido, ou seja uma Paz e uma Felicidade Coletiva sustentáveis.

 

Autores: Fernando Serra, Hermano Carmo e Helena Marujo

Arquivado em:Livros e Revistas

A guerra e os seus atores no palco global

4 Abril, 2022 by Denise Calado

Após três semanas de guerra na Ucrânia, não há sinais de esperança sobre o fim do conflito. A Rússia continua a intensificar os ataques, mantendo o cerco a cidades, incluindo a capital Kyiv, e tentando estender a sua ocupação a oeste, depois das grandes investidas a nordeste e nos portos estratégicos no mar de Azov e no mar Negro. São chocantes as imagens de destruição de edifícios residenciais, escolas, instalações médicas, que incluem maternidades em Mariupol, Zhytomyr e Kharkiv. De acordo com números publicados pela imprensa internacional, mais de seis centenas de civis, incluindo crianças, terão já morrido nos ataques, e nem mesmo os corredores humanitários têm sido poupados. Estima-se que o número de feridos tenha atingido o milhar e que cerca de 2,5 milhões de pessoas tenham fugido do país, procurando refúgio; o maior êxodo na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. A catástrofe humanitária acarreta consequências sociais e económicas devastadoras, não apenas para a Ucrânia, mas também para o país ofensor – a Rússia – e para os Estados-membros da União Europeia.

O Presidente Biden continua a reiterar que não enviará tropas para solo ucraniano, em resposta à tentativa pelo regime autocrático russo de reclamar um espaço territorial que assume a ambição histórica de liderança euro-asiática, pois um conflito armado entre a NATO e a Rússia geraria uma terceira guerra mundial. A alternativa possível jaz no alinhamento e cooperação transatlântica na implementação de sanções draconianas que visam bloquear a capacidade industrial e bélica da Rússia e que constituem uma guerra nuclear económica. Assim, a expulsão de vários bancos russos do sistema de informações e pagamentos interbancários SWIFT, a proibição de transações com instituições financeiras russas, o bloqueio das reservas de capitais estrangeiros, a proibição de venda à Rússia de tecnologia e matérias-primas fundamentais, incluindo equipamentos aeronáuticos e da indústria de semicondutores, a proscrição de entrada de indivíduos e transportes russos no espaço aéreo europeu, a saída maciça de multinacionais que operavam na Rússia, o embargo ao petróleo russo pelos EUA, e a criação de uma task force transatlântica para identificação e congelamento de ativos de oligarcas próximos a Putin, têm o objetivo de quebrar os pilares internos do regime político e impedir a sustentabilidade económica do país.

Os efeitos adversos da guerra e das sanções impostas à Rússia não demoraram a sentir-se na Europa, que sofre agora o embate da escassez energética e a escalada de preços. De acordo com estatísticas publicadas pela União Europeia, cerca de 25% do petróleo, 38% do gás natural, e 45% do carvão importados pelos Estados-membros são de origem russa, constituindo uma dependência energética acentuada face à Rússia. No último ano, o Presidente Zelensky alertou a Chanceler Angela Markel para os perigos da dependência energética, afirmando que os gasodutos russos constituem uma arma estratégica poderosa. Mas o aviso não surtiu efeito. A Chanceler Merkel terminou o seu mandato e a Alemanha continuou a importar cerca de 40% do gás que consome à Rússia, sendo a dependência ainda mais acentuada noutros Estados-membros, v.g. no caso da Bulgária, Polónia, Áustria, Eslovénia, Eslováquia e Hungria.

Neste cenário, o preço do gás quadruplicou, o preço do petróleo bruto Brent atingiu o valor mais alto desde 2008, e a pressão inflacionária acentuada impõe um desafio de resiliência a setores já profundamente afetados pelas disrupções nas cadeias de distribuição resultantes da Pandemia. A União Europeia, com o apoio dos EUA, está a adotar medidas drásticas de emergência, tentando reverter a dependência energética da Rússia, através da diversificação de importações e do reforço da aposta nas energias renováveis, com ênfase na narrativa de autonomia.

Neste processo de viragem estratégia, precipitam-se eventos políticos que acarretam perdas para alguns atores internacionais e novas oportunidades para outros. A indisponibilidade dos Emiratos Árabes Unidos e da Arábia Saudita para colaborar com os EUA na contenção dos preços da energia, aumentando a produção de petróleo, contribuíram para reposicionar a geopolítica no Médio Oriente, enaltecendo a posição do Irão. Também a Venezuela voltou ao palco de negociações internacionais, após anos de sanções, e a Turquia, a Polónia e a Hungria assumiram novo centralismo na política regional, pela sua posição na linha frente, apesar das críticas pelos decisores europeus às tendências nacionalistas destes países.

O cenário atual mostra-nos como a Política e a Economia estão intrinsecamente interligadas, e como, no palco internacional do equilíbrio de poderes, os grandes atores prosseguem o interesse nacional e a sua própria sobrevivência doméstica, com custos externos (e por vezes internos) muito elevados. Ainda que o cenário ideal de total cessar-fogo na Ucrânia estivesse à vista, o lastro da ocupação russa permanecerá numa espécie de Guerra Fria II. Neste contexto internacional, mais uma vez, a China assume um lugar central, ainda que discreto, uma vez que é o único país com dimensão para oferecer alternativas de integração financeira e económica à Rússia, perante o bloqueio causado pelas sanções ocidentais.

Perante as incertezas e possíveis alterações de alinhamento de poderes a nível internacional e regional, a análise “preemptiva” de risco político deve assumir um lugar estratégico na liderança pública e empresarial. A volatilidade do sistema internacional acarreta acentuado risco e incerteza nos mercados globais, que devem ser compreendidos pelos decisores políticos e económicos.

O entendimento das dinâmicas de segurança nacional e das alianças que se formam em busca de equilíbrios de poderes será crítico para a resiliência económica de setores causticados pela fatalidade da Pandemia e pela falha de previsão da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder

Tenha acesso ao dossier Guerra na Ucrânia – Act now for peace aqui.
Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Artigos

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 257
  • Página 258
  • Página 259
  • Página 260
  • Página 261
  • Interim pages omitted …
  • Página 285
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.