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Denise Calado

A sustentabilidade também mora aqui

4 Abril, 2022 by Denise Calado

Na Tabaqueira e no grupo PMI, produtos sustentáveis são peça-chave da estratégia de transformação do negócio. Integrar a inovação numa nova geração de políticas de Saúde Pública é vital.

Em todo o mundo, perto de 15 milhões de adultos já abandonaram os cigarros tradicionais e optaram por produtos sem combustão, de acordo com os últimos dados da Philip Morris International (PMI), publicados em setembro de 2021. O Grupo, do qual a Tabaqueira é subsidiária, estima que, em 2025, serão já 40 milhões os fumadores adultos que terão feito esta transição para o sistema IQOS. Como principal player da indústria tabaqueira, sabemos que fumar provoca doenças graves, pelo que a melhor maneira de evitar tais riscos é nunca começar a fumar, ou, no caso dos fumadores, deixar de fumar imediatamente. Mas, sabendo que existem milhões de adultos fumadores que apenas deixarão de fumar caso lhes seja oferecida uma alternativa, a PMI assume o seu propósito de utilizar a inovação, substanciada em Ciência e em factos, para desenvolver produtos que tenham o potencial de beneficiar os fumadores e, assim, criarem impacto positivo na Saúde Pública e no Planeta.

Na Tabaqueira e na PMI, acreditamos que só podemos construir um futuro livre de fumo fazendo da sustentabilidade o “coração” do nosso negócio. Trilhar tal caminho significa, para nós, criar oportunidades de inovação, de crescimento e de geração de valor a longo prazo, ao mesmo tempo que minimizamos as externalidades negativas da nossa atividade e maximizamos a eficiência operacional e alocação de recursos.

Sendo a proteção do ambiente um dos pilares da nossa ação (numa década, a Tabaqueira reduziu em 72% as emissões de carbono da sua fábrica, em Sintra, e a PMI tem como objetivo atingir a neutralidade carbónica nas operações diretas até 2025 e em toda a cadeia de valor do Grupo até 2040), a sustentabilidade dos nossos produtos é, no entanto, a nossa prioridade central e peça-chave na estratégia de transformação do negócio.

Acreditamos que, para sermos uma organização sustentável e que promove a sustentabilidade no mundo envolvente, temos de responder diretamente aos impactos dos nossos produtos na Saúde Pública, pelo que adotámos uma abordagem assente em quatro pressupostos: 1) Desenvolver melhores alternativas, menos nocivas, aos cigarros convencionais; 2) Alargar o acesso dos fumadores adultos a produtos sem fumo, cientificamente substanciados, que promovam a transição completa; 3) Trabalhar ativamente rumo à eliminação total dos cigarros; e 4) Desenvolver produtos que vão além da nicotina.

Nesse sentido, já investimos mais de sete mil milhões de euros para dar forma a produtos inovadores que, baseados em Ciência, permitem uma efetiva redução dos riscos associados, além de que temos em marcha um plano que visa potenciar a experiência que temos vindo a acumular na área da inalação e da aerossolização e, dessa forma, criar produtos de propriedade exclusiva que podem dar respostas terapêuticas e farmacológicas a uma diversidade muito ampla de domínios – indo além da nicotina.

Sabemos que podemos contribuir de forma concreta para melhorar os resultados em Saúde Pública se, a par das políticas de prevenção e de cessação tabágica, de forma complementar, for contemplada uma abordagem centrada na redução de risco. A evidência científica já demonstrou o potencial dos produtos livres de fumo na redução do risco e são cada vez mais os especialistas em Saúde que acreditam que muitas vidas podem ser salvas se a nicotina puder ser disponibilizada através de uma efetiva alternativa aos cigarros tradicionais.

Este é o tempo da Ciência. Agora, cabe aos reguladores e decisores políticos darem continuidade às decisões baseadas em Ciência. A Philip Morris International, da qual a Tabaqueira é a empresa subsidiária em Portugal, está pronta para iniciar este diálogo, de forma aberta e transparente, com todos aqueles que pretendam contribuir positivamente para uma nova geração de políticas de Saúde Pública.

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder
Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Opinião

Numa guerra não vale tudo. Onde está a consciência?

4 Abril, 2022 by Denise Calado

Foi no dia 24 de fevereiro, por volta das três horas e meia da manhã na Ucrânia, que se fizeram sentir os primeiros sinais de guerra. Mais de um mês depois, e ainda sob constantes ataques, ultrapassam 3,4 milhões o número de ucranianos que procuraram refúgio noutros países, incluindo Portugal.

Desde então, frequentes têm sido os pedidos e iniciativas vindas de líderes e organizações para apoiar de forma contínua os refugiados que atravessam as fronteiras, e advertindo também que outras crises, já existentes e outras ainda vindouras, não podem ser esquecidas.

No contexto de elucidar, o World Economic Forum lançou o evento “Special Agenda Dialogue on the Humanitarian situation in Ukraine”, que contou com a presença de Kelly Clements, Vice-Comissária das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que estimou que 13 milhões de ucranianos “estão encalhados ou presos em áreas da Ucrânia onde não conseguem alcançar a segurança”, demonstrando a sua preocupação e dimensões colossais do conflito.

Entre os que ficam e não têm oportunidades de refúgio estão crianças, alertou-se na conversa, cujas casas e escolas que ofereciam abrigo e educação são, subitamente, também elas, alvo na linha da frente da guerra. “Estamos extremamente alarmados com a notícia de que bombas e bombardeamentos intensos danificaram mais de 460 escolas em todo o país e que 60 estão em ruínas completas”, avançou Inger Ashintg, Diretora Executiva do Save the Children International.

No mesmo site da organização, conta-se a história de Anna, uma mãe de duas crianças, uma de quatro e outra de dois anos, que tiveram de fugir do seu país assim que a guerra rebentou. “Fugimos porque temos medo. Havia bombardeamentos na área…vimos rockets a serem disparados e a destruírem edifícios…as crianças não percebem o que está a acontecer”, relatou, acrescentando que, quando os seus filhos ouviam os disparos, confessavam ter medo. “Só esperamos que a guerra termine e possamos voltar a casa”, terminou.

A Diretora Executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Catherine Russell, avançou que o conflito já tinha vitimizado 64 crianças, e estima ser provável que o número aumente, seja pelos conflitos diretos, seja pelas condições de precariedade, falta de saneamento adequado, acesso à água potável ou fraca alimentação.

Infelizmente, também os que conseguem escapar passam por outro tipo de conflitos, e nem todos os que estendem uma mão o fazem com boas intenções. As organizações têm tentado combater e proteger os refugiados das redes de tráfico humano, sendo que entre as principais vítimas estão crianças. As organizações, assegura Russell, não têm poupado esforços em fornecer espaços seguros nas passagens fronteiriças onde oferecem informação, apoio psicossocial e proteção contra abuso e exploração.

Embora atualmente o foco por todo o mundo seja em prestar auxílio à Ucrânia, Kelly Clements relembra que não se pode colocar de parte as crises que antecedem este conflito, e alerta que os requisitos necessários para continuar a satisfazer as necessidades também estão a aumentar.

Pode assistir ao evento do World Economic Forum aqui.

 

Arquivado em:Notícias

Trabalhar menos horas e ser mais produtivo, porque não?

4 Abril, 2022 by Denise Calado

O Mundo mudou e a forma como trabalhamos está a mudar a um ritmo diário. Em 1800, as pessoas trabalhavam seis dias por semana, descansando aos domingos. Em 1926, Henry Ford implementou na sua fábrica, nos Estados Unidos da América, a semana de trabalho de segunda a sexta-feira, percebendo–se com isso que um fim de semana de dois dias ajudava a economia. No século XXI, a sexta-feira será o novo sábado? O economista, professor na Birkbeck University of London e autor do livro Sexta-Feira é o novo Sábado, recentemente publicado em Portugal, falou com a Líder sobre como pode a semana de quatro dias revitalizar e melhor organizar a economia e a sociedade.

 

Por: Rita Saldanha e Patrícia Monsanto Fotos: DR

 

Como se pode combater a ideia de que ter menos horas de trabalho significa automaticamente menos produtividade?

Essa é a grande dificuldade em termos mentais. Os empresários têm de fazer essa separação e deixarem uma visão de produtividade que é muito individual e que falha em muitas dimensões, o que já foi demonstrado por quem está a implementar esse modelo. Ao trabalhar menos horas, consegue-se trabalhar mais intensivamente e recuperar melhor. O regresso à segunda-feira, tendo os três dias juntos de descanso, é de mais capacidade e intensidade de trabalho na restante semana, sobretudo nas áreas que são mais intelectuais ou abstratas, que os economistas chamam de “trabalhos não rotineiros”. Não rotineiros porque são sempre diferentes, e requerem uma acuidade mental muito grande. E, de facto, quando as pessoas estão cansadas, se não recuperam, andam permanentemente fatigadas e trabalham a um ritmo menos intenso nos outros dias. Há duas consequências desse cansaço: erros e absentismo. Podemos trabalhar quando estamos cansados, mas muitas vezes fazemos erros e omissões. E ainda há o absentismo, que em algumas indústrias tem grandes custos. As empresas que têm implementado a semana de quatro dias de trabalho viram a taxa de absentismo reduzir bastante e os trabalhadores cometerem menos erros. Não é só “trabalhamos mais, vamos fazer mais”. Se calhar, ao trabalhar menos horas, podemos trabalhar mais intensivamente e reduzir outros custos: custos nos recursos humanos, na contratação e no treino de trabalhadores, recursos a contratar trabalhadores temporários e no departamento legal, porque há menos problemas.

 

No seu livro lança também outro argumento ligado à questão da produtividade, afirmando que aumentar salários é reduzir a equidade salarial. Por outro prisma, declara que retirar horas ao trabalho, em consequência, é aumentar os seus salários. De que forma uma coisa conduz a outra?

Os salários não crescem por decreto, embora às vezes o pareça da discussão política. Há uma visão na economia em que os salários são determinados pela negociação entre os empresários e os trabalhadores, e para aumentar os salários é preciso dar mais poder aos trabalhadores. Depois há outra visão, das forças do mercado de oferta e procura. E, quer se tenha uma visão, quer se tenha a outra, a semana do trabalho de quatro dias vai promover esse aumento dos salários, por um lado porque aumenta a produtividade por hora.

Ao reduzir a oferta de horas por parte dos trabalhadores, vem como consequência natural o aumento salarial e, respetivamente, da produtividade, aliado também a um outro ponto muito importante que é a reconversão dos trabalhadores.

Ao dar mais tempo às pessoas, um terceiro dia no fim de semana, estamos a abrir uma tela em branco que cada um pode pintar como quiser. Há pessoas que vão descansar mais, e, portanto, vão ficar mais produtivas nos outros dias. Há pessoas que vão gastar mais, o que vai ter um impacto na economia, mas há algumas que têm ocupações em declínio, por haver esta reconversão tecnológica. Quer dizer que alguns empregos estão a crescer e outros estão a reduzir. Assusta muito a questão de os robôs tomarem o trabalho dos homens, e a semana de quatro dias permite essa reconversão, essa passagem que se fala muitas vezes em termos políticos, a requalificação que permite dar mais tempo às pessoas para decidirem.

 

E por isso refere a expressão “moonlighting job”.

É uma expressão inglesa, que define o acumular de um segundo emprego. Agora seria a gig economy, como, por exemplo, conduzir o UBER. A visão de que a semana de quatro dias é incompatível, por estar a proibir as pessoas de trabalharem mais, é exatamente o contrário. Vai-se permitir às pessoas terem o que quiserem, e tenho a certeza que algumas vão querer trabalhar mais, portanto, vão querer este moonlight, e a economia vai permiti-lo. Outra questão errada é pensar no lazer como tempo fora da economia. É a segunda falácia, para além da que falámos da produtividade. É exatamente o contrário, estamos a consumir, a ir aos restaurantes, aos cinemas, ao teatro, aos hotéis e a viajar, e estamos a estimular a economia de algumas indústrias de lazer, ou a dar a possibilidade de as pessoas abrirem a sua própria empresa. Há muitas empresas que nasceram exatamente com uma pessoa a ter um trabalho diurno, o day job. Tudo o que nós fazemos no nosso tempo de lazer tem um benefício económico.

Para empresas que pertençam a setores que não podem parar, como é o caso da saúde, indústria alimentar e de transportes, de que forma se podem adaptar?

Há muitos trabalhos nas economias que funcionam, sobretudo, de segunda a sexta, mas depois há muitos trabalhos que ocorrem continuamente. A minha mulher é obstetra e os bebés que nascem ao fim de semana não se interessam pela semana de trabalho, ou se é de dia ou de noite. E isso acontece em restaurantes e em hotéis, mas nestes setores já se trabalha por turnos. Iria continuar a ser assim, mas em vez de cinco dias, seriam quatro. Todas essas indústrias que trabalham ao fim de semana iriam continuar a trabalhar o que é, aliás, um dos argumentos do aumento da procura. Muitas das pessoas vão, aos fins de semana, aos restaurantes ou ao cinema. O importante a saber é quem são as pessoas que trabalham, sobretudo, ao fim de semana: muitas vezes são os mais jovens. Muitos estão na universidade e trabalham aos fins de semana, o que permite terem mais oportunidades de emprego e ganhar experiência no mercado de trabalho.

 

Acredita então que a idade pode ser um fator de peso na aceitação deste novo modelo? Estarão os jovens mais abertos à mudança do que as gerações mais velhas?

Em termos de aceitação há sempre a questão de as pessoas mais velhas estarem mais enquadradas no sistema, logo ser mais difícil mudar. É muito importante ter uma certa empatia e é preciso, quando pensamos nisto, que a semana de trabalho de quatro dias significa coisas diferentes para os homens e para as mulheres. E aí considero uma dimensão muito importante, muito mais do que por idade. Mas vai significar uma coisa diferente para uma pessoa de 20 e outra de 50 anos. Temos de pensar não só o que é representado por nós, mas também o que iria representar ao longo da vida. Para os mais novos acho que o benefício vem, sobretudo, das oportunidades que iriam surgir e em ganhar experiência de trabalho, num início de vida profissional que muitas vezes é difícil, com taxas de desemprego muito altas. Permitia começar a carreira e ter tempo para apostar na sua paixão, tentar desenvolver uma ideia ou a sua própria empresa. Para as pessoas mais velhas acho que permite uma continuação no mercado de trabalho. Depois de 40 anos de trabalho intensivo as pessoas só querem a reforma, querem sair porque de facto estão esgotadas. Mas depois reformam-se e o que vem a seguir? É um vazio muito grande, e uma semana de quatro dias podia permitir que as pessoas quisessem trabalhar mais. Isso já está a acontecer porque a esperança média de vida tem aumentado nos últimos 40 anos, e isso põe muita pressão no sistema de segurança social, na questão das pensões, e já está a haver um aumento das idades da reforma que têm de acontecer exatamente pela longevidade. Mas lá está, isto tem sido imposto e é muito difícil, porque trabalhar cinco dias por semana, aos 65 anos, é muito pesado, e, lá está, se for quatro dias, se calhar permitia muito mais este prolongamento da idade de trabalho.

 

E os próprios tempos mudaram.

Se virmos a evolução das sociedades nos últimos 50 anos, mudou tudo. Antes, tinha de se contactar um fornecedor, por carta ou telegrama, e depois tinha de se esperar pela resposta. Agora é tudo instantâneo, os trabalhos são diferentes. É muito mais intensivo mentalmente. A longevidade aumentou e a estrutura da família também mudou. Nos anos 70, poucas mulheres trabalhavam, ficavam em casa. Agora ambos, marido e mulher, têm trabalhos intensos, e as mulheres querem ser bem-sucedidas. Há 50 anos o tempo em casa era um tempo de descanso e muitas vezes já deixou de ser, porque mudou a tecnologia, mudou a estrutura da família, e todas estas razões juntam-se para eu dizer que a semana de quatro dias é uma forma de melhor organizar a economia.

 

Islândia, Japão e Espanha têm comprovado aumentos dos ganhos de produtividade após testarem o novo modelo. No contexto português, onde é aparente a falta de produtividade, acredita existir a possibilidade, e potencial, para avançar no mesmo caminho?

A produtividade em Portugal é baixa, e, portanto, faz com que não seja o país onde imaginaria implementar para já o modelo dos quatro dias. É mais natural vir dos Estados Unidos, Canadá ou de uma zona Euro como Alemanha ou Reino Unido. É do ponto de vista de serem países mais ricos, de ser mais natural poder aproveitar uma parte dessa riqueza para trabalhar um pouco menos, mas isso é só uma parte do argumento. A maior parte dos argumentos que tenho é que vai melhorar a economia e, portanto, vai melhorar a economia desses países, mas também iria melhorar a economia Portuguesa, Islandesa ou Holandesa. Acho que todas as economias ocidentais estão preparadas para a semana de trabalho de quatro dias, incluindo Portugal. Agora o que falta é coragem, aquela coragem de avançar, ser o pioneiro, e se há coisa que nunca faltou a Portugal ao longo da sua história foi coragem.

 

Que sugestão tem para os líderes portugueses que queiram avançar com a semana dos quatro dias de trabalho?

É tentar buscar um consenso. A questão de trazer todos para a mesa e poder utilizar a semana de quatro dias como uma forma de fazer muitas das reformas que faltam ao País. É ambicioso, mas acho que vale a pena procurar. O Mundo está cada vez mais polarizado, quer em Portugal, nos Estados Unidos ou na Europa, e acho que nos podemos unir à volta da semana de quatro dias, pelo menos tirar daí esse potencial.

 

Sexta-Feira é o Novo Sábado – Como uma semana de trabalho de quatro dias poderá salvar a economia

Relógio D’Água, fevereiro de 2022

Friday is the New Saturday, agora traduzido para português, é o primeiro livro de Pedro Gomes, professor associado de Economia em Birkbeck, Universidade de Londres, desde 2017. Com uma narrativa construída em torno das ideias dos economistas John Maynard Keynes, Joseph Schumpeter, Karl Marx e Friedrich Hayek, Pedro Gomes dá oito razões por que uma semana de quatro dias é possível e tornaria as pessoas mais felizes. O autor apresenta uma abordagem convincente ao tema, enraizando os seus argumentos em teorias económicas, história e dados. A introdução seria facilitada pela Pandemia, que já veio alterar os nossos hábitos de trabalho, e entre quatro a seis anos seria suficiente para o Estado e o tecido empresarial e familiar se adaptarem.

 

Esta entrevista foi publicada na edição de primavera da revista Líder
Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Entrevistas, Leading People

Convictos

4 Abril, 2022 by Denise Calado

“Uma pessoa com convicções é alguém difícil de mudar. Digam-lhe que discordam e vira-vos as costas. Mostrem factos e as vossas fontes serão questionadas. Apelem à lógica e o vosso ponto não será considerado”: eis a forma como começa, com uns ajustes à linguagem de hoje, um dos mais fascinantes estudos das ciências sociais, When Prophecy Fails, de Leon Festinger com Henry Ricken e Stanley Schachter. Trata-se do estudo de um grupo moderno que previu a destruição do mundo. Naturalmente o mundo não acabou quando o grupo previra, mas as suas crenças estavam certas – para os respetivos membros, naturalmente. Ou seja, os pregadores do apocalipse estavam certos mesmo quando estavam errados.

A invasão da Ucrânia suscita as mesmas reações. As nossas crenças prevalecem sobre os factos. Hoje, aqueles que mitigam a agressão de Putin com o já famoso “mas” estão a defender as suas crenças contra os factos. E o facto é que a agressão, continuada, não começou agora e tem origem conhecida: o Kremlin. Contra este facto não há argumentos “mas” há muitas atenuantes e por isso, defendem, importa ser equilibrado com os desequilibrados.

É bom nestas alturas visitar Karl Popper e recuperar o paradoxo da tolerância: este não é momento para ser tolerante com os intolerantes. Aliás, terá sido essa tolerância complacente que nos trouxe onde chegámos. Como é evidente e voltando a Festinger e seus colegas, nada disto demoverá os crentes. É por isso que lhes deve ser dado todo o direito a dizerem o que tiverem de dizer, mesmo que aquilo que dizem não tenha ligação com a realidade. Mas importa agora defender com vigor a liberdade de os ucranianos defenderem o seu futuro sem as ameaças do Sr. Putin, o czar do terror.

PS: um argumento usado pelos que procuram compreender Putin é que praticamente só vemos argumentos e propaganda de um lado. Verdade, mas como é possível apresentar de forma independente o que se passa do lado russo? O que aconteceu ao jornalismo na Rússia? Eis outro facto contra o qual não há argumentos.

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Vender – Inspirações & Provocações

1 Abril, 2022 by Denise Calado

O livro Vender – Inspirações & Provocações, escrito na primeira pessoa por Pedro Ruivo, direcionado para o setor comercial apresenta um conjunto de recursos práticos, transmitindo o que é o espirito das vendas e tudo o que a atividade envolve. Assim, permite ao leitor ser mais bem sucedido no seu propósito de ultrapassar limites, potenciar o seu sucesso e atingir a excelência na arte de vender. Sendo as vendas, uma profissão e uma atividade difícil de executar com êxito, é importante seguir um método. Neste sentido, surge como um guia para o aumento de vendas.

Arquivado em:Livros e Revistas

O Livro Secreto das Vendas

1 Abril, 2022 by Denise Calado

O Livro Secreto das Vendas é um livro sobre performance em vendas — mas também em qualquer carreira profissional ou na vida. Na perspetiva de Paulo de Vilhena, mentor empresarial com mais de 15 anos de experiência, o que determina o sucesso em vendas não é muito diferente do que facilita o sucesso na vida.

Este é o conhecimento necessário para ser bem-sucedido e aceder ao mapa mental dos comerciais de excelência para conseguir materializar resultados extraordinários.

Arquivado em:Livros e Revistas

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