• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Preparar o impensável: empresas reforçam resposta a raptos e violência dirigida

      A última torre da Sagrada Família ergue-se perante uma audiência global no TikTok

      Desperdício de recursos custa 25,4 biliões de euros por ano à economia mundial

      Ter a melhor app não basta para liderar a experiência do cliente

      Mercado de trabalho abranda no arranque de 2026. Emprego cai e desemprego volta a subir

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Jovens políticos reunidos: «A primeira coisa que cai são as barreiras pessoais do preconceito», nota o professor José Tavares

      Onésimo Teotónio de Almeida: «A saudade é um desejo de se ficar no passado»

      Bonga: As mensagens das minhas canções «foram mais longe do que o discurso dos políticos»

      Roberta Medina: «As empresas não podem ter a miopia de olhar apenas para as suas metas»

      «Se o líder for mau, a IA vai ajudá-lo a tomar más decisões mais depressa», defende Ricardo Fortes da Costa

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Preparar o impensável: empresas reforçam resposta a raptos e violência dirigida

      A última torre da Sagrada Família ergue-se perante uma audiência global no TikTok

      Desperdício de recursos custa 25,4 biliões de euros por ano à economia mundial

      Ter a melhor app não basta para liderar a experiência do cliente

      Mercado de trabalho abranda no arranque de 2026. Emprego cai e desemprego volta a subir

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Jovens políticos reunidos: «A primeira coisa que cai são as barreiras pessoais do preconceito», nota o professor José Tavares

      Onésimo Teotónio de Almeida: «A saudade é um desejo de se ficar no passado»

      Bonga: As mensagens das minhas canções «foram mais longe do que o discurso dos políticos»

      Roberta Medina: «As empresas não podem ter a miopia de olhar apenas para as suas metas»

      «Se o líder for mau, a IA vai ajudá-lo a tomar más decisões mais depressa», defende Ricardo Fortes da Costa

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Denise Calado

Andreu Casasnovas é o novo Diretor-Geral da filial da Sony na Península Ibérica

31 Março, 2022 by Denise Calado

A Sony anunciou a nomeação de Andreu Casasnovas como Diretor-Geral da Sony Iberia. Casasnovas foi selecionado para assumir a direção da filial da empresa em Espanha e Portugal após ter acumulado experiência como Diretor do segmento de Áudio e Vídeo na Sony Europe. O novo Diretor-Geral da Sony Iberia substitui assim Alberto Ayala, que ocupava o cargo desde o final de 2018 e que voltará à Sony Europe para desenvolver novos trabalhos a nível continental.

Na qualidade de responsável máximo pela Sony Iberia, e graças ao seu percurso profissional, Andreu Casasnovas assume este novo cargo com o objetivo de desenvolver uma estratégia de negócios a nível ibérico que destaque o valor da criatividade na criação de experiências únicas para os utilizadores, tanto profissionais, como entusiastas da tecnologia.

“Estou muito orgulhoso por poder dirigir os negócios da Sony, a empresa onde cresci a nível pessoal e profissional, num mercado tão relevante como o da Península Ibérica”, declarou Andreu Casasnovas. “Na Direção-geral em Espanha e Portugal, tentarei contribuir com a minha experiência para continuar a melhorar a nossa presença em ambos os países, abrindo uma nova etapa num contexto diferente daquele anterior à pandemia e continuando a honrar uma marca de grande prestígio como é a Sony”.

Uma carreira de sucesso ligada à Sony

Andreu Casasnovas é Engenheiro de Telecomunicações e possui um MBA pela ESADE e um PDD pelo IESE. Tem quase 25 anos de experiência na empresa, tendo desempenhado vários cargos de responsabilidade nos departamentos de marketing e de vendas. Desde o final de 2018, Casasnovas liderou o departamento de Áudio e Vídeo da Sony Europe, tendo sucedido a Alberto Ayala e já desenvolveu lançamentos de produtos de grande sucesso no mercado, tais como os auriculares Sony WF-1000M4 e os recém-lançados Sony LinkBuds.

 

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Até 2050 a criação de lixo pode aumentar 70%

31 Março, 2022 by Denise Calado

A produção de lixo tem aumentando de forma acentuada nas últimas décadas e não parece dar sinais de abrandar. É de esperar que até 2050 a criação de lixo aumente cerca de 70%, devido a fatores como o crescimento económico, hábitos de consumo, crescimento populacional e aumento das manchas urbanas.

Muito deste lixo acaba em lixeiras, sendo que a maior do Mundo em 2019 ficava em Las Vegas, com cerca de 8km2. Apesar de ser a região do sudeste asiático e pacífico a que mais resíduos sólidos municipais gera no Mundo, são os EUA o país que mais cria por habitante. Mas se tivermos em linha de conta resíduos não-urbanos, como os industriais e afins, é o Canadá o maior produtor mundial de lixo por habitante.

Estes resíduos são compostos por vários materiais, e apesar de serem os resíduos plásticos que mais atenção têm tido por causa do impacto na fauna marinha, o lixo eletrónico é o que mais tem crescido, sendo que se espera que em dez anos a produção anual suba cerca de 40%. Mas os resíduos mais comuns são os alimentares, que totalizam cerca de 50% de todos os resíduos municipais sólidos, com consequências ambientais importantes.

As decisões que norteiam a construção e localização de centrais de tratamento e incineração de lixo, ou mesmo lixeiras, dão tipicamente azo a conflitos políticos entre cidadãos e diferentes níveis de governo. Em fevereiro de 2008, a cimenteira da Cimpor localizada em Souselas, a cerca de cinco quilómetros a norte de Coimbra, iniciou o processo de queima de resíduos industriais perigosos dando início a uma contestação popular que ganhou enorme projeção mediática que, entretanto, desapareceu, mas cuja luta continua em tribunal.

As decisões que acabam por ser tomadas acabam por ser resultado de um conjunto de lutas entre diversos grupos de interesse que se digladiam na esfera de ação pública, dando azo à criação de uma verdadeira geopolítica do lixo. E isto extravasa muitas vezes o plano de ação nacional. A exportação de resíduos disparou nos anos 80, como consequência de um aumento dramático de produção; movimentos NIMBY (not-in-my-backyard) nos países ocidentais que bloquearam muitos projetos de gestão de resíduos; e assimetrias importantes no que diz respeito à regulação da gestão de resíduos entre países.

No entanto, muitos países baniram a importação de resíduos e isto levou a uma mudança das dinâmicas globais da gestão dos mesmos. China, Tailândia, Vietname e Malásia são apenas alguns dos países que o fizeram, em reação aos protestos de uma classe média emergente que se torna cada vez mais vocal e eco-consciente. Isto levou, por exemplo, a que a Turquia, entre 2004 e 2020, passasse a receber três vezes mais lixo do que recebia da União Europeia, sendo o nosso principal destino da exportação de resíduos, substituindo a China.

Olhando para o futuro, existem várias tendências que se estão a afirmar. Em primeiro lugar, a evolução da tecnologia cada vez mais permite a separação automática de resíduos de forma a aumentar o potencial de reciclagem. Começam também a surgir iniciativas legislativas, como uma recente na Califórnia, que obrigam à criação de programas de composto para bio-resíduos de restaurantes, hospitais e hotéis. Espera-se que a tecnologia de incineração se torne mais eficiente e segura, e que consiga ao mesmo tempo aproveitar os resíduos para a criação de energia, sendo que os apoios governamentais para o efeito se têm multiplicado.

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder
Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Artigos

Papa Francisco e a ideia de “figital”

31 Março, 2022 by Denise Calado

O Mundo pós-COVID é um lugar fascinante onde as tendências têm cada vez menos tempo para se afirmarem como mainstream. No entanto, tentando captar estas mudanças, várias empresas lançam todos os anos um conjunto de tendências que afetam a nossa vida. Uma das últimas tendências confirmadas pelo estudo da Euromonitor sobre consumidores em 2021 é o “figital”. O figital é uma nova forma de viver, aprender, colaborar, trabalhar e consumir que engloba em si mesmo os benefícios de físico e do digital. É como se o nosso modo de vida nos exigisse tirar partido do melhor de dois mundos que (dizem) são complementares, mas que cada um de nós vive muitas vezes de forma autónoma.

Esta reflexão sobre o que pode significar um estilo de vida figital vem a propósito em relação à Economia de Francisco (EoF). A EoF é um evento que tal como tantos outros estava previsto para ser físico e passou a digital. Até aqui nada de novo, pois tal aconteceu a milhares de eventos durante estes dois anos. O que é surpreendente foi como a liderança dos jovens floresceu em ambos, em contexto figital, e de como o evento se tornou real e inteiramente numa oportunidade figital de partilha, aprendizagem e colaboração de jovens de todo o mundo reunidos em redor dos princípios da EoF.

Mas começo por explicar o que é a EoF. A Economia de Francisco é um encontro mundial promovido pelo Papa Francisco, em Assis, juntando economistas, investigadores em Economia e empreendedores sociais para que, trabalhando em conjunto, consigam repensar o modelo económico atual, sonhando pela construção de um pensamento económico mais focado no bem comum e alicerçado em princípios de desenvolvimento humanos e ambientais. Inicialmente marcado para setembro de 2020, foi inicialmente adiado para março de 2021, e agora novamente adiado para setembro de 2022. Nestes dois anos, o evento que inicialmente seria físico transformou–se em digital para que os cerca de 5000 jovens pudessem participar num encontro que tem por base três princípios derivados do entendimento que o Papa Francisco desenhou na Laudato Si. O primeiro princípio é que consigamos desenvolver modelos económicos regenerativos da casa comum. A crise ecológica e ambiental que vivemos e o caminho que seguimos até aqui pede que deixemos de falar de sustentabilidade e passemos a falar de regeneração. Regenerar é focar as energias do sistema económico e o trabalho dos seus atores em reestabelecer padrões ecológicos e ambientais que permitam parar e reparar a degradação ambiental. O segundo princípio é que os modelos económicos imaginados em Assis sejam verdadeiramente inclusivos, funcionando para todos. Aqui, o Papa Francisco põe, como sempre, o foco nos mais pobres e naqueles que mais sofrem com a desigualdade económica. Imaginar um sistema que tenha como premissa principal o desenvolvimento económico de todos, não aceitando deixar ninguém para trás, configura um ponto de base importante para quem estuda, vive e pratica economia nas suas comunidades.

Por último, Francisco quer que os jovens sejam os principais protagonistas deste processo de reimaginar modelos económicos. A lógica do Papa neste campo é simples: serão os jovens aqueles que num futuro, mais ou menos próximo, experienciarão e viverão as consequências ou os benefícios dos modelos económicos que desenharmos hoje.

Quem acompanha o pensamento do Papa Francisco e a sua devoção a São Francisco de Assis – um jovem sonhador que largou tudo para seguir a vocação de transformar o Mundo – não estará surpreendido por ter entregue a liderança deste importante evento aos jovens. Ao invés de escolher os sábios para atores principais desta transformação – o que seria comum num evento organizado pela Igreja Católica – o Papa convida os jovens a liderar. Este convite, apesar de não ser surpreendente, é sobretudo marcante. Podem os jovens economistas, investigadores e empreendedores sociais, convidados pelo Papa a viver este evento, criar novas ideias para a economia mundial?

A resposta a esta pergunta reside na maestria com que os 5000 jovens inicialmente convidados e todos os outros que, entretanto, se juntaram, viveram a oportunidade do figital. E na realidade, a forma como estes jovens e as suas comunidades viveram o figital é uma grande lição que outras organizações podem tirar da EoF. O figital na EoF baseou-se em três dimensões. A primeira foi a transformação da energia da frustração em energia de recomeço. Assis 2020 ia marcar para muitos um novo começo para os seus sonhos económicos. Assis 2020 e a energia do encontro físico não aconteceu, mas a magia do encontro, apesar de virtual, não deixou de acontecer. Para muito contribuiu a organização – toda liderada por jovens – que soube criar múltiplos pontos de contacto e colaboração entre jovens do mesmo país, de outros países e até de outros continentes. A mudança para o digital possibilitou inspirar mais jovens em vez de permanecer limitado ao espaço existente.

A segunda dimensão do figital está ligada à articulação da atividade física e digital. Aqui o equilíbrio foi crítico para o sucesso. Demasiado físico com as pessoas da comunidade local e corre-se o risco de se perder a escala do sonho interplanetário da EoF. Demasiado virtual e corre-se o risco de se ficar confortavelmente no âmbito das ideias levando a uma concretização leve ou superficial. Ter o melhor dos dois mundos, conseguindo articular o que a organização central teve para oferecer e o que as comunidades locais permitiram em termos de partilha e experimentação constitui um grande trunfo da EoF.

Por último, viver o figital foi também compreender as circunstâncias com que cada participante entrava no evento. Perceber totalmente o figital é aceitar que muitos participantes estão em multitasking quando estão num evento, que a exigência de participação deve ser ajustada à vontade, mas sobretudo à impossibilidade de participar com mais vigor ou intenção.

Aceitar as limitações da participação figital de cada um foi também um dos segredos do que a EoF conseguiu construir nestes dois anos.

Em setembro de 2022, os jovens rumarão novamente até Assis para participar no evento físico. Tenho para mim que esta vivência figital lançou bases mais fortes para conseguirmos uma mudança de escala global que respeite os princípios humanos, sociais e ambientais de cada local. Se quiserem acompanhar o caminho e sobretudo os resultados de Assis juntem-se em https://economiadefrancisco.org/.

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder
Subscreva a Líder AQUI.

 

Ricardo Zózimo, Professor de Gestão na Nova SBE

 

A sua atividade académica foca-se em compreender como as organizações criam e gerem a ligação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ou SDG). Estuda os processos-chave associados à criação de impacto positivo na sociedade, na gestão de negócios lucrativos.

Foi professor e investigador na Lancaster University, onde recebeu pela primeira vez o prémio de Outstanding Contribution to Student Experience. Trabalhou também no setor público e privado e também em ONG, em cinco países. Foi também um mentor ativo de empreendedores sociais e comerciais em todo o Mundo.

Tem um Doutoramento (Ph.D.) pela Lancaster University em Empreendedorismo e um Mestrado (M.Sc.) em Planeamento Estratégico pela University College of Dublin.

Arquivado em:Artigos, Leadership

Da “Retenção de Talento” ao “Compromisso do Talento”

31 Março, 2022 by Denise Calado

As organizações são constituídas por 3 Ps: Pessoas (que nos referimos aqui), Produtos e Processos. Vamos falar do primeiro “P”, as Pessoas ou o talento. O talento, ou os colaboradores que mais acrescentam valor nas organizações, comprometidos e alinhados com o propósito da mesma e com os seus objetivos. Logo pretendemos que este talento esteja comprometido com a organização e não seja “aprisionado” por esta. Retenção pode significar algo não voluntário e, por exemplo, estes colaboradores apenas ficarem por interesse económico mas sem compromisso. Não queremos portanto “reter” talento, mas “comprometê-lo”. Pretendemos “franchisados” da organização, que se comprometam com o propósito da mesma. O que não queremos é que os colaboradores fiquem nas organizações, com um detachment emocional e sem compromisso com a mesma. Distância e desconexão acrescida pelo mundo distante que o trabalho remoto estimulou. Talvez por isso, segundo a Sull&Sull (2020), os comportamentos dos líderes aumentaram +46% na Transparência e +55% no suporte dos colaboradores. Querem manter esta relação de conexão e relacionamento dentro da organização, de forma comprometida e confiável. A confiança gera motivação e esta gera compromisso. Será o teaming que qualquer organização pretende almejar na sua gestão de recursos humanos. Em que existe accountability, os objetivos são sempre pouco ambiciosos e superados por todos que contribuem de forma ativa para a sua prossecução (não há quem se deite “à sombra da bananeira”), o contributo individual é visível e estimula a confiança e meritocracia dentro da organização, cria uma rotina de sucesso e facilita o fluxo de informação, para além de estimular os processos de melhoria contínua e de “walk the Talk”. Em suma, queremos colaboradores com um sentido de pertença elevado em relação à organização, focados nas relações organizacionais, de forma comprometida e não retida. Como disse, esta retenção pode gerar detachment com prejuízos sérios e invisíveis para a organização. E, que como referi anteriormente, se agravou com a Pandemia e a digitalização das relações dentro das organizações.

O trabalho remoto dificultou o teaming. Pelo que os líderes devem aproveitar o “face to face” ou o virtual para potenciar este compromisso individual e coletivo de forma estruturada. Quando os líderes se encontram de forma presencial e pessoal, os líderes devem avaliar a eficácia e desenvolvimento de cada indivíduo bem como clarificar objetivos, refinar recursos necessários para a conclusão das tarefas e definir planos de ação. Quando o líder se encontra com o indivíduo de forma virtual, deve ter preocupações mais emocionais, aferindo o bem-estar e estimular a proximidade relacional, avaliar ritmos de trabalho, estimular objetivos e metodologias comuns e fazer coaching. Os objetivos são diferentes quando se dirige a uma equipa e não a um indivíduo, de forma presencial. Deve estimular o espírito de equipa e da identidade comum, metodologias comuns de trabalho e celebrar os sucessos. Quando o líder se encontra de forma virtual com a sua equipa, deve estimular a coordenação das tarefas e relembrar (mais reforçar até) o propósito da organização, alinhando reuniões e mensagens, atualizando o status da organização, e verificando e solucionando problemas que surgem. Criar compromisso é portanto apenas mais um processo no esquema da liderança e da integração do talento, que pode ser ensinado e treinado.

 

Arquivado em:Opinião

Quer começar um negócio? O que precisa de saber.

31 Março, 2022 by Denise Calado

Quer esteja a considerar iniciar um negócio ou expandir internacionalmente o que já tem, estar preparado poderá fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso. É provável que já tenha pesquisado no motor de busca “como iniciar um negócio?”, e não é o único. Segundo a magazine de negócios Micro Biz Mag, e baseando-se em estatísticas de 2020/21, 65% dos colaboradores do Reino Unido que tinham intenções de abrir um negócio fizeram essa mesma pesquisa no Google, totalizando cerca de 22.000 pesquisas.

Outros aspetos são necessários ter em conta. Segundo a Preply, plataforma de linguagem, entre as melhores cidades para iniciar um negócio está Paris, berço de marcas como a Chanel e a Louis Vuitton, e com cerca de 21.000 empresários a viver na cidade, segundo dados do LinkedIn. Não muito atrás está a cidade de Londres, onde nasceram empresas como a BP e a Burberry, e conta com cerca de 20.000 de empresários.

Se também existe algo que tem de considerar é a cultura, burocracias e os hábitos de cada nação. O que atrai as pessoas, quantas universidades existem naquela área (poderá indicar o nível de qualificação ou especialização), quantas horas trabalham, ou qual a média de horas de sono? Exemplificando, se em Berlim a média de horas de sono regista-se nas seis horas, em Buenos Aires situa-se nas 10 horas, um exemplo claro de diferentes hábitos.

Eis cinco dicas que a Preply preparou a ter em consideração quando começar um negócio:

  1. Conheça o mercado: Antes de tomar uma decisão definitiva, faça um trabalho de pesquisa amplo de forma a conseguir identificar quem é o seu público alvo, como pode chegar até ele, quais as tendências e avanços que poderão impulsionar os seus objetivos, quem são os principais concorrentes ao seu negócio e de que forma se pode destacar no mercado;
  2. Tenha a certeza de que é a decisão certa: Avalie prós e contras. Ao abrir o seu próprio negócio, tem de estar preparado para receber críticas, trabalhar longas horas, ser o seu próprio chefe e estar apto a inspirar os que trabalham consigo. Seja honesto e tome apenas a decisão se souber que consegue lidar com o peso da liderança;
  3. Tenha um plano de negócios sólido: Um negócio está em constante evolução, e o seu plano tem de contar com isso. Inclua objetivos, previsões e estimativas a curto e longo prazo;
  4. Esteja atento às suas condições financeiras: É necessário investimento para garantir que o negócio continue de pé. Mantenha as suas finanças sob controle e tenha a certeza de que tem dinheiro suficiente para manter o seu negócio em funcionamento;
  5. Procure ajuda: O caminho da liderança e dos negócios é coletivo. Procure por aconselhamento, mentoria e apoios que o possam ajudar com questões legais, planeamento de negócios, marketing, investigação de mercado, vendas, entre outros.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Como chegámos aqui, à guerra?

31 Março, 2022 by Denise Calado

Tornou-se habitual dizer que o Ocidente humilhou a Rússia depois da desagregação da União Soviética (URSS), que se seguiu ao derrube do muro de Berlim. Não comungo, porém, de tal ideia. Pelo contrário, face ao que a URSS nos ameaçou – como povos e como cultura – a nossa reação foi comedida e branda. Coisa diferente é o facto de coronéis do KGB e dirigentes com responsabilidades na ditadura comunista se sentirem humilhados. Em novembro de 1989, quando o muro de Berlim foi derrubado, o líder da Rússia, então URSS,

era Mikhail Gorbachev, Secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética. A ele se devem muitas transformações no mundo, nomeadamente depois de ter introduzido, através de livros e documentos por ele delineados, dois conceitos estranhos na URSS e, em parte, à própria Rússia Imperial, que antecedeu o regime comunista imposto em 1917.

Esses conceitos, Glasnot e Perestroika, que significam, respetivamente, transparência e reestruturação, viriam a humilhar grande parte da nomenclatura soviética. Como podia o Secretário-geral do partido vir dizer, por exemplo, que era intolerável uma nação que colocava naves espaciais em órbita, não conseguir fazer uma torradeira decente.

O exemplo pode parecer bizarro, mas não é. De facto, a URSS, após o fim da II Guerra, começou a ter um papel significativo no Mundo. Recorde-se, porém, que a União Soviética foi vencedora tardia da guerra, uma vez que Estaline começara por fazer um pacto com Hitler para a divisão da Polónia, deixando as mãos livres ao III Reich para invadir a França, tendo invertido essa posição apenas quando os nazis invadiram a própria URSS. De qualquer modo, participando na Conferência de Ialta (Crimeia), Estaline conseguiu assegurar uma zona de influência para a URSS na Europa, que incluía os países que, pouco depois, Churchill classificaria como estando para lá da Cortina de Ferro que se abatera sobre a Europa. Além dos Estados Bálticos, que voltaram a integrar a URSS, a Polónia, a Hungria, a Roménia, a Bulgária, a Checoslováquia (República Checa mais a Eslováquia), um quarto da Alemanha (a República Democrática Alemã), a Jugoslávia (hoje Sérvia, Croácia, Bósnia, Eslovénia, Macedónia do Norte e Montenegro) e ainda a Albânia, faziam parte dessa esfera.

O problema é que o Pacto entre eles era basicamente militar (o Pacto de Varsóvia), ao passo que a NATO (Aliança Atlântica) tinha complementaridades com zonas económicas, como a CEE e a EFTA e, depois, a UE. A partir de determinada altura, a distância em termos de riqueza, desenvolvimento, bem-estar e qualquer critério que se introduzisse, dava uma enorme vantagem ao Ocidente. Claro que os russos conseguiram o Sputnik (primeiro satélite em órbita) antes de os EUA; conseguiram ter o primeiro homem a viajar no espaço – Yuri Gagarine, o cosmonauta (no ocidente dizia-se astronauta) e a primeira mulher – Valentina Tereshkova –, mas essas “vitórias” apenas disfarçavam um facto real: a vida a Leste era uma pobreza total, em comparação com os níveis atingidos nos chamados “países capitalistas”. O facto de o primeiro homem a pousar na Lua, em 1969, ser norte-americano retirou essa superioridade aos russos. Daí em diante, a URSS concentrou-se no armamento, nomeadamente no nuclear, com mísseis de curto e longo alcance, e nos carros de combate que atemorizavam a Europa, uma vez que países como Finlândia, Suécia, Alemanha (Ocidental), Áustria, e mesmo a Grécia faziam fronteira com países que pertenciam ao Pacto de Varsóvia. A colocação na Alemanha Ocidental de mísseis de curto alcance Pershing, e a famosa “guerra das Estrelas” que possibilitaria aos EUA e à NATO destruir os mísseis de longo alcance, retiraram também a vantagem militar ao bloco comunista que, subitamente, se via mais pobre, menos forte e mais isolado.

Foi esta questão que Gorbachev veio colocar: por que razão se escondiam os fracassos? O facto de os automóveis, os frigoríficos, os telefones ou as torradeiras “capitalistas” serem muito melhores do que aquilo que era fabricado na URSS. De que modo se devia reestruturar a economia “socialista” para ter padrões de modo a competir com o Ocidente?

Gorbachev não teve resposta. O próprio Partido Comunista quis correr com ele, através de um golpe de Estado, de que Valentin Pavlov (mais tarde um banqueiro comprovadamente corrupto) seria o chefe.

A ação decidida do Presidente do partido na República da Federação Russa, Boris Ieltsin (que já vinha a criticar o Secretário-geral do PCUS pela demora das reformas), e o apoio popular que recebeu, pôs fim ao sistema. Gorbachev refugiara-se na Crimeia, e Ieltsin, que já era a favor da independência da Rússia face  a todas as outras repúblicas Soviéticas, ficou com o campo livre.

Putin pode vir dizer que o fim da URSS foi um enorme desastre, mas foi decidido por russos e não por estrangeiros. A Comunidade dos Estados Independentes, ainda tentada para manter as ligações privilegiadas entre as Repúblicas do que fora a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, acabou por fracassar. E assim nasceram todos os países que agora conhecemos – dos Bálticos, à Bielorrússia, Ucrânia, Arménia, Geórgia, Cazaquistão, etc.

Para explicar tudo isto seria necessário um compêndio. Apenas pretendo rever brevemente um passado recente e levar quem não sabe, ou não se lembra, a ter em conta que nenhuma humilhação existiu. A Rússia herdou o direito de veto da URSS no Conselho de Segurança na ONU, recebeu milhões de dólares em ajuda dos EUA e da Europa, negociou todas as fronteiras dos países que abandonaram a URSS.

O resto é uma história mal contada por Putin. Uma história semelhante à de outros ditadores, como Hitler, que pretendia reconstruir a “grande Alemanha” com todos os povos que falam alemão (ou falaram, o que envolvia a Áustria, parte da República Checa, parte

da Itália e parte da Polónia).

Chegámos a este ponto por acreditar que o chefe de uma das maiores potências mundiais não seria um fanático, mas sim alguém com quem se podia conversar. Enganámo-nos… e essa humilhação é nossa, antes de a humilhação que Putin há de sofrer por este passo em falso que deu.

 

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 260
  • Página 261
  • Página 262
  • Página 263
  • Página 264
  • Interim pages omitted …
  • Página 285
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.