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Denise Calado

Nunca Vargas Llosa foi tão sábio e eloquente

24 Fevereiro, 2022 by Denise Calado

Em 2015, na Universidade norte-americana de Princeton, Mario Vargas Llosa deu um curso de Literatura e Política juntamente com Rubén Gallo. Daí resultaram, ao longo de um semestre, entusiásticos debates com um grupo de alunos, que, segundo Vargas Llosa, sabiam mais da construção da sua obra do que ele próprio. Este livro, Conversas em Princeton, organizado e prefaciado por Rubén Gallo, reúne o que de melhor ali se discutiu. Sempre com a perspetiva do autor, que revela o processo criativo na base dos seus romances; a de Rubén Gallo, que analisa os diferentes sentidos que as obras de Llosa assumiram no momento da publicação; e a dos estudantes, cujas reflexões e interrogações dão voz a milhares de leitores deste Nobel da Literatura. Conversas em Princeton oferece também digressões por outros subtemas: teorias do romance, a ameaça do terrorismo no século XXI – numa conversa em que participou o jornalista Philippe Lançon, sobrevivente do ataque ao Charlie Hebdo –, além das histórias e das muitas personagens de romances que mudaram o destino da literatura. No texto final («História e literatura»), Mario Vargas Llosa afirma: «Estou convencido de que o espírito crítico, indispensável para o funcionamento da demo[1]cracia, se forma e enriquece mais graças à literatura do que a qualquer outra disciplina».

Com tradução de Cristina Rodriguez e Artur Guerra.

Arquivado em:Livros e Revistas

Hélder Pinheiro é o novo Diretor de Data & AI da Claranet Portugal

24 Fevereiro, 2022 by Denise Calado

Hélder Pinheiro é o novo Diretor de Data & AI da Claranet Portugal, assumindo uma nova área de negócio, com o objetivo do desenvolvimento de uma oferta de serviços baseados em Ciência dos Dados e Inteligência Artificial.

Licenciado em Engenharia Informática com pós-graduação em Gestão da Inovação e mestrado em Gestão, Hélder Pinheiro iniciou a sua carreira profissional na indústria de Telecomunicações, trabalhando com organizações como a Altice, Deutsche Telekom, Nokia, Orange, Telenet e Vodafone.

Desde 2013 que Hélder Pinheiro liderava a unidade de Data, AI & IoT da Capgemini Engineering, responsável por entregar projetos e serviços para dez países, com uma equipa de 200 engenheiros baseados em Portugal.

Em paralelo fez parte de trabalhos de investigação na área das telecomunicações e da Inteligência Artificial – com destaque para o projeto “How to Implement AI-Driven Businesses in Communication Service Providers (CSPs) / Telecom Operators”.

“A Claranet assenta a sua estratégia na qualidade de entrega de serviços em Cloud, Segurança, Digital Workplace e Transformação Digital, o que garante os principais pressupostos para o crescimento sustentável de uma área de Data & AI. Sinto-me muito satisfeito com esta oportunidade de ingressar no líder de IT em Portugal, cooperando com os nossos clientes para atingirem os seus objetivos e evoluirmos em conjunto!”, afirma o profissional.

 

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Até 2025 metade do investimento em TIC vai ser em transformação digital

24 Fevereiro, 2022 by Denise Calado

De acordo com os dados da IDC, hoje revelados no evento FutureScape 2022, os investimentos diretos em transformação digital vão acelerar para um crescimento anual médio de 16,5%, no período de 2022 a 2025, um valor acima daquele inicialmente previsto – 15,4% para o período 2019 a 2024.

Apesar da quebra histórica do PIB em 2020, de quase 5%, o mercado de Tecnologias de Informação (TI) cresceu cerca de 3% a nível mundial. Em Portugal, onde a quebra foi maior, cerca de 10%, o mercado de TI cresceu quase 2%. E os números ainda são mais reveladores. “Para além de mais de 50% do PIB já ser influenciado pelo digital, pela primeira vez na história verificamos uma correlação inversa entre as TI e a economia”, afirma Gabriel Coimbra, Group Vice President da IDC e diretor-geral da IDC em Portugal.

No entanto, a falta de recursos tecnológicos será um dos maiores problemas dos próximos anos. Considerando apenas as profissões Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) atuais, a consultora prevê que até 2025, 90% das organizações europeias terão falta de recursos, apontando para a escassez de 1,15 milhões de profissionais na Europa Ocidental.

Ainda assim, os dados mostram que o mercado de TIC crescerá 5% ao ano, entre 2021 e 2025, com um aumento de dois dígitos ao nível da 3ª plataforma (Cloud, Mobile, Big Data e Social) e aceleradores de inovação (IoT, AR/VR, Robótica, AI).

Em 2023, 60% das organizações europeias priorizarão investimentos digitais para metas relacionadas com a sustentabilidade, o que irá gerar mais de 50 mil milhões de investimento.

Na análise a mais de 2000 startups portuguesas, um valor 13% acima da média europeia, o investimento nestas empresas com DNA Português cresceu mais de 100%, e ultrapassou os mil milhões de euros em 2021. Atualmente os 7 Unicórnios nacionais já valem mais do que um terço do PIB português.

A procura de soluções de cloud computing ultrapassou os 300 milhões de euros em 2021, valor que corresponde a um crescimento de 24,2%, face ao período homólogo.

Até 2025, para conseguirem responder a requisitos de desempenho, segurança e conformidade, 60% das organizações implementarão serviços dedicados cloud, e 55% das organizações terão migrado os seus sistemas de proteção de dados para um modelo centrado na nuvem.

Quanto à cibersegurança e ameaças digitais, as pesquisas mostram que até 2024, 33% das PMEs irão sofrer fortes disrupções todos os trimestres, o que irá causar interrupções nos negócios de pelo menos uma semana por trimestre. Atualmente, cerca de 25% das organizações relatam semanalmente ataques aos seus sistemas. Os ataques de ransomware aumentaram mais de cinco vezes desde 2018.

 

E quanto às alterações no mundo do trabalho, que obrigaram as empresas a adotar novos regimes laborais e modelos de negócio, prevê-se que em 2023 as empresas europeias investirão mais de 130 mil milhões de euros na transformação do local de trabalho, de forma a acelerarem a paridade entre o local físico e o digital.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Fórum “Líderes pela Igualdade” promove a mudança dentro das empresas

24 Fevereiro, 2022 by Denise Calado

O fórum “Líderes pela Igualdade” é o novo grupo de discussão e reflexão criado por líderes de nove empresas, com o objetivo de inspirar e agir em prol de uma sociedade mais justa e igualitária. A união que nasce da partilha dos valores e iniciativas relacionados com igualdade, diversidade e inclusão, irá focar a sua ação na criação de um movimento para locais de trabalho e lideranças tão diversos quanto a sociedade em que se inserem, e tão inclusivos quanto o mundo deveria ser.

A iniciativa que partiu de Helen Duphorn, responsável de Igualdade, Diversidade e Inclusão do Grupo Ingka e Country Manager da IKEA Portugal, junta José Gonçalves (Accenture), Filipa Leite de Castro (Argo Partners), Miguel Almeida (Cisco), Maria João Ricou (Cuatrecasas), Vera Pinto Pereira (EDP), Nuno Luz (FNAC), Rodrigo Simões de Almeida (Mercer) e Paulo Câmara (Sérvulo & Associados).

Pelo entendimento sobre os benefícios sociais e empresariais da Diversidade, Igualdade e Inclusão, estes nove líderes uniram-se para aprender em conjunto, estimular e promover uma mudança positiva em Portugal.

Cada empresa envolvida é um testemunho do compromisso com os temas da igualdade e diversidade, servindo de exemplo para os seus pares de como “não se trata apenas de uma questão de direitos humanos, mas de valores corporativos e de imperativo de negócio”, tal como refere José Gonçalves CEO da Accenture. Prova disso é o objetivo concreto, assumido pela consultora, com a paridade de género até 2025.

Através de parcerias específicas com outras organizações que promovem a diversidade e inclusão, como a Associação Salvador, Stand4Good e o ICF (Inclusive Community Forum), a Argo Partners, tem procurado sensibilizar os seus clientes em relação ao valor acrescentado das equipas mais heterogéneas. “Enquanto empresa de Consultoria na área de Recursos Humanos, temos procurado servir de barómetro de mercado na partilha de alguns exemplos de sucesso e boas práticas.”, afirma Filipa Leite de Castro.

Miguel Almeida, CEO da Cisco, realça ser “fundamental acabar com quaisquer barreiras à inclusão, multiplicar o impacto da liderança inclusiva e promover a equidade. Isto significa construir um ambiente de trabalho onde há respeito pelas diferenças.”

Está nas lideranças a responsabilidade de criar um momento de viragem na forma como são geridas as pessoas e as empresas, como é o caso da EDP. Vera Pinto Pereira, Membro do Conselho de Administração Executivo, reforça que “as empresas que apostam na diversidade, igualdade, e inclusão são mais resilientes, inovadoras e competitivas e o seu exemplo inspira e contribui para uma sociedade mais justa, onde todos têm igual acesso às oportunidades.”

O posicionamento da FNAC em “cultivar a diferença” mostra como os valores pela igualdade e o respeito estão intrínsecos no ADN da marca, dando como exemplo a política de inclusão para a integração de pessoas com incapacidades. Nuno Luz, CEO da empresa, afirma que esse posicionamento “veio reforçar, junto dos clientes, o trabalho que temos vindo a desenvolver dentro de casa.”

Fundamentalmente, “a igualdade é, um ativo a ter em conta pelas empresas, uma ferramenta de produtividade, de inovação e que traz ganhos”. A visão de Paulo Câmara, Managing Partner da Sérvulo & Associados, junta-se às ações concretas que a sociedade de advogados tem tomado no sentido de gerar ambientes inclusivos e que favoreçam a diversidade. Nomeadamente medidas de neutralização, incluindo a não redução pro rata de prémios de desempenho do/as advogados/as em razão de ausências prolongadas por parentalidade.

“É com um grande sentido de responsabilidade e orgulho que damos a conhecer este fórum de trabalho entre pares que se preocupam com a Igualdade nos seus locais de trabalho e na sociedade em geral. É fundamental trazermos o tema da Diversidade e Inclusão para cima da mesa e alargar este debate, em prol de uma sociedade mais justa e igualitária. Este trabalho em rede é de imensa importância para mim, enquanto líder, e espero que também possa inspirar outras organizações a juntarem-se ao movimento e a terminar, por exemplo, com as diferenças salariais entre homens e mulheres em Portugal” afirma Helen Duphorn, da IKEA Portugal.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Employer Branding: quando a cultura tudo vence

24 Fevereiro, 2022 by Denise Calado

A atração, retenção de talento e a felicidade dentro das organizações em muito se relaciona com a temática de employer branding, como a marca positiva que as empresas constroem e a forma como se apresentam no mundo.

Employer branding trata da reputação do empregador, o valor que pode oferecer ao funcionário, e o que o distingue da concorrência e o torna mais apelativo, e que existirá sempre, quer a empresa faça alguma coisa ou não. Independentemente de estar situado na área dos Recursos Humanos ou na área do Marketing e Marca, o crucial é tratar como se fosse uma forma de Marketing. Por muito que os objetivos, a mensagem e as audiências sejam distintos, é comum o fator da atração e necessidade de reter.

O encontro “Employer Branding – A Cultura de uma empresa COME a melhor estratégia ao Pequeno Almoço”, promovido pelo ISCTE Executive Education, incentivou à discussão que contou com a participação de Joana Garoupa, autora e Diretora Geral da Fundação Galp e Francisco Lopes, Coordenador do Fórum Educação e Mudança, com a moderação de Paulo Martins, Head of Overall Market do ISCTE Executive Education.

Partilhando o seu percurso profissional, Joana Garoupa, teve em consideração o reconhecimento da marca e as condições infraestruturais que eram oferecidas para a escolha do local de trabalho, até que, no ano de 2017, um sentido de propósito se juntou às suas razões, quando foi para a Galp. “A minha decisão foi claramente influenciada pelo facto de ser uma marca portuguesa, com uma grande ligação histórica e emocional a todos nós (…) tenho recordações muito felizes com o meu pai a pôr gasolina no carro”, partilhou.

Estes mesmos exemplos vão de encontro ao que é a disciplina do employer branding e o que é a tecnicidade de trabalhar na área, seja no tema da imagem, às entidades empregadoras, “tudo, na realidade, são fatores que nos levam a decidir enveredar ou não, aceitar ou não, os desafios das empresas”.

Francisco Lopes afirmou “acima da estratégia de qualquer empresa está a visão dos fundadores subjacentes à mesma e o enquadramento dos padrões éticos e legais vigentes à altura”, e questionou Joana Garoupa sobre o que tinha mudado na relação entre empregador e empregado. A resposta foi a alteração de designar os “empregados” para “funcionários”, e mais tarde para “colaboradores”, reconhecendo-se uma evolução na forma como as pessoas são atualmente geridas. Em suma, com o tempo os trabalhadores passaram, também eles, a ser vistos como parte do valor e da cultura da empresa.

 

A diversidade etária no local de trabalho é hoje vista como um dos temas importantes para o employer branding. Joana Garoupa realça a forma como “hoje convivem nas empresas tantas idades, desde pessoas com 60 anos com muita experiência acumulada, com os miúdos de 20 anos que acabaram de entrar, completamente verdes, mas com ideias e perspetivas novas”. Sendo que esta nova geração vem incentivar nas empresas os tópicos do impacto ambiental, a colaboração, a inclusão, e a importância da inteligência emocional, entre outros.

 

Por Patrícia Monsanto

Arquivado em:Marketing, Notícias

Jóias portuguesas no universo das NTFs

24 Fevereiro, 2022 by Denise Calado

A marca portuguesa Wonther lança a primeira coleção de joias portuguesas no universo das NFTs. Disponíveis no OpenSea, o maior Marketplace de NFTs, as cinco joias da coleção Interlinked – True Connection, pretendem criar uma ligação eterna entre quem as adquire e oferece.

Uma joia em NFT (non-fungible token) significa que é única e não replicável. Uma NFT garante quem é o proprietário da joia, e ainda armazena todo o histórico de transações, de forma que este não possa ser apagado ou modificado.

Apesar de virtuais, a marca vai entregar uma versão física correspondente a quem adquirir a joia, para que seja possível a passagem de geração em geração. As peças existem em várias versões de ouro com diamantes, prata banhada a ouro de 24k, prata banhada a estanho e prata natural. Cada joia é diferente e corresponde à sua versão real. Com valores entre os 120€ e os 13.800€, cada joia pode ser oferecida infinitamente, numa corrente de ligações verdadeiras.

Para fazer a compra no Marketplace OpenSea, é necessário deter a criptomoeda ETH (Ethereum) para a transação. Cada joia tem um número limitado de unidades, sendo acompanhada pelo respetivo certificado NFT. Para oferecer uma joia NFT desta coleção constituída por 5 links únicos, tem de transferir esse certificado de autenticidade da NFT para a outra pessoa.

Olga Kassian, fundadora da marca, afirma “Uma ligação genuína não se pode falsificar, tal como não se pode falsificar uma NFT. A nossa ideia é que estes links passem de pessoa em pessoa e sejam um símbolo de exclusividade emocional.”

Mais informação aqui: Wonther OpenSea

 

 

Arquivado em:Marketing, Notícias

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