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Denise Calado

Sensitive Leadership: As empresas têm de sair do armário! E em muitas questões. Ora veja

1 Junho, 2023 by Denise Calado

Está na hora de podermos ser genuínos nas organizações? Independentemente da nossa orientação sexual, identidade e expressão de género, caraterísticas sexuais, religião, idade, raça, etnia, nacionalidade ou grau de deficiência? Quais os desafios da diversidade e inclusão nas organizações? É necessário reinventar o trabalho e a nossa relação com ele?

Qual o verdadeiro significado de uma liderança sensível e humana num mundo cada vez mais imprevisível e exigente? O que é, afinal, uma liderança sensível? Já ouviu falar em líderes Zorgi? Emoção ou razão? Testosterona ou Progesterona, qual deve prevalecer? Estas foram algumas das questões debatidas na Leading People – International HR Conference. Sensitive Leadership – Reset, Rebirth, Reinvent Ourselves foi o tema que ontem reuniu cerca de 25 oradores no palco do Centro Cultural de Cascais.

«Uma liderança sensível não se baseia apenas na autoridade formal, mas sobretudo na capacidade de inspirar e motivar as pessoas ao seu redor», as palavras são de Filipe Vaz. No discurso de abertura, o CEO da Tema Central alerta para a urgência de «líderes que escutam, que valorizam a diversidade e que se preocupam com o bem-estar daqueles que lideram, porque só assim podemos construir um ambiente de trabalho mais humano, colaborativo e empático». E diz mais: «Num momento em que a IA está na ordem do dia, acredito que a sensibilidade do líder fará cada vez mais a diferença entre o Humano e a máquina. Dificilmente um líder sensível poderá ser substituído por uma máquina. Ou será que pode? Aliás, será que este discurso foi escrito por mim ou por IA?». Certo é que «a sensibilidade na liderança também implica reconhecer e valorizar o potencial de cada pessoa».

Na primeira talk da manhã, Albertina Jordão, Gestora de Programas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), trouxe o tema “Diversidade, Igualdade e Inclusão, do que é que falamos?”. Com uma carreira de mais de 30 anos a dedicar-se a temáticas relacionadas com a promoção da igualdade e não discriminação, em particular no mundo do trabalho, Albertina chama a atenção para o facto de que «quando falamos de diversidade falamos de um conceito muito mais amplo do que o entendemos». Partilhou, entre outros, os dados do estudo feito pela OIT, a pedido do Governo de Portugal, sobre a avaliação da desigualdade salarial em Portugal. «As mulheres caem persistentemente numa desigualdade salarial, em comparação com os homens. Há uma grande parte da desigualdade que não é percetível pelos fatores objetivos, mas por outras questões não explicáveis».

No seu segundo século de existência, o desafio da Organização Internacional do Trabalho, inscreve «a abordagem ao futuro do trabalho centrada no ser humano» e ao serviço da justiça social como o caminho a seguir. O mundo do trabalho é um lugar privilegiado para o futuro da diversidade, da igualdade e da inclusão. As organizações, as empresas e as pessoas são quem melhor podem protagonizar um futuro do trabalho digno.

 

«Não se percebe como ainda falamos de testosterona e não de sensibilidade» 

No debate “Rebirth – fazer renascer as organizações”, moderado por Cláudio França, Jornalista SIC, Armindo Monteiro, Presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), lança a pergunta: não temos problema de identidade em Portugal, mas afinal qual é a razão para sermos o 4.º País mais pobre da Europa? E responde: «Acredito que é uma questão cultural, de cidadania. O desígnio nacional é medíocre em termos de ambição. Precisamos de reinventar as organizações. Estou a liderar uma organização que tem apenas três mulheres, as cotas não devem promover a qualidade, mas é um mal necessário». Para o novo Presidente da CIP: «Se queremos valor acrescentado precisamos de empresas com um nível de negócio mais sofisticado, o apport das pessoas é crucial. Menos patrões e mais empresários e mais líderes. É preciso juntar valor absolutamente inclusivo. Não se percebe como ainda falamos de testosterona e não de sensibilidade».

Já Sofia Calheiros, Pioneira do Coaching em Portugal, conta que quando as quotas apareceram, foi convidada para exercer vários cargos. «O meu valor sempre existiu, mas parecia que tinha aumentado, recusei tudo. E, de repente, percebi o valor das quotas. As quotas têm de existir porque a tendência natural do ser humano é escolher os iguais, é importante as pessoas diferentes virem a jogo.»

«As quotas por si só não fazem a magia, têm de existir bons programas de inclusão. Não nos podemos distrair.»

E detalha ainda a importância de as empresas terem formação em enviesamentos cognitivos, em microcomportamentos, em liderança feminina, em inclusão da maternidade para aumentar a sensibilidade da empresa a diferentes questões culturais.

Por seu lado, André Ribeiro Pires, Chief Operating Officer da Multipessoal, destacou a importância de distinguir positivamente inclusão e diversidade dentro das organizações, para além da necessidade de adaptação cultural. Na sua perspetiva, «atualmente as empresas têm dificuldade em absorver, em todas as hierarquias, estas diferenças. E as lideranças são onde deve estar o primeiro foco de investimento nesta capacidade de integração», adverte.

Pedro Ramos, CEO da Keeptalent Portugal e Presidente da APG, alerta para o facto de «este tema estar a ser discutido ao contrário, hoje as empresas têm de ter equipas e pessoas que pensem de forma diversa e diferente». «Precisamos de atrair pessoas diferentes porque precisamos de soluções diferentes», conclui.

“As emoções estão sempre presentes, mas não devemos deixar que elas contaminem as nossas conclusões” 

Razão e emoção, o que prevalece? E o que significa a inclusão para as empresas e como levar a diversidade para o centro das organizações?

A palavra Zorgi que vem do esperanto, e significa “cuidar”, foi o mote para a apresentação seguinte, de Stella de Azevedo, Filósofa, e Sónia Mendes Barbosa, Psicóloga, ambas fundadoras do Instituto Zorgi, sob o tema “Lideranças Zorgi ou a Arte de Cuidar”.  Não existe um conceito de líder unipessoal, mas antes focado no autoconhecimento e autoconfiança. Existe sim a conceção de «lideranças vinculativas» e a ideia de uma «natureza arriscada da liderança». «O líder, ou lideranças, são jogadores e também são jogados, e este processo pendular é o espaço de liderança», partilharam, para além da consciência do tempo cairológico, que considera uma noção de oportunidade para a tomada de decisões.

Seguiu-se a conversa entre Cláudia Custódio, Professora Associada de Finanças na Imperial College Business School, e Ana M. Sebastião, Neurocientista e Diretora do Instituto de Farmacologia e Neurociências da Faculdade de Medicina de Lisboa. “As emoções na economia e na ciência”, contou com a moderação de Luís Maia, Jornalista da SIC. A figura do homo economicus, tradicional, racional e sem emoções, é ainda a que prevalece. Mas hoje a importância do humor e saber captar a atenção das pessoas é muito mais relevante. «As emoções, como medir a empatia ou a tristeza, são muito mais desafiantes do que os números. A IA veio tornar muito mais fácil as decisões técnicas, como tomar a melhor decisão económica, mas gerir pessoas será sempre mais difícil», partilhou Cláudia Custódio.

Acerca da emoção e da importância de ter gosto pelo que se faz, Ana M. Sebastião, partilhou o lema do laboratório onde trabalha e que diz: «se não tivermos gosto pelo que fazemos, seguramente não vai correr bem». Enfatizou a necessidade de haver «líderes com razão, pois sem a razão não há ação. As emoções estão sempre presentes, mas não devemos deixar que elas contaminem as nossas conclusões», remata.

E o desafio da diversidade?

Será que o tema da diversidade está mesmo presente nas agendas das empresas e organizações? «Vivemos num mundo diverso, altamente competitivo, e quanto mais diverso, mais facilmente gerimos os negócios e mais probabilidades temos de ser inovadores e produtivos», com estas palavras, o economista Jens Schadendorf, marcou a sua talk “The rise of LGBT + Equality in Global Business – now what?”.

O autor do livro GaYme Changer – Como a comunidade LGBT+ e os seus aliados estão a mudar a economia mundial, partilhou como o investimento na comunidade LGBT+ tem retorno, comprovado pelo estudo global, apresentado no livro, que considerou Portugal, entre 40 países e cinco continentes.

Sob o tema, “Reset and reinvent ourselves – novos cidadãos, novos trabalhos, um novo mundo”, o debate seguinte contou com a presença de Mariana Canto e Castro, DRH da Randstad Portugal, Filipa Gamanho Esteves, Diretora de RH da Capgemini Portugal, Pedro Vieira, Marketing Director da Zome, com moderação de Vanessa Ezequiel Lopes, Jornalista e Presidente da Associação Rizoma.

É necessário reinventar o trabalho e a nossa relação com ele? Como estão a fazer as empresas e as organizações? Que exemplos devemos seguir? O que procuram as pessoas quando procuram trabalho? Estas foram algumas das muitas questões abordadas nesta conversa.

Mariana Canto e Castro explica que a Randstad Portugal vive um processo de transformação e chamou a atenção para diversos assuntos.

«Encontrar o nosso propósito está na ordem do dia. E isto leva-nos a outro caminho, o facto de escolhermos uma área profissional não significa que não a possamos mudar. As pessoas cada vez mais procuram o ensino pelas mais valias e não por imposição familiar. Algo que as realize». E, de facto, alerta: «Há escassez de talento porque as empresas insistem em procurar sempre no mesmo sítio».

Na Randstad a saúde mental é uma das causas da empresa, explica a DRH, adiantando que implementaram um programa de apoio clínico. «Temos de ter as nossas pessoas muito bem cuidadas. Por isso, falamos abertamente sobre saúde mental, burnout, lideranças tóxicas».

«Se pudermos ser quem somos seguramente somos melhores. Isto é sensitive leadership, é dar espaço às pessoas para serem quem quiserem. A empresa é a vida e a vida flui». E teve ainda oportunidade de partilhar um caso de inclusão especial num dos recrutamentos internos: «Há uns anos tínhamos um problema grave de 45 toneladas. Refiro-me ao nosso arquivo em papel, precisávamos de o digitalizar, catalogar e classificar. Pensámos logo em recrutar pessoas para nos fazer isso e dar oportunidade de emprego a quem geralmente não a tem. Contratámos pessoas com histórias de vida inacreditáveis que já estavam a ser apoiadas por Associações, mas ali aprenderam a trabalhar com coisas básicas como fotocopiadoras, computadores e reaprenderam a ser pessoas. Na altura fomos apelidados de loucos, mas correu muito bem.»

Filipa Gamanho Esteves explica que a tecnologia e as tendências tecnológicas tipicamente mudam de três em três meses. «Isso mostra a oportunidade e o desafio de todo e qualquer colaborador da Capgemini.  Há pessoas que querem reconverter-se, temos de as capacitar para as tecnologias atuais e as futuras, temos de as capacitar sempre, não há opção. A tecnologia serve para melhorar a qualidade de vida. É essencial que as nossas pessoas acreditem nisso».

E Pedro Vieira relembra o slogan da Zome: “mudar a vida juntos”. «Ninguém pensa na nossa responsabilidade de mudar a vida. Na faculdade ninguém diz que quer ser consultor imobiliário, hoje a complexidade do negócio implica uma maior complexidade nesta função. Toda a gente vem ter connosco, desde arquitetos a jogadores de futebol. Chegam a esta profissão por gostarem de relações humanos, mas sempre frustrados, antes não tinham autonomia, não podiam tomar decisões, não tinham tempo para a família e o setor imobiliário proporciona a estas pessoas criarem um negócio próprio e evoluírem na carreira. A entrada começa logo com formação».

«Falar sobre quem falta estar nas organizações é um tema fácil? Está na moda? Mas será que é mesmo assim?  O que falta as empresas fazerem para incluir o que é diverso?», Diogo Vieira da Silva, Global Shapers WEF – Lisbon Hub e Head of Press Office da Embaixada de Israel em Portugal, lança as questões, enquanto moderador da conversa “Como estão as organizações a incluir o que é diverso?”.

Rui Catarino, Presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional D. Maria II, partilha que trabalha numa empresa vetusta, onde a diversidade recai em três áreas: nas equipas, no produto e no consumidor. No TDMII, «o exercício da empatia é um fator essencial para perceber que o que estamos a fazer é muito mais do que o que falta fazer». E acrescenta, «precisamos de dados, empatia e acção». «Tomar para nós o mote das sufragistas inglesas: “Deeds not words”», referindo-se à expressão usada no início do século 20, como o argumento para: precisamos de mais ações e menos palavras.

Para Mariana Brilhante, Cofundadora do SPEAK, o desafio está em «diferenciar a inclusão e a diversidade da caridade», e o caminho deve começar pela «inclusão para promover a diversidade», e, por sua vez, a diversidade de pensamento contribui, entre outros, para a criatividade.

Cristina Tomé, Coach e Mentora da Associação d’Novo, que se dedica ao tema da empregabilidade qualificada de mais de 50 anos, foca-se na questão do idadismo, que para as empresas, na teoria, é evidente, mas na prática é «dificílimo». «A questão da idade surge sempre, e é por isso, que as organizações têm de olhar para as suas crenças», adverte, deixando a sugestão aos líderes de colocarem questões: que talento quero nas organizações? Quantas gerações? Queremos ter o selo age friendly?»

Sensibilidade e Liderança – uma relação de bom senso? 

A fechar a conferência, um momento inspirador, com a partilha de experiências de dois líderes, com percursos distintos, mas com uma história comum de resiliência e de exemplo de vulnerabilidade, que contou com a participação de Marta Temido, ex–Ministra da Saúde e Deputada, e Pedro Pina, Vice-Presidente do Youtube para a Europa, Médio Oriente e África (EMEA).

Com a moderação de Nelma Serpa Pinto, Jornalista da SIC e host do evento, a conversa foi marcada pelas experiências vividas, entre tempos difíceis, quer pelo contexto social, como uma Pandemia, quer pelo contexto pessoal, de não se estar ainda preparado para viver em verdade.

Para Pedro Pina, ter-se assumido gay aos 28 anos não foi um caminho simples, numa época em que não existiam exemplos ou modelos com que se pudesse relacionar. E ainda hoje há falta desses exemplos, nas empresas, das comunidades LGBT+. «É preciso que os empresários finalmente falem sobre este assunto. Portugal é um País extraordinariamente cisgénero. As marcas em Portugal não se aliam a esses movimentos», adverte.

Sobre a importância de se mostrar a vulnerabilidade, afirma: «Um líder tem de pintar a sua visão para o futuro, com as cores que pretende, e convencer um conjunto de pessoas a segui-lo. Para isso temos de conseguir fazer uma ligação com as pessoas que só é possível se mostrarmos que somos humanos como todos os outros».

Para Marta Temido, ter assumido a pasta da Saúde, com dois anos de Pandemia, foi um desafio enorme, que ainda não conseguiu sistematizar e encarar com clareza para balanços, chegando a partilhar que «é demasiado doloroso olhar para lá». Sobre os tempos mais conturbados, em que liderava sem ter certezas, admite as decisões difíceis de tomar. «Na maioria dos casos, estávamos a falar de tocar naquilo que há de mais sensível nas nossas democracias: os nossos direitos, liberdades e garantias», partilhou.

E quanto a um líder mostrar-se vulnerável, relembrou-se o momento em que ao fazer o balanço da Pandemia, em dezembro de 2020, Marta Temido emocionou-se e chorou em público. «Hoje não estamos dispostos para a artificialidade», acrescenta. E Pedro Pina conclui: «Viver em verdade, mesmo que seja mais difícil, é sempre melhor do que viver em mentira ou em mostrar-se ser alguém que não corresponde ao que somos».

O evento contou ainda com duas intervenções exclusivas para a Líder TV, a talk «O Resgate do Humano: a construção de um legado por uma liderança humanizada», de Adilson Souza, CEO & Fundador da Estação Liderança Consultoria Empresarial e Autor e o debate «Diversidade e Inclusão no Jornalismo», com a participação de Luís Maia, Jornalista da SIC, Vanessa Ezequiel Lopes, Jornalista e Presidente da Associação RIZOMA e Nelma Serpa Pinto, Jornalista da SIC, moderado por Catarina G. Barosa, Diretora Editorial da Revista Líder.

Todos os conteúdos ficarão disponíveis a partir do dia 2 de junho, na Líder TV, disponível on demand, de acesso universal e gratuito, posição 165 do MEO e 560 da NOS.

Arquivado em:Leading People, Liderança, Notícias

“Os Futuristas”: Tecnologia de topo: a chave para o futuro da Educação

1 Junho, 2023 by Denise Calado

O futuro da Educação será essencialmente definido pela adoção massiva de novas tecnologias já disponíveis e pela facilidade de inclusão de alunos, professores e ecossistema nestas tecnologias. É expectável que nos próximos 10 anos a Educação sinta uma alteração mais acentuada do que nos últimos 100 anos:

A Educação deverá tornar-se mais acessível – o que o digital ofereceu nos últimos 20 anos com o crescimento das componentes letivas à distância será exponenciado em várias ordens de magnitude com a nova tecnologia, em especial metaverse. A competição, que já hoje não é local, será totalmente global e indiferente à língua, outra barreira que será anulada no curto prazo. Ser certificado por uma escola que esteja a milhares de km de distância e que tenha uma linguagem que seja desconhecida será cada vez mais fácil e fará parte de uma experiência cada vez mais interativa e sensorial.

A Educação será cada vez mais baseada em dados e personalizada – o valor dos dados já não é discutível, mas o potencial de trabalhar bem esses dados ainda não está corretamente percecionado no efeito que terá no sector da Educação. A evolução trará uma lógica de um professor (via IA) por aluno, aluno esse que é percecionado pelos modelos como um conjunto de informação ao nível do conhecimento, experiência e emoções. A capacidade de distinguir um aluno e lhe fornecer conteúdo único (mais ou menos automatizado) será distintiva.

A Educação será mais imersiva – num mundo onde o online já é rei a distinção passa hoje pela experiência no campus e pela localização de conteúdos. Esta distinção será fortemente diluída com acesso a experiências de realidade aumentada e virtual, concentradas no metaverse.

A Educação será mais automatizada, mas não menos humana – os processos, burocracias e morosidades serão muito atenuados com uma automação forte de IA. Este movimento não trará, no entanto, uma escola menos humana. Dentro de poucos anos, os modelos de IA serão sofisticados ao ponto de replicarem uma empatia e consciência humana superior à média e, consequentemente, competitiva. A era dos modelos com cognição humana levará ainda várias décadas.

Será impossível parar o vento com as mãos, ainda que a legislação e a regulação possam trazer novidades no curto a médio prazo. Numa primeira fase (já em curso) a IA poderá funcionar como um complemento às metodologias atuais de Educação e aos processos existentes. Essa Era existirá durante menos de uma década, momento a partir do qual é expectável uma disrupção muito profunda. Compreender este fenómeno e trabalhar em adaptações que possam ser feitas no seu tempo certo é uma grande oportunidade para as Instituições de Educação mais bem preparadas. Não são de descartar cenários dentro de uma a duas décadas de existência de Instituições de Educação de elevadíssima reputação sem quaisquer Professores, pelo que as entidades que sobreviverão serão as entidades que maior capacidade de adaptação tiverem e que mais cedo se adaptem a uma hipótese que é a do futuro da Escola ser não existir a Escola que conhecemos.

Arquivado em:Artigos, Futuristas, Notícias

10 livros infantis para oferecer neste dia. Também vai gostar (garantimos-lhe)

1 Junho, 2023 by Denise Calado

No Dia Mundial da Criança partilhamos alguns livros para todas as crianças. E quem sabe não vão despertar a criança que há em si! 

Quem se deixa guiar pelo olhar das crianças descobre sempre algo novo. Estes pequenos seres são ávidos de conhecimento, com ideias luminosas e outras estapafúrdias. Tanto lhes dá para serem tímidos, como os mais barulhentos, ora uns valentões outrora uns medrosos, estar com eles é viver a mil e o inesperado. 

Há lá melhor do que uma cabeça e um coração de quem está a crescer? Lá cabem sonhos, explorações, brincadeiras, risos e muita vida, é lá que também estão muitas birras, choros e teimosias. É um mundo maravilhoso, basta ter tempo para se deixar encantar. 

As histórias que lemos e partilhamos ajudam os mais novos a perceberem quem são, a enriquecerem o seu mundo interior, a fortalecerem relações, a darem voz às suas ideias e a serem mais criativos, confiantes e empáticos. Feliz Dia da Criança! 

 

 

Gustavo: O Fantasma Tímido 

Fábula 

 

Um livro premiado sobre amizade, inclusão e autoconfiança, com o fantasma mais adorável que podem conhecer. 

Gustavo é bom a fazer todo o tipo de coisas fantasmagóricas: atravessar paredes, fazer objetos voarem e brilharem no escuro, e ninguém toca violino como ele.  Mas é tímido e há coisas que para ele são mais difíceis. 

Álbum com ilustrações de um simpático fantasma que ultrapassa as suas inseguranças e surpreende tudo e todos. 

 

O Pequeno Robot de Madeira e a Princesa de Lenha 

Fábula 

 

Uma obra sobre a força do amor fraternal, da solidariedade e da perseverança. O autor Tom Gauld criou um conto de fadas intemporal, moderno e clássico, tudo ao mesmo tempo. Com personagens inesquecíveis e uma história cheia de coragem, magia e fantasia. 

Ficaram curiosos? Podemos revelar um bocadinho da história. Ora leiam: 

Num reino distante, há muito que o rei e a rainha desejavam ser pais. Então, com a ajuda de uma inventora habilidosa e de uma bruxa sábia, receberam com alegria não um, mas dois filhos: um pequeno robot de madeira e uma princesa feita de um toro de lenha.  Os dois irmãos eram muito amigos e viviam felizes no castelo. Até que, um dia, a princesa desaparece e o seu irmão vai lançar-se numa aventura para a trazer de volta a casa. Mas ele próprio vai ficar em grande perigo. Haverá forma de voltarem para junto dos seus pais? 

 

 

Martim 

Fábula 

Celebra a amizade e promove a aceitação. A obra de duas autoras bascas é uma lição de respeito e acolhimento daqueles que têm problemas em integrar-se. 

O Martim é um menino especial, sobretudo para a sua melhor amiga, que o vê como ninguém e dá valor a tudo o que o torna diferente de toda a gente. Martim sabe de cor a ementa do mês da cantina da escola, mas engana-se a fazer contas. Gosta de abraços, mas não que lhe toquem. Gosta de bicharocos, mas para os guardar no bolso. Um dia, a melhor amiga deixa de o ver na escola e não descansa até perceber onde ele está. 

Um livro perfeito para abordar a diferença e crianças com necessidades educativas especiais. 

 

 

Um ano inteiro 

Planeta Tangerina 

 

Em que semana acordam as joaninhas? Em que semana se podem ver as primeiras andorinhas? Qual a melhor época para escutar o canto noturno do rouxinol? E a brama dos veados? Se eu quiser montar uma caixa-ninho qual a melhor altura? E as estrelas? Em que estação posso ver Sírio, a estrela mais brilhante do céu? E as aves migradoras, em que época passam por aqui? 

Um ano inteiro convida-nos a viver a natureza ao longo de todo o ano. Os autores Isabel Minhós Martins e Bernardo P. Carvalho desafiam-nos a observar os ciclos das plantas e dos animais e a descobrir algumas das mudanças mais fantásticas que acontecem à nossa volta todos os meses, semana a semana, no decorrer dos 365 dias que a Terra demora a dar uma volta ao Sol. 

Um verdadeiro almanaque intemporal, para partir à descoberta da natureza infinitas vezes! 

 

Migrantes 

Mini Orfeu 

 

É um livro silencioso e um poema ilustrado de Issa Watanabe. Onde a coragem e a esperança são a jangada; onde a empatia e o amor são a salvação. 

Migrantes, refugiados, deslocados. Órfãos e viúvas, filhas e pais.
Naufragados? Resgatados? Apátridas, desaparecidos, ilegais.
Campos e montanhas, rios e correntes, mares e muros. Êxodo, guerra, terror. Fome.
Crise? Pacto? Direitos humanos?  

Silêncio. 

 

Eu Podia Ter Feito Isto! 

Lilliput  

 

Quantas vezes já olhaste para uma obra de arte moderna e pensaste «Eu podia ter feito isto!». Aqui tens uma oportunidade de mostrar o que vales com estes 27 projetos de arte, cada um deles inspirado numa obra famosa. 

Desde as obras excêntricas e abstratas de Kandinsky a uma magnífica impressão de Warhol, vais aprender um pouco sobre cada um dos artistas escolhidos. 

Depois, segue os passos indicados para provares, de uma vez por todas, que também tu podias ter feito isto! 

 

Antes Depois 

Gatafunho

 

A magia do tempo em imagens! 

Neste livro astuto, objetos, acontecimentos, paisagens e seres são apresentados em pares (de face uns para os outros ou em páginas duplas subsequentes), revelando dois estados de algo ou de uma situação. Sem texto, as ilustrações incitam o leitor a imaginar, pensar e compreender, e recontar a história destas mudanças de estado. 

 

O teu corpo é teu 

Jacarandá Editora 

Como todos os meninos e meninas, tu tens um corpo. Este livro vai ajudar-te a saberes um pouco mais sobre ele. O teu corpo é teu, e ninguém lhe pode tocar se tu não quiseres. Um livro que não vai deixar ninguém indiferente. 

 

 

Uma Coisa Boa 

Fábula 

Um livro sobre o discurso de ódio, tratado com realismo e beleza para ser lido com as crianças. 

Um dia, uma coisa má aparece gravada na parede da casa de banho da escola e tudo muda: deixa de haver a paz e a alegria que se sentia antes. 

Um livro oportuno, que nos mostra como uma escola se une para combater o discurso de ódio. Como a união de toda a comunidade, os gestos de bondade e a beleza da arte servem de antídoto para a maldade. 

 

Democracia! 

Booksmile 

 

Descobre como funciona a democracia e porque é que a tua voz importa! 

O que dizes (e como te expressas) tem o poder de mudar o mundo! A democracia dá-te esse poder. Democracia é o poder do povo. 

Mas será que importa assim tanto? Como funciona? O que é exatamente a democracia, afinal de contas?! 

Prepara-te para dar voz às tuas ideias e aprender como podes provocar mudanças positivas no teu canto do mundo. 

 

 

Arquivado em:Notícias

Paulo Rocha (Ivity Brand Corp.): «As marcas não podem ser uma fachada, são as suas pessoas»

1 Junho, 2023 by Denise Calado

É um dos rostos fundadores da Ivity, hoje Ivity Brand Corp., Paulo Rocha tem uma longa carreira no domínio das marcas. Conhecido por ser um “brandómano”, o experiente designer português conduziu, juntamente com Carlos Coelho, centenas de projetos dos quais se destacam algumas das marcas mais relevantes em Portugal. E já conquistou dezenas de prémios pelo seu trabalho criativo.  

Colocámos a pergunta a alguns criativos:  Estarão as marcas mais sensíveis?  Paulo Rocha, Founder & Partner da Ivity Brand Corp., aceitou o desafio: 

«É fácil especular sobre o tema, com base nas coisas que lemos e vemos. Mas é ainda mais fácil ter uma opinião quando se tem uma referência real. Nos anos 90, época onde o BCP afirmava com orgulho não contratar mulheres e relatórios de sustentabilidade eram um conceito desconhecido, conheci de perto a Delta do Sr. Rui Nabeiro. Não esqueço a sensibilidade com que pegámos na sua marca; o mesmo respeito sentido em Campo Maior, em cada colaborador; no que a Delta representava em cada toldo de café, para todos os portugueses.  

As marcas estão mais sensíveis hoje? Penso que ainda estão na fase desajeitada do querer estar, mas ainda não estão. O marketing bem vai tentando expressar algumas boas intenções, mas sinto que o excesso de tentativas de sedução pela fantasia é um recurso algo forçado, por falta de substância agregadora. As marcas não podem ser uma fachada, são as suas pessoas, e a sensibilidade tem de crescer com um caminho.  

Começa a emergir uma nova geração de líderes, focados não só no capital, mas também na sua missão de contributo para um bem maior coletivo; um modelo e uma mentalidade de liderança sustentável que naturalmente conduzirá a uma cultura e a uma marca com verdadeira sensibilidade, como a marca do Sr. Rui. “It comes from within and then it shines”; parece copy de fantasia, mas é assim mesmo. Simples.» 

 

João Madeira, Co-CEO e Chief Creative Officer da Fuel, também respondeu . 

 

Judite Mota, Diretora Geral e Chief Creative Officer da VMLY&R Lisboa, também aceitou o desafio. (LINK). 

Arquivado em:Artigos, Leading Brands, Notícias

Participe no maior estudo mundial sobre o estado da arte dos RH

1 Junho, 2023 by Denise Calado

Está a decorrer até ao próximo dia 30 de junho o survey mundial “Creating People Advantage” 2023, uma iniciativa da Boston Consulting Group (BCG) e da World Federation of People Management Associations (WFPMA), que em Portugal é coordenada pela Associação Portuguesa de Gestão das Pessoas (APG).  

A participação é aberta a quem quiser contribuir para o estudo, estando disponível a opção em língua portuguesa, num inquérito com uma duração aproximada de 20 minutos. Esta pesquisa oferece a todos os respondentes (para além de receberem uma cópia dos resultados) a oportunidade de partilhar perspetivas sobre os tópicos RH mais urgentes e que este ano tem o enfoque na gestão entre o clima atípico pelo qual o mundo e as organizações estão a atravessar.
 

O Creating People Advantage é desde 2007 a publicação mais abrangente, completa e credível sobre as tendências das pessoas nas organizações com respostas de várias partes do globo e coordenada por uma única entidade.  

O objetivo do estudo, cujos resultados serão publicados em outubro de 2023, é o de apoiar de uma forma global a capacidade das equipas e impulsionar o futuro da liderança dos RH. 

 

Consulte aqui mais informação sobre o “Creating People Advantage” 2023. 

 

Responda ao survey através do QR Code AQUI. 

 

Link direto para o survey AQUI. 

 

Arquivado em:Gestão de Pessoas, Notícias

Eventos Sustentáveis: práticas e exemplos ecológicos

1 Junho, 2023 by Denise Calado

Todos temos a responsabilidade de proteger o único planeta que temos e o seu evento é a oportunidade perfeita para demonstrar o compromisso da sua marca com valores sustentáveis e responsáveis. Para alcançar esse desafio, o primeiro passo é analisar cada evento e gerir os dados recolhidos.  

De acordo com a pesquisa da MeetGreen, um evento presencial para cerca de 1.000 participantes, com a duração de três dias, produz aproximadamente 530 toneladas métricas de CO2, o equivalente a 1.233 barris de petróleo consumidos, incluindo emissões de fatores como plásticos de uso único, alimentos, viagens, alojamento e energia local.  

Já a pegada de carbono de uma conferência online é muito menor do que a de uma conferência presencial, mas desengane-se quem pensa que é zero. É muito fácil ignorar a materialidade e o consumo de energia online, mas um dia com cerca de 200 participantes remotos resulta em emissões de carbono equivalentes a conduzir 5.300 quilómetros ou queimar cerca de 680 quilos de carvão, como confirma Grant Faber. 

Eis algumas práticas que pode começar desde já a implementar para começar a realizar eventos sustentáveis que fazem a diferença:  

Localização 

  • Escolher um destino adequado ao objetivo do evento, levando em consideração a distância que os participantes devem percorrer, é o primeiro passo para produzir um evento sustentável. As viagens de avião, comboio e carro juntas podem contribuir para 84% da pegada de carbono de um evento (MeetGreen). Minimizar as viagens é uma consideração económica e ambiental, para além de se juntar o útil ao agradável, já que as pessoas preferem reduzir o tempo gasto em deslocações; 
  • Escolha locais que utilizam fontes de energia renovável e que apresentam práticas ecológicas; 
  • Para eventos locais, tenha os acessos em consideração na escolha do local do evento e incentive os participantes a utilizar meios de transporte amigos do ambiente, como transportes públicos, carros elétricos ou mesmo bicicletas, disponibilizando condições para o seu estacionamento. Pode ainda colaborar com uma empresa de transportes ecológicos para fornecer opções de transporte com menor impacto ambiental; 
  • Para viagens de maior distância, alugue um autocarro para transportar toda a equipa no menor número de veículos possível. Sabendo que as emissões de CO2 por veículo podem variar amplamente, dependendo de muitos fatores como modelo, idade, eficiência do motor, tipo de combustível e condições de tráfego, entre outros, estimando um valor médio de emissões de CO2 de 800 gramas por quilómetro num autocarro a diesel com 50 passageiros, e 140 gramas num automóvel a diesel com 2 passageiros, a produção de CO2 é de 1.6kg de CO2 por pessoa no autocarro por cada 100 quilómetros, enquanto que no carro é de 2.8kg, o equivalente a carregar um smartphone médio cerca de 560 vezes (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos).  

Inscrições e Check in  

  • Evite a utilização de papel sempre que possível, optando por convites e comunicações online, e utilize plataformas digitais para a inscrição e check in dos participantes, com recurso a QR codes, códigos de barras ou RFID (identificação por radiofrequência); 
  • Se o crachá for essencial, evite o PVC que, segundo a Greenpeace, é um dos plásticos menos recicláveis e envolve químicos tóxicos e potencialmente cancerígenos. Nenhum material encontrado no mercado é perfeito e todos têm algum impacto no meio ambiente, sendo importante considerar todo o ciclo de vida do produto, incluindo a produção, uso e descarte. Optar por papel de semente é, de momento, uma das alternativas mais verdes.  

Materiais ecológicos 

  • O desperdício é outro grande desafio a combater, já que um típico participante numa conferência norte-americana produz mais de 1,89 kg de lixo por dia, a maior parte dos quais acaba em aterros sanitários. Qualquer pessoa que já tenha participado numa conferência ou exposição pode depreender de onde vem esse desperdício: excesso de oferta de alimentos, resmas de material impresso, sacos cheios de materiais de marketing, stands e estruturas construídas do zero, entre outros. Selecione materiais e fornecedores com preocupações ecológicas e, no caso de feiras, incentive os expositores a criar conteúdo digital em vez de materiais impressos; 
  • Uma das soluções pode passar por escolher materiais reciclados ou sustentáveis, como papel reciclado, madeira certificada FSC, reBoard, plástico reciclado ou bioplástico para a criação de estruturas e publicidade nos eventos; 
  • Utilize copos reutilizáveis, nomeadamente em festivais e eventos ao ar livre, já que se estima que a sua utilização possa reduzir o consumo de plástico em eventos em até 80%; 
  • Ofereça brindes ecológicos fabricados a partir de materiais sustentáveis, como palha de trigo, bambu, cocó de elefante ou café. 

Catering sustentável 

  • Contrate fornecedores que optem por produtos locais, sazonais e biológicos, o que reduz drasticamente a pegada ecológica do evento e se traduz no melhor sabor e frescura dos alimentos;  
  • Inverta o hábito e faça das opções de menu sem carne e sem produtos de origem animal a regra, não a exceção – disponibilize à parte, se achar necessário, opção de carne e laticínios; 
  • Selecione alimentos que utilizem o mínimo de embalagens possível ou sejam fornecidos em recipientes biodegradáveis ​​ou recicláveis; 
  • Disponibilize água em jarros ou garrafas de vidro, ou mesmo garrafas reutilizáveis para o evento, com pontos de água gratuitos distribuídos por todo o espaço; 
  • Garanta que tem várias estações de reciclagem e compostagem, para garantir a separação adequada de materiais durante o evento – empresas como a Sociedade Ponto Verde ou a Valorsul podem ajudar na recolha seletiva e encaminhamento correto dos materiais. 

Tecnologia verde 

  • Utilize iluminação LED e sistemas de controlo de luz, que consomem menos energia e têm maior durabilidade; 
  • Substitua a utilização de geradores tradicionais por fontes de energia renovável como sistemas solares fotovoltaicos e geradores híbridos; 
  • Caso tenha essa possibilidade, utilize sistemas de climatização eficientes, como bombas de calor ou ar-condicionado com a tecnologia inverter, que consomem menos energia; 
  • Opte por equipamentos eletrónicos e tecnologias com baixo consumo de energia e maior eficiência energética; 
  • Promova animações e atividades com recurso a tecnologias inovadoras, como a pista energética utilizada nos concertos dos Coldplay, que permite aos participantes gerarem energia enquanto dançam. 

Ações de compensação 

  • Compense as emissões de CO2 do evento através do investimento em energias renováveis e a participação em ações de reflorestação, limpeza de florestas ou recolha de lixo, que pode aproveitar para desenvolver em modo de team building, fomentando o espírito de equipa enquanto ajuda o planeta e consciencializa os seus colaboradores para práticas ecológicas; 
  • Partilhe com os participantes as práticas e objetivos sustentáveis do evento em questão; 
  • Organize palestras, workshops ou ações de sensibilização sobre sustentabilidade e boas práticas ambientais, envolvendo os participantes e os produtores de resíduos no processo de sustentabilidade. 

Arquivado em:Opinião

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