• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Joana Cadete é integrada na Neves de Almeida numa aposta em Executive Search

      Junho chega carregado de impostos: estes são os prazos que empresas não podem falhar

      Centro de Inovação Carlos Fiolhais celebra primeiro ano com mais de 1.500 participações

      «Estamos a mudar a geografia da inovação em Portugal»: o programa que trouxe venture capital a Leiria é para ficar

      Mercado de trabalho: «Humildade intelectual é saber ser liderada por alguém mais novo», defende Elsa Vila Lobos

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «Se o líder for mau, a IA vai ajudá-lo a tomar más decisões mais depressa», defende Ricardo Fortes da Costa

      «Hoje a engenharia civil não consegue atrair: é uma profissão que perdeu espaço e alguma credibilidade», explica Nuno Garcia

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Joana Cadete é integrada na Neves de Almeida numa aposta em Executive Search

      Junho chega carregado de impostos: estes são os prazos que empresas não podem falhar

      Centro de Inovação Carlos Fiolhais celebra primeiro ano com mais de 1.500 participações

      «Estamos a mudar a geografia da inovação em Portugal»: o programa que trouxe venture capital a Leiria é para ficar

      Mercado de trabalho: «Humildade intelectual é saber ser liderada por alguém mais novo», defende Elsa Vila Lobos

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «Se o líder for mau, a IA vai ajudá-lo a tomar más decisões mais depressa», defende Ricardo Fortes da Costa

      «Hoje a engenharia civil não consegue atrair: é uma profissão que perdeu espaço e alguma credibilidade», explica Nuno Garcia

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Denise Calado

Quem monta um tigre, tem medo de desmontá-lo

31 Maio, 2023 by Denise Calado

Reza um provérbio chinês que quem monta o tigre tem medo de desmontá-lo – porque receia ser o próximo repasto do animal. A máxima ajuda a compreender como as lideranças que criam e cavalgam “realidades alternativas” têm muita dificuldade em libertar-se das mesmas. No processo, estas lideranças arregimentam liderados que, descoberta a verdade, também são vítimas do tigre. O caso de Elizabeth Holmes, que fundou e liderou a Theranos, é paradigmático. Holmes poderá, em breve, entrar na prisão para cumprir uma pena de mais de 11 anos. Com 19 anos, abandonou a Universidade de Stanford para lançar a start-up que prometia uma ampla gama de análises sanguíneas com base numa única gota de sangue – e quase sem dor. A ideia, brilhante, enfrentou um grande obstáculo: a prometida tecnologia não funcionava como era anunciado. Mas Holmes, determinada e persuasiva, continuou a cavalgar a sua ideia inovadora e enganou meio mundo – empregados, clientes, militares de alta patente, políticos famosos e multimilionários financiadores. Os empregados que se atreveram a contrariá-la eram ameaçados e escorraçados. A fraude foi sendo cometida durante anos, tendo ajudado Elizabeth Holmes a transformar-se numa celebridade. Chegou a ser considerada a mais jovem multimilionária do mundo, e a ser rotulada como a “próxima Steve Jobs”. 

A sua queda em desgraça ajuda a compreender como o estatuto de celebridade das lideranças pode ser uma bênção, mas também uma maldição. A aura de celebridade permite influenciar a opinião pública e as autoridades. Ajuda a captar recursos necessários ao investimento e ao crescimento da empresa. Fomenta a reputação da empresa e dos seus produtos. Contribui para aumentar a notoriedade e as vendas. Mas a celebridade pode também ser a razão da queda. Ajuda a criar uma “realidade alternativa” que começa a ser cavalgada pela liderança e pelos seus liderados. 

O processo começa com o desenvolvimento de uma imagem romântica da liderança heroica. Esta imagem começa a dominar as crenças dos stakeholders, que projetam grandes expectativas sobre a liderança e dela esperam grandes feitos e a capacidade para vencer adversidades. Os observadores, os meios de comunicação social e outros stakeholders começam a atribuir o sucesso do empreendimento às qualidades excecionais da liderança. A liderança interioriza essa aura e começa a convencer-se a si própria das suas capacidades sobre-humanas. Desenvolve ainda maior autoconfiança e começa a abraçar desafios excessivamente arriscados. Subestima os riscos e, quando fracassa, reincide na estratégia. Com o decurso do tempo, a “verdadeira  realidade” deixa de poder ser escondida. É então que a liderança teme desmontar o tigre. Este tipo de processo ajuda a também a compreender porque Trump e seus seguidores não conseguem desmontar o tigre da eleição alegadamente roubada. Porque Putin não se consegue libertar da verdade alternativa que pretende justificar a invasão da Ucrânia. E porque muitas outras lideranças se apegam a narrativas das quais não conseguem libertar-se, mesmo quando a realidade as faz tombar do tigre. Eis a lição: não monte o tigre.  

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Erdogan e a liderança na Turquia: vence o modelo Putin?

30 Maio, 2023 by Denise Calado

No passado domingo, dia 28 de maio, Recep Tayyip Erdogan, o líder turco que “nunca perde eleições”, ganhou a segunda volta da eleição presidencial da Turquia contra o seu oponente, Kemal Kilicdaroglu, reporta o Foreign Affairs.

No comando da Turquia desde 2003, inicialmente enquanto primeiro-ministro e depois, desde 2014, como presidente, a última vitória de Erdogan concede-lhe mais um mandato presidencial de cinco anos.

Com a vitória também nas eleições parlamentares de 14 de maio, que rendeu aos partidos de direita e extrema-direita favoráveis a Erdogan uma sólida maioria no legislativo do país, a vitória praticamente confirma Erdogan como o indiscutível sultão da Turquia.

Desafiando as avaliações de muitos observadores ocidentais que previam dificuldades para Erdogan se manter no poder, o caminho relativamente tranquilo para a reeleição levantou questões importantes sobre as fontes do seu poder.

Apesar do prolongado tumulto económico, uma resposta desastrosa a um devastador terramoto e uma oposição recém-unificada, Erdogan conseguiu sair confortavelmente à frente na rodada preliminar da votação.

Nos últimos anos, os analistas têm frequentemente comparado a abordagem de Erdogan ao poder com a de outros líderes iliberais em democracias europeias. Agora, no entanto, Erdogan parece ter chegado a um ponto de inflexão diferente. O resultado das eleições de maio sugere que a Turquia se aproximou mais de uma autocracia eurasiana do que uma democracia iliberal europeia.

Turquia mais próxima da Rússia

Um dos motivos é que a abordagem de Erdogan ao poder eleitoral tem se assemelhado cada vez mais à de um líder de tipo diferente: o presidente russo Vladimir Putin. Assim como Putin fez na Rússia, Erdogan conseguiu definir os parâmetros das eleições muito antes de qualquer voto ser contabilizado.

E com uma brutalidade apenas ligeiramente menor do que Putin usou para silenciar o líder da oposição russa Alexei Navalny, Erdogan também marginalizou a figura que poderia ter sido capaz de derrotá-lo, o Presidente da Câmara de Istambul, Ekrem Imamoglu.

Na verdade, Erdogan passou grande parte dos últimos sete anos a cultivar laços com a Rússia e a emular as estratégias de Putin para manter o poder. O grau de inclinação recente de Erdogan em direção à Rússia é ainda mais impressionante, tendo em conta que Erdogan nos seus primeiros anos no cargo, era conhecido por ser um líder moderado que controlaria os generais da Turquia e levaria o país para a Europa.

A solução Putin 

A reviravolta de Erdogan em direção a Putin teve origem na tentativa de golpe falhado em 2016 na Turquia. Esse foi um dos momentos mais críticos do mandato de Erdogan, um ponto de incerteza dramática que Putin usou para aproximar o líder turco dele.

Para Putin, o encontro foi uma virada de jogo. Putin viu uma rara oportunidade de cortejar o líder turco, sabendo que Erdogan estava vulnerável e precisava de apoio. Além disso, o encontro ofereceu uma oportunidade para Putin criar uma cunha entre a Turquia e os Estados Unidos, casa de dois dos maiores militares da OTAN.

Com efeito, os dois líderes tinham mais do que algumas coisas em comum. Ambos vieram ao poder no início do novo século (Putin em 1999, Erdogan em 2003) e inicialmente foram vistos como figuras moderadas que poderiam integrar os seus países com a Europa e o Ocidente.

Depois de trazer uma nova estabilidade e crescimento para seus países, no entanto, ambos desenvolveram um forte gosto pelo poder – para os seus países e para si próprios. Assim, para Erdogan, vulnerável após a tentativa de golpe, Putin era um líder forte que poderia fornecer não apenas um apoio crucial em um momento de grande incerteza na Turquia, mas também segurança pessoal em caso de uma tentativa de golpe similar no futuro.

Crucialmente para Putin, o encontro de 2016 abriu o caminho para a Rússia trazer a Turquia para mais perto de sua própria política externa. Os dois países entraram em uma série de acordos – primeiro na Síria e posteriormente na Líbia e no Cáucaso do Sul, onde Moscovo e Ancara também estiveram envolvidas em guerras por procuração.

Seguindo o encontro de 2016, Erdogan também se comprometeu a comprar o sistema de defesa de mísseis S-400 da Rússia, sabendo que essa compra resultaria numa rutura adicional nos laços entre a Turquia e os EUA.

Assim, Putin foi capaz de criar os dois principais problemas na relação Washington-Ankara (o YPG e os S-400s) que continuam a dificultar os laços EUA-Turquia até hoje e que muitos analistas agora consideram ser irresolúveis.

 

Arquivado em:Notícias, Política

João Madeira (Fuel): «As nossas escolhas recaem sobre marcas que demonstram ter as mesmas preocupações do que nós»

30 Maio, 2023 by Denise Calado

As marcas querem continuar a tocar os consumidores e a chegar mais longe, para isso procuram estratégias que remetam ao passado, que toquem nas memórias das pessoas, enquanto catalisadores das emoções. Este tem sido um dos motes das grandes campanhas de publicidade, que nos levam pela mão e embrenham em cenários que nos fazem sonhar e deixam marca no nosso imaginário.

À comunicação do produto, hoje sobrepõem-se os valores, que acabam por imprimir uma relação emocional.

Colocámos a pergunta a alguns criativos:  Estarão as marcas mais sensíveis?  João Madeira, Co-CEO e Chief Creative Officer da Fuel, aceitou o desafio.

Trabalha há 17 anos no universo de marcas como o Continente, Worten, Caixa Geral de Depósitos, NOS, Lidl, Super Bock, entre muitas outras, e já conquistou prémios nacionais e Internacionais. Paralelamente, foi jurado em festivais como Eurobest e One Show e escreveu para o programa 5 para a meia-noite.

De acordo com o Co-CEO e CCO da Fuel, que já passou pela BBDO, Havas, O Escritório e VMLY&R:

«As marcas sempre foram sensíveis. Claro que há diferentes momentos e pontos de contacto, que, por vezes, podem ser mais comerciais, ou mais táticos, mas, por norma, as marcas nunca esquecem uma estratégia maior, suportada por valores, objetivos e uma missão que procura estabelecer uma relação com as pessoas. Para o fazer, precisam de sensibilidade, de observação, de conhecimento.

O que temos assistido recentemente, é uma vontade das marcas assumirem posições perante temas ambientais, sociais e políticos, muitas vezes fraturantes. Nesse sentido, percebo que falemos numa maior sensibilidade, mas também acho que há um interesse e uma necessidade de adaptação ao contexto, para a marca não ficar fora da conversa.

Atualmente, o propósito é incontornável. Cada vez mais, as nossas escolhas recaem sobre marcas que demonstram ter as mesmas preocupações do que nós. Se isso contribuir para, de alguma forma, se combaterem injustiças e diminuírem desigualdades, saímos todos a ganhar.»

 

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder. 

Subscreva a Líder AQUI.

 

Arquivado em:Leading Brands, Notícias

Como evitar a Terceira Guerra Mundial, segundo Henry Kissinger

30 Maio, 2023 by Denise Calado

O cenário geopolítico atual continua complexo, com três grandes potências em disputa: os Estados Unidos da América, a Rússia e a China. O que podemos esperar num futuro próximo? Conseguiremos chegar à paz, ou passaremos por uma Terceira Guerra Mundial primeiro? Em entrevista ao The Economist, Henry Kissinger, político, diplomata, e especialista em geopolítica, deu o seu insight.

A Ucrânia deve entrar para a NATO?

Um dos tópicos centrais abordados foi a possível adesão da Ucrânia à NATO. Kissinger observa que, dada a oposição da China à NATO e sua aliança com a Rússia, muitos países ocidentais podem relutar em apoiar essa medida.

Ressalta ainda que a China tem um interesse primordial em ver a Rússia emergir intacta da guerra na Ucrânia, devido à parceria estratégica entre Xi Jinping e Vladimir Putin.

Além disso, uma possível queda de Moscovo criaria um vácuo de poder na Ásia Central que poderia resultar a uma guerra civil semelhante à da Síria. 

Kissinger acredita que a China pode estar a posicionar-se para mediar o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, enfatizando que China e Rússia não são aliados naturais, apesar de partilharem a falta de confiança em relação aos Estados Unidos.

Destaca ainda que nunca encontrou “um líder russo que tenha falado bem da China”, assim como nunca encontrou um líder chinês que tenha falado bem da Rússia. Portanto, Kissinger argumenta que as relações entre os dois países são marcadas por uma desconfiança instintiva.

Quanto ao futuro da Rússia, Kissinger sugere que a China está a agir com base nos seus próprios interesses nacionais ao envolver-se diplomaticamente na questão da Ucrânia.

Embora a China não queira ver a destruição da Rússia, reconhece que a Ucrânia deve permanecer como um país independente e tem alertado contra o uso de armas nucleares.

Kissinger até sugere que a China pode aceitar o desejo da Ucrânia de ingressar na NATO como uma forma de evitar conflitos com os Estados Unidos.

“A China está a criar a sua própria ordem mundial, na medida do possível”, declara

E a Inteligência Artificial? Que papel tem no meio de tudo isto? 

Kissinger adverte que “estamos apenas no início de uma marcha em que as máquinas podem causar pandemias globais ou outros tipos de destruição humana”, não apenas no campo nuclear, mas em qualquer campo.

Compara o potencial disruptivo da IA com a invenção da imprensa, que disseminou ideias que desempenharam um papel importante nas guerras devastadoras dos séculos XVI e XVII.

Kissinger reconhece que mesmo os especialistas em IA não sabem quais serão os seus poderes. No entanto, acredita que a Inteligência Artificial vai-se tornar um fator-chave na área da segurança dentro de cinco anos.

O diplomata defende a necessidade de um diálogo entre China e Estados Unidos sobre o impacto da tecnologia em cada país e a importância de dar fazer progressos para haver um maior controlo de armas, enfatizando que as negociações podem ajudar a construir confiança mútua e a confiança necessária para exercer a contenção.

Estados Unidos da América: os heróis do mundo?

No entanto, Kissinger aponta um problema para os Estados Unidos: a insistência em retratar todas as suas intervenções no estrangeiro como expressões do seu destino manifesto de remodelar o mundo à sua própria imagem, como uma sociedade livre, democrática e capitalista.

Muitas vezes, os princípios morais sobrepõem-se aos interesses nacionais, mesmo quando não resultam em mudanças desejáveis. Kissinger reconhece a importância dos direitos humanos, mas discorda que se deve colocá-los no cerne da política externa.

Ele destaca a diferença entre impor princípios morais e dizer que eles afetarão as relações, mas que a decisão final cabe a outros países. Ele usa o exemplo do Sudão, onde tentativas de impor esses princípios não produziram os resultados esperados.

O político argumenta que as pessoas que desejam usar o poder para mudar o mundo são frequentemente idealistas, embora os realistas sejam normalmente vistos como mais dispostos a usar a força.

E a paz, é possível? 

Kissinger enfatiza a importância de equilibrar o poder entre as grandes potências para evitar conflitos militares, especialmente considerando a rivalidade entre China e Estados Unidos.

Acredita que é possível criar uma ordem mundial baseada em regras em que Europa, a China e a Índia possam participar, representando uma parte significativa da humanidade. Kissinger argumenta que é possível alcançar um fim satisfatório, ou pelo menos evitar uma catástrofe e progredir.

No entanto, destaca que essa tarefa recai sobre os líderes das superpotências atuais, que têm uma responsabilidade crucial. Precisam de ser realistas para enfrentar os perigos que estão por vir, ter visão para perceber que a solução reside em encontrar um equilíbrio entre as forças de seus países e ter contenção para não usar seus poderes ofensivos ao máximo.

“É um desafio sem precedentes e uma grande oportunidade”, garante.

Arquivado em:Notícias, Política

Pedro Pina (Youtube): forte “bússola moral” e clareza para uma liderança universal

30 Maio, 2023 by Denise Calado

Pedro Pina, é vice-presidente do Youtube para a Europa, Médio Oriente e África (EMEA) e vai marcar presença no evento Leading People – International HR Conference, a acontecer amanhã no Centro Cultural de Cascais, sob o tema “Sensitive Leadership – Reset, Rebirth, Reinvent Ourselves”.

Em 2019, foi nomeado um dos 10 executivos LGBTQ + mais influentes do Reino Unido pelos British LGBT Awards. No mesmo ano, alcançou o primeiro lugar na OUTstanding LGBT+ Role Model List, uma lista de executivos LGBT de referência no mundo empresarial.

Pedro Pina, vai participar no debate “Sensibilidade e Liderança – uma relação de bom senso?”, que conta com a participação de Marta Temido, Deputada, Ex-Ministra da Saúde numa conversa moderada por Nelma Serpa Pinto, jornalista da SIC.

Conheça um pouco melhor o perfil de Pedro Pina a partir destas três perguntas.

Qual é, neste momento, o maior desafio para as novas lideranças?

Neste momento, e em todos os momentos da história, o maior desafio de qualquer líder é ser capaz de atingir os seus objetivos mantendo-se fiel a um quadro de valores, uma forte bússola moral, elevados níveis de integridade, de transparência e de responsabilidade.

O que é para si uma liderança sensível?

A melhor definição de Liderança que conheço é aquela que diz que “Liderança é Clareza” (foi a Anna Wintour, da Vogue, que cunhou a expressão “Leadership is Clarity”). Bons líderes são conhecidos pela capacidade de comunicar a sua visão de forma clara, definida, inequívoca. E para que a visão seja entendida a um nível humano e por todos, é importante o líder demonstrar auto-confiança. E para isso é importante que seja autêntico e vulnerável, ou seja, com capacidade para entender a condição humana.

Assim sendo, falar em Liderança Sensível é, para mim, uma redundância. Na minha opinião, nunca houve nem haverá verdadeira liderança que não seja sensível.

Que mensagem gostaria de deixar às lideranças portuguesas?

Com a proliferação das redes sociais e da capacidade participativa de todos nós na vida pública, política ou empresarial, o nível de escrutínio é hoje muito elevado – o que exige em contrapartida que os novos líderes (sejam eles portugueses ou não) estejam preparados para ser autênticos e vulneráveis como demonstração da sua capacidade empática. O que, por seu turno, é essencial para manter níveis de convocação humana sustentáveis a longo prazo.

O que podemos esperar da sua participação no evento Leading People?

Serei autêntico, vulnerável e transparente na minha contribuição para este debate.

 

 

Consulte o programa completo aqui

Pode assistir a todos os momentos do evento, a partir do dia 2 de junho, disponível on demand, de acesso universal e gratuito, na Líder TV, posição 165 do MEO e 560 da NOS.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Last Call – é já amanhã que se vai realizar a Leading People HR International Conference

30 Maio, 2023 by Denise Calado

Sensitive Leadership – Reset, Rebirth, Reinvent Ourselves é o tema da próxima edição da Leading People – International HR Conference a acontecer já amanhã no Centro Cultural de Cascais.

O evento direcionado para top managers na área da gestão de pessoas, conta com apresentações e debates entre várias participações, em placo, como Jens Schadendorf, Economista e Autor livro GaYme Changer – Como a comunidade LGBT+ e os seus aliados estão a mudar a economia mundial; Marta Temido, Ex Ministra da Saúde e Deputada; Armindo Monteiro, Presidente da CIP; Albertina Jordão, Gestora de Programas da Organização Internacional do Trabalho (OIT);¸Cláudia Custódio, Professora Associada de Finanças na Imperial College Business School; Stella de Azevedo, Filósofa e Cofundadora do Instituto Zorgi; Sónia Mendes Barbosa, Psicóloga e Cofundadora e CEO do Instituto Zorgi; Ana M. Sebastião, Neurocientista e Diretora do Instituto de Farmacologia e Neurociências da Faculdade de Medicina de Lisboa;  Pedro Pina, Vice-Presidente do Youtube para a Europa, Médio Oriente e África (EMEA);¸Rui Catarino, Presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional D. Maria II; Mariana Brilhante, Cofundadora do SPEAK; Diogo Vieira da Silva, Global Shapers WEF – Lisbon Hub e Head of Press Office da Embaixada de Israel em Portugal;  Cristina Tomé, Coach e Mentora da Associação dNovo; Mariana Canto e Castro, DRH da Randstad Portugal; Filipa Gamanho Esteves, Diretora de RH da Capgemini Portugal¸Pedro Ramos, CEO da Keeptalent Portugal e Presidente da APG; Pedro Vieira, Marketing Director da Zome; André Ribeiro Pires, Chief Operating Officer da Multipessoal e Sofia Calheiros, Pioneira do Coaching em Portugal.

A moderar painéis e conversas de palco estarão: Luís Maia, Jornalista; Vanessa Ezequiel Lopes, Jornalista e Presidente da Associação Rizoma; Cláudio França, Jornalista. A apresentar o evento estará Nelma Serpa Pinto, Jornalista da SIC.

 

A conferência conta ainda com a participação do jovem músico, Hugo Mariani.

O acesso é restrito a convidados. Todos os conteúdos ficarão disponíveis a partir do dia 2 de junho, na Líder TV, disponível on demand, de acesso universal e gratuito, posição 165 do MEO e 560 da NOS.

Consulte o programa completo aqui

A Leading People – International HR Conference é uma iniciativa da Tema Central, do Lisbon Hub dos Global Shapers do Fórum Económico Mundial e da Câmara Municipal de Cascais, com a parceria institucional da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, UNRIC – Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental, UN Global Compact Network Portugal, International Club of Portugal, APG – Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas, e World Trade Center Lisboa.

O evento conta com o apoio da Capgemini, Axians, Randstad, Tabaqueira, Multipessoal, Zome, Sofia Calheiros, Fidelidade, ISQe, Cornerstone, Nova SBE, MicheI Page, DS Automobiles, Jaba Recordati, Made2web, Holmes Place, Whiteway, Cartuxa, Knower, The Office, Turismo de Portugal, Líder, SAPO, LinktoLeaders e JCDecaux.

Arquivado em:Notícias

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 3
  • Página 4
  • Página 5
  • Página 6
  • Página 7
  • Interim pages omitted …
  • Página 285
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.