• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Joana Cadete é integrada na Neves de Almeida numa aposta em Executive Search

      Junho chega carregado de impostos: estes são os prazos que empresas não podem falhar

      Centro de Inovação Carlos Fiolhais celebra primeiro ano com mais de 1.500 participações

      «Estamos a mudar a geografia da inovação em Portugal»: o programa que trouxe venture capital a Leiria é para ficar

      Mercado de trabalho: «Humildade intelectual é saber ser liderada por alguém mais novo», defende Elsa Vila Lobos

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «Se o líder for mau, a IA vai ajudá-lo a tomar más decisões mais depressa», defende Ricardo Fortes da Costa

      «Hoje a engenharia civil não consegue atrair: é uma profissão que perdeu espaço e alguma credibilidade», explica Nuno Garcia

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Joana Cadete é integrada na Neves de Almeida numa aposta em Executive Search

      Junho chega carregado de impostos: estes são os prazos que empresas não podem falhar

      Centro de Inovação Carlos Fiolhais celebra primeiro ano com mais de 1.500 participações

      «Estamos a mudar a geografia da inovação em Portugal»: o programa que trouxe venture capital a Leiria é para ficar

      Mercado de trabalho: «Humildade intelectual é saber ser liderada por alguém mais novo», defende Elsa Vila Lobos

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «Se o líder for mau, a IA vai ajudá-lo a tomar más decisões mais depressa», defende Ricardo Fortes da Costa

      «Hoje a engenharia civil não consegue atrair: é uma profissão que perdeu espaço e alguma credibilidade», explica Nuno Garcia

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Denise Calado

As possibilidades que a mudança traz para os líderes e o papel da inteligência emocional

30 Maio, 2023 by Denise Calado

Charles Darwin escreveu: “Não é a espécie mais intelectual que sobrevive, não é a mais forte que sobrevive, a espécie que sobrevive é aquela que consegue adaptar-se e ajustar-se melhor ao ambiente em contínua mudança no qual se encontra.”

A mudança é algo constante na nossa vida, e como tal estará presente na nossa carreira profissional. Não podemos controlá-la totalmente, apenas sabemos que vai acontecer e que algo vai mudar. No momento em que aceitamos um novo desafio, estamos fora da nossa zona de conforto voluntariamente. Uma das melhores formas de sobreviver aos impactos dessa mudança é fazendo perguntas. Porém, fazer as perguntas certas apenas faz sentido se estivermos dispostos a aceitar a parte mais exigente da equação – a de ouvirmos verdadeiramente as respostas.

Quando questionei os meus colegas sobre os pilares de ser uma boa gestora, grande parte das respostas tocaram em três tópicos: o zelo pelo negócio e pela sua prosperidade, os custos e impactos financeiros, e o cuidado com as pessoas e com o seu desenvolvimento, apoiando-as e motivando-as para que tenham um maior crescimento e uma melhor performance. A amplitude destes tópicos torna-nos cientes da existência de diversos estilos de liderança na gestão de um negócio e de equipas.

Atualmente, qualquer pessoa que tenha noção do equilíbrio que devemos ter para priorizar essas tarefas, dirá que é necessário ter um nível de inteligência emocional elevado. Especialmente, em IT, o nosso ambiente e requisitos de conhecimento estão sempre a ser alterados durante a nossa vida profissional. Por vezes, mudam até numa questão de meses. Por essa razão, é essencial que aprendamos a lidar com a situação.

Se for feita uma busca na internet durante cinco minutos, sobre a definição de inteligência emocional, encontra-se a informação que indica como investir, primeiramente, na consciencialização das nossas emoções e, só depois, na tentativa de saber controlá-las, e não o processo contrário. Grande parte da ação terá de vir de dentro, tendo-nos apenas como o ator principal, dado que apenas podemos controlar-nos a nós próprios e as nossas reações.

Chegamos, assim, à base de qualquer alicerce do qual um gestor deve valer-se: de si próprio.

Não é possível apoiar um negócio e as suas equipas, levando ao crescimento da empresa, se nos esquecermos de nos afirmar como a nossa maior prioridade. Para sobreviver à mudança, é fundamental que sejamos os nossos maiores defensores, cuidando bem dos nossos corpos, almas, mentes e corações. Inteligência emocional é frequentemente mencionada como um caminho. No entanto, raramente é determinada como “as botas” que deve calçar para, de facto, percorrê-lo.

Na nossa trajetória, devemos usar a mudança como uma possibilidade de nos melhorarmos a nós mesmos, os outros e a empresa, marcando a diferença. E ser diferente também faz a diferença. Para haver diversidade numa empresa, são necessárias pessoas que devem estar preparadas para adaptarem-se sem um trajeto pré-definido para o sucesso. Sem diversidade, um grupo não sobrevive. O facto mais interessante que aprendi ao lidar com a mudança é que não devemos fazê-lo sozinhos. Os outros podem ajudar-nos e nós podemos ajudar os outros. Tal como diz um provérbio africano: “Se queres ir depressa, vai sozinho, se queres ir longe, vai em conjunto”.

Assim, como referi anteriormente, sair da nossa zona de conforto é doloroso e o nosso primeiro instinto será de recear e rejeitar o desconhecido, por isso, o mais fácil é ter em conta os riscos à volta de qualquer mudança e focar em evitá-los. Porém, já repararam que sentimos menos receio se não estivermos sozinhos?

A ferramenta mais útil da qual podemos dispor na nossa vida é as outras pessoas. O seu conhecimento, as suas lições, a amizade e cuidado que delas recebemos e oferecemos, o poder que podem ter para ajudar e a oportunidade de podermos apoiá-las.

Leva algum tempo até começarmos a reconhecer as hipóteses à nossa volta e a prepararmo-nos para aceitar a mudança, mas vale a pena. A inteligência emocional necessária para olhar para cada desafio e nele encontrar a possibilidade de dele sair algo bom é enorme, sendo a chave para a evolução.

Por conseguinte, reitero que é importante fazermos perguntas e ouvirmos realmente as respostas dos outros. Perceber e conectarmo-nos é realmente crucial para que, juntos, possamos todos surfar as ondas da mudança.

Não conseguimos controlar as transformações do nosso ambiente, mas somos donos das alterações que devemos fazer no nosso interior. Só assim, poderemos apoiar-nos a nós próprios e aos outros, para crescermos no caminho que desejamos tomar na carreira e na vida, e decidir em que empresa queremos construir o nosso percurso. A empresa pode ser composta simultaneamente por um indivíduo e um grupo corporativo, um faz o outro.

As pessoas são a essência do sucesso de uma empresa. É importante lembrar que não podemos mudar ninguém. Apenas podemos desafiar quem nos rodeia a serem melhores, aperfeiçoando-nos a nós próprios no processo. Se o fizermos intencionalmente, nada será por acaso.

Arquivado em:Opinião

Sensitive Leadership

30 Maio, 2023 by Denise Calado

A Liderança que irá orientar a caminhada pelo séc. XXI tem de ser muito diferente. Tem de ser diametralmente oposta à que caracterizou os anos 80 e 90 do século passado, e tem de ser um upgrade considerável daquilo que temos visto desenvolver-se desde o ano 2000.

O ser humano tem de ser, incontornavelmente, o centro de tudo, e por isso a abordagem a fazer ao modo como lideramos tem de ser holística. Pensar os negócios, como uma tradução direta para números, é um erro crasso. Claro que os negócios têm de ser rentáveis, que as empresas têm de dar lucro e que a economia de mercado pela qual nos regemos tem as suas bases em rentabilidade, margem, EBITA, OPEX, etc.

No entanto… As empresas são formadas por pessoas, os clientes são pessoas, os negócios são conduzidos por pessoas, os trabalhadores, acionistas, investidores, são pessoas.

Todos eles, com as características inerentes à sua condição humana: com receios, alegrias, família, amigos, paixões, sentimentos, convicções, crenças, fragilidades, consciência, sensibilidade. Com tudo aquilo que (n)os fortalece e que (n)os fragiliza. Com tudo o que dá coragem e assusta. Com as nossas emoções, que originam a forma como nos comportamos e o reflexo que tudo isso tem no que nos rodeia, na sociedade como um todo.

As pessoas procuram cada vez mais um propósito e o significado das coisas assume cada vez mais relevância. Como é que chegámos ao ano 2023 com o progresso tecnológico das idas a Marte, do ChatGPT, da evolução da medicina, das preocupações com sustentabilidade e com o futuro do nosso Planeta, mas, ao mesmo tempo temos, em todo o mundo e naquilo que consideramos os países do “1.º mundo” (quão pouco inclusiva é esta designação!), famílias que vivem em casas sem condições de salubridade, pessoas que vivem na rua sem um teto, idosos que sobrevivem sem meios materiais para assegurar um final de vida tranquilo, digno e saudável… jovens assolados por problemas de saúde mental, insucesso escolar, falta de capacidade de integração…!!

Como é que aqui chegámos? Como é que estes opostos diametrais coexistem? Mas, muito mais importante: como é que fechamos o diferencial? Que líderes de empresa, de sociedade, de pensamento precisamos? A nível das famílias, que exemplos têm de ser passados? Ao nível da mais básica escolaridade, o que é que tem de ser definido?

Uma mistura muito rara e difícil de firmeza e doçura; de rigor e humanidade; de exigência e compreensão; de retidão e tolerância; de aceitação da diferença e de cumprimento da norma; de gestão exímia da regra e da exceção; de espiritualidade e de factualidade; de bom senso e de sensibilidade… Sem esquecer que é a nossa humanidade que nos diferencia de tudo o resto. Sem ela, somos apenas algoritmos!

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder. 

Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Opinião

Novos proibicionismos

29 Maio, 2023 by Denise Calado

Parece haver na Humanidade uma propensão para ditar aos outros o modo como devem viver as suas vidas – segundo um conjunto de princípios baseados nas leis de Deus ou da sociedade. Compreende-se, claro, que se estimulem princípios positivos. Quando esses princípios se tornam regras, arriscamos, todavia, que uns queiram impor a outros modos de ver, em sua opinião, superiores. Acontece que o superior para uma pessoa pode ser inaceitável para outra.

Por exemplo, apesar de termos leis sobre o consumo de tabaco equilibradas, acaba de regressar a sanha anti-tabaco, para proteger todos, incluindo os que não querem ser protegidos. Num certo sentido, claro, faz sentido. Mas numa sociedade tão ferozmente defensora da autonomia individual num vasto espectro de dimensões, esta perseguição aos fumadores é desproporcional. Note-se: caminhamos para a despenalização do uso de drogas recreativas mas banimos aquilo de que não gostamos: o tabaco, o álcool, a caça, as touradas. Curiosamente, a pressão sobre o tabaco corre em paralelo com a possibilidade de descriminalização das drogas sintéticas – que aliás me parece uma orientação muito assisada.

De resto, o proibicionismo baseado na superioridade moral também chegou às eleições turcas, com Erdogan a acusar o seu concorrente de, entre outras coisas, consumir álcool. Se, sem procurarmos muito, pensarmos no não-fumador Hitler e no seu inimigo Churchill, poderemos concluir que as virtudes e os virtuosos têm muito que se lhes diga. Obrigar os outros a seguirem a minha cartilha virtuosa talvez não seja o caminho para a virtude. Tenhamos cautela com aquilo que desejamos.

 

P.S.: A propósito da deriva anti-democrática na Turquia, a seguir com atenção, leia-se A Turquia sob Erdogan, de Dimitar Bechev

 

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Adolfo Mesquita Nunes e o futuro do trabalho: “Vamos ter de nos reinventar ao longo da vida várias vezes”

29 Maio, 2023 by Denise Calado

Um “otimista racional” por natureza, o advogado e ex-deputado Adolfo Mesquita Nunes, defende que a automação e a Inteligência Artificial vão “tornar o mundo melhor”, mas há muito que ainda tem de ser feito.

Sobre os caminhos do futuro do trabalho, adverte que a tendência para visões distópicas e pessimistas, de que as máquinas vão substituir o Homem, é “mortal” para as empresas e para o país.

Os empregos “não são finitos, nem estáticos” e as tecnologias “livraram” as pessoas das profissões básicas, enquanto se criaram novas oportunidades “que não têm fim”. O desafio para as empresas é a criação de novos empregos dentro da organização. Ou seja, o centro da questão não é travar a automação, mas criar percursos dentro das empresas no sentido de “transformar a destruição que é esperada”.

E vai mais longe ao afirmar que a qualificação tem um papel fulcral, pois na sua visão “vamos ter a necessidade de nos reinventar ao longo da vida várias vezes”.

Se as máquinas estão para ficar como vamos reagir? Este foi o ponto de partida a talk “Future Work Knowing: os caminhos futuros da gestão empresarial”, uma intervenção onde o atual vice-presidente da Galp, desconstruiu mitos relacionados com o papel da tecnologia no mundo laboral e apontou pistas para as empresas tirarem o melhor partido da jornada de automação.

A sessão teve lugar no passado dia 23 de maio em Lisboa, no âmbito do evento Knower Business Conference.

Onde é que se enganam os pessimistas?

Segundo Adolfo Mesquitas Nunes, em todas as gerações sempre apareceu alguém a alertar para o perigo das máquinas, e que para salvar o homem temos de nos livrar delas.

“Nós não somos máquinas condenados ao contexto incapazes de reagir, de inovar e de criar. Pelo contrário, temos esta espetacular capacidade de pensar, inventar e encontrar formas de vencer os desafios”

Em 1968 Paul R. Ehrlich publicou o livro The population Bomb, onde previa o colapso do e a população condenada à pobreza, até ao final do século. Mas na prática, hoje, havendo cada vez mais gente na terra, há cada vez menos fome, o que é provado pela “redução da área alocada para a agricultura, a nível global, que, apesar do aumento exponencial da população, diminuiu de forma sustentada”, sustenta.

Isso é parte explicado pela evolução da ciência e progresso tecnológico, e sobretudo pela capacidade do “cérebro humano”, algo que os “fatalistas” não tomaram em consideração.

“A idade para pedra não ficou para trás porque se acabaram as pedras, mas sim porque a humanidade desenvolveu outras formas de produzir mais com menos”

E vai mais longe quando afirma que as taxas de desemprego e de criação de emprego na Europa, com exceção do período da Pandemia, têm-se mantido com “níveis aceitáveis e positivos”.

Como aproveitar a oportunidade da automação?

“Há um problema pois não estamos a saber aproveitar as oportunidades que existem”, alerta. Na sua perspetiva, existem dois caminhos a ser pensados sobre o futuro do trabalho dentro, e fora, das empresas.

Em primeiro lugar, a qualificação, tanto das novas gerações através do sistema de ensino, como da população ativa, através de formação profissional, e nas empresas, através da capacitação dos seus dirigentes.

“Criar condições para que os trabalhadores se possam ir qualificando ao longo da sua vida laboral é essencial sob ponto vista de políticas publicas e das empresas, e os estudos mostram que os salários aumentam e a precariedade diminuiu quando o trabalhador reforça a sua qualificação”, adverte. O papel da qualificação profissional está ausente das agendas das empresas e do programas políticos, vista como uma ferramenta de “assistência social na altura do desemprego”.

Em segundo lugar, Adolfo Mesquita Nunes refere a aposta na Investigação e Desenvolvimento, apontando para os níveis de Portugal, abaixo da OCDE, com o exemplo prático da Estónia: no início do século 21, o PIB do país era 40% inferior ao português, hoje é 7,5% superior.

Em Portugal, tradicionalmente, não se medem os resultados do investimento. “Não interessa gastar muito, interessa saber em que estamos a gastar. Gastamos pouco e gastamos mal”, afirma. Para além da necessidade de investimento, refere a importância de as empresas admitirem investigadores e colaborarem com Universidades e Centros de investigação.

Uma visão positiva sobre o futuro trabalho

Em conclusão, “não há dúvida de que o mundo é um lugar horroroso, mas o mundo foi sempre pior do que aquele em que vivemos hoje”, diz, acrescentando “estamos, apesar de tudo, num ponto melhor do que no tempo dos nossos avós”.

O ex-deputado que se assume um “adepto da automação”, usa ainda os argumentos de David Autor, professor e especialista em mercado laboral, que através do estudo de 28 indústrias, nos países da OCDE, conclui que desde 1970, a automação não contribuiu para o desemprego nunca. Pelo contrário, nas últimas 30 décadas reduziu o número de desemprego, criou emprego mais qualificado e bem pago e com melhores condições.

“Não nos podemos esquecer de algo que é sistematicamente esquecido. As novas tecnologias criam mais emprego do que destroem”

Os novos empregos criados pelas novas tecnologias “serão mais bem pagos e mais necessários”, além disso, ao transformar tarefas longas e pesadas, em leves e fáceis “podemos ter outras profissões e dedicarmo-nos a outras coisas”.

Sobre isso, fala do seu caso pessoal: “quando escolhi o curso de direito, não sonhava que podia ser outra coisa, hoje teria tirado outro curso. Adoraria ser guionista de humor”, partilha.

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

As decisões e compromissos dos países mais poderosos do mundo

29 Maio, 2023 by Denise Calado

A Cimeira do G7 de 2023, em Hiroshima, marcou o início de uma série de eventos multilaterais fundamentais no calendário diplomático.

Reunindo líderes dos EUA, Reino Unido, Canadá, Alemanha, França, Itália, Japão e da União Europeia, o G7 precede e define em grande medida o tom para a subsequente reunião do Grupo dos 20 (G20) e outros compromissos diplomáticos focados no clima, como a COP28.

Este ano, a reunião do G7 resultou em decisões significativas acerca da crise climática, reporta o World Economic Forum. As deliberações apontam potenciais implicações de longo alcance para acelerar a ação de descarbonização das economias globais e limitar o aquecimento a 1,5°C, conforme assinado no Acordo de Paris.

Fim dos Combustíveis Fósseis

Os líderes do G7 afirmaram o seu compromisso de acelerar a eliminação dos combustíveis fósseis, com o objetivo de alcançar a neutralidade de carbono nos sistemas energéticos até 2050, de acordo com as trajetórias necessárias para limitar o aumento médio global das temperaturas a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

Esta foi a declaração mais forte já adotada pelos líderes mundiais sobre a eliminação de combustíveis fósseis.

No entanto, surgem críticas de que o G7 não foi longe o suficiente nesta questão. O comunicado faz referência ao impacto global da guerra na Rússia sobre o abastecimento energético e ao papel continuado que os líderes veem para o gás natural liquefeito (GNL) como meio de reduzir a dependência do gás russo.

Compromisso com Energias Renováveis

Os líderes do G7 reforçaram a necessidade de acelerar significativamente a implementação de energias renováveis e o desenvolvimento e implantação de tecnologias de próxima geração.

Isso inclui um aumento coletivo na capacidade de energia eólica offshore de 150GW até 2030 e um aumento coletivo de energia solar fotovoltaica para mais de 1TW até 2030.

Além disso, os líderes do G7 comprometeram-se a melhorar as cadeias de abastecimento para minerais e materiais críticos, com a demanda por elementos raros da terra (um conjunto de 17 elementos químicos encontrados na crosta terrestre) esperada para crescer 400-600% nas próximas décadas para abastecer tecnologias críticas para uma economia de emissões líquidas zero.

Fim da Poluição Plástica 

Os ministros do G7 comprometeram-se a acabar com a poluição plástica, com a ambição de reduzir a poluição plástica adicional a zero até 2040. A eliminação será alcançada ao promover o consumo e produção sustentáveis de plásticos, aumentando a sua circularidade na economia e a gestão ambientalmente correta de resíduos.

No entanto, algumas organizações já vieram criticar esta posição, destacando a referência específica a apenas “reduzir a poluição plástica adicional”.

Em suma, a Cimeira do G7 2023 pretende ter impactos profundos e duradouros para a descarbonização global e o combate à crise climática. As promessas, embora aquém de algumas expectativas, ainda representam um aumento significativo na ambição global de eliminar os combustíveis fósseis e aumentar a produção de energia renovável.

 

 

Imagem: Handover of the S7 statements to the Japanese Prime Minister Fumio Kishida © Prime Minister’s Office

Arquivado em:Notícias, Política

A conexão e empatia das lideranças na promoção de uma cultura positiva

29 Maio, 2023 by Denise Calado

Vanessa Ezequiel Lopes é considerada a primeira mulher cigana jornalista em Portugal e vai marcar presença no evento Leading People – International HR Conference, a acontecer no dia 31 maio, 4ªfeira, no Centro Cultural de Cascais, sob o tema “Sensitive Leadership – Reset, Rebirth, Reinvent Ourselves”.

A ativista e presidente da Associação RIZOMA, que visa a integração da comunidade cigana, trabalha atualmente como pivô na ChristianLife Magazine e tem como propósito “revolucionar crenças e libertar pessoas de histórias repetitivas que frustram gerações inteiras”.

A jornalista vai participar no debate “Diversidade e inclusão no jornalismo”, que conta com a participação de Luís Maia e Nelma Serpa Pinto, ambos jornalistas da SIC, numa conversa moderada por Catarina G. Barosa, Diretora Editorial da Revista Líder Magazine.

Conheça um pouco melhor o perfil de Vanessa Ezequiel Lopes a partir destas três perguntas.

Qual é neste momento o maior desafio para as novas lideranças? 

Um dos principais desafios para as novas lideranças será a de promover a diversidade e criar ambientes de trabalho mais justos. Além disso, terão de ajustar, adaptar-se à nova geração, que busca maior liberdade e flexibilidade laboral. Nos dias que correm, o tempo de qualidade dedicado à família e ao lazer passou a ser uma prioridade e os jovens cada vez mais rejeitam um sistema de ficar preso a um escritório e um horário fixo.

O que é para si uma liderança sensível?

Uma liderança sensível é aquela que verdadeiramente se preocupa com as necessidades dos seus liderados, é empática ao ponto de compreender e ter em consideração os sentimentos das pessoas que estão debaixo da sua liderança. Para mim, um líder deve procurar conectar-se e promover uma cultura daquilo que é bom e positivo.

O que podemos esperar da sua participação no evento Leading People?

Certamente podem esperar muitos sorrisos e inúmeras histórias para contar.

 

Consulte o programa completo aqui

Pode assistir a todos os momentos do evento, a partir do dia 2 de junho, disponível on demand, de acesso universal e gratuito, na Líder TV, posição 165 do MEO e 560 da NOS.

Arquivado em:Liderança, Notícias

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 4
  • Página 5
  • Página 6
  • Página 7
  • Página 8
  • Interim pages omitted …
  • Página 285
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.