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Rita Saldanha

André Rinnensland é o novo CEO da Makro Portugal

23 Agosto, 2024 by Rita Saldanha

André Rinnensland é o novo Chief Executive Officer (CEO) da Makro Portugal. O profissional iniciou a sua carreira na Metro em julho de 2010 como Diretor de Compras e assumiu em novembro do mesmo ano a responsabilidade de Diretor de Compras & Merchandising de Food da Metro Turquia.

Em junho de 2012, foi nomeado CEO da Metro Dolomiti S.p.A, um cargo que ocupou por três anos. Entre 2015 e 2018, foi Diretor Global do House Of Learning na METRO AG. No final de 2018, assumiu a função de CEO da METRO Sérvia, que desempenhava até integrar agora a Makro Portugal.

 

É com entusiasmo que assumo este desafio e é também com orgulho que me junto a esta equipa que tem contribuído ano após ano para o crescimento da Makro. Estou muito contente em abraçar este novo desafio e contribuir para manter o excelente trabalho que tem vindo a desenvolver para podermos continuar a crescer

André Rinnensland, CEO da Makro Portugal

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Tecnologia e preservação dos elefantes: conheça o lado bom da IA

22 Agosto, 2024 by Rita Saldanha

Sabia que um único elefante da floresta africana, a vaguear livremente no seu habitat natural, pode aumentar a capacidade líquida de captura de carbono da floresta em mais de cem hectares? Isto equivale a remover da atmosfera o equivalente a um ano de emissões de mais de 2 mil automóveis.

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), esta espécie registou uma diminuição de mais de 80% das suas populações nas últimas décadas devido à perda de habitat e à caça furtiva na Bacia do Congo.

Uma nova solução de Inteligência Artificial e Sustentabilidade vai apoiar a conservação de espécies chave, em particular, o elefante africano da floresta. A parceria entre a IBM e o World Wide Fund For Nature – Alemanha (WWF) dá origem a uma nova ferramenta que será concebida para utilizar a inspeção visual baseada em IA, na melhoria da monitorização e apoiar a identificação precisa de elefantes individuais a partir de fotografias de armadilhas fotográficas.

No futuro, esta tecnologia também poderá ser utilizada por organizações para avaliar o valor financeiro das contribuições da natureza para as pessoas (NCP – Nature’s Contributions to People) fornecidas pelos elefantes florestais africanos, tais como os “serviços” de sequestro de carbono, reconhecendo o importante papel que desempenham na manutenção de ecossistemas saudáveis.

Como vai funcionar?

Será utilizado um software próprio da IBM (MVI Maximo Visual Inspection) que conjuga as capacidades de inspeção visual e de modelação da IA. A solução analisa as imagens de armadilhas fotográficas e filmes para identificar elefantes individuais da floresta africana com maior precisão.

Atualmente, o caso de utilização centra-se no reconhecimento de imagens relacionadas com a cabeça e a presa, semelhante a uma impressão digital para os seres humanos. Também será detectada a biomassa acima do solo e níveis de vegetação em áreas específicas onde os elefantes estão presentes, para ajudar a permitir previsões das futuras localizações dos animais para melhor quantificar os serviços NCP que fornecem.

Isto vai simplificar o processo de quantificação e simbolização do valor dos serviços de carbono fornecidos pelo elefante da floresta africana, fornecendo às organizações conhecimentos que podem utilizar para impulsionar ainda mais os esforços de sustentabilidade.

Aproveitar o poder do capital natural para a sustentabilidade

O conceito de capital natural refere-se aos stocks mundiais de bens naturais, incluindo a geologia, o solo, o ar, a água e toda a vida selvagem. Estes ativos naturais fornecem uma gama de serviços do ecossistema e NCP, que são as formas diretas e indiretas como a natureza contribui para o bem-estar humano.

A contagem dos elefantes da floresta africana é difícil e dispendiosa. A logística é complexa e os números da população resultantes não são exatos. Ser capaz de identificar elefantes individuais a partir de imagens de armadilhas fotográficas com a ajuda da IA tem o potencial de ser um fator de mudança. Com a IA, poderemos monitorizar animais individuais no espaço e no tempo, o que nos dará estimativas populacionais mais robustas e detalhadas e permitirá pagamentos de conservação baseados no desempenho, como os créditos de vida selvagem. Os dados espaciais também nos mostrarão para onde estes elefantes escolhem deslocar-se – permitindo-nos assim proteger estes corredores de vida selvagem

Thomas Breuer – Coordenador do Elefante da Floresta Africana, da WWF Alemanha

Na IBM, esforçamo-nos por ter um impacto duradouro e positivo no mundo dos negócios, no nosso ambiente e nas comunidades em que trabalhamos e vivemos. A nossa colaboração com a WWF marca um passo significativo neste esforço. Ao combinar a nossa experiência em tecnologia e sustentabilidade com a experiência em conservação da WWF, pretendemos aproveitar o poder da tecnologia para criar um futuro mais sustentável

Oday Abbosh, Líder Global de Serviços de Sustentabilidade da IBM Consulting

 

Saiba mais aqui: African Elephant | Species | WWF (worldwildlife.org)

 

 

Arquivado em:Inovação, Notícias

Líderes esperam duplicar as receitas de produtos digitais nos próximos 5 anos

22 Agosto, 2024 by Rita Saldanha

A nível mundial, os CEO esperam que as receitas dos seus produtos digitais quase dupliquem nos próximos cinco anos. No entanto, a entrega de qualidade em grande escala está a ser implementada lentamente devido a um atraso na entrega de software, com os programadores a gastarem ainda dois terços do seu tempo em tarefas manuais.

Estas são parte das principais conclusões de uma nova análise que ainda revela que 45% das organizações está a mudar para uma abordagem orientada para o valor até 2025, para se manterem competitivas, centrada na automatização.

O estudo InfoBrief, Quality at Scale, 2024 Edition, elaborado pelas tecnológicas Noesis e a IDC, mostra que 38% das organizações estão a investir, nos próximos 12 meses, no desenvolvimento assistido por inteligência artificial (IA), com destaque vai para a inteligência artificial generativa (GenAI).

Principais conclusões

Os inquiridos afirmaram que o desafio mais importante na área da qualidade é o de quantificar a experiência global do cliente e o feedback dos utilizadores. De acordo com o InfoBrief, a utilização de IA generativa no processo de desenvolvimento levará a um aumento da velocidade e da produtividade, dando às empresas a capacidade de escalar rapidamente.

A entrega de aplicações modernas é uma prioridade em 2024 para 80% das organizações, com resultados de negócios como maior agilidade para atender às solicitações de negócios, desenvolvimento mais rápido de produtos e maior resiliência de negócios sendo os principais fatores de direção.

O estudo demostrou que menos de 10% de todas as organizações incluídas no estudo a conseguirem realizar a entrega de aplicações e software de uma forma estruturalmente coesa. Além disto, 1 em cada 2 organizações entregou menos de 40% das aplicações através de abordagens iterativas. Aliado ao facto de programadores continuam a gastar dois terços do seu tempo em tarefas manuais, para além de desenvolverem novas funcionalidades para as aplicações.

O InfoBrief foi criado com base no European Accelerated App Delivery Survey da IDC, realizado em setembro de 2023, e contou com 600 respostas. A análise pode ser consultada aqui.

A IA já não é um conceito futurista, mas uma realidade atual que está a transformar o desenvolvimento de software. As organizações podem agora melhorar a forma como fornecem software e aplicações aos seus clientes, adoptando soluções baseadas em IA, automação ou low-code. Isto é apoiado pelos dados encontrados no recente InfoBrief da IDC, que encomendámos, que destaca a forma como a IA e a automação estão a impulsionar a produtividade e a qualidade.  Estas informações valiosas destacam o papel fundamental da qualidade em todas as fases do processo de entrega de software. Se uma organização quiser manter-se competitiva, uma abordagem orientada para o valor, alavancando a automação e a IA, garantirá que as práticas de qualidade se tornem centrais para a entrega de software e aplicações

Eduardo Amaral, Quality Management, DevOps & Automation Global Director na Noesis

 

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Há mais de 1.600 bolsas para estudantes portugueses no Reino Unido. Veja aqui

22 Agosto, 2024 by Rita Saldanha

O Reino Unido é um dos destinos mais procurados por estudantes internacionais, incluindo pelos portugueses. Um dos fatores que contribui para esta procura é o reconhecimento internacional das universidades, onde estudaram 38% dos vencedores de Prémios Nobel.

Em 2023, a classificação mundial do Times Higher Education incluiu três universidades do Reino Unido entre as dez melhores do mundo, com a universidade de Oxford a liderar o ranking.

Desde a saída do Reino Unido da União Europeia que os estudantes britânicos deixaram de ter a possibilidade de aderir ao programa Erasmus. Contudo, os estudantes da União Europeia podem continuar a eleger aquele país como destino para estudar, já que 20% das bolsas de Erasmus estão reservadas para alunos de países fora de União Europeia.

Guia Study UK 

O Guia Study UK, elaborado pelo British Council, reúne as principais recomendações para estudar no Reino Unido, com uma lista de 1.643 bolsas para estudantes portugueses de Licenciatura, Mestrado, Pós-graduação e Doutoramento.

A ferramenta é gratuita e dá resposta a questões-chave sobre a formação, como a possibilidade de realizar Erasmus, recomendações e atualizações em relação aos vistos, detalhes sobre o sistema educativo britânico e sugestões para planear a vida académica no país.

Vistos para estudantes: online e flexíveis

Os procedimentos burocráticos e os vistos são questões frequentes entre os alunos que consideram o Reino Unido uma opção para estudar. Hoje é simples obter um visto de estudante, já que a mobilidade para estudar durante um período inferior a seis meses é isenta deste requisito.

Caso a permanência no país supere os seis meses, se for portador do passaporte digital é possível fazer o pedido online através da aplicação “UK Immigration: ID Check”. Para estudantes universitários no Reino Unido, os vistos incluem uma extensão de entre dois a três anos. Passado este período será necessário obter novo visto de trabalho.

Study UK: https://study-uk.britishcouncil.org/

Bolsas em instituições britânicas:

https://study-uk.britishcouncil.org/scholarships-funding

Arquivado em:Educação, Notícias

Três estratégias para construir uma cultura organizacional centrada nas pessoas

22 Agosto, 2024 by Rita Saldanha

Num mundo empresarial cada vez mais dinâmico, a construção de uma cultura organizacional que valorize e priorize as pessoas é fundamental para o sucesso das empresas. Esta abordagem promove um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo, que se torna crucial para atrair e reter talento qualificado.

Reconhecendo essa necessidade crescente, a tb.lx revela três estratégias essenciais para colocar as pessoas em primeiro lugar, dentro e fora das organizações.

 

Apostar na formação contínua e no desenvolvimento pessoal dos colaboradores

Através de programas de formação contínua e oportunidades de aprendizagem, as empresas proporcionam aos seus colaboradores ferramentas e o conhecimento necessários para se adaptarem a um ambiente em constante evolução, a impulsionarem a sua carreira e a contribuírem de forma significativa para o sucesso da empresa.

É essencial oferecer uma formação personalizada e flexível, adaptada às necessidades individuais dos colaboradores, pois aqueles que se sentem valorizados, tendem a ser mais motivados, produtivos e fiéis à empresa.

 

Apoiar a flexibilidade

Reconhecendo as diversas necessidades e estilos de vida dos colaboradores, a adoção de uma abordagem flexível em relação ao ambiente de trabalho é cada vez mais uma prioridade das empresas. Opções como horários flexíveis, trabalho remoto e outras formas de flexibilidade tornam-se essenciais na promoção do bem-estar e produtividade em contexto laboral.

Além disso, reconhecer a importância de uma vida pessoal equilibrada, que inclua tempo para as famílias, animais de estimação, passatempos e tudo o que contribui para uma alta qualidade de vida, é fundamental para promover a saúde mental e o bem-estar dos colaboradores.

Uma comunicação aberta e transparente garante a gestão de expectativas e permite que toda a equipa desfrute de flexibilidade sem comprometer a produtividade.

 

Incentivar a empatia trabalho-vida

Promover a empatia entre o trabalho e a vida pessoal é essencial para o bem-estar dos colaboradores e para o sucesso geral da empresa. Desenvolver uma cultura que valoriza a importância do tempo livre e do descanso deve estar, por isso, no planeamento estratégico das organizações.

Incentivar os colaboradores a definirem limites saudáveis entre o trabalho e a vida pessoal, a fim de garantir que estão satisfeitos e motivados, promove não só um ambiente laboral positivo e produtivo, como contribui também para o desempenho e o cumprimento dos objetivos organizacionais.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

O que ninguém fala sobre Igualdade de Género: não é só uma questão de números

22 Agosto, 2024 by Rita Saldanha

Queres resolver ter mais mulheres no topo? Começa a revolução na sala de estar!

Vamos lá, sejamos sinceros: toda a gente adora falar sobre Igualdade de género, mas só quando o assunto é quantas mulheres estão nos cargos de liderança ou quantas estão a tomar decisões importantes. É como se o sucesso da causa se medisse pela quantidade de saltos altos a pisar o chão das salas de reuniões.

Mas será que é mesmo por aí?

Pára um segundo e pensa comigo: de que adianta encher a sala de reuniões de mulheres se, quando chegam a casa, continuam presas a expectativas arcaicas de serem as “boas mães” ou as “esposas perfeitas”? Estamos a focar-nos na parte visível do iceberg enquanto ignoramos o que realmente sustenta tudo isto. Porque, a verdade é esta: se queres ver mais mulheres no topo, começa a olhar para o que está a acontecer dentro das quatro paredes de casa. É lá, na sala de estar, que a verdadeira revolução deve começar.

E por favor, não venham com a desculpa das “quotas para mulheres” como a solução mágica. Inserir uma mulher numa posição de poder sem transformar a estrutura social que a sustenta é inútil. De que adianta uma mulher ser CEO se, quando chega a casa, a sua família não funciona como uma rede de apoio? Se o marido, pai, mãe ou irmão vê as suas ambições como uma ameaça ao seu papel de “boa mãe” ou “boa esposa”? Até quando vamos fingir que abrir portas no mercado de trabalho é suficiente, enquanto mantemos as janelas do lar bem fechadas?

E não é só a família. A estrutura de apoio social para toda a família conciliar as responsabilidades profissionais é uma das grandes lacunas. Falamos de creches acessíveis, horários flexíveis, licenças parentais justas e uma cultura que realmente valoriza o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Porque, sejamos honestos, se a sociedade não se organiza para garantir o bem-estar e acompanhamento dos filhos, como é que qualquer mãe ou pai consegue realmente dar o seu melhor no trabalho?

“Se a estrutura social continua a sobrecarregar um dos lados, não estamos a avançar, estamos apenas a maquilhar o problema.”

O que ninguém quer admitir é que a sociedade é um reflexo direto da estrutura familiar. Se estamos a criar as nossas crianças em ambientes onde as tarefas são divididas de forma desigual e onde a ambição feminina é vista como um desvio, o que é que esperamos para o futuro? A igualdade não começa nas salas de reuniões; começa na forma como educamos os nossos filhos e na forma como organizamos o suporte ao redor deles. Se não mudarmos o que acontece dentro e fora de casa, como é que podemos esperar uma mudança real lá fora?

E, atenção, não confundas igualdade com equidade. Claro, há sempre alguém que diz: “Ah, se queremos igualdade, então as mulheres deviam estar a operar guindastes na metalomecânica pesada ou a soldar vigas de aço!” Como se igualdade fosse ignorar as diferenças físicas naturais. Porque, quando falamos de igualdade, estamos a falar de direitos, não de genética.

Mas não me interpretes mal. Há mulheres que dominam na metalomecânica, tal como há homens que são mestres na dança ou na maquilhagem. Nenhuma dessas escolhas coloca em causa o género de ninguém. A verdade é que a diversidade genética devia ser celebrada e gerida de forma a que todos saiam a ganhar – um verdadeiro 1 + 1 > 3. A equidade não é nivelar, é maximizar o potencial de cada um.

Dentro de uma família, todos deviam ser vistos como membros de uma equipa, onde cada um contribui com as suas forças. Como num jogo de futebol, onde o guarda-redes não precisa de marcar golos, mas o valor de cada posição é reconhecido e respeitado.

Por isso, da próxima vez que alguém te falar sobre a falta de mulheres em posições de liderança, pergunta-lhes se já pensaram no que acontece em casa e na comunidade. Porque é lá que a verdadeira mudança começa. E se não estivermos dispostos a mudar a base, então lamentar a ausência de mulheres no topo será só um sintoma de um problema muito mais profundo.

E não te esqueças de partilhar esta ideia na próxima conversa sobre Igualdade de género. Porque, sem uma mudança cultural, familiar e social, estamos apenas a construir castelos na areia. E todos sabemos o que acontece quando a maré sobe.

 

Arquivado em:Notícias, Opinião

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