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Rita Saldanha

O ‘mentorpreneurship’ pode ser a próxima tendência nas empresas. Ora veja.

25 Julho, 2024 by Rita Saldanha

Nem todos os líderes conseguem ser simultaneamente bons mentores e empreendedores, o que por vezes se pode revelar uma fraqueza no mundo empresarial.

Interligar mentoria e empreendedorismo foi o mote do projeto levado a cabo pelo OakNorth, um banco comercial digital fundado por empresários que se propôs a ajudar a criar empresas socialmente conscientes através da mentoria.

Para tal, desenvolveu um programa de mentorpreneurship com a London School of Economics and Political Science (LSE). «Através deste programa, queremos continuar a inspirar alunos e ex-alunos a criar e a expandir empresas que tenham um impacto positivo na sociedade e a dotá-los das competências, conhecimentos e confiança necessários para orientar as futuras gerações de empresários que farão o mesmo», explica Rishi Khosla, cofundador do banco.

Estes são alguns dos fundamentos base do mentorpreneurship:

 

  1. Mentoria para empreendedores

O programa associa empresários em início de carreira a mentores experientes, com uma vasta experiência em vários setores. Esta orientação individual permite que os empresários aprendam com os êxitos e os erros de líderes empresariais estabelecidos, fornecendo-lhes conhecimentos valiosos sobre como navegar nas complexidades da gestão de uma empresa.

Os mentores atuam como caixas de ressonância, conselheiros e treinadores, ajudando os participantes a aperfeiçoar as suas ideias de negócio, estratégias e planos de execução.

 

  1. Apoio abrangente

O programa oferece um vasto apoio para além da orientação. Os empresários recebem assistência em áreas críticas, como a elaboração de uma estratégia empresarial sólida, a gestão eficaz de recursos financeiros e a exploração de novas oportunidades de mercado.

Esta abordagem holística garante que os participantes estão preparados para lidar com diferentes facetas da gestão empresarial. Quer se trate de compreender as demonstrações financeiras, desenvolver planos de marketing ou estabelecer processos operacionais, o programa fornece as ferramentas e os conhecimentos necessários.

 

  1. Oportunidades de networking

O mentorpreneurship também se concentra na expansão das redes profissionais, fomentando o networking. Os empresários são apresentados a uma vasta rede de líderes empresariais, especialistas do setor e potenciais investidores, de forma a expandir horizontes.

 

  1. Foco no impacto

Para além do crescimento e da rentabilidade do negócio, o mentorpreneurship incentiva os empresários a considerarem o impacto mais alargado dos seus empreendimentos. O programa coloca uma forte ênfase na criação de empresas que não sejam apenas bem-sucedidas, mas também sustentáveis e socialmente responsáveis.

Isto inclui a promoção de práticas empresariais éticas, a concentração na sustentabilidade a longo prazo e a contribuição positiva para a comunidade e o ambiente. Os empresários são encorajados a integrar considerações sociais e ambientais nos seus modelos de negócio, alinhando os seus objetivos com valores sociais amplamente importantes na atualidade.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

O futuro na Terra é feito de calor extremo: como se deve proteger?

25 Julho, 2024 by Rita Saldanha

Em julho de 2023, a terra experimentava pela primeira vez, desde que há registos, o dia, e o mês mais quente, alguma vez vividos, segundo o Observatório europeu Copernicus . Esta semana, o record de calor na terra foi novamente atingido, na 2ªfeira, dia 22 de julho.

Tal significa que a temperatura média global do ar na superfície atingiu 17,15 graus, o que ultrapassou os 17,09ºC de domingo (dia 21) e os 17,08ºC de 2023. O futuro da vida na Terra será marcado por cada vez mais ondas de calor e incêndios, resultado de alterações climáticas e do fenómeno do El Niño.

Para saber como gerir e enfrentar um verão de calor, a revista National Geographic (NG) partilha 10 conselhos.

Veja aqui:

O corpo adapta-se ao calor, mas só até certo ponto

O que acontece ao nosso corpo quando é exposto ao calor extremo? Elizabeth Royte, jornalista da NG, refere que mesmo a pessoa mais apta e aclimatada ao calor morrerá após algumas horas de exposição a uma leitura de ‘bulbo húmido’ de 35°C, uma medida combinada de temperatura e humidade que leva em consideração o efeito de arrefecimento da evaporação. «Nesse ponto, o ar está tão quente e húmido que já não pode absorver o suor humano», refere.

O calor pode prejudicar a saúde de diferentes maneiras 

Suor, fadiga intensa, dores de cabeça e irritabilidade, são os sintomas da exaustão pelo calor. Em dias de muito calor, há um aumento nas visitas às urgências por infeções urinárias e pedras nos rins. Conforme relatado pela NG, em 2023, há um aumento de mortes por ataques cardíacos, asma e doenças renais durante eventos de calor extremo.

As mulheres grávidas estão particularmente em risco

A temperatura corporal de uma mulher grávida tende a ser ligeiramente mais alta do que a média. Para além disso, são mais propensas a desidratação e a suar menos, pois têm menos capacidade de se arrefecer rapidamente.

Saber a temperatura diurna não é suficiente

A temperatura e os níveis de humidade não são suficientes para dizer quão seguro é passar tempo ao ar livre. Existem uma série de fatores importantes na previsão do perigo que o calor representa, como as temperaturas noturnas elevadas, que impedem o corpo de arrefecer e têm sido associadas a perigos para a saúde, como nascimentos prematuros.

Tome cuidado com as crianças nos parques infantis 

Os parques infantis podem ser as partes mais quentes de um parque, «micro ilhas de calor», conforme refere a investigadora Jennifer Vanos, da Universidade do Arizona. Geralmente são estruturas que estão ao sol e são construídas com materiais que absorvem mais calor, como metal e borracha.

O impacto do calor é diferente nos animais de estimação

Também os animais de estimação correm riscos de sofrer um golpe de calor, com queimaduras solares e queimaduras nas patas ao andar em pavimentos quentes. Os sintomas de calor extremo parecem diferentes nos animais do que nos humanos, como arfar, salivação e inquietação. Manter os animais em casa, e afastados das janelas, fazer passeios fora das horas de calor e quando o pavimento está menos quente, fornecer muita água e até sacos de gelo, onde se possam refrescar, são algumas dicas.

As ventoinhas nem sempre são a solução

Além do ar condicionado, há coisas que pode fazer para preparar a sua casa para o calor extremo. Manter as persianas fechadas e usar refletores de janela para manter o calor fora, ou até mergulhar os pés em água fria. Os especialistas alertaram que algumas estratégias só funcionam em certas condições, como usar uma ventoinha que pode tornar-se prejudicial quando está muito quente e seco.

Experimente adicionar um pouco de sal na sua água

O corpo é composto por mais de três quartos de água, mas perde muito ao suar num dia quente. Uma maneira simples de se reidratar é adicionar sal à sua água. O sal não só regula a quantidade de água nas suas células, mas também contém eletrólitos, minerais como sódio, potássio e cloreto, que mantêm a hidratação em níveis saudáveis. Pode adicionar um pouco de sal à água, sem exagero, pois provavelmente já consome muito sal na sua dieta.

Cuidado com as garrafas de água de plástico

Deve andar sempre com água em dias de muito calor, mas se for numa garrafa de plástico, é importante considerar quanto tempo ela pode ter estado ao sol. Os químicos do plástico são mais propensos a infiltrar-se na sua água à medida que a temperatura e o tempo aumentam. Em dias quentes, prefira garrafas em vidro ou outro material.

Pense duas vezes antes de mergulhar em água gelada

Dar um mergulho frio no inverno pode ser surpreendentemente refrescante, mas durante uma onda de calor, nem tanto. Segundo a NG, mesmo os nadadores mais experientes correm o risco de afogamento se mergulhares em água fria num dia quente. Isso porque o frio desencadeia reflexos involuntários no corpo, provocando respiração ofegante, hiperventilação, desorientação e falta de controlo muscular. Não precisa evitar essas águas frescas completamente, opte por usar um colete, aconselham os especialistas.

 

Arquivado em:Clima, Notícias

Conheça as escolhas dos portugueses para as férias de verão

25 Julho, 2024 by Rita Saldanha

Para os portugueses os fatores que mais influenciam a escolha do destino de férias, para além do preço, são o clima, a facilidade de acesso e a segurança. E a maioria viaja entre duas a três vezes durante o período de férias de verão.

Quando questionados sobre qual a principal motivação para viajar, 49% afirma ‘descansar e relaxar’, 15% refere ‘visitar familiares e amigos’ e 14% diz ‘conhecer novas culturas’.

Estas são parte das conclusões do estudo realizado pela Consumer Choice sobre as decisões de consumo dos portugueses, quanto ao destino de descanso, compras ou atividades de lazer no tempo de verão e das férias grandes.

O questionário foi respondido online por 951 pessoas, 53% do sexo feminino e 47% do sexo masculino, com idades entre 18 e 64 anos.

Principais conclusões

Cerca de 38% dos portugueses começa a planear as férias com um a três meses de antecedência e 26% com menos de um mês ou entre quatro a seis meses. O estudo revelou ainda que os destinos nacionais, como as praias marítimas, são os mais populares (33%), enquanto os internacionais, como praias e cidades também são mencionados por alguns dos consumidores.

No geral, os entrevistados demonstram uma opinião positiva no que toca à utilização de Inteligência Artificial (IA) para personalizar a experiência de viagem, 46% são favoráveis e 18% são muito favoráveis. Apenas 4% mostra-se desfavorável ou muito desfavorável (1%). Apesar da opinião favorável, apenas 21% dos inquiridos já usaram ferramentas de IA, como o Chat GPT para planear as suas viagens.

A segurança é um fator importante para maioria dos portugueses na escolha dos destinos de viagem, com 96% a considerar este aspeto crucial. Cerca de 62% dos inquiridos afirma mesmo ter evitado viajar para certos destinos devido a preocupações com a sua segurança.

Os principais destinos evitados estão relacionados com regiões em conflito, áreas com altos índices de criminalidade e locais recentemente afetados por desastres naturais e outros, sendo que os mais citados foram: Brasil, Egito, Israel, Marrocos, Rússia e Ucrânia.

O estudo mostra que a preocupação com a sustentabilidade está a crescer entre os portugueses, com 79% dos participantes a considerarem o comboio uma alternativa prática ao avião para reduzir a pegada carbónica. Contudo, apenas 28% optaram por viagens de comboio em vez de voos para destinos europeus, enquanto 72% preferem o avião.

 

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Desaprender e desconstruir: o caminho para a empatia e o autoconhecimento

25 Julho, 2024 by Rita Saldanha

Para que desafios estamos a formar as nossas lideranças? Quais são as expectativas e desejos das suas equipas? E as organizações, o procuram nas lideranças?

Quem são os líderes dos quais a nossa sociedade e o nosso Mundo estão carentes?

A permanente e legítima questão “o que será necessário para liderar no futuro” desafia-nos, não porque não saibamos que liderar já é um grande desafio e, portanto, nele está contido um sem número de oportunidades de novas visões de Mundo e de si mesmo, mas porque precisamos somar a isso um ingrediente determinante: a velocidade da mudança.

Portanto, desenvolver novas lideranças prevê, não apenas considerar velhos hábitos, modelos conhecidos ou metodologias aprovadas, exatamente, porque estamos em mudança permanente, breve, rápida, fugaz. Vamos precisar aprender a olhar o Mundo de uma perspectiva que, para nós, também é desconhecida, e isso significa uma alta capacidade de desaprender muitas das nossas certezas e desconstruir alguns dos tantos paradigmas.

É esperado que muitas competências reconhecidas hoje, continuem a ser relevantes no exercício da liderança, mas é igualmente importante termos consciência de que outras tantas ainda desconhecidas serão determinantes para conduzir equipas no dia a dia.

Para além de desaprender, teremos que ter mais do que nunca a capacidade de analisar criticamente as situações e contextos. O uso da inteligência artificial no mundo do trabalho é uma realidade e podemos extrair o melhor dessa ferramenta, ao maximizar a nossa consciência, desenvolvendo análises críticas sobre o que é certo e errado, adequado ou não para cada uma das realidades e contextos.

Com certeza, precisaremos de desenvolver nas nossas lideranças a habilidade de lidar com o diverso, isso significa que precisaremos ampliar, de sobremaneira, a terceira dimensão da inteligência emocional: a empatia, conceito que está fundamentado na nossa capacidade de ver sob a perspectiva do outro, não emitir julgamentos e estabelecer conexão com a emoção do outro. Neste contexto, vamos experimentar modelos de equipas que ainda não são realidade para a maioria de nós, desde multidisciplinares, formadas por diversas gerações, até equipas compostas por humanos e robôs. De quanta empatia e escuta ativa precisaremos para liderar tamanha diversidade?

Vamos desenvolver os nossos líderes para que tenham dúvidas e se questionem. O ideal é que esqueçam as verdades absolutas, desde já. Porque, de facto, elas nunca existiram, é tudo uma questão de contexto e referência, mas sua perenidade está à prova. E, pode imaginar-se que se temos mudanças em velocidades aceleradas, não teremos nada absoluto, muito menos verdades.

Ou seja, o que proponho é que possamos pensar na possibilidade de desenvolver nas nossas lideranças as competências que os deixem mais preparados e confortáveis para lidar com o desconhecido e com a velocidade com que esse desconhecido surge, se estabelece e se vai, num ciclo permanente do novo, onde quando acreditamos que “dominamos” algo, talvez já não seja mais relevante, e um outro novo se apresenta e nos surpreende.

E para finalizar o meu preceito. Algo que precisamos continuar a considerar na formação das nossas lideranças, especialmente num cenário de mudança permanente, inovação e quebra de paradigmas: o autoconhecimento. Ram Charan nos desafia com o seguinte conselho: “Stop looking for a universal theory. Leadership has to fit the context. Learn what you are. Learn what you can be. Seek help when necessary to stand out and increase your capacity”.

Vamos seguir olhando para o Mundo lá fora, trocando ideias e identificando o caminho mais apropriado para preparar os líderes, mas jamais podemos esquecer que, absolutamente, tudo começa quando olhamos para dentro.

Este artigo foi publicado na Aprender Magazine que faz parte integrante da revista Líder de Verão. Tenha acesso ao artigo aqui .

Arquivado em:Notícias, Opinião

Christopher Potter é o novo Diretor de Revenue Management do Lisbon Marriott Hotel

24 Julho, 2024 by Rita Saldanha

Christopher Potter assume o cargo de Diretor de Revenue Management do Lisbon Marriott Hotel. O profissional conta com 24 anos de experiência no setor hoteleiro e 18 na Marriott International, onde iniciou a sua carreira como Diretor Geral no Fairfield Inn & Suites.

É licenciado em Hotel & Restaurant Management pela universidade de Houston com MBA na àrea Financeira pela Universidade do Texas – Permian Basis.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Poderá a luta contra as alterações climáticas resolver a crise de saúde mental dos jovens?

24 Julho, 2024 by Rita Saldanha

A crise de saúde mental entre as camadas mais jovens tem vindo a aumentar exponencialmente e conceitos como ansiedade climática revelam-se tão urgentes quanto relevantes.

Durante a sessão Less Play, More Talk?, que teve lugar na Reunião Anual dos Novos Campeões 2024 do World Economic Forum, em Dalian, na China, dois importantes especialistas em saúde mental debateram a forma como questões relacionadas com  as alterações climáticas e a COVID-19 estão a afetar a juventude mental dos jovens e apresentam soluções.

Conheça as principais conclusões, de acordo com o World Economic Forum:

 

A urbanização é um dos fatores desta equação

Existem duas grandes mudanças cruciais nesta questão: a urbanização – com a previsão de um aumento de 500 milhões de habitantes nas cidades nos próximos 15 anos – e a necessidade de ação em torno do declínio da saúde mental dos adolescentes, afirmou Pamela Collins, Professora e Presidente do Departamento de Saúde Mental da Universidade Johns Hopkins.

À medida que as cidades crescem e os aglomerados urbanos aumentam, também aumenta o número de pessoas que vivem com perturbações de saúde mental. A maioria destas doenças começa na adolescência – uma altura em que a maioria dos jovens está a descobrir quem é no Mundo e a sua identidade.

As cidades, explicou, estão a transformar-se e a tornar-se no principal local onde os jovens crescem e formam as suas impressões sobre o Mundo, o seu lugar e papel nele. Estes meios proporcionam acesso a oportunidades, cuidados de saúde e empregos, bem como liberdade social. «Mas também podem ser locais de aglomeração, de densidade – coisas que, na verdade, aumentam o stress e a sensação de sobrecarga das pessoas», acrescentou a especialista.

Os jovens com menos de 25 anos são os que mais provavelmente se deslocam para as cidades em busca de oportunidades, estimando-se que, até 2050, 70% dos adolescentes e crianças do mundo vivam nestes centros urbanos. Mas, com o acesso às oportunidades, vem a exposição ao risco.

Esta crescente urbanização é também uma causa de disparidades que podem expor as pessoas a adversidades como a pobreza e a violência, que prejudicam a saúde mental e o bem-estar das pessoas. Estes fatores «podem levar a um maior risco de ansiedade, depressão e psicose».

 

Medo e ansiedade do futuro

Os jovens enfrentam o duplo receio da falta de ligações com quem os rodeia e as preocupações com o mundo que estão a herdar, uma realidade cada vez mais afetada pelas alterações climáticas. Esta é a premissa defendida por Emma Lawrence, responsável pela Saúde Mental e pelo Centro Climate Cares da Faculdade de Medicina, Instituto de Inovação em Saúde Global, Imperial College London.

Os jovens «precisam de ligação à esperança, à capacidade de regular as suas próprias emoções e de desenvolver resiliência psicológica, mas também de ligação ao ar puro, à água e à segurança alimentar, à educação, aos cuidados de saúde, ao acesso à natureza e à capacidade de praticar a sua cultura sem discriminação e violência», defende a académica.

A sensação de que as coisas estão a piorar, de que o Mundo se encaminha para um futuro negro, em vez de melhorar, pode ser desestabilizadora para os adolescentes e prejudicar a sua capacidade de aceder a todas as coisas de que os adolescentes precisam para prosperar – recursos básicos, empregos ou ligações a outras pessoas. Os confinamentos, refere, são um exemplo extremo disso.

«Por isso, se nos preocupamos com a saúde mental dos jovens, temos de nos preocupar com as alterações climáticas. Trata-se de um multiplicador de riscos que está atualmente a aumentar – a probabilidade de os jovens de todo o Mundo serem expostos a traumas e stress – e é desestabilizador», defende Lawrence.

 

Oportunidades para a mudança

A nível organizacional, as cidades devem reduzir os obstáculos ao acesso a cuidados de saúde mental e ao apoio aos jovens. Isto inclui normalizar a utilização de serviços de saúde mental e também garantir que estes sejam económicos e acessíveis.

Os decisores políticos devem também trabalhar com os encarregados pelos projetos de espaços urbanos, educadores e outros parceiros para oferecer proteção contra questões como a discriminação, o assédio e a violência, criando espaços e ambientes seguros para os jovens que apoiem as ligações. Os espaços verdes, por exemplo, tiveram um valor inestimável durante a pandemia, não só pelo acesso à natureza, mas também como um espaço seguro para uma interação social vital.

«A nível individual, os jovens precisam de ter competências para gerir as suas próprias emoções, o que lhes permitirá um desenvolvimento emocional saudável, ou seja, reconhecer e gerir as emoções, ser capazes de lidar com o sucesso e o fracasso de forma responsável. Precisam de competências de resiliência», afirmou Pamela Collins.

 

A ação climática como um multiplicador da mudança

Com as emissões de CO2 ainda a aumentar, muitos jovens sentem-se traídos por aquilo que consideram ser uma «injustiça intergeracional». Prevê-se que os encargos adicionais com a saúde mental devido aos riscos climáticos no acesso a espaços verdes e à poluição atmosférica custem 47 mil milhões de dólares até 2030 e 537 mil milhões de dólares duas décadas mais tarde.

«Se queremos um Mundo onde nenhum jovem seja prejudicado por problemas de saúde mental, todos temos de defender uma ação climática corajosa e justa», acrescenta Emma Lawrence.

Desta forma, é crucial «reconhecer esta complexidade e esta interligação e que a ação climática é um multiplicador de oportunidades para a saúde mental», para que as decisões contribuam para um Mundo que seja melhor para o clima e para as mentes simultaneamente.

O custo da inação climática pode revelar-se catastrófico para a saúde mental dos jovens e é responsabilidade de todas as gerações «aproveitar a maior oportunidade que jamais existiu» para transformar a sociedade e fazer com que seja mais sustentável, para ser mais saudável.

Arquivado em:Clima, Notícias

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