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Rita Saldanha

Férias ‘Hush-Cation’: conheça o fenómeno que está a crescer entre os trabalhadores remotos

24 Julho, 2024 by Rita Saldanha

O hush movement (movimento silencioso) continua a crescer entre os trabalhadores remotos, à medida que a tendência de combinar o trabalho remoto com a flexibilidade no emprego continua a aumentar.

De acordo com a Forbes, primeiro surgiu o quiet quitting, seguindo-se o coffee badging – uma solução alternativa que os trabalhadores remotos utilizam para evitar as obrigações de regresso ao escritório. Os colaboradores aparecem no escritório durante o tempo suficiente para beber um café e cumprir com essa assiduidade, voltando logo para casa, para continuar a trabalhar.

Nesta tendência, os trabalhadores mais jovens estão cada vez mais a tirar férias discretamente, sem pedir dispensa do trabalho ou revelar a sua localização aos empregadores. Mas como estará a ser recebido este fenómeno pelos gestores?

Porque estão as hush-cations a aumentar?

De acordo com o RVshare, estas férias clandestinas, também conhecidas como hush-trips, estão a tornar-se mais comuns entre os trabalhadores remotos, que tiram férias secretamente enquanto continuam a trabalhar. Em 2024, haverá mais trabalhadores, mas num local diferente do seu domicílio, gozando férias sem ter de se ausentar do trabalho e não sentindo a necessidade de revelar a sua localização.

De acordo com o RVshare, 56% de todos os adultos que trabalham dizem que são muito ou extremamente propensos a aderir a uma hush-trip. Em 2023, 36% da Geração X e dos Millennials, dos quais quase todos têm empregos à distância, já tinham uma viagem planeada.

A mesma investigação sugere quatro razões para os trabalhadores à distância acreditarem que uma viagem discreta é uma boa ideia:

  1. Quando combinam trabalho e prazer, os trabalhadores remotos dizem que são mais produtivos num ambiente de lazer porque estão mais descontraídos, lúcidos e criativos;
  2. Desde que façam as horas e o trabalho, os trabalhadores remotos acreditam que não importa se estão no seu posto de trabalho em casa ou a descansar junto à praia numa ilha tropical;
  3. Alguns defensores acreditam que as hush-cations podem ser um antídoto para o esgotamento e até ajudar na retenção, impedindo que os trabalhadores remotos abandonem os seus empregos;
  4. Os apoiantes acreditam que as hush-cations têm o potencial de aumentar a moral dos trabalhadores à distância e contribuir para um melhor equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.

Gestores e colaboradores não estão em concordância sobre o hush movement

No ano passado, a Owl Labs realizou um estudo que reuniu os depoimentos de mais de 2.000 trabalhadores americanos a tempo inteiro e descobriu uma discrepância entre o que os gestores e os trabalhadores remotos pensam da produtividade.

Os resultados revelaram que 60% dos gestores estão preocupados com o facto de os trabalhadores serem menos produtivos quando trabalham à distância, enquanto 62% dos trabalhadores afirmam que se sentem mais produtivos quando trabalham remotamente.

O inquérito revelou que 55% dos colaboradores afirmam que fazem mais horas de trabalho à distância do que no escritório. Além disso, 83% dos trabalhadores remotos afirmaram que “sentem” que trabalham ao mesmo nível ou a um nível mais elevado do que quando estão no escritório.

Estes resultados refletem a divisão de perspetivas sobre o trabalho à distância e a produtividade entre empregadores e empregados. Ao acrescentar férias à mistura, é fácil ver o potencial risco de uma hush-cation do ponto de vista do empregador. Talvez o melhor acordo seja uma situação em que todos beneficiam: abertura na comunicação e localização dos colaboradores e confiança de que se vai fazer um trabalho bem feito.

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Está na hora da liderança 5.0!

24 Julho, 2024 by Rita Saldanha

Vivemos a Era da transformação digital. Tudo evolui e altera-se de forma muito rápida, e no mundo corporativo isso não é diferente e é diretamente afectado por isso. E num contexto como este, o papel da liderança é de grande importância!

Todas as organizações que pretendem garantir a sua longevidade, crescimento e rentabilidade sustentável precisam de ter uma liderança forte e por isso devem investir na formação e desenvolvimento das mesmas e principalmente nos tempos que vivemos, de grandes transformações sociais, tecnológicas e políticas. Precisamos de uma liderança 5.0.

Mas, o que é liderança 5.0? Diria, que é transitarmos de uma gestão pautada em gerir pessoas para uma realidade na qual temos os líderes como responsáveis por “fazer acontecer”. A esta liderança 5.0 é exigido uma maior flexibilidade, adaptabilidade, inovação, mantêm-se o enfase na produtividade, qualidade, estrutura, desenvolvimento, desempenho, mas com dose extra de humildade, é pedido uma visão sistémica, um olhar para a organização como um ecossistema complexo e não um olhar somente para o seu “quintal”.

Não é apenas uma evolução das lideranças anteriores, mas sim uma resposta as demandas de um Mundo que esta em constante transformação.

Precisamos de garantir que proporcionamos as condições necessárias para a aquisição de conhecimento, pois um novo perfil de competências de liderança é requerido, tais como:

Conhecimento Digital: Garantir que os líderes sejam alfabetizados digitalmente, devem conhecer e compreender as tendências digitais e como elas podem impactar os negócios, assim como as tecnologias emergentes.

Skills em comunicação digital: Na Era Digital, uma comunicação eficaz através dos vários canais digitais é crucial.  Devem ter valências na comunicação via em emails, media social, videoconferência e outras ferramentas de comunicação digital.

Tomada de decisão baseada em Analytcs:  Capacitar os líderes para a tomada de decisões com base na análise de dados, o que pode ajudar a fazer escolhas mais informadas e estratégicas.

Conhecimentos sobre segurança cibernética: É crítico que sejam conhecedores das melhores práticas para proteger os dados confidenciais da empresa e manter a confiança dos clientes.

Liderança adaptativa: Dotar os líderes de capacidade de se adaptarem a cenários digitais em constante mudança, de serem espíritos abertos a novas ideias, flexíveis no que concerne a estratégia, capacidade de iniciativa e rápidos na actuação e gestão das relações e interdependências quando necessário.

Cultura de Inovação: Os líderes são os promotores de uma cultura de inovação, devem deter habilidades para promover a criatividade, impulsionar a inovação em toda a organização e gerir os riscos.

Inteligência Emocional: Desenvolvimento de habilidades de Inteligência Emocional dos líderes para enfrentar os desafios da Era Digital, é um passo que não pode ser ignorado, pois o stress relacionado com o trabalho remoto, o estar sempre conectado, e garantir que a equipa continua comprometida, motivada, exige muito do líder e é preciso dar-lhe ferramentas para gerir melhor esta demanda.

Aprendizagem Contínua: Todas as partilhas de conhecimento, adopçāo de formas distintas de estar do líder só terão sucesso se os mesmos adoptarem uma postura de aprendizagem continua, o lifelong learning. O mundo digital evolui rapidamente, por isso os líderes devem manter-se atualizados com as novas tecnologias e estratégias.

Estão os Líderes preparados para uma liderança 5.0? Estão as organizações preparadas para integrar este tipo de líderes nas suas estruturas? Estão preparadas para desenvolver o Líder 5.0?

O futuro é hoje…

Este artigo foi publicado na Aprender Magazine que faz parte integrante da revista Líder de Verão. Tenha acesso ao artigo aqui .

Arquivado em:Notícias, Opinião

Jornalistas querem limitar uso de Inteligência Artificial na profissão

24 Julho, 2024 by Rita Saldanha

A maioria dos jornalistas portugueses (68%) acredita que a utilização descontrolada da Inteligência Artificial (IA) pode colocar em risco os códigos deontológicos e pedem a sua regulamentação.

Os dados surgem como resultado da “Sonda + M / Central de Informação”, um barómetro de media composto por 49 jornalistas portugueses em cargos de edição/chefia, de mais de 30 órgãos de comunicação social de âmbito nacional. O estudo foi realizado em julho numa iniciativa do  +M, do universo Eco, e da Central de Informação.

Os novos desafios do jornalismo 

O surgimento e rápido desenvolvimento da IA tem levantado novos desafios ao jornalismo. E apesar da maioria dos jornalistas reconhecer que utiliza ferramentas de IA no desenvolvimento do seu trabalho (54% na pesquisa de informação e 10% na adaptação de textos jornalísticos a outros formatos), muitos dizem ser urgente a regulamentação para limitar o uso de IA no jornalismo. Ou porque o seu desenvolvimento tem sido rápido e descontrolado (27%) ou porque a sua utilização descontrolada pode colocar em risco os códigos deontológicos (68%). Cerca de 5% realça a urgência de informar, mas não limitar.

No entanto, são várias as razões apontadas pelo painel para que, a prazo, as ferramentas de IA não substituam o papel dos jornalistas. Em primeiro lugar, “porque não têm critérios jornalísticos”, em segundo lugar, “porque não permitem a diferenciação do trabalho do jornalista” e por último, porque apenas poderão substituir os jornalistas “na entrega de conteúdos com base no histórico e localização dos leitores”. Os restantes 9% consideram a profissão ameaçada porque as ferramentas de IA “serão mais rápidas e eficazes”.

 

Inquérito e Resultados 

 

1 – Utiliza ferramentas de IA no desenvolvimento do seu trabalho?

  1. Sim, na produção de textos jornalísticos – 0%
  2. Sim, na adaptação de textos jornalísticos a outros formatos – 10%
  3. Sim, na pesquisa de informação – 54%
  4. Não – 36%

2 – A prazo, as ferramentas de IA poderão substituir o papel dos jornalistas?

  1. Sim, porque serão mais rápidas e eficazes – 9%
  2. Sim, na entrega de conteúdos com base no histórico e localização dos leitores– 5%
  3. Não, porque não têm qualidade suficiente – 0%
  4. Não, porque não têm critérios jornalísticos – 59%
  5. Não, porque não permitem a diferenciação do trabalho do jornalista – 27%

3 – É necessária e urgente regulamentação para limitar o uso de IA no jornalismo?

  1. Sim, porque o seu desenvolvimento tem sido muito rápido e descontrolado – 27%
  2. Sim, porque a sua utilização descontrolada pode colocar em risco os códigos deontológicos – 68%
  3. Sim, mas para informar, não limitar – 5%
  4. Não – 0%

Taxa de respostas: 45%

Arquivado em:Notícias, Sociedade

iServices assinala as Olímpiadas de Paris 2024

24 Julho, 2024 by Rita Saldanha

A propósito da edição dos Jogos Olímpicos 2024, a decorrer em Paris, entre 26 de julho e 11 de agosto, a iServices lançou uma campanha internacional com o mote Reparações em Tempo Recorde que abrange as mais de 70 lojas em quatro geografias – Portugal, Espanha, França e Bélgica.

Com cinco lojas em Paris, onde vai decorrer a competição, a marca está alinhada com o espírito dos Jogos Olímpicos. Entre os dias 18 de julho e 11 de agosto, todas as lojas iServices, nos quatro países, estarão decoradas com esta campanha.

O objetivo é celebrar os Jogos Olímpicos, reforçando a comunicação como líder de mercado em reparações multimarca: reparação de ecrã em 30 minutos e reparação de bateria em 20 minutos.

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Lisboa será o palco da maior aula de programação do mundo

24 Julho, 2024 by Rita Saldanha

A Maior Aula de Programação do Mundo vai acontecer no dia 12 de outubro no Técnico Innovation Center do Instituto Superior Técnico (IST) e pretende entrar para o Guinness World Records. A iniciativa quer alcançar o marco dos 1600 participantes e é da autoria da Magma Studio e do IST.

Os estudantes já se podem inscrever na aula planeada para começar às 8h30 e terminar às 13h30, seguida de um almoço e convívio de networking. O objetivo deste projeto é reforçar a imagem de Portugal nos mercados e comunidades internacionais como um país de jovens, profissionais e empresas qualificados no desenvolvimento tecnológico.

Pretende-se também sensibilizar os jovens e a população em geral para a crescente importância da tecnologia nas suas escolhas de carreira e destacar as vantagens das competências digitais. A Câmara Municipal de Lisboa e a Unicorn Factory Lisboa aliam-se à iniciativa.

Mais informações aqui: https://codingworldrecord.com

 

Com esta aula, queremos destacar a importância das competências digitais na construção de carreiras sólidas e bem-sucedidas e posicionar Lisboa e Portugal como centros de excelência e inovação tecnológica. Acreditamos que este tipo de iniciativas pode inspirar a próxima geração de programadores e profissionais de tecnologia, proporcionando-lhes as ferramentas e conhecimentos necessários para prosperarem num mercado global cada vez mais competitivo. E, mesmo os estudantes universitários que não pretendem seguir a tecnologia no futuro, podem descobrir o seu potencial e aprender mais sobre o tema. Assim, convidamos todos a inscrever-se na iniciativa e a fazerem parte deste marco

Miguel Gonçalves, CEO da Magma Studio

Abrir as portas à comunidade é uma das missões que o Técnico leva muito a sério. Esperamos que esta aula de programação aberta a todos possa ser um exemplo do envolvimento entre Universidades, empresas e, o mais importante, as pessoas, a comunidade. Sendo o Técnico também uma escola de Engenharia Informática e de Computadores, é um gosto acolher e promover esta iniciativa

Rogério Colaço, presidente do Instituto Superior Técnico

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Pedro Malato Branco é o novo Country Manager da Babel em Portugal

23 Julho, 2024 by Rita Saldanha

Pedro Malato Branco foi nomeado para conduzir a operação da tecnológica Babel em Portugal, transitando das funções de Head of Financial Services da empresa que conta com cerca de 200 colaboradores no país, distribuídos entre Lisboa, Proença-a-Nova e Angra do Heroísmo.

A Babel quer se expandir nos próximos anos através do plano Marte 2025, que visa alcançar um volume de negócios de 300 milhões de euros até ao final do próximo ano, e do Plano Hyperspace 2029, cujo objetivo será ampliar o volume de faturação até aos mil milhões de euros até 2029.

É com grande entusiasmo que inicio funções neste cargo, já que vejo muitas possibilidades de crescimento na Babel. Como empresa, tivemos uma evolução notável nos últimos anos e estamos otimistas com o futuro desafiante que nos espera, e agradecidos pelo compromisso e dedicação dos nossos colaboradores e parceiros. Queremos continuar a construir oportunidades que nos permitam expandir e diversificar os setores onde atuamos, trabalhando em projetos mais ambiciosos focados em tecnologias exponenciais. Acima de tudo, queremos dar seguimento ao crescimento que temos tido e continuar este legado de sucesso e inovação em Portugal

Pedro Malato Branco, Country Manager da Babel em Portugal

Arquivado em:Notícias, Pessoas

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