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Rita Saldanha

Os ODS da ONU para um futuro melhor

16 Maio, 2024 by Rita Saldanha

A Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) oferecem uma oportunidade para Cabo Verde adotar um caminho transformador que leva ao desenvolvimento sustentável.

Cabo Verde tem vindo a investir recursos e a fortalecer parcerias para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável com vista a responder aos desafios a longo prazo e emergentes.

Os ODS são o modelo para alcançar um futuro melhor e mais sustentável para todos. Eles são um apelo global à ação para erradicar a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que todas as pessoas em todos os lugares possam desfrutar de paz e prosperidade.

As Nações Unidas em Cabo Verde têm trabalhado com os seus parceiros, nacionais e internacionais, de forma conjunta e coordenada, visando identificar repostas às prioridades nacionais dos desafios do desenvolvimento sustentável do país. Cabo Verde precisa de fortes parcerias e intervenções sustentáveis com claro impacto no fortalecimento das capacidades das instituições e provisões de serviços para as comunidades locais, famílias, incluindo mulheres, crianças, jovens e pessoas que vivem em situações de vulnerabilidade. Neste sentido, o atual Quadro de Cooperação das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDAF) está ancorado nos ODS e alinhado com o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde, tendo o objetivo comum de garantir melhor qualidade de vida às populações, reduzindo as desigualdades e iniquidades, de forma a que os ODS tenham impacto real nas pessoas.

Enquanto Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento, Cabo Verde e os seus parceiros têm unido esforços em diversos campos estratégicos na área da Sustentabilidade. Em sentido mais lato, estão focados na redução das suas vulnerabilidades, na construção da resiliência às mudanças climáticas, colmatando assim as distâncias geográficas entre as suas 10 ilhas; na redução das disparidades regionais, no que se refere ao custo de energia, água e transporte; no aumento da produtividade; no investimento do capital humano; na promoção do uso sustentável e da conservação dos seus recursos naturais, dos terrestres aos marinhos; e numa integração dinâmica no sistema económico global.

Onde são investidos os recursos?

As Nações Unidas financiam os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no país, tendo em conta 13,4 milhões de dólares disponíveis. A fatia maior (17,6%) recai no ODS 16 “Paz, Justiça e Instituições Eficazes”, seguida da ODS 3 (11,9%) “Saúde e Bem-Estar”, e do ODS 17 (11,8%) “Parcerias e Meios de Implementação”. No final de 2023, o país já tinha atingido 50% dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Governo de Cabo Verde mostrava-se confiante no cumprimento de todos até 2030. Informação avançada pelo Ministro do Estado, Família, Inclusão e Desenvolvimento Social de Cabo Verde, à RTP África, após as Nações Unidas terem afirmado que o arquipélago já atingiu metade dos indicadores dos 17 ODS. Fernando Elísio Freire defendeu que o país está num bom caminho e acima da média nessas metas globais, mas há muitas áreas com retrocessos.

“Enfrentamos contração económica, aumento da pobreza, insegurança alimentar e inflação energética”, afirma o Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, no site do Governo de Cabo Verde, em finais de setembro último, notando que o Governo implementou diversas medidas de segurança sanitária, proteção social, salvaguarda de empregos e apoio às empresas, além de estratégias para recuperar a economia.

“Apesar de tudo isso, houve redução do desemprego e pobreza absoluta em 20% e a pobreza extrema também baixou 9,4%, bem como a redução dos jovens fora do ensino/ escola, de acordo com o último inquérito de despesas de receitas familiares do segundo semestre deste ano”, sublinhava.

Apesar de os desafios persistirem, “o balanço é positivo tendo em conta o nosso ponto de partida e a situação atual”, declarava ainda, adiantando que “o cenário de crises serve de incentivo para intensificarmos os compromissos com a agenda 2030, acelerando reformas, investimentos e estabelecendo parcerias de solidariedade internacional”.

“Estamos a impulsionar a transição energética, a investir numa estratégia de gestão de água e a combater a pobreza”, adiantou o Chefe do Executivo, segundo a mesma fonte. “Além disso, o emprego digno, o desenvolvimento das economias azul, verde e digital estão no centro das nossas ações, sempre com um enfoque no desenvolvimento sustentável, na coesão territorial e tendo em conta a nossa posição geopolítica”, referia.

De acordo com o Primeiro-Ministro, “estes instrumentos, adaptados aos novos desafios, estão em linha com os ODS”, salientava contar com a colaboração de todos os intervenientes: Governo, autarquias, instituições, empresas, ONGs, organizações da sociedade civil, cidadãos, famílias e parceiros de desenvolvimento.

 

Este artigo foi publicado na edição da Líder Cabo Verde 2024. Subscreva a Líder aqui.

Arquivado em:Artigos, Cabo Verde

Manual de sobrevivência para o mundo do marketing: se eu não gostar de mim, quem gostará?

16 Maio, 2024 by Rita Saldanha

O aumento da consciência dos consumidores em relação à saúde e ao seu bem-estar, marca uma mudança fundamental nas escolhas de estilo de vida e no comportamento de compra. Esta tendência, influencia significativamente vários sectores porque, numa era em que a saúde é cada vez mais encarada de forma holística, os consumidores procuram produtos e serviços que contribuam positivamente para o seu bem-estar geral.

As raízes desta tendência podem ser atribuídas a uma combinação de fatores, incluindo um maior acesso a informações relacionadas com a saúde, um aumento das condições de saúde crónicas e uma ênfase crescente nos cuidados de saúde preventivos. Um estudo do Global Wellness Institute revela que a Economia global do bem-estar está avaliada em 4,5 mil milhões de dólares, o que indica a vasta escala e o impacto desta tendência.

Na indústria da alimentação e das bebidas, esta mudança para a saúde e o bem-estar é evidente na procura crescente de produtos nutritivos, orgânicos e naturais. Os consumidores estão agora mais inclinados para alimentos e bebidas que satisfaçam a fome e ofereçam benefícios para a saúde. De acordo com um relatório da Nielsen, as vendas de produtos com atributos de saúde aumentaram 4% a nível mundial. Esta procura está a remodelar a indústria, com as empresas a concentrarem-se cada vez mais em rótulos limpos, transparência e inovações de produtos centrados na saúde.

Nos produtos de grande consumo, a tendência para a saúde e o bem-estar está a levar a uma reavaliação do portfolio de produtos. As empresas estão a reformular os produtos para reduzir os ingredientes artificiais, os açúcares e as gorduras não saudáveis. Também estão a introduzir novas linhas de produtos que se alinham com as tendências de bem-estar, tais como alternativas à base de plantas e alimentos funcionais. Prevê-se que o mercado global de alimentos funcionais cresça a um CAGR de 7,7% entre 2020 e 2025, demonstrando a resposta do sector a esta onda de preocupação com a saúde.

A tendência da saúde e do bem-estar não é apenas uma moda passageira, mas uma mudança fundamental nas prioridades das pessoas. À medida que avançamos em 2024, os sectores dos alimentos e bebidas, e dos bens de consumo embalados estão preparados para assistir a um crescimento e inovação contínuos neste espaço. Também se sente a sua influência noutros contextos, como por exemplo, na mudança na cultura de trabalho

O cenário em evolução da cultura de trabalho, caracterizado por uma flexibilidade crescente, trabalho remoto e uma ênfase no bem-estar dos funcionários, é uma tendência significativa com impacto em todas as indústrias, especialmente nos sectores B2B, telecomunicações e tecnologia.

Há uma preocupação crescente no bem-estar dos funcionários e no equilíbrio entre vida pessoal e profissional, influenciando ainda mais a dinâmica do local de trabalho. De acordo com o relatório LinkedIn Global Talent Trends, 96% dos profissionais de talento afirmaram que o bem-estar dos trabalhadores ganhou importância na sua organização. Este facto conduz a políticas e práticas de trabalho mais holísticas que dão prioridade à saúde mental, à flexibilidade e à satisfação dos trabalhadores.

Esta mudança está a remodelar a forma como as empresas funcionam, os funcionários trabalham e os espaços de trabalho são concebidos.

No sector B2B, a mudança na cultura de trabalho é evidente na procura crescente de produtos e serviços que apoiem ambientes de trabalho remotos e flexíveis. Um relatório da Global Workplace Analytics estimava que 25-30% da força de trabalho estaria a trabalhar a partir de casa vários dias por semana no final de 2023. Esta mudança exige que as empresas B2B adaptem as suas ofertas, tais como soluções baseadas na nuvem, ferramentas de colaboração e plataformas de comunicação virtual, para satisfazer as necessidades em evolução das empresas.

As telecomunicações desempenham aqui um papel fundamental. O sector está na vanguarda da viabilização do trabalho remoto através de soluções de conectividade avançadas. Segundo a PwC, 78% dos diretores executivos concordam que a colaboração remota veio para ficar a longo prazo. Este facto estimulou o crescimento da procura de Internet de alta velocidade, redes 5G e tecnologias de comunicação seguras, que são essenciais para um trabalho remoto sem falhas.

O sector tecnológico é simultaneamente um impulsionador e um beneficiário da mudança da cultura de trabalho. A transição é apoiada por um conjunto de tecnologias, incluindo a computação em nuvem, a análise orientada para a IA e as soluções de cibersegurança. A indústria tecnológica também está a inovar para criar ferramentas que facilitem a colaboração virtual, a gestão de projetos e o envolvimento dos trabalhadores numa força de trabalho espalhada por vários locais.

A importância do bem estar, a saúde e a mudança na cultura de trabalho são mais do que uma mera reação à pandemia. A adaptação e a capitalização destas tendências são cruciais para todos os sectores e indústrias. À medida que avançamos em 2024 e mais além, a evolução destes fatores continuarão a moldar as estratégias empresariais, os avanços tecnológicos e a forma como pensamos sobre nós, o trabalho e a produtividade. Porque se não tratarmos de nós, quem o fará?

Arquivado em:Notícias, Opinião

Portugueses lideram na preferência pelo trabalho híbrido

15 Maio, 2024 by Rita Saldanha

A maioria (53%) dos trabalhadores portugueses preferem o modelo híbrido de trabalho, e Portugal ocupa o topo na identificação dessas preferências e também no grau de insatisfação quanto ao equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, no contexto laboral.

Estas são conclusões de uma análise junto de cerca de sete mil pessoas em 11 países (Brasil, França, Alemanha, Itália, México, Marrocos, Portugal, África do Sul, Espanha, Reino Unido e EUA), realizada através de um inquérito online, entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024.

O estudo elaborado pela MARCO, em parceria com a tecnológica Cint, revela uma preferência maioritária pelo trabalho híbrido (44%), seguida pelo trabalho tradicional no escritório (40%), sendo o trabalho totalmente remoto o menos preferido pelos inquiridos  (16%).

Trabalho Híbrido Lidera as Preferências

Entre os 11 países que participaram no inquérito, Portugal lidera na preferência pelo regime híbrido, com 30% dos portugueses a preferirem o trabalho no escritório e 17% a apontarem o trabalho totalmente remoto. Já os Estados Unidos são o país onde menos trabalhadores preferem o modelo híbrido (25%). Este é ainda o único país cujos trabalhadores preferem o regime totalmente presencial (54%). Com esta exceção, a adoção global e crescente do trabalho híbrido significa uma procura crescente de flexibilidade e equilíbrio nos ambientes profissionais.

 

 Que Modelo de Trabalho Prefere?

 

Equilíbrio entre vida profissional e familiar 

No que diz respeito ao equilíbrio entre a vida profissional e familiar cada vez mais desejado pelos trabalhadores, 70% dos inquiridos a nível mundial afirmaram que a atual cultura de trabalho, ou as leis laborais nos respetivos países, lhes permite alcançar um bom equilíbrio entre a vida profissional e familiar.

Já em Portugal, 43% manifestaram insatisfação, deixando antever potenciais áreas de melhoria na cultura de trabalho e nos quadros legislativos. Ainda assim, 56% dos portugueses indicam que a atual cultura de trabalho e as leis laborais lhes permite alcançar um bom equilíbrio entre a vida profissional e familiar. Por sua vez, a África do Sul é o pais que regista um maior nível de satisfação com a cultura laboral, seguido pela França (76%) e  México (73%).

A atual Cultura Laboral e o Enquadramento Legal promovem o equilíbrio entre vida Profissional e Pessoal?

 

A nossa abordagem relativa à cultura de trabalho tem de evoluir ao mesmo ritmo que a sociedade para responder às exigências das pessoas em conformidade. O surgimento de modelos de trabalho híbridos representa uma oportunidade para as organizações reavaliarem as normas tradicionais e adotarem uma forma de trabalho mais flexível e inclusiva, reforçando simultaneamente as estratégias de comunicação interna para manter os funcionários empenhados e totalmente motivados

Diana Castilho, Head of MARCO Lisboa

 

Na MARCO, desbloqueámos novos níveis de eficiência e eficácia, ao mesmo tempo que fomentamos um equilíbrio mais saudável entre a vida profissional e a vida pessoal dos nossos colegas, aproveitando o poder da tecnologia e adoptando a colaboração remota no âmbito de uma estratégia global de comunicação interna que nos mantém informados e reforça o envolvimento, independentemente do local onde se encontram

Carlos García, Diretor de Relações com Stakeholders e Comunicação Interna da MARCO

 

 

 

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

A reciclagem tem um papel importante na transição energética. Saiba como.

15 Maio, 2024 by Rita Saldanha

A transição energética é a estratégia mais importante para diminuir as emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE), estimando-se que 75% destas emissões resultem do aumento do acesso a tecnologias renováveis. A energia solar, a energia eólica e os veículos elétricos são algumas destas tecnologias, mas todas elas estão dependentes de metais críticos.

Prevê-se que a explosão da procura destes metais resulte numa escassez de oferta, ameaçando a realização da transição energética. Apesar disso, a taxa de reciclagem de muitos metais críticos é inferior a 5%, e o total de metais reciclados utilizado em baterias representa apenas 1%.

Em contrapartida, os Metais do Grupo da Platina (PGMs) têm sido utilizados na indústria a nível mundial há décadas e o seu valor tem incentivado a reciclagem. Atualmente, os platinóides beneficiam de uma rede de reciclagem desenvolvida e de uma capacidade de reciclagem substancial em todo o Mundo.

O World Economic Forum sintetiza o que se pode aprender com a circularidade dos PGM’s, a aplicar em vários setores da transição energética.

Ter como objetivo uma economia circular aberta

As operações de reciclagem eficientes de PGM dependem de uma combinação de especialização à escala. Normalmente, a natureza intrincada das tarefas de processamento destes platinóides é da competência de refinadores secundários especializados, que operam a uma escala global a partir de instalações centralizadas.

Cada uma destas refinarias globais de platinóides aperfeiçoou capacidades específicas e atende formas distintas de material em fim de vida. Esta especialização optimiza a eficiência geral dos processos globais de reciclagem de platinóides, ultrapassando o que seria possível se numerosas empresas individuais se ocupassem da tarefa dentro das fronteiras nacionais.

Círculos de reciclagem fechados são mais eficientes

Os PGM são habitualmente reciclados de duas formas: circuitos abertos e circuitos fechados. No circuito aberto, o metal reciclado é devolvido ao mercado, enquanto no circuito fechado o metal é devolvido ao proprietário original.

Ambos os circuitos funcionam bem e são uma parte fundamental do funcionamento do mercado de platinóides. Porém, as perdas no circuito fechado são inferiores às do circuito aberto. Isto reflete práticas de recolha mais eficientes, em parte devido a uma menor dispersão (ou a um melhor rastreio) do material que contém platinóides e, em parte porque o proprietário do metal pretende maximizar o valor retido.

Apoiar a reciclagem como um serviço

No ciclo fechado, a propriedade do metal é mantida para uma verdadeira circularidade. Isto significa que o material em fim de vida pode ser importado para ser transformado pelo refinador secundário em nome do proprietário do metal.

A política comercial e fiscal deve ser adaptada sempre que necessário para facilitar a reciclagem como um serviço numa economia circular aberta.

Tratar a reciclagem como fonte de abastecimento

Os metais do grupo da platina têm quantidades limitadas para a extração, mas têm sido utilizados há décadas, o que significa que existem resíduos à superfície em formas recicláveis.

Os decisores políticos que pretendam diversificar o abastecimento de platinóides e reduzir a dependência das importações devem, em primeiro lugar, garantir a minimização das perdas de recolha, antes de prosseguirem com a extração adicional. Posteriormente, a reciclagem dos materiais que já existem pode ser uma fonte de abastecimento importante. Atualmente, a reciclagem de PGM em circuito aberto já está a diversificar o acesso de platinóides nos EUA, Europa e Japão.

 

 

Arquivado em:Clima, Notícias

Consegue responder a estas três perguntas sobre as suas finanças?

15 Maio, 2024 by Rita Saldanha

A literacia financeira é uma aptidão essencial para gerir as finanças e poupanças pessoais, mas a maioria das pessoas fica aquém dos conhecimentos básicos.

O estudo P-Fin Index 2024 revela que a literacia financeira nos EUA tem oscilado em torno dos 50% durante oito anos consecutivos, com uma queda de 2% nos últimos dois anos, de acordo com o World Economic Forum.

Este índice consiste em 28 perguntas feitas anualmente a adultos norte-americanos, que exploram oito áreas funcionais das finanças, tais como rendimentos, poupanças, seguros e compreensão do risco.

Os resultados também mostram que os americanos parecem estar mais à vontade com os conhecimentos financeiros sobre empréstimos, poupança e consumo, e menos confiantes em relação à compreensão dos riscos financeiros.

Para compreender melhor a literacia financeira dos americanos, Annamaria Lusardi e Olivia Mitchell conceberam três perguntas de escolha múltipla, conhecidas como as Big Three:

1-Suponhamos que tinha 100 dólares numa conta poupança e que a taxa de juro era de 2% ao ano. Ao fim de cinco anos, quanto acha que teria na conta, se deixasse o dinheiro a crescer?

(Mais do que 102 dólares; Exatamente 102 dólares; Menos do que 102 dólares)

2-Imagine que a taxa de juro da sua conta poupança era de 1% ao ano e que a inflação era de 2% ao ano. Ao fim de um ano, com o dinheiro que tem na conta, seria capaz de comprar…

(Mais do que atualmente; Exatamente o mesmo; Menos do que atualmente)

3-Considera que a seguinte afirmação é verdadeira ou falsa? A compra de ações de uma única empresa proporciona um rendimento mais seguro do que um fundo de investimento de ações.

(Confira as respostas no fim do artigo)

Em 2021, pouco menos de 30% dos americanos respondeu corretamente a todas estas perguntas. Esta lacuna de conhecimento é agravada por uma falsa sensação de conhecimento financeiro por parte dos entrevistados, que deram uma autoavaliação média de 5.1 em 7.

Porém, os EUA não são um caso isolado. Na União Europeia 18% inquiridos obteve uma pontuação baixa em termos destes conhecimentos, segundo o inquérito Eurobarómetro de 2023 sobre literacia financeira.

Adicionalmente, o P-Fin Index mostra que as noções de risco financeiro também são bastante limitadas, com apenas 35% dos inquiridos a acertar essas questões. Esta iliteracia estende-se a todas as gerações e tem evoluído pouco ao longo dos anos.

 

Solução das perguntas:

  1. Mais do que 102 dólares;
  2. Menos do que atualmente
  3. Falso

 

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Cabo Verde: será o futuro maior hub digital de África?

15 Maio, 2024 by Rita Saldanha

O desenvolvimento do setor Digital e Tecnológico tem sido uma das prioridades de Cabo Verde, tendo-se transformado num verdadeiro líder digital do Atlântico. Com o objetivo de potenciar o crescimento económico e social, e com uma população jovem cada vez mais conectada, o arquipélago tem investido em infraestruturas de tecnologia e comunicação.

A importância atribuída à Economia Digital originou o desenvolvimento da Estratégia Digital de Cabo Verde, que pretende transformar o país numa plataforma internacional e fornecedora de serviços digitais. O Governo tem a intenção de fazer com que o país assuma o papel de “hub digital” e “porta de entrada para a África Ocidental”, segundo consta na página do Ministério da Economia Digital.

No âmbito desta Estratégia, existem três áreas de atuação em curso: Expansão da infraestrutura de conectividade; educação e formação profissional; disponibilidade de serviços digitais no mercado regional. Todos os projetos e investimentos do Governo de Cabo Verde no panorama tecnológico estão alinhados com uma ambição principal: aumentar a percentagem do PIB respeitante à Economia Digital para 25%, até 2030.

Marcar lugar no mapa tecnológico Mundial

De acordo com o “Network Readiness Index 2023”, elaborado pelo Portulans Institute, Universidade de Oxford e a Said Businnes School, Cabo Verde é um dos países africanos mais desenvolvidos no que toca à Tecnologia. Das 134 economias em estudo, 18 são africanas, sendo Cabo Verde o segundo país com maior desenvolvimento digital do continente, depois da África do Sul.

Na hierarquia geral, a região insular ocupa a 116ª posição. Relativamente ao programa Cabo Verde Ambição 2030, o arquipélago segue a preconização das Nações Unidas, que já em 2020 reconheciam especificamente o avanço na tecnologia de E-Government do país, integrando o top 10 Africano nesta matéria e o top 110 no Mundo. A expansão da banda larga e o acesso generalizado à Internet estão a criar oportunidades para o desenvolvimento de startups e negócios digitais em Cabo Verde. Havia 415,9 mil utilizadores de Internet em Cabo Verde no início de 2023, quando a acessibilidade da Internet representava 69,8%. Foi ainda contabilizado um total de 591,6 mil ligações móveis ativas em Cabo Verde no início de 2023, sendo este número equivalente a 99,3% da população total.

Quanto ao setor empresarial, o Techpark Cabo Verde é um dos maiores e mais ambiciosos projetos, que combina o desenvolvimento tecnológico com o tecido empresarial, orçamentado no valor de 31,5 milhões de euros. Este parque tecnológico é um dos pilares mais importantes do fomento da Economia Digital e um projeto pioneiro em África.

Apesar dos avanços, Cabo Verde enfrenta ainda desafios significativos, incluindo a necessidade de melhorar a infraestrutura tecnológica e resolver questões de Cibersegurança, nas palavras de Olavo Correia, Vice-Primeiro-Ministro, Ministro das Finanças e do Fomento Empresarial e Ministro da Economia Digital. Além disso, a criação de um ecossistema empresarial mais favorável e a simplificação dos procedimentos administrativos podem estimular ainda mais o crescimento da Economia Digital.

Este artigo foi publicado na edição da Líder Cabo Verde 2024. Subscreva a Líder aqui.

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