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Rita Saldanha

Os primeiros passos rumo à sustentabilidade do turismo

17 Maio, 2024 by Rita Saldanha

Cabo Verde está na vanguarda do Turismo em África, sendo um dos países mais desenvolvidos e com mais infraestruturas turísticas. É um destino cada vez mais procurado por turistas de todo o Mundo, que encontram ilhas cada vez mais prontas para os receber.

Na verdade, o arquipélago foi o país africano que registou a segunda maior percentagem de turismo no total das suas exportações em 2023, cerca de 48%, segundo o Statista. Em primeiro lugar está a Gâmbia, com 49%, e em terceiro São Tomé e Príncipe, com 47%.

Em 2021, 80% do total de turistas em Cabo Verde eram estrangeiros, o que representa a segunda percentagem mais elevada de turistas internacionais em África, a seguir ao Togo (93%). A indústria das Viagens e do Turismo contribui com mais de nove milhões de postos de trabalho para o emprego em África, no geral.

Estes dados não escapam ao Governo de Cabo Verde, que de tudo tem feito para catapultar o setor turístico do arquipélago. Em 2023, já o Primeiro-Ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, o tinha confirmado à Líder, numa entrevista publicada na edição da revista de Cabo Verde: «O Turismo é o setor com maior contribuição no PIB, mais dinâmico e com bom potencial para crescer em todas as ilhas».

Inovação e investimento potenciam o Turismo

Este ano, foi inaugurada a nova marca turística “Destino Cabo Verde”, que consiste numa renovação da abordagem e identidade visual do Turismo do país. A nova imagem é representada por um coração de cores vibrantes que simbolizam a essência das 10 ilhas que compõem Cabo Verde. Sob o slogan “Cabo Verde do Coração”, esta marca conta com Dino d’Santiago, Músico, Compositor e Ativista português de ascendência cabo-verdiana, como embaixador, e é mais um passo de inovação no Turismo de Cabo Verde, que está a crescer a olhos vistos.

No ano de 2023, os estabelecimentos hoteleiros do arquipélago registaram mais de um milhão de hóspedes, que proporcionaram mais de cinco milhões de dormidas, segundo o Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde. Estes números traduziram-se em aumentos de 20,9% e 26%, respetivamente, face ao ano de 2022.

O Reino Unido foi o principal país de proveniência de turistas, mas os Romenos foram os viajantes que mais tempo ficaram, cerca de 6,5 noites. A Ilha do Sal continua a ser a mais procurada, representando 57,1% das entradas nos estabelecimentos hoteleiros. Cabo Verde destaca-se também pelo nível de acessibilidade aos dados do Turismo, de acordo com a plataforma WiTH Africa, uma iniciativa que resulta do Nova SBE Data Science Knowledge Center. A plataforma revela que o arquipélago lidera no que toca à informação sobre os dados relacionados com o setor turístico, havendo seis países a destacar-se em África: Cabo Verde, África do Sul, Marrocos, Tunísia, Tanzânia e Maurícias.

O relatório “Ecossistema de Dados do Turismo em África – Desafios e Oportunidades para um Crescimento Sustentável” identificou que os extremos norte e sul do continente africano concentram os países que lideram o pódio da maior e melhor acessibilidade de dados estatísticos.

Turismo Sustentável: em que ponto está Cabo Verde?

A indústria do Ecoturismo está avaliada no valor de 172,4 mil milhões de dólares, em 2024, segundo o Statista, e é expectável que atinja os 374,2 mil milhões de dólares até 2028. De entre a população de viajantes global, 81% acredita que o Turismo Sustentável é importante.

Seguindo esta tendência, o Turismo Sustentável está a crescer em Cabo Verde, apesar de estar ainda numa fase inicial. O Governo do arquipélago inaugurou o projeto “Turismo Resiliente e Desenvolvimento da Economia Azul em Cabo Verde”, que também engloba a promoção de um turismo sustentável e conservação dos recursos naturais das ilhas. Pretende ainda aumentar a participação das Pequenas e Médias Empresas (PME) no Turismo na ordem dos 60%.

Estas intervenções intersectoriais pretendem melhorar a diversidade das ofertas do setor e permitir uma maior participação das comunidades locais nas cadeias de valor relacionadas com o Turismo. Este projeto será implementado até julho de 2027 e foi inaugurado em maio de 2023, esperando-se atingir uma série de melhorias no turismo cabo-verdiano: estadias mais longas; aumento dos gastos turísticos; aumento dos benefícios domésticos do turismo e aumento da satisfação dos visitantes com a qualidade e diversidade dos produtos oferecidos.

Foi negociado um envelope financeiro com o Grupo Banco Mundial no valor de 35 milhões de euros, sendo 30 milhões de dólares referentes a um crédito da Associação Internacional de Desenvolvimento IDA/Banco Mundial e cinco milhões de dólares de um donativo da PROBLUE MDTF. Até à data de fecho desta edição, já tinha sido atingido 1% do plano de execução do projeto, segundo o website oficial da Unidade de Gestão de Projetos Especiais.

Paralelamente, existem também investimentos europeus no Turismo em Cabo Verde. A União Europeia concordou em financiar três novos projetos sobre Turismo Sustentável no arquipélago, no valor de 2,7 milhões de euros. Esta é uma parceria inovadora e pioneira no continente africano. Dos projetos selecionados, dois serão concretizados nas ilhas de Santo Antão e de São Nicolau, executados pela Associação Amigos da Natureza e Associação de Desenvolvimento do Património de Mértola, e o terceiro vai acontecer na ilha do Fogo, a cargo da organização sem fins lucrativos COSPE.

Este artigo foi publicado na edição da Líder Cabo Verde 2024. Subscreva a Líder aqui.

Arquivado em:Artigos, Cabo Verde

Estão abertas as inscrições para o primeiro encontro internacional de Prides em Portugal

17 Maio, 2024 by Rita Saldanha

O Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia celebra-se hoje, a 17 de maio, numa chamada de atenção para a necessidade de igualdade entre as pessoas independentemente da sua orientação sexual. A data foi escolhida para assinalar a decisão de retirar a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde em 1990.

Nesse âmbito, a Líder partilha que as inscrições para o Anual General Meeting (AGM) de 2024 já estão disponíveis, um evento organizado pela European Pride Organisers Association (EPOA), que terá lugar na cidade do Porto. A decorrer entre 1 e 3 de novembro, o evento reúne organizadores de eventos Pride de toda a Europa e é uma plataforma para o intercâmbio de conhecimentos, experiências e melhores práticas no âmbito da celebração e defesa dos direitos LGBTI+.

Vai incluir sessões plenárias, workshops, networking, relatórios de membros e apresentação de propostas para o local do EuroPride 2027, em países como Itália, Lituânia, Espanha e Reino Unido. Os membros da EPOA poderão votar nestas propostas e o anfitrião vencedor será anunciado durante o evento.

Lisboa vai ser a cidade anfitriã do EuroPride 2025, tendo sido selecionada na Assembleia Geral Anual de 2022. A AGM do Porto será também uma oportunidade para dar a conhecer os planos e objetivos para o evento do próximo ano na capital portuguesa.

Este ano, a AGM pretende não só reforçar as redes existentes entre os organizadores de Prides, mas também inspirar uma nova onda de ativismo e celebração por toda a Europa.

O Porto Pride, organização encarregue da candidatura para receber a AGM 2024, considera que este será um «momento histórico para o ativismo LGBTI+ em Portugal, uma vez que será o primeiro encontro internacional de Prides realizado no nosso país». A associação, que organiza anualmente o maior evento LGBTI+ do país, pretende também que a AGM deste ano seja uma prelúdio do EuroPride 2025, em Lisboa.

 

A realização da AGM da EPOA no Porto é uma oportunidade ímpar para que os organizadores de Prides em Portugal e outras organizações relevantes possam se aproximar da comunidade de Prides Europeus. Este encontro permitirá a troca de ideias inovadoras e a partilha das melhores práticas dos outros países, inspirando os nossos esforços locais para avançar na luta pela igualdade e inclusão

Diogo Vieira da Silva, Coordenador Geral do Porto Pride e responsável pela candidatura que trouxe a AGM para Portugal

 

As inscrições podem ser realizadas através do website do evento.

Arquivado em:LGBTQIA+

Impacto da Tecnologia na Produtividade

17 Maio, 2024 by Rita Saldanha

Desde o início da Humanidade, as inovações tecnológicas têm  moldado o nosso mundo de forma profunda e transformadora. A tecnologia  desempenha um papel transformador em praticamente todos os setores da sociedade, sendo um catalisador crucial para ganhos de eficiência e produtividade.

Um dos aspetos mais visíveis do impacto da tecnologia na produtividade é a automação. A automação de processos permite a realização de tarefas repetitivas de forma mais rápida e eficiente do que o Homem poderia fazer manualmente. Por outro lado, a implementação de sistemas baseados em inteligência artificial, como algoritmos de aprendizagem automática, está a revolucionar a forma como as empresas analisam dados e tomam decisões. Estes algoritmos são capazes de processar grandes volumes de informação em tempo real, identificando padrões e tendências que antes poderiam passar despercebidos. Esta capacidade de análise avançada permite uma gestão mais eficaz de recursos, melhorando a produtividade global das organizações.

Plataformas de comunicação digital e trabalho colaborativo tornaram-se essenciais para melhorar a eficiência operacional e a colaboração entre equipas. Além disso, a automação de processos administrativos permite que as organizações se concentrem em atividades de maior valor acrescentado.

Na área da formação, a tecnologia também tem vindo a revolucionar a forma como se aprende e ensina. Plataformas de e-learning, recursos educativos digitais e ferramentas de colaboração online permitem uma aprendizagem mais personalizada e acessível. Esta democratização do conhecimento contribui para uma força de trabalho mais qualificada e, consequentemente, para uma maior produtividade económica.

Nos últimos anos, a tecnologia também possibilitou o surgimento de novos modelos de trabalho, o aumento da flexibilidade e a autonomia dos colaboradores que conseguem ter atualmente um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Estes aspectos também possuem um forte impacto nos níveis de satisfação e felicidade dos colaboradores, o que tendencialmente se traduz num aumento de produtividade.

No entanto, é importante reconhecer que o impacto da tecnologia na produtividade não é uniforme e traz consigo desafios significativos, a automação pode resultar no desaparecimento de algumas funções e surgimento de novas, exigindo uma requalificação da força de trabalho para se adaptar às novas exigências do mercado. Por outro lado, a dependência excessiva da tecnologia pode aumentar a vulnerabilidade a falhas técnicas e ataques informáticos, ameaçando dados sensiveis de organizações e dos seus colaboradores.

O impacto da tecnologia na produtividade é evidente e proporciona oportunidades para aumentar a eficiência e a inovação nos colaboradores e respetivas organizações, contudo, também apresenta desafios que exigem uma abordagem cuidadosa e estratégica. A chave está sobretudo em saber aproveitar o potencial da tecnologia e colocá-la ao nosso dispor de forma estratégica, integrando-a harmoniosamente nos processos existentes e promovendo uma cultura organizacional que valorize a inovação e a adaptação contínua. Ao fazê-lo, será possível impulsionar a produtividade, promover um desenvolvimento económico sustentável e uma sociedade mais resiliente e preparada para os desafios do futuro.

Arquivado em:Notícias, Opinião

«O envolvimento e o exemplo dos líderes são fundamentais para promover uma cultura de bem-estar », diz Tiago Santos

16 Maio, 2024 by Rita Saldanha

Tiago Santos é o rosto que está à frente da Workwell, empresa que criou e promove os Wellbeing Games. Este ano na segunda edição, esta iniciativa surgiu como uma resposta à necessidade de promover o bem-estar e a conexão entre as pessoas dentro das organizações.

No próximo dia 24 de maio, no Estádio Universitário de Lisboa, cerca de dois mil colaboradores de 50 empresas inscritas, vão dedicar corpo e mente a três áreas: Sports (futebol, corrida, padel); Jogos Sem Fronteiras (jogos de cooperação entre equipas); e Wellness2You (yoga, massagens, entre outros).

Nas palavras de Tiago Santos, esta «não é apenas uma competição ou um evento desportivo, mas uma oportunidade única para os colaboradores se conectarem». Em conversa com a Líder, ficamos a conhecer um pouco melhor a iniciativa e o retrato da saúde e bem estar das empresas em Portugal.

A chave para o sucesso das empresas passa pelo bem-estar das suas pessoas – esta afirmação é uma evidência, mas o que há ainda por fazer?

Ainda há muito a ser feito para garantir que o bem-estar dos colaboradores seja verdadeiramente priorizado e integrado nas práticas de gestão das empresas. Em primeiro lugar, é essencial reconhecer que uma gestão centrada nas pessoas vai além dos benefícios financeiros. Embora seja claro que investir no bem-estar dos colaboradores pode resultar em retornos financeiros positivos, como o aumento da produtividade, a redução do absenteísmo e maior retenção de talentos, o impacto vai além dos números. Trata-se de uma questão de responsabilidade social, de reconhecimento da dignidade e importância de cada indivíduo dentro da organização. Contudo, ainda há desafios a superar, tais como a falta de maturidade e estrutura nas práticas de gestão do bem-estar.

Muitas empresas ainda não possuem políticas claras ou programas bem definidos para promover o bem-estar dos colaboradores. Além disso, a incorporação da cultura e estratégia de bem-estar dentro da empresa pode ser inconsistente ou insuficiente. Portanto, o caminho para o sucesso passa por uma jornada contínua de mudança, melhoria e maturidade na abordagem ao bem-estar dos colaboradores. Isso envolve não  só implementar programas de bem-estar, mas também cultivar uma cultura organizacional que valorize e apoie o bem-estar dos colaboradores em todos os níveis. Requer liderança comprometida, políticas inclusivas, comunicação transparente e um ambiente de trabalho que promova o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Qual é o retrato da saúde dos trabalhadores portugueses, mental e física ?

O retrato da saúde dos trabalhadores portugueses, tanto física quanto mental, reflete uma realidade desafiadora e preocupante. Do ponto de vista físico, observamos uma prevalência alarmante de doenças cardiovasculares e outras condições relacionadas ao estilo de vida. Estas doenças, muitas vezes associadas a hábitos pouco saudáveis, como uma dieta desequilibrada, falta de exercício físico e tabagismo, estão a tornar-se cada vez mais comuns entre os trabalhadores portugueses.

A falta de atenção à saúde física pode resultar em problemas crónicos de saúde que não só afetam a qualidade de vida dos trabalhadores, mas também têm um impacto significativo nos custos de saúde e na produtividade das empresas. Do ponto de vista psicológico, os trabalhadores portugueses enfrentam um ambiente de trabalho cada vez mais frenético, inseguro e stressante, provocado pela  pressão, as exigências de produtividade e os desafios constantes. Além disso, a incerteza económica e as mudanças rápidas no mercado de trabalho contribuem para um clima de insegurança e instabilidade, que pode ter um impacto negativo na saúde mental dos trabalhadores.

É importante reconhecer que esta situação não é exclusiva de Portugal, mas é uma tendência observada em muitos países desenvolvidos. Diante deste cenário desafiador, o bem-estar dos trabalhadores torna-se uma prioridade urgente. É essencial que as empresas e os responsáveis adotem uma abordagem holística para promover o bem-estar físico e mental dos trabalhadores.

O stress ainda é o mau da fita?

O stress é uma resposta natural do corpo a situações percebidas como desafiadoras, perigosas ou ameaçadoras. Quando enfrentamos um estímulo stressante, o corpo liberta uma série de hormonas, incluindo o cortisol e a adrenalina, como parte da resposta de “luta ou fuga”. Essa resposta é crucial para nos ajudar a lidar com situações de emergência, no entanto, quando o stress se torna crónico ou excessivo pode ter sérias consequências para a saúde física e mental.

A exposição prolongada a altos níveis de cortisol e adrenalina pode levar a uma série de problemas físicos, incluindo hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, supressão do sistema imunológico, distúrbios gastrointestinais, distúrbios do sono e até mesmo alterações no peso corporal. Além do mais, o stress crónico está ligado a problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e esgotamento, já que a constante ativação do sistema de resposta ao stress pode levar a uma sobrecarga dos recursos mentais e emocionais, resultando em sintomas como irritabilidade, dificuldade de concentração, exaustão emocional.

Por isso, é essencial reconhecer o impacto negativo do stress na saúde física e mental e implementar estratégias eficazes de gestão do stress. Tal pode incluir técnicas de relaxamento, como meditação e respiração profunda, prática regular de exercícios físicos, estabelecimento de limites saudáveis de trabalho, gestão do tempo e busca de apoio emocional e social. Ao abordar o stress de forma proativa, podemos proteger a nossa saúde e bem-estar a longo prazo.

 

Que conselhos deixa para a implementação de novos comportamentos nas empresas portuguesas, sobre a saúde das suas pessoas? 

Implementar novos comportamentos nas empresas portuguesas para promover a saúde das suas pessoas requer um compromisso contínuo com a criação de uma cultura organizacional que valorize e apoie o bem-estar dos colaboradores. Antes de mais, o envolvimento e o exemplo dos líderes são fundamentais para promover uma cultura de bem-estar. Depois, é necessário implementar programas que sejam abrangentes, ou seja, que abordem tanto a saúde física como a saúde mental dos colaboradores. Promover uma cultura que valorize o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, oferecendo horários flexíveis e trabalho remoto quando possível, é também essencial, bem como criar um ambiente de trabalho saudável, que inclua espaços de trabalho ergonómicos, áreas de descanso e incentivos para pausas regulares. Por fim, é importante fomentar uma comunicação aberta e transparente sobre questões de bem-estar, incentivando os colaboradores a partilharem as suas preocupações e necessidades e fornecendo feedback regular sobre as iniciativas.

Só um dia é suficiente para provocar uma mudança?

Os Wellbeing Games são um excelente evento que oferece um dia inteiro dedicado ao bem-estar, proporcionando uma oportunidade única para as pessoas se envolverem em atividades que promovem a saúde física, mental e emocional. No entanto, é importante reconhecer que a mudança real e duradoura muitas vezes requer tempo, compromisso e esforço contínuo.

Um único dia de evento pode servir como um poderoso catalisador para a mudança, agindo como um ponto de partida para inspirar e motivar as pessoas a fazerem escolhas mais saudáveis e positivas na sua vida. Este evento oferece uma variedade de atividades e experiências que podem despertar o interesse e a conscientização sobre a importância do bem-estar, desde sessões de mindfulness e práticas de exercícios físicos até workshops educacionais sobre saúde mental e nutrição. Além disso, eventos como os Wellbeing Games têm o potencial de criar um momento significativo de reflexão e introspeção, incentivando os participantes a avaliarem suas próprias necessidades de bem-estar e a considerarem maneiras de incorporar hábitos saudáveis nas suas rotinas diárias. Portanto, um único dia de evento pode não ser suficiente para provocar uma mudança completa por si só, mas pode servir como um importante gatilho para iniciar o processo de transformação pessoal e promover uma cultura de bem-estar contínuo dentro das organizações e comunidades.

Qual o feedback que têm das empresas e das pessoas que participam?

O feedback que recebemos é extremamente positivo e encorajador. Uma das formas mais evidentes de avaliar o sucesso e a eficácia do evento é observar a alta taxa de retorno das empresas e das pessoas que participaram na primeira edição. Este interesse renovado é um sinal de que as empresas e os colaboradores valorizaram a experiência e desejam repeti-la. Além disso, o crescimento significativo do evento de um ano para o outro, tanto em termos de participantes, como de parceiros e empresas envolvidas, é uma evidência tangível do impacto positivo dos Wellbeing Games e uma prova clara da sua relevância e valor para as organizações e para os indivíduos que participam.

 

Para além deste dia, que outras atividades decorrem ao longo do ano?

Além dos Wellbeing Games, desde 2008 temos sido pioneiros no desenvolvimento de programas de bem-estar, mesmo quando este ainda não era reconhecido como uma preocupação central. Esta forma resultou na criação de outros eventos significativos, como os Wellbeing Awards e o Wellbeing Summit. O concurso Wellbeing Awards reconhece as empresas que se destacam na promoção do bem-estar dos seus colaboradores, seja através de programas de saúde, iniciativas de equilíbrio entre vida pessoal e profissional ou políticas de apoio à saúde mental. O evento Wellbeing Summit tem como objetivo disseminar informações sobre as últimas tendências e melhores práticas em bem-estar e fomentar colaborações e parcerias que possam impulsionar ainda mais o movimento de bem-estar.

 

 

 

 

 

 

 

 

Arquivado em:Entrevistas

Seis passos para cultivar um ambiente de confiança na era do trabalho remoto

16 Maio, 2024 by Rita Saldanha

A confiança no local de trabalho é um fator crucial. Quando os colegas confiam uns nos outros, o trabalho em equipa e a colaboração melhoram substancialmente, beneficiando de uma execução mais rápida das tarefas e da tomada de boas decisões.

Porém, com o trabalho remoto a ganhar popularidade, os problemas de confiança tornaram-se numa grande preocupação para os gestores, no sentido de garantir que os colaboradores fazem as suas tarefas. Os próprios trabalhadores também se debatem com estas questões, preocupando-se com o facto de perderem oportunidades de crescimento na carreira e de se sentirem desligados dos seus colegas.

A Korn Ferry deixa seis sugestões para melhorar a confiança em cada ângulo da sua organização.

Definir expectativas claras

Quando todos os colaboradores estão alinhados com o mesmo objetivo e metas, os gestores conseguem fornecer expectativas de trabalho claras, bem como métricas de desempenho que façam sentido para os colaboradores. Os trabalhadores devem ser claros para com os gestores sobre a ajuda de que necessitam. E os colegas podem trabalhar em conjunto para descobrir como dividir a carga de trabalho para terem sucesso juntos.

Confie nos outros e eles confiarão em si

Confiar nos outros fá-los sentir-se bem e faz com que queiram confiar em troca, pelo que é importante fomentar um ambiente de respeito mútuo. As chefias devem confiar nos colaboradores para tomarem decisões importantes na sua área de especialização e os empregados devem confiar nos gestores, discutindo abertamente os seus objetivos de carreira. Os colegas de equipa devem confiar uns nos outros para fazerem o seu trabalho da melhor forma possível, mantendo uma comunicação aberta.

Tratar as pessoas como seres humanos

Interessar-se pelo bem-estar dos outros, para além do que é necessário para o trabalho, permite perceber o que motiva as pessoas, por que razão agem da forma que agem e o que têm em comum. Isso conduz a melhores relações de trabalho, amizades, satisfação no local de trabalho e compaixão. Se os trabalhadores partilharem as suas responsabilidades e dificuldades pessoais, é provável que os seus colegas se compadeçam se faltarem a uma reunião ou saírem mais cedo.

Criar uma comunidade

As pessoas procuram companheirismo e camaradagem – mesmo que prefiram trabalhar a partir de casa. A criação de uma comunidade deve ser um objetivo intencional dos gestores, quer seja através da marcação de um almoço de equipa digital regular ou da organização de uma reunião presencial para equipas remotas e híbridas. Um pouco de tempo de convívio social contribui muito para o espírito de equipa.

Comunicar, comunicar, comunicar

Uma comunicação transparente, clara e inclusiva permite que uma equipa faça o seu melhor trabalho, criando um ambiente onde todos se sentem à vontade para partilhar ideias. Quer se trate de enviar uma mensagem, telefonar a um colega ou fazer uma apresentação a toda a equipa, o objetivo é manter ativo um fluxo de comunicação.

Presumir boas intenções

A maioria das pessoas quer fazer um bom trabalho e ser um colega valioso, por isso, quando surge um problema, os colegas de equipa devem oferecer o benefício da dúvida. Uma mensagem pode ser facilmente mal interpretada por e uma questão que parece preocupante pode ser apenas um mal-entendido. Assuma sempre o melhor e peça esclarecimentos para confirmar.

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Contratação de pessoas com deficiências físico-motoras. Veja aqui a opinião dos portugueses.

16 Maio, 2024 by Rita Saldanha

No âmbito do Mês Europeu da Diversidade, celebrado em maio, um novo estudo revela que a maioria dos portugueses (68%) considera que a responsabilidade de sensibilizar as crianças ao tema da inclusão deve iniciar-se em casa, com as famílias.

Paralelamente, 70% dos inquiridos apontam uma falta de abertura das empresas para disponibilizarem o material adaptado necessário para pessoas com deficiências.

Neste contexto, a análise elaborada pela ConsumerChoice, mostra que em  ambientes de trabalho, 62% reconhecem que raramente se deparam com indivíduos com este tipo de limitações em contextos laborais. Cerca de 40% dos inquiridos revela ainda que, no contexto português, a inserção laboral de pessoas com deficiências físico-motoras é uma tarefa desafiadora.

Quando questionados sobre os incentivos disponibilizados às empresas para a contratação de colaboradores com deficiências físico-motoras, 50% considera que estes são insuficientes e subutilizados, com lacunas tanto na quantidade como na sua divulgação. Cerca de 30% dos entrevistados realça também o desinteresse das empresas em recorrer aos incentivos disponíveis, sendo que para 15% o principal obstáculo consiste na falta de sensibilidade e mentalidade das entidades portuguesas.

No que diz respeito à questão ao sistema de quotas de emprego para pessoas com deficiências físico-motoras em Portugal, metade (55%) dos entrevistados declara não ter uma opinião formada sobre o assunto, e 25% apoia a implementação das quotas nas organizações. Por outro lado, cerca de 20% dos questionados são opostos ao sistema de quotas de emprego, pois consideram que estas podem ser injustas, havendo potencial para irregularidades.

Relativamente à sensibilização e educação sobre a inclusão, há uma expectativa dos inquiridos (100%) que o Estado e as empresas desempenhem um papel ativo na promoção da inclusão, através de workshops nas escolas e locais de trabalho (60%), campanhas de sensibilização e publicidade (45%), ações práticas para garantir a acessibilidade e oportunidades iguais (30%), benefícios fiscais para as empresas que contratam pessoas com deficiência (20%) e a integração de pessoas com incapacidades em atividades sociais e educativas (15%).

Quem vive com algum tipo de incapacidade enfrenta vários desafios diariamente, o que torna a temática da inclusão ainda mais relevante para a nossa sociedade atualmente. Começar a sensibilização e a educação sobre este tema desde a infância pode levar mesmo a uma mudança de atitudes e comportamentos. De realçar, que os países escandinavos e nórdicos são identificados como líderes no caminho da inclusão, apesar de não apresentarem nenhum tipo de evidências concretas esta é percepção dos participantes

Cristiana Faria, Diretora de Marketing da ConsumerChoice

 

 

 

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