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Rita Saldanha

Músicas que libertam: ouça a nossa seleção de sons que inspiram à liberdade

26 Abril, 2023 by Rita Saldanha

A música é uma forma de arte, expressão e comunicação central na vivência da Humanidade. Não existe quem lhe seja indiferente. Pessoas, animais, e até mesmo as plantas, reagem ao que a música provoca – uma vibração, emoções, sentimentos, memórias e sonhos.

A propósito do Dia da Liberdade, ouvir música é também uma forma de se ser livre – num diálogo consigo e com os outros. Sem fronteiras, nem mesmo as da língua com a qual cada canção se expressa.

A redação da Líder lançou o desafio aos seus conselheiros de escolherem as músicas que os inspiram e libertam. O resultado é uma Playlist com mais de três horas de sons carregados de ritmo e bom astral.

Venha celebrar a liberdade e ouça a nossa seleção aqui.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Mulheres portuguesas são uma minoria em cargos de liderança

26 Abril, 2023 by Rita Saldanha

O mundo empresarial tornou-se mais aberto para as mulheres, mas os avanços são lentos. A barreira invisível, que impede as mulheres de ascenderem a cargos de liderança, é apenas um dos constrangimentos identificados à sua progressão profissional; o outro é a crescente escassez de mulheres à medida que se sobe na hierarquia corporativa.

As mulheres representam metade da força de trabalho em Portugal, mas ficam aquém da média europeia para as mulheres em cargos de chefia, de acordo com o novo “Women Matter 2023” da McKinsey&Company.

Quase não houve crescimento na representação de mulheres em cargos de chefia durante os últimos dois anos. Apesar dos esforços das empresas para desenvolver políticas que promovam a igualdade de oportunidades, o teto de vidro de Portugal aparentemente não vai quebrar tão cedo.

Por que motivo as mulheres — que no início das suas carreiras dão tanta importância ao progresso quanto os homens — estão ausentes dos cargos de liderança e da gerência sénior? E como é que esse desequilíbrio pode ser remediado, além das políticas corporativas e regulamentações governamentais?

Num nível alto, o ritmo lento de avanço das mulheres para cargos de liderança é o resultado de múltiplos fatores complexos, nomeadamente barreiras invisíveis no trabalho e na vida familiar, bem como a perceção amplamente difundida entre as mulheres de que as empresas não atendem às suas necessidades.

Os estereótipos de género também fazem parte da equação: as mulheres geralmente ocupam cargos em funções de apoio, o que pode diminuir as suas ambições profissionais.

Mesmo quando as mulheres progridem para os escalões superiores, ainda assumem a maior parte das responsabilidades familiares e domésticas em casa.

39% das principais CEOs e gerentes seniores, dizem que são as únicas que tratam da casa, contra apenas 8% dos homens. As aspirações das mulheres no trabalho refletem essa diferença: 43% dos homens desejam assumir cargos de alta responsabilidade, mas apenas 36% das mulheres sentem o mesmo.

Além disso, as mulheres estão menos inclinadas do que os homens a aproveitar oportunidades fora do País: apenas 2% das mulheres em cargos de alta gerência participam de programas internacionais, em comparação com 9% dos homens.

Todos esses fatores contribuem para limitar as carreiras e oportunidades das mulheres, prejudicando também as empresas, já que mulheres líderes podem ajudá-las a aumentar a competitividade e os lucros.

Segundo o estudo, as mulheres são melhores gerentes: as suas equipas estão mais satisfeitas e as empresas com mais mulheres na liderança têm níveis mais altos de satisfação dos funcionários.

Aumentar o número de mulheres na alta administração exigirá uma abordagem diferenciada de recursos humanos e uma disposição das empresas em oferecer condições de trabalho mais flexíveis.

As empresas em Portugal podem colher os benefícios do aumento dos níveis de liderança feminina, adotando uma abordagem distinta e personalizada às necessidades e expectativas individuais. Identificar e eliminar barreiras invisíveis que impedem a promoção é potencialmente o primeiro passo para mudar o desequilíbrio de género.

Jovens a contrair a tendência 

Embora ainda haja muito trabalho para alcançar a paridade, as gerações mais jovens parecem estar a mudar. Entre as pessoas com menos de 40 anos, 39% das mulheres, contra 32% dos homens, estariam mais interessadas em avançar para cargos de chefia se lá chegassem com maior flexibilidade. Essa paridade de sentimento reflete uma mudança nas expectativas e valores das gerações anteriores.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Glaciares podem colapsar até 600 metros por dia

26 Abril, 2023 by Rita Saldanha

As camadas de gelo podem entrar em colapso no oceano em blocos de até 600 metros por dia. Os cientistas afirmam que a descoberta, baseada em formações de sedimentos do fundo do mar da última era glacial, foi um “alerta do passado” para o mundo de hoje, em que a crise climática está a erodir as camadas de gelo, partilha o The Guardian.

Os resultados do estudo “Rapid, buoyancy-driven ice-sheet retreat of hundreds of metres per day” mostra que algumas camadas de gelo na Antártica, incluindo o glaciar “Doomsday” Thwaites, podem sofrer períodos de colapso rápido num futuro próximo, acelerando ainda mais o aumento do nível do mar.

A elevação dos oceanos está entre os maiores impactos de longo prazo do aquecimento global, dado que centenas de grandes cidades ao redor do mundo estão localizadas no litoral e são cada vez mais vulneráveis ​​a tempestades e inundações.

A camada de gelo da Antártida Ocidental pode já ter passado do ponto em que grandes perdas são imparáveis, o que levará eventualmente a metros de aumento do nível do mar.

“A nossa pesquisa fornece um alerta do passado sobre as velocidades em que as camadas de gelo são fisicamente capazes de recuar”, disse Christine Batchelor, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, que liderou o estudo. “Isso mostra que estes episódios de recuo podem ser muito mais rápidos do que qualquer coisa que vimos até agora.”

“Estes episódios traduzem-se num aumento do nível do mar e podem ser realmente importantes para as defesas marítimas”, comenta a investigadora. A taxa de perda seria crítica se, por exemplo, um aumento esperado em 200 anos ocorresse em 20 anos.

A pesquisa também pode ser usada para permitir que modelos de computador façam previsões melhores sobre a futura perda de gelo. A maioria das estimativas anteriores da taxa de colapso do manto de gelo veio de dados de satélite, que foram recolhidos durante cerca de 50 anos. Os dados geológicos usados ​​no novo estudo remontam a milhares de anos, permitindo a análise de uma gama muito mais ampla de condições.

A pesquisa, publicada na revista Nature, usou o mapeamento de alta resolução do fundo do mar da Noruega, onde grandes camadas de gelo desabaram no mar no final da última era glacial, há 20 mil anos.

Os cientistas concentraram-se em conjuntos de pequenas camadas paralelas à costa, que se formaram na linha onde a base da camada de gelo encontra os oceanos, chamada de linha de aterragem.

À medida que as marés levantavam e desciam as camadas de gelo, os sedimentos na linha de aterragem eram destruídos duas vezes por dia. À medida que a base da camada de gelo derreteu ao longo de dias e semanas, a linha de aterragem recuou em direção à costa, deixando para trás conjuntos de camadas de gelo paralelas. Medir a distância entre os cumes permitiu aos cientistas calcular a velocidade do colapso do manto de gelo norueguês.

Registaram velocidades entre 50 metros por dia e 600 metros por dia, o que é até 20 vezes mais rápido do que o recuo mais rápido documentado anteriormente por satélites.

As cordilheiras já tinham sido estudadas anteriormente, na Antártica, mas apenas numa área de 10 km2. O novo estudo cobriu uma área total de 30 mil km2 e cerca de sete mil cumes, permitindo aos cientistas entender o que controla as taxas de recuo.

Arquivado em:Clima, Notícias

Tecnologias com impacto social dão acesso a prémios até 110 mil euros

26 Abril, 2023 by Rita Saldanha

Estão a decorrer até ao dia 30 de junho as candidaturas aos eAwards, os prémios que destacam startups e projetos tecnológicos em 15 países da Europa e da América Latina. O melhor projeto português terá um prémio de 10 mil euros e acesso direto à final Global, na qual se habilita a ganhar um prémio total de 100 mil euros.

A iniciativa da NTT DATA Foundation, tem como objetivo reconhecer e apoiar o empreendedorismo tecnológico, nomeadamente projetos que geram um impacto positivo na qualidade de vida das pessoas e ou no ambiente. Portugal já contou com dois projetos vencedores da final Global dos eAwards e outros dois a receber uma Menção Honrosa.

Na última edição dos eAwards Portugal, destaque para o Bactometer, vencedor da semifinal local, uma iniciativa da start-up COBE TECH, cujo projeto previne infeções hospitalares através de um dispositivo inteligente para deteção precoce de bactérias multirresistentes. Trata-se do primeiro sistema magnético point-of-care para deteção qualitativa, rápida – em menos de 1ª hora – e de baixo custo de agentes patogénicos, com elevada sensibilidade e especificidade.

A final Global decorre no âmbito da NTT DATA Innovation Week, que reúne os vencedores dos eAwards dos países participantes, num evento que junta empreendedores, especialistas e investidores, para partilhar soluções, metodologias e promover o networking.

Tenha acesso a mais informações aqui.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Como fazer um orçamento pessoal?

26 Abril, 2023 by Rita Saldanha

O primeiro passo para melhorar as suas finanças pessoais, é estabelecer um orçamento mensal para entender onde os seus rendimentos estão a ser gastos e planear um futuro financeiro saudável.

Existem inúmeras estratégias de gestão de orçamento pessoal e o mais importante é que a estratégia funcione para quem a aplica. No entanto, aquela que tenho seguido nos últimos anos e que me tem trazido os melhores resultados é a famosa 50/30/20.

O que significa isto? Significa que todo o dinheiro que entra na sua conta terá 1 de 3 destinos:

  • 50% destinado às suas necessidades, como, por exemplo, renda, comida, contas de casa, transportes e créditos.
  • 30% destinado aos seus desejos, onde se enquadram os jantares fora, as idas ao cinema ou as férias.
  • 20% são destinados à poupança ou investimento, dividindo-se depois entre os vários produtos que lhe façam sentido

Viver abaixo das possibilidades é fundamental para ter sucesso nas finanças pessoais. Se conseguir fazer isso, os seus custos totais serão apenas 80% dos seus rendimentos e os seus custos fundamentais serão apenas 50%. Isso significa que, numa situação inesperada, como o desemprego, os seus rendimentos podem ser reduzidos para metade sem comprometer as suas responsabilidades financeiras. Ao pensar dessa forma, terá uma grande margem de conforto financeiro.

Como deve fazer esta gestão? A recomendação passa por uma simples folha de Excel onde irá, idealmente, todos os dias, aceder ao seu homebanking e colocar os seus gastos neste Excel e compará-los com a regra 50/30/20. Com isso em mente, poderá fazer ajustes ao longo do mês para garantir que cumpre esta regra.

Para saber, exatamente, qual a sua situação atual e conseguir depois fazer as alterações necessárias, deve então aceder ao seu homebanking, e passar para o Excel os movimentos dos últimos 3 meses, agrupando-os nas várias categorias como, por exemplo, supermercado, renda, contas e jantares e atribuir a cada uma dessas categorias o grupo de necessidade, desejo ou poupança. Desta forma irá ter uma noção clara de como estão as suas finanças atualmente e o que tem de fazer para as melhorar e se aproximar das percentagens objetivo.

Ao colocar os seus números no Excel, irá ver como estão as suas percentagens e se estão muito longe deste 50/30/20. Por norma, um número considerável das pessoas percebe que está muito abaixo dos 20% nas poupanças ou muito acima dos 50% nas necessidades.

Para alcançar a meta de poupar dinheiro, a solução mais comum é cortar despesas. É importante dar prioridade aos 20% de poupança e cortar gastos desnecessários até atingir essa meta. É necessário ser honesto consigo mesmo e questionar se realmente precisa de todos os gastos que tem. Embora possa ser difícil no início, a poupança de dinheiro valerá a pena no final.

Se já cortou as suas despesas ao essencial e não consegue alcançar estas percentagens então tem uma outra solução: aumentar os seus rendimentos! O efeito é exatamente o mesmo. Poderá ser uma solução temporária para, por exemplo, amortizar algum crédito que esteja a pesar no orçamento ou então uma solução mais definitiva para ter, constantemente, uma maior folga financeira.

Ter um orçamento pessoal feito, atualizado, realista e correto é o primeiro passo prático para melhorar a sua situação financeira. Tudo o resto virá a seguir.

Arquivado em:Opinião

Taiwan é um assunto para a Europa

24 Abril, 2023 by Rita Saldanha

Nos últimos meses, viagens a países diferentes, nomeadamente no norte de África, permitiram-me constatar como, naquela parte do mundo, a guerra da Ucrânia é vista como um problema europeu. Alguma atitude anti-americana, mesmo entre as elites educadas, revela desinteresse perante as guerras dos outros. As guerras “dos outros”, todavia, são nossas também: num mundo global os acontecimentos tendem a revelar implicações amplas no plano geográfico.

Por isso as declarações de Macron na China são preocupantes. Quando o negócio prevalece sobre a defesa dos valores das democracias liberais, o caldo começa a entornar. Ao contrário do ponto de Macron podemos defender, como Gideon Rachman no Financial Times, que Taiwan conta para nós. A China, depois de esmagar as veleidades democráticas de Hong Kong, investe contra Taiwan, uma sociedade próspera, democrática e pouco interessada em juntar-se ao continente. De Macau, curiosamente, nem falamos. Mas imaginamos.

A ascensão da China ao estatuto de superpotência, tema de A China depois de Mao, de Frank Dikotter (Temas e Debates), é uma boa notícia porque significa a melhoria de vida de muitas pessoas. Já a ênfase crescente no hard power, refletida na amizade sem limites com Putin, é uma má notícia. Tudo o que enfraquece a democracia limita a possibilidade de criarmos um mundo melhor: mais ligado, mais consciente dos problemas comuns (como a situação ambiental), mais respeitador dos direitos humanos. Se o Sr. Macron acha que este não é um problema dele, talvez nós tenhamos razões para ficarmos preocupados.

 

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

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