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Rita Saldanha

Women in Tech abre mais um novo capítulo. Agora, em Cabo Verde

20 Abril, 2023 by Rita Saldanha

A Women in Tech está presente em 45 países e no palco da Leadership Summit Cabo Verde formalizou a abertura neste país.

Mayra Silva é a Embaixadora da Women in Tech Cabo Verde e Débora Carvalho, Primeira Dama de Cabo Verde assume o papel de Madrinha, na presença de Ayumi Moore Aoki, Presidente da Women in Tech Global.

«Muitas mulheres que estão aqui, nomeadamente das TIC, enfrentam muitos desafios. Tenho a certeza que as minhas afilhadas farão de tudo para que esta comunidade seja uma coluna vertebral, que vai incluir mais meninas e mais pessoas com necessidades especiais. Nós, mulheres, quando trabalhamos juntas não trabalhamos só para o segmento das mulheres também trabalhamos para os homens, para que tenhamos uma sociedade cabo-verdiana mais justa, mais inclusiva e mais igualitária», referiu Débora Carvalho no palco da Leadership Summit Cabo Verde, no passado dia 24 de março, na Assembleia Nacional, na Cidade da Praia.

Na prática, Mayra Silva explica que a Women in Tech em Cabo Verde vai concentrar-se na capacitação das mulheres, «onde a aposta na interajuda e na implementação de várias ações no terreno para empoderar meninas e mulheres a atuarem e estarem de uma forma segura» neste meio da tecnologia.

Assista a todas as intervenções da Leadership Summit Cabo Verde 2023, disponível on demand, com acesso universal e gratuito, na Líder TV na posição 165 do MEO e 560 da NOS, a partir do dia 30 de março. Disponível online aqui.

Tenha acesso à Galeria de imagens da Leadership Summit Cabo Verde aqui.

Por TitiAna Amorim Barroso

Arquivado em:Artigos, Leadership

Líderes respondem à instabilidade económica com investimentos em marketing

20 Abril, 2023 by Rita Saldanha

Um total de 75% dos diretores de marketing de empresas globais está a combater o clima de instabilidade financeira com uma mentalidade de investimento. E a maioria das marcas (89%), de alto crescimento e rentabilidade, referem que o sucesso a longo prazo depende da capacidade de fomentar a criatividade.

A análise “Global Marketing Trends 2023” reúne as principais conclusões e aponta para quatro tendências. O inquérito considerou cerca de 1000 executivos de empresas globais nos Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Japão, Médio Oriente, e Austrália, realizado em julho de 2022.

De acordo com o estudo elaborado pela Deloitte, os responsáveis de marketing devem usar o seu poder de “contadores de histórias” para “manter a questão crítica da sustentabilidade no topo das suas agendas” e usar o poder criativo para estimular crescimento, especialmente numa altura em que o ambiente de incerteza financeira, geopolítica e climática se agrava.

Quatro tendências de marketing para 2023 

As marcas respondem à instabilidade económica com investimentos de marketing 

A maioria dos empresários inquiridos afirmam que o atual clima de instabilidade económica e aumento da inflação constituem grandes preocupações para 2023. Mas ao invés de uma política de contenção de custos, a tendência é responder a esta conjuntura com uma mentalidade de investimento.

Um total de 75% dos inquiridos indicam estar a responder ao clima de instabilidade com uma mentalidade de investimento, aumentando a capacidade das suas empresas de suportar os efeitos que uma recessão económica possa trazer. Em concreto, 38% dos inquiridos afirma estar a acelerar a mudança para novas tecnologias ou plataformas digitais; 36% consideram importante a expansão para novos mercados, segmentos ou geografias; e 36% estão a dar prioridade à implementação de sistemas ou algoritmos para melhorar a personalização do cliente (36%).

Neste campo, o relatório refere que os marketeers estão a acelerar a adoção de tecnologias de inteligência artificial (IA) para ajudar a compreender as expectativas e necessidades do cliente e oferecer uma melhor experiência – o estudo deixa a recomendação de que a ciência dos dados seja combinada com um toque humano. Combinar dados com metodologias centradas no ser humano pode ajudar as marcas a criar uma imagem mais completa do consumidor, evitar erros que um algoritmo nem sempre consegue detetar, e cultivar ligações significativas com o cliente.

Líderes de marketing impulsionam o crescimento através de esforços internos de sustentabilidade 

A sustentabilidade continua a ser uma preocupação a diversos níveis do ecossistema corporativo em 2023. De acordo com o estudo, 86% dos profissionais de marketing inquiridos estão a implementar iniciativas de sustentabilidade a nível interno.

A responsabilidade a nível ambiental das empresas é cada vez mais importante para satisfazer as exigências do mercado, regulamentares e governamentais, e também para criar uma relação de confiança com os consumidores, para quem a sustentabilidade é uma preocupação central. Por isso, relativamente poucas marcas estão a transferir a responsabilidade para os consumidores, com apenas 25% a afirmarem que estão a tentar incentivar novos hábitos de consumo.

Por outro lado, mais de metade dos inquiridos (51%) dizem estar focados em melhorar a sustentabilidade das práticas de marketing interno. 47% afirmam estar a priorizar a promoção de ofertas de produtos e serviços mais sustentáveis, e 45% dizem planear estabelecer compromissos de sustentabilidade a longo prazo em 2023.

Criatividade como força de crescimento

Cerca de 89% das marcas de alto crescimento e rentabilidade concordam que o seu sucesso a longo prazo depende da capacidade de fomentar a criatividade. Promover e apoiar o raciocínio criativo, a tomada de riscos e a colaboração multifuncional, são os objetivos mais importantes para a maioria dos inquiridos.

O estudo revela que um dos elementos-chave de uma boa estratégia criativa é encontrar uma combinação de fontes de criatividade não só nos colaboradores da empresa, mas também em parceiros externos, fornecedores e clientes – e os CMOs são os elementos que se encontram numa posição privilegiada para identificação e ativação destas oportunidades.

Tecnologias em ascensão para os marketeers observarem

A adoção de tecnologias emergentes pode criar vantagens competitivas. Neste campo, as empresas consideram o metaverso e a blockchain particularmente promissores, tendo 84% das marcas inquiridas afirmado que vai criar experiências no metaverso nos próximos dois anos.

O interesse no metaverso está a crescer rapidamente, com muitas marcas a anteciparem o seu uso para fazer a ligação entre o mundo físico e o virtual nos próximos anos. Embora sejam as indústrias business-to-consumer aquelas que têm vindo a privilegiar o desenvolvimento de uma estratégia para o metaverso, os dados do inquérito mostram que mesmo indústrias como a ‘energia, recursos e indústrias’ e ‘ciências da vida e cuidados de saúde’ estão a gravitar em direção a essa tecnologia – com 42% e 38%, respetivamente, das empresas inquiridas a afirmar pretender implementar estratégias nos próximos 12 meses.

O último ano tem sido marcado sobretudo pela incerteza. O conflito entre a Ucrânia e a Rússia, desencadeou uma subida da inflação e várias perturbações financeiras com graves consequências tanto para empresas como particulares, num período que se esperava ser de recuperação das restrições impostas pela pandemia. Mas destacamos que mesmo assim as empresas e os profissionais de topo no setor do marketing estão a responder a este clima de incerteza com investimento sustentado, o que lhes permite atingir bons resultados

Cristina Gamito, Partner da Deloitte

 

Tenha acesso ao estudo aqui.

 

Arquivado em:Marketing, Notícias

Reino Unido lidera a tabela de maior poluidor com aviação privada

20 Abril, 2023 by Rita Saldanha

O Reino Unido é a capital dos jatos privados da Europa, com mais voos do que em qualquer outro lugar do continente, segundo um estudo da consultora ambiental holandesa CE Delf.

Em 2022, um jato privado partiu do Reino Unido a cada seis minutos, colocando o país à frente do resto da Europa quando se trata da utilização de meios de transporte “extremamente poluentes”, revela o The Guardian.

Portugal não escapa ao escrutínio 

O estudo menciona que em Portugal a rota Lisboa-Tires, a mais curta do País, subiu uma posição de 2021 para 2022 na tabela de intensidade carbónica, ao registar emissões de 108,68 kg de dióxido de carbono por km.

Houve um total de 118 voos de jatos privados a percorrer a distância de 20,37 km entre o aeroporto de Lisboa e o aeródromo de Tires.

Mas o Reino Unido bate recordes – pela negativa 

A análise da consultora também constatou que o número de jatos particulares que partem do Reino Unido aumentou 75% entre 2021 e 2022 para cerca de 90 mil voos, emitindo 500 mil toneladas de CO2 – mais do que em qualquer outro país europeu.

O Reino Unido lidera todas as tabelas de classificação para jatos privados, ostentando a rota mais movimentada, a rota mais poluente e o maior número de voos em geral. Os voos entre Londres e Paris foram a rota mais popular, contabilizando 3.357 voos, e seis das 10 principais rotas no geral também incluíram Londres.

Fonte: The Guardian

Qual o impacto de um jato privado? H2

De acordo com um estudo da Transport & Environment, os jatos privados são cinco a 14 vezes mais poluentes do que os aviões comerciais por passageiro e 50 vezes mais poluentes do que os comboios. Pesquisas anteriores concluíram também que 50% de todas as emissões da aviação eram causadas por 1% da população mundial.

O uso de jatos privados parece estar a aumentar. O estudo da CE Delf constatou que o tráfego de jatos privados em toda a Europa aumentou de 350 mil voos em 2021 para mais de 570 mil em 2022, com forte impacto nas emissões. As emissões de CO2 associadas mais que duplicaram no mesmo período para mais de 3,3 milhões de toneladas.

Ativistas ambientais da Greenpeace estão a pedir a proibição de viagens em jatos particulares, destacando que o estudo mostra que quase um em cada quatro (39%) voos de jatos particulares na Europa foram considerados “muito curtos”, o que significa que foram menos de 500 km, e poderiam facilmente ter sido viagens de comboio.

Também foram encontradas algumas rotas ineficientes na análise. Um voo entre Blackbushe e Farnborough em Hampshire – que tem apenas 7,4km – liderou a tabela como a rota com maior emissão de carbono em 2021 e 2022, quando a pedalar entre os dois aeroportos levaria menos de 30 minutos. 

Doug Parr, diretor de políticas do Greenpeace do Reino Unido, comentou com o The Guardian: “Os jatos privados são incrivelmente poluentes e geralmente inúteis. Muitas dessas viagens podem ser percorridas quase com a mesma rapidez de comboio, e algumas delas de bicicleta.”

“Milhões de pessoas em todo o mundo estão a enfrentar as consequências das alterações climáticas, perdendo meios de subsistência ou pior, enquanto uma pequena minoria está a queimar combustível de aviação como se não houvesse amanhã. Se o governo levar a sério o ‘net-zero’ e uma transição justa para o transporte de baixo carbono, os jatos privados devem ser os primeiros a serem desbastados”.

 

Arquivado em:Clima, Notícias

O Futuro da beleza (e do Mundo) numa comunicação co-construída

20 Abril, 2023 by Rita Saldanha

O mundo está em transformação e exige respostas cada vez mais rápidas, ágeis e eficientes aos desafios emergentes que se colocam às gerações do presente e do futuro.

Pensar e construir soluções não é mais uma missão apenas das empresas, associações ou órgãos decisores. Será cada vez mais um compromisso individual de cada um, num esforço conjunto de todos para adotar um papel mais dinâmico e participativo na comunidade.

É histórica a missão da L’Oréal de envolver a sua população interna nos desafios da sustentabilidade ambiental e social das comunidades, por exemplo, no seu dia anual de Voluntariado, Citizen Day, que acontece há vários anos e que, desde o ano passado, passou a envolver também parceiros, clientes e fornecedores. No fundo, a L’Oréal abre a sua missão ao exterior, num compromisso partilhado entre todos, por uma sociedade mais justa e preservada, partilhada por todos.

Desde 1992 que é realizado o Brandstorm, a competição global da L’Oréal que convida estudantes e profissionais a repensarem o futuro da Beleza e a capitalizarem as suas ideias na missão de Criar a Beleza que faz avançar o mundo.

Nos últimos anos e, dada a crescente exigência e desafios que enfrentamos no que respeita à sustentabilidade ambiental e o compromisso cada vez mais rigoroso que enquanto Grupo assumimos, têm sido mais comuns as iniciativas desenvolvidas em parceria com clientes no ponto de venda físico e digital, tendo como olhos um futuro cada vez mais consistente e forte no envolvimento e desenvolvimento deste tipo de iniciativas.

A palavra “comunicar” vem do latim, communicāre, que significa “dividir alguma coisa com alguém”, ter em comum, repartir, dividir, participar, falar, conversar. Comunicar, mais do que nunca, deve ser um impulso à mudança, à participação e ao envolvimento da esfera de parceiros e intervenientes das empresas, na promoção da responsabilidade social e ambiental.

Neste âmbito, e com a constante ambição de incentivarmos uma comunicação participativa, despertar e incentivar a mudança de mentalidades e promover sinergias, a L’Oréal Portugal juntou-se este ano à Escola Superior de Comunicação Social e ao projeto internacional HEDCOM, da Global Higher Education Network (BUSINET), para desafiar os estudantes do ensino superior a pensarem a Comunicação para a sustentabilidade, tendo por base o programa L’Oréal For The Future.

Num universo de propostas repleto de criatividade, empenho e acima de tudo consciência aberta para os desafios que o mundo enfrenta, foram múltiplas as iniciativas propostas pelos alunos. Desde um festival de sustentabilidade, a experiências digitais dinâmicas e itinerantes, campanhas com foco em formatos de produto recarregáveis ou ações de consciencialização para a saúde mental, deste briefing resultou o projeto vencedor que se destacou pela experiência imersiva em sustentabilidade, num formato itinerante.

O grande ensinamento que retiramos desta jornada é que a comunicação pode ajudar a mudar mentalidades e a consciencializar; a comunicação pode ser mais participativa, colaborativa e integradora; a comunicação pode ser um agente de mudança e ter um papel transformador na sociedade e a comunicação pode ser também a cocriação de um futuro para um planeta mais justo, equitativo, transparente e sustentável.

A comunicação assume a sua relevância como facilitadora da interação e integração de diferentes stakeholders em todas as fases deste processo. Todos fazemos a diferença num presente que é nosso e num futuro que é nosso e das novas gerações.

Arquivado em:Opinião

Nobel da Economia garante que ChatGPT facilita a semana de quatro dias

19 Abril, 2023 by Rita Saldanha

A revolução do ChatGPT está a abrir portas para a semana de trabalho de quatro dias ao fomentar a exponencialmente a produtividade, de acordo com Christopher Pissarides, economista que venceu o Nobel da Economia em 2010.

O Professor da London School of Economics, especializado na automação no trabalho, afirmou que o mercado de trabalho pode se adaptar com rapidez suficiente aos chatbots apoiados por Inteligência Artificial. A sua observação minimiza as preocupações de que os rápidos avanços na tecnologia possam trazer despedimentos em massa por extinção do posto de trabalho, revela a Bloomberg.

“Estou muito otimista de que poderíamos aumentar a produtividade”, disse Pissarides numa entrevista numa conferência em Glasgow. “Poderíamos aumentar o nosso bem-estar em geral do trabalho e poderíamos ter mais tempo para o lazer.”

“Facilmente conseguiríamos mudar para uma semana de trabalho de quatro dias.” 

Os chatbots, como o ChatGPT da OpenAI e o Bard da Google, foram aclamados como uma tecnologia potencialmente transformadora que pode causar um boom de produtividade, mas também extinguir centenas de milhões de empregos de colarinho branco.

Pissarides já tinha investigado o impacto da automação nos empregos através da “Pissarides Review into the Future of Work and Wellbeing”, pelo qual ganhou o Prémio Nobel da Economia.

Afirma também, porém, que a tecnologia pode ainda virar-se contra nós, ao ser usada para vigilância ou invasão de privacidade. Ainda assim, o Nobel da Economia disse que poderia fazer uma “grande diferença” na produtividade se bem usada.

“Podem-nos ajudar a aliviar muitas coisas chatas que fazemos no trabalho… e deixar apenas as coisas interessantes para os seres humanos”, disse ele. A transição para os trabalhadores será menos dolorosa com a adoção mais lenta pelas empresas, apesar da tecnologia “se mover rapidamente”, acrescentou.

O impacto que a tecnologia pode ter na sociedade, contudo, é uma temática que está a ser estudada e denunciada. Líderes da tecnologia, incluindo Elon Musk, assinaram uma carta aberta no mês passado onde pediam uma pausa na criação de poderosos sistemas de IA.

“Não há, simplesmente, limite para a quantidade de trabalho que a humanidade pode gerar se realmente quiser trabalhar”, comenta Pissarides, “Vai demorar muito até que a Inteligência Artificial tenha um impacto real, e quando a altura chegar as pessoas vão-se adaptar. O que se precisa para esse ajuste é um upskilling”

As observações de Christopher Pissarides surgem no seguimento de um relatório da Goldman Sach, que estimou que 300 milhões de empregos estão em risco com o desenvolvimento da Inteligência Artificial generativa, como o ChatGPT. Os economistas do banco também argumentaram que este desenvolvimento poderia ser transformador para a produtividade e o crescimento do PIB.

As economias avançadas sofreram uma redução nos ganhos de produtividade desde a crise financeira, desacelerando acentuadamente o crescimento do PIB.

“A combinação de uma redução significativa nos custos de trabalho, a criação de novos empregos, e uma maior produtividade para trabalhadores não deslocados aumento a possibilidade de um boom de produtividade, que por sua vez aumenta substancialmente o crescimento económico”, realçam os economistas do Goldman Sach, “Estimamos que a IA poderia eventualmente aumentar o PIB global anual em 7%”.

Foto: Magnus Rew

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Somália vive crise humanitária e precisa de financiamento

19 Abril, 2023 by Rita Saldanha

Atualmente, quase metade da população da Somália, 8,25 milhões de pessoas, precisa de assistência humanitária e de proteção para salvar vidas devido às alterações climáticas.

A Somália tem vindo a sofrer de cinco anos consecutivos de estações chuvosas intensas e conflitos prolongados, de acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Cerca de 3,8 milhões de pessoas estão deslocadas internamente, e quase cinco milhões estão a enfrentar altos níveis de segurança alimentar aguda, conta a UN News.

Cerca de 1,8 milhão de crianças estão gravemente subnutridas e oito milhões de pessoas não têm acesso a água, saneamento e higiene adequados. Dois terços de todas as pessoas em áreas afetadas pela seca não têm acesso a cuidados de saúde essenciais.

O Plano de Resposta Humanitária de 2023 para atender às necessidades da Somália requer 2,6 mil milhões de dólares para ajudar 7,6 milhões de pessoas – mas o seu financiamento é de cerca de 15%, até agora.

“O povo somali merece a solidariedade da comunidade internacional e a merece para prevenir a subnutrição e o deslocamento, para salvar vidas, para evitar a fome”, afirmou António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas.

Guterres visitou recentemente a Somália, e destacou a necessidade de haver um maior envolvimento internacional para aliviar a situação humanitária do país, e ajudar nos esforços de reconstrução do Estado.

Apoio à construção do Estado 

Antes do encontro com a imprensa, o Secretário-Geral reuniu-se com o presidente e alguns membros do seu gabinete e assessores para discutir outros assuntos, incluindo objetivos mais amplos da construção do Estado.

“O presidente e eu discutimos os esforços valiosos do governo para combater o terrorismo e promover a paz e a segurança para todos, e destacamos a importância de uma colaboração cada vez mais forte entre o governo federal e os estados [membros da federação]”, disse Guterres.

“As autoridades federais e dos Estados [federais] podem contar com o nosso apoio para uma construção mais avançada do Estado”, continuou ele, “e estamos particularmente encorajados pelo recente acordo que foi estabelecido em relação aos diferentes assuntos de partilha de poder”.

O chefe da ONU pediu ainda à comunidade internacional que intensifique o apoio para além da esfera humanitária, para ajudar os somalis a “poderem lançar um novo processo de estabilização e desenvolvimento no país e aumentar as suas capacidades para combater o Al-Shabaab com ainda mais eficiência do que no passado recente”.

Nos últimos meses, as forças de segurança da Somália, reforçadas por milícias locais, conduziram operações militares contra o Al-Shabaab nos Estados Membros Federais de Hirshabelle e Galmudug, e espera-se que as operações se movam gradualmente para outras áreas da Somália.

 

Arquivado em:África, Notícias

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