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Rita Saldanha

Papa Francisco nomeia Isabel Capeloa Gil consultora do Dicastério para a Cultura e Educação

28 Fevereiro, 2023 by Rita Saldanha

O Papa Francisco nomeou Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP) como consultora do Dicastério para a Cultura e Educação.

Isabel Capeloa Gil era já consultora da Congregação para a Educação Católica que, com a reforma da Cúria, deu lugar a um novo organismo, o Dicastério para a Cultura e a Educação. Segundo a própria, “é um privilégio poder servir a Santa Sé na missão de capacitação e esclarecimento da humanidade através da educação e da cultura.”

A Reitora da UCP vai colaborar com o cardeal português D. José Tolentino Mendonça, antigo vice-reitor da Universidade Católica e prefeito do Dicastério para a Cultura e educação

 

Arquivado em:Notícias, Pessoas

APG apresenta novidades para 2023

27 Fevereiro, 2023 by Rita Saldanha

A Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas (APG), apresentou no passado dia 22 de fevereiro, as novidades para este ano, sob o mote #APG2023, num final de tarde sobre o rio Tejo a bordo do “Seagull” da WATERX, parceira da Associação.

Eventos internacionais

HR Digital 2023 

Novo evento APG totalmente dedicado às novas tecnologias na Gestão de Pessoas, realizado em parceria com a NOVA SBE, e com o media partner oficial o MIT Tech Review Brasil & Portugal. Este será um marco em Portugal, juntando palestrantes convidados de várias partes do mundo.

International People & Business Week

Em outubro de 2023, Portugal (APG) irá acolher a reunião oficial da EAPM – European Association for People Management, reunindo todas as Associações Europeias numa semana dedicada à discussão sobre os temas que marcam a atualidade e o futuro da Gestão de Pessoas na Europa e no Mundo.

54th International People Conference 

Após o sucesso da última edição do Encontro Nacional da APG, este ano o evento renova a sua marca para “International People Conference”, que este ano toma lugar no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, no dia 20 de outubro. Este será o evento do setor com a maior participação internacional de sempre, dedicado ao tema “Experience People”, um conceito virado para a experiência das pessoas nas organizações e no mundo, face às novas tecnologias, nomeadamente o desenvolvimento de novas Inteligências Artificiais. Pedro Ramos, Presidente da APG, avança também que este tema surge do conceito “laboratório, que todas as pessoas estão a viver com o desenvolvimento tecnológico e social neste momento”, uma necessidade de “experienciar as pessoas”, e o melhor que elas nos trazem para as organizações.

Eventos nacionais 

A série APG PEOPLE HUB volta em 2023, começando a Tour dia 22 de março no ISLA, em Santarém. Outra das novidades foi o lançamento do 15° Encontro Nacional de Jovens RH, que este ano conta com um conceito “festival de verão”, a realizar-se em junho no Parque Municipal de Oeiras, com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras e da Fundação Marquês de Pombal.

Ofertas formativas 

Conta-se em 2023 com a 2ª Edição da Certificação Internacional em Happiness Manager, e a nova Certificação Internacional em Well Being. Elsa Carvalho, Vice-presidente da APG, introduz também o novo projeto “Leadership Hub”, que pretende reforçar a promoção da Liderança em Portugal.

O projeto de Comunidades APG foi reforçado com integração de novas comunidades dentro da APG em 2023, bem como o Grupo Português de Coaching da APG, numa nova fase que pretende expandir os horizontes da promoção do Coaching em Portugal.

HUB PESSOAS 

Este é um novo ecossistema digital e físico com conteúdos multi-formato associados à revista PESSOAS (marca APG) que este ano regressa à Associação. Ricardo Fortes da Costa, Vice-presidente da APG e novo Diretor da Revista avança que esta é uma nova forma de consumirmos conteúdos, mantendo o “formato mais sério” mas introduzindo “conteúdos mais leves” e de entretenimento que pretendem envolver os todos numa viagem interativa entre diferentes plataformas, com conteúdos de vídeo, videocasts, podcasts, artigos de investigação, artigos de opinião, novas rubricas e ainda um novo formato da revista, que conta com um novo branding e imagem.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Por onde irá a História?

27 Fevereiro, 2023 by Rita Saldanha

A guerra continua a ser possível na Europa. O poder é o que sempre foi: a força mais importante. O que está a acontecer no mundo? Porquê?

Partindo do passado para a exploração do presente e dos possíveis futuros, Miguel Monjardino, especialista em geopolítica e geoestratégica, explica as razões do desequilíbrio  do sistema internacional, analisa os mais importantes factos da geopolítica e antecipa o que se pode esperar em Portugal e no mundo.

Por onde irá então a história? A fixação no presente e a desvalorização do passado é, hoje em dia, um dos principais obstáculos intelectuais à compreensão do nosso tempo. Acreditamos que vivemos um momento único na história. Na realidade, Portugal e os países europeus já viveram períodos semelhantes. Assim, o conhecimento do passado histórico é crucial para a escolha e decisão sobre possíveis futuros. Precisamos de um novo mapa conceptual para avaliarmos os acontecimentos internacionais.

Arquivado em:Livros e Revistas

A guerra – um ano depois

27 Fevereiro, 2023 by Rita Saldanha

Há cerca de um ano Vladimir Putin mandou invadir a Ucrânia. Não declarando guerra, disse tratar-se de uma operação militar especial, estranho eufemismo para um facto à vista de todos. Um ano depois, após muita morte, destruição e sofrimento, a operação não terminou. Putin quererá já não mudar o regime em Kiev mas consolidar os ganhos nas regiões que considera russas por direito natural.

Os seus compreendedores, por cá e lá fora, continuam a defender que ele foi provocado e que a culpa é da NATO. Mesmo o envio de armas devia ser interrompido porque se trata de uma declaração de guerra. Ou seja, segundo os compreendedores, o ocidente é que declara uma guerra que nunca foi declarada por Moscovo. Para os defensores de Putin, o lado ocidental deveria observar a degola da Ucrânia para não provocar Putin enquanto este “desnazifica” a Ucrânia. Curiosamente, um ano depois, todos percebemos que o maior símbolo nazi neste conflito é a própria Rússia e o seu sinistro grupo Wagner.

Previsivelmente, num mundo polarizado, Putin vai unindo a extrema-direita contra a esquerda woke. Como notava Gideon Rachman no Financial Times, figuras sinistras como Steve Bannon vão apontando Putin como uma espécie de paladino das causas tradicionais – um mundo onde os homens são homens e os bons valores tradicionais são protegidos pelo Estado. Triste mundo este, no qual os extremos, que já se atraíam, se vão abraçando num vigoroso amplexo de destruição.

P.S. 1 Escreveu Bernard-Henri Lévy que Putin falhou em tudo menos na capacidade de meter medo. Esta é a sua única força. A força de um fraco com armas nucleares.

P.S. 2 A guerra trouxe de volta a importância da geopolítica. Uma das vozes que mais nos tem ajudado a navegar o novo mundo geopolítico é a de Miguel Monjardino. Deste autor e professor na Universidade Católica acaba de chegar Por onde irá a História (Clube do Autor). Mais um motivo para estarmos gratos a Monjardino.

P.S.3 A passagem deste ano deve recordar-nos que também os bielorrussos estão a ser subjugados por um ditador sinistro ao serviço de Moscovo. Outro facto que os compreendedores não valorizam.

P.S.4 Eis uma lapidar citação de Mahatma Ghandi: “Quando desespero, recordo como ao longo da História a verdade e o amor ganham sempre. Existiram tiranos e assassinos que durante algum tempo pareceram invencíveis; mas, no final, acabam sempre por falhar. Pensem nisto: sempre”.

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Holmes Place premiado pela “Escolha do Consumidor”

23 Fevereiro, 2023 by Rita Saldanha

No ano em que comemora 25 anos em Portugal, o Holmes Place conquistou, pelo 6º ano consecutivo, a preferência dos consumidores, tendo sido eleito a marca nº1 na categoria de Health Clubs.

Na recente edição da Escolha do Consumidor, a ConsumerChoice (Centro de Avaliação da Satisfação do Consumidor), realizou 220.000 avaliações junto de 1100 marcas de sectores diferentes, nomeadamente em Health Clubs.

A Escolha do Consumidor premeia as melhores marcas em Portugal, com base na sua performance e através de um processo que envolve a identificação dos atributos mais importantes para os consumidores, e uma avaliação efetiva das marcas de cada categoria, permitindo saber quais as que apresentam maiores níveis de satisfação e intenção de compra ou recomendação.

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Uma dose de pessimismo sobre a liderança otimista

22 Fevereiro, 2023 by Rita Saldanha

Quase ninguém se atreve a advogar teorias sobre química, física ou eletrónica se não possuir alguma qualificação profissional ou académica nessas matérias. Mas todos nos sentimos preparados para defender as nossas teorias sobre liderança. Essa inclinação faz bastante sentido. Somos seres sociais e temos experiências de vida como líderes ou como liderados.

Ademais, nas organizações, é necessário selecionar pessoas para cargos de liderança – e convém que a teoria subjacente seja correta. Quem exerce essas funções atua à luz das suas próprias teorias. Os liderados, por seu turno, respondem às lideranças em função das suas (deles) teorias. Ademais, como cidadãos, somos convidados ou desafiados a escolher líderes, e essas escolhas podem ter enorme impacto nas nossas vidas e nas dos nossos concidadãos.

Todavia, as nossas teorias podem ser enganadoras, conduzindo-nos a erros de casting e a interpretações erróneas. Uma dessas teorias advoga que as lideranças devem ser otimistas – no pressuposto de que, comparativamente com as pessimistas, serão mais capazes de mobilizar e inspirar as pessoas. Não contestarei essa teoria, que pode estar certa ou errada. Apenas sugiro que o tema é mais complexo do que, por vezes, se supõe. O otimismo das lideranças pode ser mobilizador, inspirador e motivacional – mas também pode conduzir a subestimar riscos, a negligenciar a preparação na tomada de decisão perante problemas e oportunidades, e a fechar os olhos a realidades mais sombrias.

Alguma evidência sugere que a crise financeira de 2008 se deveu ao excesso de otimismo dos decisores financeiros e dos reguladores. Poucas pessoas desejariam alguém muito otimista a liderar uma central nuclear. E o que dizer de lideranças empresariais responsáveis pela gestão de riscos? Ou de lideranças de equipas de projeto? Eis uma boa forma de compreender as razões da interrogação, segundo o argumento de Bent Flyvbjerg, professor na Universidade de Oxford: “Queremos que o/a assistente de bordo seja otimista, mas não o piloto. Um líder de projeto constitui a sua equipa. Necessita de otimistas para que as coisas sejam feitas, e de realistas para mantê-las no caminho certo. O próprio líder deve esforçar-se por ser um otimista realista. A maior parte das pessoas está programada para ser otimista, o que é bom, inclusive nos projetos. Mas do mesmo modo que não queremos voar com um piloto que é otimista acerca da situação do combustível, também não queremos estar num projeto que é otimista acerca do orçamento e do cronograma, o combustível dos projetos. Isso seria otimismo pouco recomendável.”

Esta discussão remete-nos para três pontos-chave. Primeiro: não existe um perfil de competências de liderança universalmente válido. Diferentes situações, momentos, equipas e organizações requerem diferentes competências de liderança. Uma pandemia, uma guerra ou uma grave crise económica podem requer competências de liderança distintas das recomendáveis em momentos de acalmia ou entusiasmo. Segundo: em muitas circunstâncias da vida organizacional e social, a virtude está no meio. Tanto o excesso de otimismo quanto o de pessimismo podem ser problemáticos. O hiperoptimista subestima riscos e aventura-se insensatamente – e o pessimista sobrestima perigos e torna-se incapaz de tomar iniciativas que incorporam risco.

Terceiro ponto: a liderança é um processo partilhado, pelo que o segredo das boas lideranças e das boas equipas pode radicar na diversidade de perfis. Uma equipa, inclusive uma equipa de liderança, necessita de membros otimistas e de outros pessimistas. O sucesso inicial do hiperoptimista Lloyd George, como primeiro-ministro britânico (1916-1922), deveu-se à parceria com o Andrew Bonar Law, seu ministro das finanças – pessimista, humilde, cauto, consciencioso e pouco autoconfiante. Segundo Lloyd George, a frase favorita de Bonar Law era: “Temos montes de problemas pela frente”. Era o travão de Law que impedia a aceleração de Lloyd George para o desastre. Quando a parceria se dissolveu, Llloyd George começou a descarrilar. O caso ajuda a compreender porque pode ser tão sábio escolher trabalhar com alguém diferente de nós quanto perigoso rodearmo-nos de clones. Eis, pois, uma possível teoria para a liderança do país e das organizações: escolhamos equipas de liderança que juntem otimistas irritantes com pessimistas estimulantes!

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

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