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Titiana Barroso

Tudo o que precisa de saber para viajar sem complicações

14 Maio, 2021 by Titiana Barroso

Finalmente parece vislumbrar-se uma hipótese de fazer planos para viajar e até planear as próximas férias, e apesar da ideia de agendar uma viagem de avião parecer difícil, ela não é impossível. Vai precisar apenas de um pouco mais de organização e antecipação de alguns passos, para que possa realizar a sua viagem com toda a segurança, sem percalços.

As restrições e requisitos de entrada nos países de destino estão disponíveis e atualizadas no site da TAP que aconselha, devido às alterações frequentes, a certificar-se das necessidades de viagem para o destino concreto e ainda confirmar essa informação junto de órgãos oficiais. A maioria dos destinos exige o preenchimento de um formulário online antes da viagem (disponível no site da TAP), e ainda a apresentação desse comprovativo nos pontos de controlo no momento da chegada.

O incumprimento das medidas pode resultar na recusa de embarque para o voo ou de entrada no país de destino. Fique a par dos requisitos e para uma informação mais detalhada consulta a página da TAP.

Europa

 

Alemanha, Dinamarca, Itália

Apresentação de um teste negativo (PCR ou antigénios) à COVID-19 realizado nas 48h anteriores ao voo.

Espanha, Irlanda, França, Suíça

Apresentação antes de embarcar de teste molecular PCR negativo à COVID-19 realizado menos de 72 h antes do voo.

Reino Unido

A partir de 17 de maio, Portugal entra na lista verde de países sem exigência de quarentena à entrada do RU. Todos os passageiros devem apresentar um teste NAAT (PCR ou LAMP) ou antigénio negativo à COVID-19, realizado nas 72h anteriores ao voo.

Suécia

As viagens não essenciais de países fora da UE estão banidas até 31 de maio de 2021. Apresentação de um teste negativo (PCR ou antigénios) à COVID-19 realizado nas 48h anteriores ao voo.

África

 

Marrocos

Voos de/para Portugal, Brasil, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia estão banidos

 

Passageiros originários nestes países a viajar através de outros países, não estão autorizados a entrar em Marrocos.

Angola

As fronteiras da República de Angola mantêm-se encerradas, estando as entradas e saídas do território nacional sujeitas a controlo sanitário definido pelas autoridades competentes.

Moçambique

Passageiros que viagem Maputo/Lisboa/Maputo a validade do teste de PCR é de 14 dias para embarcar sem necessidade de apresentar novo teste. Outras múltiplas condições a consultar.

São Tomé e Príncipe

Apresentação de um teste RT-PCR negativo à COVID-19, realizado nas 72 h antes da viagem e à partida de São Tomé devem apresentar, aquando check-in, comprovativo de teste RT-PCR negativo à COVID-19, realizado nas 48 h anteriores.

Cabo Verde

Apresentação de um teste PCR, antigénio ou molecular, negativo à COVID-19, realizado nas 72 h antes da viagem.

EUA

 

Não podem ser transportados, no sentido Europa – EUA os passageiros, que tenham permanecido nos últimos 14 dias em Portugal (incluindo em trânsito), para além de outros países listados.

 

Estão excluídos nesta restrição, os passageiros de nacionalidade Americana e aqueles que têm residência permanente nos Estados Unidos.

 

Todos os passageiros elegíveis para entrada nos EUA, são obrigados a apresentar um teste negativo (PCR ou antigénio) à COVID-19

Um teste viral qualificado (Antigénio ou PCR) com resultado negativo ao SARS-Cov2

Brasil

 

Desde 25 de Janeiro de 2021, a entrada de estrangeiros no Brasil é permitida por via aérea, desde que obedecendo aos requisitos de entrada.

Comprovativo de realização de teste laboratorial (RT-PCR) para rastreio da COVID-19, com resultado negativo realizado nas 72h anteriores ao embarque.

 

Arquivado em:Lazer, Notícias

Elon Musk à conquista de Marte. De Boca Chita para o Universo

14 Maio, 2021 by Titiana Barroso

A empresa aeroespacial SpaceX, de Elon Musk fundador da Tesla que está em conjunto com a NASA a trabalhar na próxima missão à Lua, conseguiu na semana passada que o protótipo da Starship completasse pela primeira vez um voo, com descolagem e aterragem bem sucedidas. Tudo se passou no Texas, o centro da SpaceX cujos 1600 hectares servem de base para testes dos seus motores, estruturas e desenvolvimento de foguetões de última geração que até 2030 irão levar o homem à Lua… mas também a Marte.

Marina Koren, jornalista da revista The Atlantic, foi até à morada da segunda pessoa mais rica do mundo, Boca Chica, no Texas, para melhor perceber os planos de Elon Musk na conquista do ciberespaço, para a Lua e mais além.

Numa parte remota do sul do Texas, com uma praia que se estende por 13 km, onde terminam os Estados Unidos da América e começa o México, encontra-se o estaleiro do sonho que comanda a SpaceX desde a sua fundação: levar as pessoas até Marte e não apenas para colocar uma bandeira, mas para ficar. Foi no ano passado que Elon Musk mudou-se da Califórnia, onde a SpaceX está sediada, para o Texas onde aparece frequentemente com os filhos e o seu cão na pequena vila de Boca Chica. Para Musk parece irrelevante que Marte seja um lugar impraticável para se viver, pois na sua visão a humanidade deve existir em mais do que um Planeta e para que tal aconteça as coisas devem começar a ser feitas o quanto antes.

O salto que pretende dar nessa direção será feito com a Starship, um sistema reutilizável de foguetão e nave espacial que se espera vir a redefinir as viagens ao espaço – primeiro voa de continente em continente, depois da Terra à lua e, finalmente, da Terra a Marte. De relance, este plano parece o sonho idealista de um empresário rico muitas vezes comparado com um herói da banda desenhada. Ou, dependendo do ponto de vista, uma fantasia megalómana de uma das figuras mais provocadoras e publicamente caóticas do nosso tempo. Mas a fantasia está rapidamente a tornar-se uma realidade viável e prova disso é a agitação do estaleiro no sul do Texas, onde o protótipo da Starship aterrou na semana passada sem começar a arder em chamas.

Além disso, a maior agência espacial do mundo está também a acreditar nesse esforço. A NASA deu à SpaceX um contrato de 2,9 mil milhões de dólares para desenvolver uma versão da Starship que vá, pela primeira vez desde o programa Apollo, colocar astronautas americanos na superfície da lua. A empresa de foguetões de Jeff Bezos, a Blue Origin, que se associou à NASA em alguns contratos a longo prazo em concurso para o mesmo projeto, contestou formalmente a agência espacial americana sobre a sua decisão de escolher um único fornecedor. Por enquanto, a NASA suspendeu o contrato, mas tudo indica que os próximos visitantes da Lua – incluindo a primeira mulher – vão voar na SpaceX.

A América vinculou um dos seus maiores sonhos espaciais à SpaceX, o que significa que o país o vinculou a Elon Musk, CEO e Engenheiro-Chefe da empresa. Para construir a nave espacial, o multimilionário transformou Boca Chica no seu Cabo Canaveral privado e começou a referir-se à área como a “Starbase” fazendo do local o único lugar da Terra onde o sonho de chegar a Marte parece mais real.

O trabalho da Starship que a SpaceX está neste momento da desenvolver, se der certo, será a maior conquista da empresa. Musk afirma que a nave espacial pode colocar pessoas na Lua em 2024 e levá-las a Marte dentro de 10 anos. Famoso pelos seus prazos ambiciosos e geralmente irrealistas, a verdade é que o projeto Starship pode trazer a humanidade mais perto do que tem estado nos últimos 50 anos em conseguir alcançar novamente um outro mundo. Se há 10 anos a ideia da SpaceX em enviar pessoas para a lua, quanto mais para Marte, parecia uma abstração, daqui a uma década pode ser um dado adquirido.

Segundo Musk, a primeira cidade de Marte será feita de cúpulas de vidro pressurizado. Depois disso afirmou que se vai terraformar Marte para fazer o Planeta parecer-se com a Terra. Nascido em 1971, ano da terceira missão e aterragem na lua, Elon Musk presumiu que a NASA tinha um plano para rapidamente chegar a Marte. Quando foi procurar a sua programação, disse, em declarações à Wired em 2012, ter descoberto que a agência não tinha planos, nem um orçamento suficiente grande para uma corrida ao estilo Apollo no alcance do Planeta Vermelho.

Em 2008, a SpaceX lançou com sucesso um foguetão em órbita e em 2016 fez chegar a Terra um foguetão propulsor de 14 andares – numa aterragem no solo – um triunfo numa indústria habituada a descartar caros pedaços de foguetões no oceano. Nesta missão a SpaceX sacrificou uma dúzia de boosters, houve grandes explosões, pequenas explosões, explosões em tantas versões que a empresa fez um filme com uma compilação de todas as tentativas. Alguns foguetões Falcon 9 com cargas dispendiosas também explodiram, mas todas essas falhas parecem agora distantes e, atualmente, a empresa encara-as até com humor.

Hoje, a SpaceX coloca regularmente astronautas em órbita num sistema de transporte que projetou do início ao fim, e é a única empresa privada a ter essa responsabilidade. Contudo, a cápsula Dragon que faz esse trabalho é em forma de gota, não uma nave gigante, e pode transportar sete pessoas de cada vez, não os 100 passageiros que Musk imagina um dia embarcar na StarShip. Se bem sucedida, a aeronave seria diferente de qualquer outro veículo espacial da história, especialmente no seu regresso à Terra. As cápsulas Dragon da SpaceX caem em águas abertas, mas Musk prevê uma aterragem vertical, tão ereta quanto antes da decolagem, o que é um enorme desafio técnico.

“A NASA ainda faz um trabalho fantástico, mas quando se trata de realmente mudar o setor espacial como um todo, a SpaceX é aquela em que as pessoas mais pensam”, refere Laura Forczyk, analista espacial e autora do livro Rise of the Space Age Millennials.

Um triunfante retorno à lua, ou uma viagem histórica a Marte, certamente irá cativar o público, mas não vai inspirar a América, ou o mundo, de uma forma mágica. A maioria dos americanos acreditava que o programa Apollo não valia o esforço ao longo da década de 1960, e também hoje não acreditam que voltar à lua seja uma prioridade, assim como uma viagem a Marte. O governo ainda pode justificar uma viagem à lua, independentemente da opinião pública, mas ao contrário de uma empresa privada como a SpaceX, a NASA terá de explicar para onde está a ir o dinheiro e porquê.

Entretanto, uma indústria em crescimento de turismo espacial privado, com veículos capazes de voar com cada vez mais autonomia, está a mudar o perfil dos astronautas, e em breve, talvez a maioria das pessoas que vão para o espaço não serão pilotos ou cientistas altamente treinados, mas simplesmente pessoas ricas. Um empresário japonês já comprou um voo da Starship até 12 passageiros para uma volta à lua em 2024.

Este futuro ainda tem um longo caminho a percorrer – mais protótipos, mais horas de testes e solução de problemas, um esforço separado para projetar o foguetão impulsionador gigante que vai colocar a nave espacial em órbita e depois regressar à Terra na sequência específica que a SpaceX quase aperfeiçoou com outros impulsionadores. O estaleiro do sul do Texas continuará a sua expansão, como uma espécie invasora de crescimento rápido, ao longo da costa. Se se seguir pela auto-estrada, que os fãs da SpaceX chamam de “a estrada para Marte”, até Boca Chica, passando por fazendas de painéis solares e galpões de armazenamento, passa-se pela pequena rua que se chamava  Joanna Street, até que Musk a rebatizou de Rocket Road, chega-se à praia, com o céu e o mar estendendo-se no horizonte. É uma bela paisagem e, talvez, um dia, será o último olhar que alguém terá da Terra.

Arquivado em:Notícias

Liderança remota será o novo modelo de liderança do futuro?

14 Maio, 2021 by Titiana Barroso

Neste artigo pretende-se desenvolver um olhar sobre a evolução dos fatores presentes na nossa sociedade que podem contribuir para que a liderança remota seja o novo modelo de liderança do futuro. Serão abordados e desenvolvidos temas de âmbito mais geral e outros de âmbito mais particular. Qual o impacto que cada um tem e que influência poderá ter no futuro. Após essa análise inicial, serão considerados as características de um líder remoto e equacionado se será efetivamente o novo modelo de liderança do futuro.

Globalização

Com a aceleração galopante da globalização no último século, temos vindo a assistir a uma crescente descentralização das estruturas organizacionais. Cada vez mais frequentemente as organizações operam em múltiplos países, originando estruturas de controlo intermédias que visam a gestão e consolidação das várias unidades. Este fenómeno veio reforçar a necessidade da existência de líderes remotos pelo simples facto da ser impossível a presença física conjunta de todos os elementos das equipas.

Setor Terciário e Tecnologia

Outro importante fator a ter em conta na liderança do futuro é o tipo de trabalho a ser desenvolvido. Só nos Estados Unidos, 70% da força de trabalho desenvolve atividade no sector terciário (serviços). Com o aparecimento da Internet e mais recentemente da fibra ótica (e outros tipos de tecnologia que permite uma largura de banda elevada) e de todo o conjunto de aplicações de comunicação disponíveis, as tarefas que eram desenvolvidas apenas nos escritórios, podem agora ser feitas potencialmente em qualquer parte do mundo onde exista Internet. Desta forma, a liderança remota é uma forma natural de liderança que tem vindo a crescer na economia global.

Pandemia

A recente pandemia, por si só, não veio mudar o curso da evolução do trabalho remoto, veio sim acelerar o ritmo dessa mudança. Milhões de trabalhadores viram-se obrigados a trabalhar remotamente por imposições legais. Organizações inteiras foram forçadas a desenvolver novas políticas para o trabalho remoto. Deste modo, embora um pouco brusco, foram consolidadas as bases para o futuro do trabalho remoto e consequentemente da liderança remota.

Mudança de paradigma

Com cada vez mais pessoas a ter a experiência de trabalhar remotamente e a beneficiar com esse modelo nomeadamente com um maior equilíbrio da vida pessoal/profissional, redução de custos de transporte, possibilidade de viver longe dos centros urbanos e até a inclusão de trabalhadores que de outra forma não teriam possibilidade de se deslocar fisicamente às instalações, a possibilidade de trabalhar remotamente é um benefício que tem vindo a ser cada vez mais exigido. O peso do salário na comparação de ofertas de trabalho tem vindo a decrescer e as organizações forçadas a ir ao encontro das exigências dos candidatos e potenciais colaboradores.

Numa economia de mercado e de forte concorrência, esta orientação para satisfazer as exigências dos recursos está a ter uma preponderância de tal forma que assistimos a uma mudança de paradigma. Já não é mais válido que quem oferece melhores condições financeiras seja a organização escolhida pelo trabalhador. Como tal, cabe a cada organização adaptar, mudar e reorganizar as políticas de trabalho e contratação tendo em conta esta nova realidade.

Estatísticas

A liderança remota está em grande parte relacionada com o fenómeno do trabalho remoto. Fenómeno esse sobre o qual existem variadas análises, projeções e estatísticas que nos permitem compreender a sua evolução ao longo das últimas décadas.

Nesta seção pretende-se dar relevância a alguns dados sobre o trabalho remoto que demonstrem a tendência das últimas décadas.

Neste gráfico podemos observar o crescimento do benefício de trabalhar remotamente que cresceu de 28% em 2011 até 54% em 2020.

Na linha de tendência acima, nota-se uma clara evolução do número de trabalhadores nos Estado Unidos a trabalhar unicamente a partir de casa. Desde pouco mais de 3% em 2000 até mais de 5% em 2018.

Nestes gráficos pretende-se evidenciar que a tendência de trabalhar remotamente ou em casa não se pode ignorar e que muito provavelmente irá continuar a crescer a bom ritmo.

Liderança do Futuro

Depois de abordados os principais fatores que podem influenciar a evolução do trabalho e da liderança, não restam dúvidas, o líder do futuro é o líder com competências para liderar à distância.

No entanto não tem sido tarefa fácil. Muitos líderes referem dificuldades na motivação de equipas, não conseguindo tirar o rendimento máximo de cada elemento. Referem também novas exigências ao nível de comunicação, sentindo não ser a mais eficaz e clara. Estas dificuldades aliadas ao sentimento de falta de controlo vêm reforçar a necessidade de mais formação ao nível de liderança remota.

Mas, não só de formação é feito o líder. Assistiremos a uma mudança no método de escolha de líderes por parte das organizações. Muitas vezes é escolhido o elemento com mais experiência ou com mais anos ao serviço da organização, escolha que pode não se revelar adequada no caso da liderança remota. As escolhas de futuro serão mais centradas na personalidade e nas chamadas soft skills. O líder do futuro terá como características fundamentais a empatia, a fluência do discurso, a preocupação com o outro e a competência técnica na utilização da tecnologia e ferramentas de comunicação.

Por todos os fatores referidos e pela evolução da nossa sociedade, a liderança remota será, portanto, o novo modelo de liderança do futuro.


Por André Alho, Partner & Tech Lead na Underauk

Arquivado em:Academia

Conselho da Diáspora Portuguesa dá a conhecer novo Presidente

13 Maio, 2021 by Titiana Barroso


António Calçada de Sá é o novo Presidente do Conselho da Diáspora Portuguesa.

Na sua primeira mensagem ao Conselho como Presidente, António Calçada de Sá agradeceu o extraordinário trabalho realizado por Filipe de Botton desde 2012, que passa agora a ter o cargo honorífico de Presidente Fundador.

“Como Diáspora Portuguesa, como portugueses espalhados pelo mundo, como académicos, cientistas, executivos, empresários e jovens empreendedores, temos pela frente um novo contexto, tão difícil como complexo, um mundo novo em transformação onde o nosso compromisso deve ser renovado, com muita energia, cada dia, todos os dias. Aceitei este cargo com grande honra e com responsabilidade acrescida. Declaro desde já o meu compromisso para continuar a consolidar, reforçar e renovar o legado recebido. O Conselho da Diáspora cresceu muito e terá que continuar a crescer muito. Temos uma excelente articulação com as todas as instituições, com o Governo de Portugal e com a Presidência da República e continuaremos por essa via com um único objetivo: ser uma grande rede de utilidade na defesa da imagem e dos interesses de Portugal no Mundo”, declara o recém-eleito Presidente no seu discurso de abertura ao Conselho.

Membro fundador deste Conselho, que foi criado em 2012, António tem contribuído de forma ativa para o seu desenvolvimento enquanto instrumento de diplomacia económica e influência a nível internacional na defesa dos interesses de Portugal. Licenciado em Engenharia Química pelo Instituto Superior Técnico, MBA pelo IE Business School de Madrid e pelo IMD de Lausanne.

Além das suas atuais funções executivas na Repsol, atual Diretor Geral e Vice-Presidente da Fundação, reportando diretamente ao Presidente da companhia, António é ainda o Presidente da Câmara de Comércio de Portugal em Espanha.

O Conselho da Diáspora é uma associação privada sem fins lucrativos, fundada em 2012, com o Alto Patrocínio da Presidência da República e do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Em 2017 foi concedido à Instituição a distinção de Utilidade Pública e em 2019 foi atribuído ao Conselho da Diáspora o estatuto de Organização Não Governamental para o Desenvolvimento. O Conselho da Diáspora constitui uma extensa rede de ligação entre portugueses e luso descendentes espalhados pelo mundo, The World Portuguese Network, que integra 90 membros em 26 países, 47 cidades e 5 continentes, com trabalho proativo, intervenção e influência nas áreas da Economia, Ciência, Cultura e Cidadania.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

A Sustentabilidade Ambiental do E-commerce

13 Maio, 2021 by Titiana Barroso

A Sustentabilidade Ambiental assenta na forma como os consumidores utilizam os recursos naturais para satisfazer as suas necessidades sem comprometer o Planeta.

O crescimento acelerado do E-commerce em todo o mundo tem levantado preocupações sobre o impacto no ambiente desta nova forma de comprar. Existem, desde logo, três grandes áreas de impacto na utilização deste novo formato de compra:

  1. Consumo energético: Este ponto pode ser controverso porque se por um lado existem menos deslocações e consequentemente menos consumo de combustível, por outro lado existem múltiplas entregas onde o “routing” nem sempre é otimizado e por vezes sujeito a múltiplas entregas por efeito da ausência do consumidor e também por motivos de devoluções. Existe ainda outro aspeto importante a considerar que é o facto das plataformas de E-commerce estarem alojadas em centros de dados, cujo consumo energético é por vezes superior ao de uma região ou mesmo ao de um pequeno país.
  2. Utilização de Embalagens: Este é um dos aspetos mais preocupantes do E-commerce, uma vez que o consumo desordenado e por vezes mal planeado de embalagens de acondicionamento dos produtos conduz ao desperdício e à poluição quando não há reciclagem. Por outro lado, a essência digital do negócio promove a ausência do consumo de papel nas transações entre consumidores e fornecedores. Este aspeto gera um impacto ambiental muito positivo.
  3. Infraestrutura de negócio: O modelo de negócio do E-commerce ao ser digital não requer, à partida, uma infraestrutura distribuída e pode ser mais centralizada, mitigando assim o consumo e o desperdício inerente ao normal funcionamento de qualquer tipo de instalações.

Face ao exposto, o impacto ambiental do E-commerce é uma responsabilidade que tem de ser partilhada entre as empresas e os consumidores. Importa por isso listar as preocupações que cada um deve ter. As empresas devem considerar três práticas fundamentais:

  1. Política de Embalagens: Existe muito trabalho a fazer nesta área, começando por evitar as embalagens de plástico, em detrimento da utilização de embalagens recicláveis ou biodegradáveis. Depois, é fundamental otimizar o uso das embalagens para evitar o desperdício. Por exemplo, evitar o uso de embalagens grandes para produtos pequenos, consolidar encomendas para o mesmo consumidor e inovar com a utilização de embalagens reutilizáveis, através do uso de mangas descartáveis sobre a embalagem. Outra boa prática a adotar é o uso de impressão térmica nas etiquetas de endereço para evitar o desperdício de consumíveis químicos.
  2. Logística: Esta área, crítica para o E-commerce, deve continuar a inovar na otimização dos recursos, consumo energético e custos. A crescente aposta nos veículos elétricos para a distribuição, o uso de bicicletas na fase final da entrega, os modelos ainda exploratórios do uso de drones para entregas ao domicílio, em paralelo com os novos modelos de entrega baseados em armazéns hiperlocais, pontos de entrega locais e plataformas de E-commerce Hiperlocais, estão a contribuir ativamente para reduzir os custos e a pegada poluente.
  3. Tecnologia e Processo de Venda: A tecnologia deve ajudar a reduzir uma das principais fontes de desperdício do E-commerce que são as devoluções. As devoluções são em grande parte destruídas contribuindo para um elevado consumo de recursos. Uma boa prática é apostar na descrição detalhada dos produtos e recorrer à realidade aumentada.

Os consumidores também podem adotar boas práticas, importantes para mitigar o impacto ambiental: 1. Devem evitar o recurso a entregas Expresso para facilitar a otimização logística; 2. Devem estar disponíveis na primeira receção para evitar tentativas múltiplas de entregas; 3. Devem evitar comportamentos de “try before you buy” para reduzir deslocações.

Em Portugal, e de acordo com um estudo da IDC/ACEPI de 2020, o E-commerce ainda está emergente com apenas 27% das empresas a apostarem em lojas online. Por outro lado, os consumidores portugueses apontam a atual falta de oferta e a pouca competitividade dos preços em Portugal, como as duas principais razões que os levam a optar também pelo comércio eletrónico estrangeiro, havendo apenas 9% que escolhe em exclusivo lojas online nacionais. Constata-se, assim, uma grande oportunidade para as empresas portuguesas encararem o E-commerce não só de forma sustentada, mas também como um veículo para capturar uma importante fatia de negócio a não perder.


Por Miguel Vicente, CEO da Made2Web Digital Agency

A crónica foi publicado na edição de primavera da revista Líder.

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Vanessa Romeu: «A Sustentabilidade faz parte do ADN do Lidl»

13 Maio, 2021 by Titiana Barroso

Com uma estratégia de Sustentabilidade e de redução de plástico a 360º graus, o Lidl adota boas práticas económicas, ambientais e sociais ao longo de toda a cadeia de valor.

São várias as medidas e iniciativas pioneiras nestas matérias. «O objetivo do Lidl é o de reforçar o empenho em continuar a trabalhar para um País e um Planeta mais Sustentável, com a implementação de medidas nas mais diferentes áreas da sua operação mas também ajudando os consumidores a fazer escolhas mais Sustentáveis», conta Vanessa Romeu, Diretora de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade do Lidl Portugal, à Líder.

Vanessa iniciou a sua carreira no sector das FMCG na Procter and Gamble em Bruxelas, e mais tarde na sua sede em Cincinnati nos EUA. Em 2002, regressa a Portugal, para o sector da Comunicação e Media, assumindo mais tarde a Direção de Marketing e Comunicação da SIC onde também foi Vice-Presidente da SIC Esperança. Em 2013, abraçou o desafio do setor do Retalho, onde assumiu a função que desempenha atualmente no Lidl Portugal e tem, entre outras responsabilidades, a área de Responsabilidade Social Corporativa.

Reunimos algumas marcas que se destacam no panorama da Sustentabilidade para nos desvendarem quais as suas metas para um futuro mais verde. Vanessa Romeu aceitou o desafio.

«A Sustentabilidade faz parte do ADN do Lidl e é vivida integralmente através da adoção de boas práticas económicas, ambientais e sociais ao longo da nossa cadeia de valor, centrando-se na política de oferecer qualidade ao melhor preço.

Enquanto membro do Grupo Schwarz, o Lidl assume uma estratégia de Sustentabilidade e de redução de plástico a 360º graus. Entre várias medidas e iniciativas, foi pioneiro em 2018 quando assumiu o compromisso de redução de plástico nas embalagens de marca própria em 20% até 2025 e a tornar 100% das suas embalagens o máximo recicláveis. Foi o 1.º retalhista português a descontinuar a venda de plásticos descartáveis, evitando a entrada no sistema de 12,5 milhões de copos e de 5 milhões de pratos anualmente e a acabar com a venda de sacos de plástico para transporte de compras, retirando do circuito cerca de 25 milhões de sacos de plástico anualmente. É ainda membro do pacto Ambiental com as Nações Unidas e signatário do Pacto de Plásticos da Fundação Ellen McArthur, sendo membro fundador do Pacto Português para os plásticos. Investimos no aumento de produtos sustentáveis, tornando-os mais acessíveis aos nossos clientes, com selos Fairtrade, Rainforest Alliance, Bio e UTZ, que asseguram que os produtos respeitam as melhores práticas de comércio justo e respeito pelo ambiente. Fomos a primeira cadeia de retalho em Portugal a garantir a totalidade do seu bacalhau proveniente de pesca sustentável, com certificação MSC, e privilegiamos produtos de aquicultura sustentável, com certificação ASC. Com o objetivo de promover a mobilidade de baixo impacto ambiental e apoiar também o consumidor nessa transição, assumimos em junho de 2020 – já em tempos de pandemia – um novo compromisso: a promoção da mobilidade elétrica através da instalação de uma rede de mais de 40 postos de carregamento para viaturas elétricas nas nossas lojas novas ou remodeladas, até fevereiro de 2021, possibilitando viajar de Norte a Sul do País com energia verde – e cumprimos.

O objetivo do Lidl é o de reforçar o empenho em continuar a trabalhar para um País e um Planeta mais Sustentável, com a implementação de medidas nas mais diferentes áreas da sua operação mas também ajudando os consumidores a fazer escolhas mais Sustentáveis.»

Pode ler todas as intervenções na edição de primavera da revista Líder.

Arquivado em:Artigos, Leading Brands

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