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Titiana Barroso

Meia dúzia de lições do 19.º

17 Maio, 2021 by Titiana Barroso

A conquista do 19.º título de campeão nacional pelo Sporting permite tirar um conjunto de ideias que talvez possam ultrapassar as chamadas quatro linhas.

  1. O Sporting ganhou porque lutou. Deixou-se de queixas e queixinhas. Onésimo Teotónio Almeida, professor nos EUA, diz que em Portugal há “uma certa cultura nacional de queixa”. O Sporting ganhou mais quando se queixou menos. Curiosamente os outros queixaram-se mais e arranjaram desculpas quando ganharam menos.
  2. Não baixar o nível. O Sporting ganhou com elevação. Não precisou de ofender nem de arranjar inimigos externos para ganhar. Aliás no Sporting os maiores inimigos são frequentemente os internos.
  3. Apostar na juventude. Este país não é para jovens – nem para velhos. Mas é possível apostar mais nos jovens e acreditar neles – não como uma reserva de futuro mas para o presente. Na política, em particular, precisamos de caras novas sem os vícios das jotas, que produzem mentes velhas em corpos jovens.
  4. O mérito é mais que um certificado. A perseguição a Ruben mostrou o pior do Portugal corporativo em que conta mais a proteção do status quo que a promoção do mérito e da mudança.
  5. Como escreveu Cesare Pavese, o trabalho cansa. Mas compensa. Enquanto a chico-espertice a que assistimos todos os dias nos tribunais e numa TV perto de si prevalecerem, não vamos ganhar campeonatos. A justiça desportiva replicou, aliás, o pior do atavismo da nossa justiça em geral.
  6. Ganhou a equipa mais que as individualidades. A equipa foi a estrela e o capitão Coates a sua cara. Ganharam também o treinador Ruben Amorim e o presidente Varandas. A união fez a força, uma lição para um país em que a política não parece capaz de encontrar espaços de consenso para resolver grandes problemas nacionais.

Esta vitória trará ao Sporting, espera-se, um módico de paz e estabilidade, sem a qual não se vai a lado nenhum. Gostaria nesta altura de lembrar e honrar a memória do meu amigo e colega de gabinete Nuno Fernandes Thomaz. Estou certo de que, onde estiver, o Nuno está a celebrar connosco.


Por Miguel Pina e Cunha, Diretor da revista Líder

 

 

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Somos realmente livres?

17 Maio, 2021 by Titiana Barroso

Vou recorrer a uma fábula – os chimpanzés e as bananas – de forma a refletirmos se nas nossas ações (e.g., organizações, dia a dia) somos de todo livres ou não.

Numa experiência com chimpanzés (geneticamente apresentam um cariótipo semelhante ao nosso em cerca de 98%), um grupo de cientistas colocou cinco numa jaula. No meio da jaula, uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.

Numa primeira fase da experiência, os chimpanzés lá se entendiam para se revezarem com a escada e alcançarem assim as bananas (estas nunca faltavam e todos os chimpanzés se mostravam satisfeitos). Numa segunda fase da experiência, os cientistas, depois de colocarem o cacho de bananas sob a escada, atacavam com um canhão de água gelada pressurizada, não o elemento que subia as escadas, mas todos os outros chimpanzés, quatro, que ficavam no chão. Este processo foi repetido por alguns dias, e algo espantoso começou a ocorrer. Apesar dos chimpanzés estarem famintos, e o cacho de bananas permanecer sob as escadas, se algum chimpanzé procurasse subir a mesma, era atacado de forma violenta pelos restantes chimpanzés.

Porquê este comportamento? O chimpanzé que tentasse subir as escadas iria fazer com que os outros que estavam no chão fossem castigados, então, os chimpanzés tomaram a decisão livre (?!) de não deixar nenhum chimpanzé subir as escadas.

Numa terceira fase da experiência, um dos chimpanzés do segundo grupo era substituído por um novo chimpanzé (que não sabia nada acerca do que se havia passado na primeira e na segunda fase da experiência). Quando colocaram o cacho de bananas sob a escada, este novo chimpanzé logo que se colocou na escada para alcançar as bananas foi castigado pelos seus companheiros, não havendo necessidade em utilizar os canhões de água. Substituíram os outros quatro chimpanzés, um a um, e o comportamento de agressão continuou a ocorrer. Nenhum destes novos chimpanzés subiu a escada, apesar de não terem recebido água gelada pressurizada por um canhão nesta terceira fase da experiência. Os cientistas ficaram com um grupo de cinco chimpanzés que, mesmo, nunca terem tomado um banho frio, continuavam a castigar de forma violenta naquele chimpanzé que tentasse ficar com as bananas.

Quantos de nós agimos como os chimpanzés novos? Que nunca sendo verdadeiramente sancionados pelos motivos que originaram um determinado hábito, passam a comportar-se como tal?

Estúpidos os chimpanzés (homens!), não? Ou talvez nunca sejamos livres de todo.


Por Ana Pinto, Professora Universitária e Consultora em Recursos Humanos

Arquivado em:Opinião

Durão Barroso: “Esta Pandemia foi um grito de alarme para o Mundo”

17 Maio, 2021 by Titiana Barroso

A saúde e o bem-estar são hoje, mais do nunca, o foco de desafios e ambições das sociedades e organizações públicas e privadas. Para refletir acerca das novas tendências dos mercados da saúde, as possibilidades da ciência, o poder da inovação e o papel da cooperação internacional, o Conselho da Diáspora Portuguesa promoveu a conferência digital, “Saúde: Construir o Futuro”, no passado dia 6 de maio, composta por vários painéis de participantes, juntando empresas, universidades e instituições.

O Conselho da Diáspora Portuguesa foi criado em 2012 por cerca de 100 portugueses resid

entes em 26 países, e tem como objetivo juntar os portugueses, de fora e de dentro, no contributo para a afirmação universal dos valores e cultura portuguesa, bem como para a elevação e reforço da reputação do país.

Filipe de Botton, Presidente fundador, afirma ter-se aproveitado este período de reflexão pós-pandemia para debater “as oportunidades de uma mudança total de paradigma” com a participação de um painel alargado de portugueses, de dentro e de fora do país. Nas suas palavras, “Nunca se pensou que um tema de saúde pudesse impactar de forma transversal, e tão violenta, o mundo no qual vivemos, levando a que seja incontornável repensar a nossa forma de viver, conviver e de estar”.

Marcelo Rebelo de Sousa, cujo alto patrocínio se estende a esta iniciativa, destacou a importância da preparação de um cenário sobre o futuro da saúde, e para o qual o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) surge como “a oportunidade singular para que nos próximos anos se invista na Ciência, Tecnologia e Saúde”.

O Presidente da República reforça ainda ser fundamental a união, sob o ponto de vista europeu, baseada numa liderança perspicaz e ousada, para que seja possível a construção de uma visão de futuro e no sentido da globalização da saúde.

Esse sentido global tem hoje a sua expressão no programa mundial de vacinação COVAX, do qual a Aliança Global para as Vacinas (GAVI), uma iniciativa da Fundação Bill e Melinda Gates, participa, e que é presidida desde setembro de 2020 por José Manuel Durão Barroso, orador convidado deste encontro.

“Esta Pandemia foi um grito de alarme para o Mundo, acerca da necessidade de um investimento mais consistente na saúde pública”, referiu Durão Barroso, revelando ainda como os países mais ricos e avançados do mundo não estavam preparados para uma ameaça deste tipo, cuja resposta insuficiente veio dar um novo prisma às questões de saúde pública e um foco ao investimento necessário, não apenas na saúde, mas também na resiliência das sociedades e países.

A urgência na criação de uma União Europeia da saúde, algo até hoje inexistente, tem agora, num cenário pós-pandemia, reunidas as condições necessárias para avançar, sem que haja uma substituição dos estados, mas complementando as suas ações naquilo que poderá ser um novo serviço europeu de saúde.

Ainda nas notas introdutórias aos painéis de discussão, Manuel Sobrinho Simões, Médico e Investigador do IPATIMUP, remete para um exercício de mnemónica em que a letra C marca o propósito deste encontro com várias dinâmicas: Cultural, Ciência, Civilização e na área da saúde cujo propósito é Curar, Controlar e Cuidar e ainda a ideia de transição entre a prevenção e a cura. Para o investigador, o que que está na base de toda esta reflexão é “Compreender” e “Conhecer”, referindo que “Portugal tem um problema crucial de compreender e conhecer que passa antes de mais pela educação e formação”.

Arquivado em:COVID-19, Notícias

Quando será normal voltar a viajar?

17 Maio, 2021 by Titiana Barroso

Num mundo em que já é possível vislumbrar uma realidade pós-pandemia pela diminuição do número de infeções, salvo ainda algumas regiões do mundo, e o avanço dos planos de vacinação, é cada vez maior a vontade de viajar e fazer planos para as férias. Embora os especialistas em viagens estejam otimistas de que as coisas lentamente vão começar a abrir ainda em 2021, tudo depende do sítio onde se vive, para onde se deseja viajar e se o vírus, e as suas variações, estão ou não sob controlo.

Com tantas incertezas em andamento, o mais aconselhável na maior parte do mundo, ainda é ficar seguro e em casa. Mas não há perigo em olhar para o futuro e perceber quando será possível voltar a ir de férias e, como tantos desejam, o mundo voltar ao normal.

Maureen O’Hare, jornalista da CNN Travel, falou com vários especialistas e deixa as principais impressões num artigo divulgado online.

Quando será normal voltar a viajar?
Existe um otimismo latente e à medida que as vacinas vão-se tornando cada vez mais disponíveis, as viagens tendem a aumentar no final de 2021, perspetivando-se que as coisas voltem a um estado relativamente normal em meados de 2022. Por outro lado, as viagens de trabalho vão ter uma tendência para ser cada vez menos, uma vez que esta Pandemia veio mostrar que através de outros meios de comunicação conseguem-se resolver muitas questões.

Começa agora a surgir um maior número de reservas, principalmente para depois do verão, quando as pessoas calculam que já será mais seguro viajar, algo que estão a desejar há muito tempo. Os planos são feitos a longo prazo e em grande – há uma tendência de reservas para 2022 e até 2023, com viagens longas, luxuosas e um itinerário cuidadosamente selecionado.

Ser vacinado vai fazer a diferença?
Por enquanto ainda não, mas este será um dos maiores problemas que o setor das viagens vai enfrentar nos próximos dois anos. Os “passaportes de vacinas“, que podem impor restrições de viagem a qualquer pessoa que não seja vacinada, é um dos temas quentes da atualidade. Alguns destinos, como Seychelles, Chipre e Polónia, já suspenderam os requisitos de quarentena para visitantes que façam prova de já ter sido vacinados.

Contudo, este conceito levanta outras questões como o mau uso da documentação que comprove a vacinação e a situação daqueles que ainda esperam pela vacina, não têm acesso a ela ou não querem ser vacinados. Sobre isso, a Organização Mundial da Saúde já mostrou a sua posição em não apoiar os “passaportes de vacinas”. A vacina poderá não se tornar obrigatória, mas trará algumas desvantagens não se ser vacinado, afirmam os especialistas.

Voar para destinos de longa distância
Existem alguns voos de longo curso que estão a funcionar, mas não é de esperar que o volume de rotas vá aumentar para níveis anteriores à Pandemia, até 2022. Ainda é possível realizar algumas reservas, sendo a Nova Zelândia/ Austrália o destino mais difícil pelas restrições impostas e a redução de voos por parte das companhias aéreas. Existe o risco que o voo seja cancelado ou reprogramado, o que agora acontece frequentemente, para além das imposições à entrada, que variam de destino e país de saída. O Dubai é, por exemplo, um dos destinos mais abertos do mundo, enquanto a Nova Zelândia se encontra no extremo oposto. Viagens de lazer para destinos longínquos, com segurança e permissão, aconselha-se mais para o final de 2021.

“Bolhas de viagem” e voos de curta distância
Os especialistas estão mais otimistas quanto ao ressurgimento dos voos de médio curso, isto porque os governos irão ter uma maior pressão para atenuar as medidas de quarentena em relação a países vizinhos, como é o caso da Europa em que as fronteiras vão reabrindo à medida que o número de infeções vai baixando. O conceito de “bolhas de viagem” que prevê a abertura seletiva das fronteiras entre países, e que foi uma tendência no verão de 2020, parece não se ter materializado, apesar dos vários rumores, talvez pela complexidade de controlar a sua dinâmica.

Viagens de cruzeiro
Este foi de longe o segmento de viagens mais impactado pela Pandemia e vai levar algum tempo até que voltem ao normal, se é que voltam. A tentativa de regressar rapidamente ao ativo fez o público perder a confiança na indústria de cruzeiros, principalmente num mundo pós-COVID em que as pessoas estão mais preocupadas com a saúde.

Mas há também uma visão otimista que afirma serem as experiências tipo “boutique”, em navios mais pequenos, com um rigoroso controlo de entradas e uma rota bem planeada, o tipo de cruzeiros que pelo ambiente mais controlado irão atrair clientes.

Arquivado em:COVID-19, Notícias

Vale a pena espreitar esta biblioteca sobre Sustentabilidade

17 Maio, 2021 by Titiana Barroso

Algumas escolhas da Líder para ler e no final poder contribuir na sua vida para um mundo mais sustentável. Salvar o Planeta é mais do que um chavão político é uma urgência humanitária global.

 


Como Evitar um desastre climático

Neste livro, Bill Gates traça um plano prático, abrangente e acessível, mostrando-nos de que maneira o mundo pode eliminar as emissões de gases com efeito de estufa, a fim e a tempo de evitarmos um desastre climático. Bill Gates passou a última década a estudar as causas e os efeitos das alterações climáticas. Com a ajuda de peritos no domínio da física, química, biologia, engenharia, ciência política e finança, procurou saber o que tem de ser feito para que o planeta não caminhe em direção a uma catástrofe anunciada. Neste livro, além de explicar porque temos de alcançar a neutralidade carbónica, o autor apresenta-nos os passos concretos fundamentais para o êxito desse objetivo.


Nós, os micróbios e uma Visão Alargada da Vida


Os micróbios, criaturas microscópicas esculpem os nossos órgãos, protegem-nos das doenças, orientam o nosso comportamento e bombardeiam-nos com os seus genes. E neles reside também a chave para compreender a vida na Terra. Neste livro, Ed Yong convida-nos a ver o organismo humano e o dos outros animais a uma nova luz: menos como indivíduos e mais como ecossistemas florescentes. Ficamos a conhecer a ciência invisível dos corais que constroem os recifes imponentes e das lulas que criam espetáculos luminosos.

 


A vertigem do cosmos

Tocados pelo esplendor da noite, os humanos nunca cessaram de olhar para o céu e de o tentarem compreender. Perante a regularidade de certos ciclos – fases da Lua, estações, solstícios, eclipses, etc. -, formularam uma conceção dinâmica do cosmos, baseada em duas noções indispensáveis: o espaço e o tempo. Trinh Xuan Thuan,que assina esta obra, apresenta-nos , desde a arqueoastronomia até à astrofísica mais recente.
Uma breve história do céu que não se limita aos temas fundamentais, mas celebra também a união escondida no fundo da nossa memória: a aliança eterna entre o homem e o cosmos.

 


Sapiens face a Sapiens

História da evolução da espécie humana desde os primórdios até à atualidade, num livro que mostra como a mais bem-sucedida das espécies que habitaram a Terra deixou nela uma marca indelével à qual terá de se readaptar.

 

 

 


A Grande Escolha: Mundo Global ou Países Fechados?

Este livro escrito por Adolfo Mesquita Nunes faz uma defesa do mundo global e explica como podemos melhorar e aperfeiçoar a globalização.
Apontando os erros e as consequências de os países se fecharem sobre si próprios, o autor mostra como a abertura do Mundo é o maior instrumento de progresso de toda a História e enumera sete grandes desafios da atualidade – desigualdade, emprego, salários, habitação, dependência externa, monopólios digitais e fiscalidade internacional –, traçando linhas de ação para os resolvermos quanto antes.

 


Estratégia – Criação de Valor Sustentável em Negócios Tradicionais e Digitais

Estratégia – Criação de valor sustentável em negócios tradicionais e digitais é o manual definitivo sobre estratégia empresarial. Dirigido a executivos e leitores interessados nos modernos conceitos de gestão e economia, o livro inclui mais de 1500 exemplos práticos de empresas portuguesas e estrangeiras, figuras, tabelas e mapas explicativos. Esta obra aborda de uma forma prática todos os temas mais atuais de estratégia, aplicando-os não só aos negócios tradicionais, como também aos novos negócios digitais. E a relevância estratégica da sustentabilidade é também reconhecida, e a criação de valor sustentável quantificada.

 


Epidemias e Sociedade

Uma análise ao impacto das epidemias que mostra como os surtos infeciosos de grande escala moldaram a sociedade desde a Peste Negra até ao presente. Frank M. Snowden, o autor,  defende que as doenças não se limitaram a influenciar as ciências médias e a saúde pública, mas também transformaram as artes, a religião, a história intelectual e a guerra. Esta investigação comparativa e multidisciplinar da história da medicina e da história social aborda temas como a evolução das terapêuticas, a pobreza, o ambiente e a histeria coletiva Além de fornecer uma perspetiva histórica sobre doenças como a varíola e a tuberculose, Snowden analisa a repercussões de epidemias recentes como o VIH/SIDA ou a SARSCOVID, ao mesmo tempo que se questiona sobre se o mundo estará preparado para a nova geração de doenças infeciosas.

 


A Terra Inabitábel

É um livro de divulgação e não de ciência climática, sobre um tema que tem estado no cerne do debate na sociedade. David Wallace-Wells parte de uma ideia de que não devemos escarnecer das precisões de Malthus. O facto de não termos atingido os limites não significa que haja limites. Este é, pois, um livro sobre o que está para lá dos limites. É muito pior do que se pensa, diz o autor.

 

 


A Realidade não é o que parece

Quais são os ingredientes elementares do mundo? O tempo e o espaço existem? E o que é exatamente a realidade? O físico teórico Carlo Rovelli tem passado a vida a explorar estas questões e, neste livro conta como a nossa compreensão da realidade mudou ao longo dos séculos e como os físicos encaram a estrutura do universo nos dias de hoje. Em A Realidade Não é o Que Parece, percebemos de que forma a ideia de realidade evoluiu ao longo do tempo, mas este livro convida-nos também a imaginarmos um mundo maravilhoso, no qual o espaço se fragmenta em minúsculos grãos, o tempo desaparece nas menores escalas e os buracos negros esperam para explodir – um vasto universo ainda em grande parte por descobrir.

 


Diga Não ao Plástico

Num período em que a defesa do ambiente e a adoção de um estilo de vida ecologicamente sustentável ocupam o espaço mediático e motivam debates e manifestações, o livro de Harriet Dyer demonstra que reduzir a utilização do plástico é mais fácil do que parece e não implica uma alteração radical no estilo de vida. Esta obra explica as razões pelas quais o consumo de plástico é uma das maiores ameaças à preservação do meio ambiente – mais de um milhão de aves e mamíferos marinhos morrem todos os anos por causa dos detritos existentes nos oceanos – e, com dicas simples e fáceis de colocar em prática, vai ajudar todos os que procuram reduzir o consumo de plástico, sejam experientes ambientalistas à procura de novas ideias ou quem está a dar os primeiros passos.

 


Tudo pode Mudar

Este livro é um bestseller do New York Times e já está traduzido em trinta países. Um livro que vem confirmar algumas conclusões da 21ª Cimeira do Clima, COP21 que decorreu em dezembro de 2015, em Paris, e teve como principal objetivo estabelecer um novo acordo internacional sobre o clima, para diminuir a emissão de gases de efeito estufa, o aquecimento global e em consequência limitar o aumento da temperatura global até 2100. Os representantes de 195 países disseram “sim” a um novo tratado internacional, que envolverá todas as nações num esforço coletivo para tentar conter a subida da temperatura do planeta.

 


Contágios – 2500 anos de Pestes

Jaime Nogueira Pinto percorre dois mil e quinhentos anos de história, arte, literatura e ciência para nos contar como têm vivido e morrido as pessoas em tempos de epidemia. É uma viagem marcada por sofrimento, carestia, doença e morte, e por grandes agitações nas sociedades, com convulsões políticas, miséria material, degradação dos costumes e desorientação espiritual.

Relato das epidemias tradicionais e das que surgiram recentemente – como o Ébola, a SIDA ou a Covid-19 – Contágios é o livro que nos ajuda a pensar sobre os fantasmas que nos assombram.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

Vamos exercitar os 3 Cs? Constrição, Confiança e Comunicação

14 Maio, 2021 by Titiana Barroso

Ao viver pessoalmente esses momentos de viajar de avião durante a pandemia, fazer testes COVID, ficar em quarentena, esperar com expectativa que o voo não seja cancelado, uso constante de máscara e estabelecer uma comunicação virtual na esperança de que o laptop e o telemóvel não falhem, senti que passei por um processo de “contrair” para depois “expandir”.

Imagino que muitos dos leitores também tenham passado por isto, mesmo que não tenham literalmente apanhado um voo. E ao atender clientes constatei que muitos de nós estamos a passar por esta fase dos 3Cs.

Num primeiro momento, as nossas vidas contraem antes de expandirem. Ao conversar com amigos, verifico que os mesmos sentimentos são semelhantes: “Estamos a trabalhar em nós próprios espiritualmente, a fazer o bem no mundo, seguindo sonhos e perguntando-nos porque ainda enfrentamos constrições de todos os tipos: financeiro, emocional e físico”.

Então ponderei que talvez seja desta maneira que as coisas funcionam, como uma lagarta, que se confina no casulo antes de expandir as suas asas e voar. Muitas vezes as coisas parecem tensas, e é fácil entrar em pânico,  mas como a lagarta, não há nada que possamos fazer neste momento, a não ser ser pacientes e perseverantes.  Faço a analogia com o nascimento de uma criança descendo pelo canal do parto – podemo-nos sentir pressionados, empurrados e muito desconfortáveis, mas se nos lembrarmos que estamos a caminho de nascer numa nova realidade, encontraremos forças para continuar.

E é neste momento de entrega, no centro de nossos próprios corações, que está à disposição de confiar no desconhecido à medida que percorremos o nosso caminho. E, através da abertura, saber comunicar com os nossos pares, amigos, parentes, chefias e equipa.

Falamos muito sobre a comunicação não-verbal, assertiva, não-violenta, virtual e esquecemo-nos às vezes daquela comunicação que converte a nossa voz interna em externa. Acontece que muitas vezes não temos a coragem de falar o que pensamos e nem de usarmos a nossa voz para enviar os desejos ou sentimentos dos nossos corações, do nosso mundo interior para o exterior. E assim aparece aquele medo de darmos um passo ousado para fazer acontecer.

Aos poucos, passo a passo, podemos remover o medo do que os outros possam pensar e a expectativa do que os outros deveriam entender. Neste momento libertamo-nos, a nós mesmos e aos nossos pensamentos, da chamada “escravidão da câmara mental” e projetamos os nossos desejos no écran do mundo.

Portanto, da próxima vez que percebermos que temos uma escolha sobre como comunicar, podemos escolher usar a nossa voz externa e observar o nosso poder criativo em ação. A nossa melhor hipótese de conseguir o que precisamos é comunicarmos especificamente, convertendo a nossa voz interna em voz externa de uma forma assertiva e não violenta. Ela poderá delinear a nossa capacidade de nos relacionarmos com os outros e conquistar a confiança e colaboração das pessoas, como um canal aberto que permite o diálogo e a intercolaboração.

Aprender a expressar-se de forma verbal, não-verbal e virtual também conta para o sucesso das relações interpessoais tanto nas empresas como no seio familiar, com colegas e amigos. Respeitar o momento de cada um, sem ser invasivo com mensagens e cobranças em qualquer momento do dia.

Sobre este processo dos 3 Cs seguem algumas dicas:

Constrição: As coisas não estão a funcionar, parecem tensas, sentimento de pânico: É importante passar pelo processo de Constrição. Permita-se entrar no casulo por um momento para meditar, pensar, ponderar e preparar-se para voar.

Confiar: Aprenda a ouvir a sua voz interior, recorra aos seus princípios e ouça a sua essência. Aprenda a entender-se a si e ao outro.

Comunicar:  À medida que abrir o seu caminho escolha uma comunicação assertiva e não-violenta. Seja um bom intermediador, preste atenção à sua fala e procure uma linguagem honesta, clara e concisa. A evolução contínua e o uso de feedback também são pontos importantes para não ferir os direitos e individualidade dos outros. E principalmente, “acerte no momento” e dê sentimento ao discurso.

Procure a sua evolução contínua!


Por Elza Baptista Filha, Coach, Membro da Comissão Executiva do GPC da APG e Líder do Comité de Relações Internacionais ICF Portugal

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