• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      O maior desafio das marcas em 2026 é cumprir o que prometem

      5 lições das startups que as empresas tradicionais devem aprender para competir na era da IA

      Num mundo com quase 118 milhões de deslocados, a Europa muda as regras da imigração

      Nem mensagens nem vídeo: 79% dos trabalhadores preferem a voz quando é preciso agir depressa

      As alterações climáticas estão a mudar o mercado da habitação em Portugal

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Muito mais do que a casa de Christian Louboutin

      Um elétrico da Toyota para os entusiastas de automóveis 

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Lei da Nacionalidade: «A perceção de incerteza pode afetar a confiança global no país enquanto destino para investir», explica Catarina Almeida Garrett (AGPC)

      «É um mito pensar que poupar é apenas guardar o que sobra no final do mês», garante José Gonçalves (SafeBrok Portugal)

      «As pessoas veem os artistas e o palco, mas não imaginam o risco financeiro que existe por trás», diz Tiago Cruz (Nómadas Festival)

      «A regra de ouro é nunca defraudar o público», garante Tiago Castelo Branco (Afro Nation Portugal)

      Minna Salami: «O desejo coletivo continua a ser, na sua maioria, masculino»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      O maior desafio das marcas em 2026 é cumprir o que prometem

      5 lições das startups que as empresas tradicionais devem aprender para competir na era da IA

      Num mundo com quase 118 milhões de deslocados, a Europa muda as regras da imigração

      Nem mensagens nem vídeo: 79% dos trabalhadores preferem a voz quando é preciso agir depressa

      As alterações climáticas estão a mudar o mercado da habitação em Portugal

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Muito mais do que a casa de Christian Louboutin

      Um elétrico da Toyota para os entusiastas de automóveis 

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Lei da Nacionalidade: «A perceção de incerteza pode afetar a confiança global no país enquanto destino para investir», explica Catarina Almeida Garrett (AGPC)

      «É um mito pensar que poupar é apenas guardar o que sobra no final do mês», garante José Gonçalves (SafeBrok Portugal)

      «As pessoas veem os artistas e o palco, mas não imaginam o risco financeiro que existe por trás», diz Tiago Cruz (Nómadas Festival)

      «A regra de ouro é nunca defraudar o público», garante Tiago Castelo Branco (Afro Nation Portugal)

      Minna Salami: «O desejo coletivo continua a ser, na sua maioria, masculino»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Titiana Barroso

As 7 características de um bom líder à distância

20 Maio, 2021 by Titiana Barroso

Com o surgimento da pandemia de COVID-19, todos os setores de atividade, os seus trabalhadores e famílias foram afetados. Se inicialmente, se achou que este vírus iria ter um impacto mínimo, de apenas alguns meses, rapidamente nos apercebemos que estávamos enganados. A duração e a severidade do mesmo, obrigaram as organizações a uma rápida mudança, sem tempo para planeamento, como nos relata Lara Bule, Team Leader Administration na Grenke, no artigo “Como se gere um departamento remoto em tempo de COVID-19?” da revista Líder: “Ninguém estava verdadeiramente preparado e a adoção não foi fácil. Mas agora agimos como se o futuro do negócio dependesse de uma nova tribo de nómadas digitais.”

É nesta circunstância excecional, em que o simples facto dos trabalhadores virem trabalhar para os seus normais locais de trabalho, lhes coloca a vida em risco, que os líderes são chamados a intervir e colocar toda a sua experiência e competências ao serviço de todos. Isabel Moço, professora da Universidade Europeia, relata no seu artigo “Liderança em teletrabalho: distanciamento físico e não social”. Os contextos de incerteza ou de mudança são terrenos férteis para o surgimento de novas e distintas lideranças – seja para quem já tinha esse papel, seja pela emergência de novos líderes. A capacidade de adaptação, de ajustar comportamentos e de ter maior elasticidade para compreender os outros, orientá-los e dar-lhes suporte, tornam-se, em períodos de maior tensão e incerteza, competências distintivas dos líderes.”

Com a implementação do estado de calamidade, a maioria dos trabalhadores foram enviados para teletrabalho juntamente com os seus filhos. Nove em cada 10 receberam aviso prévio com a distância de menos de uma semana. E um em cada quatro teve menos de um dia para arrumar os seus escritórios confortáveis e totalmente equipados e ir para casa com a expectativa de continuara a ser produtivo – tudo isto à beira de uma recessão económica e a meio a uma pandemia (2).

A vida profissional misturou-se rapidamente com a vida familiar e pessoal. Esta adaptação foi difícil, tendo provocado stress, cansaço e isolamento social nos trabalhadores remotos. O ambiente doméstico pode ser desorientador e difícil. O trabalho à distância requer que as pessoas procurem os colegas de forma proativa, aceitem um certo isolamento e permaneçam automotivadas. E àqueles que nunca trabalharam virtualmente ou remotamente, exigem que se adaptem (2).

Liderança remota

O trabalho remoto popularizou-se com a pandemia, no entanto, várias organizações já o utilizavam antes com bastante sucesso.

Líderes e especialistas concordam que esta forma virtual de trabalhar e interagir pode ser o novo normal (2).

Se sempre foi desafiante gerir equipas, agora então (com as equipas dispersas geograficamente) esse desafio ganhou uma nova proporção. Por essa razão, é especialmente importante desenvolver competências de Liderança específicas a este contexto de Teletrabalho, uma vez que esta nova realidade impõe a adoção de técnicas de Gestão de Equipas específicas e adequadas a este novo Modelo de Organização (4).

A Gestão da Qualidade assume uma enorme importância. Se sempre foi importante gerir a qualidade, agora então (quando temos colaboradores a trabalhar a partir de suas casas) revela-se absolutamente crítico. Controlo de Qualidade esse que deverá ser assegurado a 360º, através da medição de indicadores de performance individuais, complementados por Monitoria de Qualidade, bem como Inquéritos a Clientes que permitam aferir a Qualidade percecionada pelo cliente (4).

Na liderança remota, é preciso liderar de forma diferente. Sendo um líder em trabalho remoto, algumas características são completamente diferentes. Por exemplo, não é possível olhar nos olhos de forma presencial e muitas vezes também não é possível interpretar a linguagem corporal da pessoa com que está a comunicar. Por isso é preciso usar a clareza e subtileza nas suas comunicações por email, mensagens e outros meios de comunicação à distância. Muitas vezes é muito mais rápido e eficaz simplesmente ligar para a pessoa do que redigir um email enorme que pode ser mal interpretado.

Para ambos os líderes de trabalho remoto, os que já o eram antes da pandemia e para os que foram forçados a liderar desta forma, podemos identificar as seguintes caraterísticas que um líder em trabalho remoto deve ter:

  1. Ser transparente e confiável

Durante uma crise é difícil manter a coerência, a melhor opção é criar regras operacionais bem claras e de fácil comunicação. Lembre-se que a sua identidade e atos são o que gera confiança na equipa. (5) No trabalho à distância a confiança é fundamental. Muitos se perguntam como podem saber se o colaborador está a trabalhar ou não. Para construir essa relação de confiança é preciso estabelecer e fomentar propósitos, motivações e competências aos trabalhadores tanto na empresa quanto os remotos. Para garantir a confiança é possível usar estratégias, como por exemplo, delegar tarefas publicamente.

  1. Saber avaliar

Dentro de um ano, mais de metade das empresas irá manter entre 50% a 75% dos seus assistentes de serviço a clientes em teletrabalho (4). No entanto, nem todas as pessoas têm o perfil certo para trabalhar em casa. As empresas precisam de identificar quem são os colaboradores que têm as competências e a motivação adequadas para essa missão, sendo a competência técnica e a autonomia duas das competências mais relevantes para o efeito (4). A prazo, trabalhar a partir de casa será enquadrado como uma promoção do colaborador e um reconhecimento em como este reúne as características específicas para poder realizar o trabalho, com elevada qualidade, a partir de sua casa (4).

  1. Ser comunicativo

Para poder chegar aos trabalhadores da melhor forma, é necessário ouvi-los desde o primeiro momento e garantir que possuem as mesmas condições, caso estivessem a trabalhar a partir do seu escritório. Se o trabalhador precisa de uma cadeira de escritório mais confortável ou de um segundo ecrã que utiliza normalmente, é importante que sejam concedidos estes pedidos tanto quanto possível, de forma a garantir a produtividade de cada uma das pessoas e que as suas rotinas habituais não sejam quebradas. (2) Evite entrar em discussões infinitas e tome decisões rápidas.

  1. Ser flexível

É importante que se tente perceber quais são as preocupações e angústias das pessoas, para entender de que forma se pode adaptar o trabalho. Aceder a pedidos simples como ir tratar do filho por um momento ou a realização de outras tarefas que podem contribuir para uma maior felicidade do trabalhador são essenciais para garantir uma maior aceitação e produtividade do mesmo. Segundo a Organização Mundial de Saúde um ambiente de trabalho mais confortável resultará em trabalhadores mais felizes. (2)

  1. Respeitar os limites do trabalho

Para minimizar o isolamento social, os líderes tendem a aumentar o contacto tecnológico, o que pode trazer algum desgaste para o líder e suas relações. O líder deve ter a capacidade para avaliar a autonomia dos seus trabalhadores, adaptando assim a frequência dos contactos. É fundamental que o líder respeite rotinas e outros papéis sociais, tanto seus como dos outros.
Mesmo no contexto remoto, os trabalhadores devem possuir um horário de trabalho, que por muito flexível que seja, deve possuir limites, e depois desses limites o líder não deve contactar o trabalhador e este deve iniciar outras atividades que lhe reduzam o stress e cansaço (alimentação saudável, exercício físico, um hobby, etc.).

  1. Garantir bem-estar físico e mental

Trabalhar a partir de casa pode significar menos trânsito e menos stress matinal, no entanto, não significa uma menor carga de trabalho. Preservar a cultura da empresa também passa por manter as reuniões semanais ou mensais programadas, assim como os momentos de lazer.

Combinar uma hora onde reúne os seus colaboradores apenas para conversar num contexto relaxado e sem se falar de trabalho, pode ser essencial para o bem-estar dos trabalhadores e por sua vez para a motivação e compromisso com a empresa dos mesmos.

É importante também que crie oportunidades para que o colaborador desligue, seja com aulas em grupo, mesmo que por videochamada, ou com o uso de aplicações que ajudem a relaxar. Se verificar que um colaborador poderá estar a passar por uma fase de ansiedade, recorrer a serviços de coaching online podem ser uma boa solução para garantir a felicidade do trabalhador. Outra das medidas que a Pipedrive está a aplicar passa pela prática de 15 minutos de exercício, com um personal trainer online, para que os colaboradores possam manter o bem-estar físico e mental (2).

  1. Focado nos objetivos

Os objetivos que são transformados em metas são fáceis de serem compreendidos e acompanhados. É importante, que o líder planeie os objetivos, crie metas e também um prazo para cada um deles (de preferência consultando os trabalhadores). Depois é fundamental acompanhar as equipas no cumprimento das tarefas.

Estratégias para a liderança remota (3)

Humanizar a liderança:

  1. Ler o outro para além das palavras;
  2. Ver o outro como um ser humano que procura um sentido para a sua existência;
  3. Ter consciência do impacto das suas palavras, ações ou omissões no outro;
  4. Compreender a vulnerabilidade das relações de trabalho e distingui-las das outras relações interpessoais;
  5. Abrir-se ao outro no sentido da aprendizagem e desenvolvimento humano;

Identidade e cultura:

  1. Identidade do negócio e do líder
  2. Cultura da organização
  3. Uniqueness
  4. Pessoas/marcas

A estratégia e o líder:

  1. Definir um caminho e preparar a equipa para os atalhos;
  2. O caminho deve ter um sentido que tenha também um significado para a equipa;
  3. Desenvolver a capacidade para ver além do operacional (abrir-se ao mundo);
  4. Desenhar a estratégia, dar-lhe um enquadramento teórico e prático;
  5. Ler, ouvir, pensar, investigar

Perguntas que os líderes se devem fazer:

1.Tenho sido suficientemente estratégico?

2-Refiz os planos de comunicação com a minha equipa direta e da organização no seu todo?

3-Como posso redefinir funções e responsabilidades para ajudar as pessoas a terem sucesso?

4-Tenho conseguido manter uma visão alargada da organização (the big picture)?

5-O que posso fazer mais para reforçar a cultura da organização?

Respondam & Perguntem:

Enquanto perguntamos e respondemos vamos encontrar uma definição de liderança remota ambivalente que congregue tudo o que de essencial cumpre salientar e reter.

Conclusão

É nas crises que os líderes emergem ou desaparecem. As crises têm esse grande condão de revelar o que está dentro de nós, exacerbando o positivo e o negativo. Uma crise nunca nos deixa os mesmos. Mexe connosco, líder ou não líder. Pontos fortes e pontos fracos de cada um, da equipa e da organização são expostos de forma mais ou menos abrupta, mais ou menos intensa, mais ou menos duradoura, com a eclosão de eventos discretos com implicações existenciais para a organização e que geram tipicamente níveis de incerteza muito grandes no seu princípio, i.e., com as crises (6).

“Como CEO, durante uma crise cai-nos um enorme peso em cima. As pessoas estão todas a olhar para nós à espera de decisões e temos que estar lá para elas” (6).

As organizações também devem ser capazes de criar e tornar realidades propostas de valor sustentáveis para os seus grupos de interesse. Agora, mais do que nunca, as organizações têm de abordar em paralelo dois desafios: a gestão eficiente do hoje, a visão a curto prazo para não tropeçar nos obstáculos do caminho, e a gestão eficaz da mudança para poder ganhar o amanhã, a visão a longo prazo que nos orienta o caminho (7). A única maneira de gerir as múltiplas e profundas mudanças é liderar com solidez a gestão da mudança e que seja uma atividade principal dentro das estratégias da nossa organização. Uma atividade à qual devemos dedicar o tempo e os recursos suficientes nos conselhos de administração e comités de direção. Temos o dever, como organizações, de ser o motor da mudança; de assumir as rédeas e prepararmo-nos conscienciosamente para atuar num ecossistema em permanente evolução. Só assim ganharemos o amanhã. Não será fácil, mas será apaixonante (7).

Bibliografia

  1. Lara Bule, Team Leader Administration na Grenke no artigo “Como se gere um departamento remoto em tempo de COVID-19?”. Revista Líder;
  2. Isabel Moço, professora da Universidade Europeia, relata no seu artigo “Liderança em teletrabalho: distanciamento físico e não social”. Revista Líder;
  3. Catarina Barosa Guerra, Módulo 6 – Liderança Remota, Universidade Europeia;
  4. Rui Santos, Diretor Geral da InPar, no artigo “Como garantir uma Cultura de Serviço uniforme em regime misto (Office + HomeOffice)”. Revista Líder;
  5. Carta aberta aos CEO: As 12 lições da Era COVID-19. Revista Líder;
  6. Miguel Pina e Cunha, diretor da revista Líder; Francisco X. Froes, MBA da Nova SBE, e Arménio Rego, professor na Católica Business School, Liderança em tempo de pandemia. Revista Líder;
  7. Francisco Hevia Obras, diretor sénior da LLYC e consultor independente de empresas, “O Papel do CEO na recuperação pós-COVID”, Revista Líder.


Por Carlos Nujo, Técnico de Radiologia e Vogal do Conselho Clínico e de Saúde do ACES Feira/Arouca

Arquivado em:Academia

Ame as Pessoas que Gere: Os Três Compromissos de um Líder

19 Maio, 2021 by Titiana Barroso

“Antes de ser um líder eficaz, deve amar aqueles que gere.” A sério? Nos ambientes de trabalho difíceis e intensamente competitivos de hoje, muitos considerariam “ame quem é liderado por si” uma noção ingenuamente idealista, se não totalmente equivocada.

Mas se o seu local de trabalho parece muito difícil para uma liderança amorosa, tenha em consideração em que circunstâncias é que o autor desta citação atuou. O general Eric Shinseki sabe tudo sobre como liderar equipas em circunstâncias difíceis. Gravemente ferido por uma mina terrestre no Vietname, voltou para outra viagem de liderança de combate após árduos meses de recuperação e reabilitação. Recebeu três condecorações Estrela de Bronze por bravura e duas Purple Heart, progrediu através de postos de comando militar cada vez mais responsáveis, supervisionou cerca de meio milhão de soldados como Chefe do Estado-Maior do Exército e desafiou-nos a “amar aqueles que são liderados por si”, no discurso após o qual se reformou, em 2003.

Tendo em conta este histórico, Shinseki é um mensageiro de liderança incontestavelmente credenciado. Mas qual é exatamente a mensagem para si e para mim? O que significa “amar quem é liderado por si” nos complicados locais de trabalho de hoje?

Neste discurso após o qual se reformou, em 2003, sugeriu três compromissos que todos podemos assumir para que a liderança amorosa passe de uma visão, para uma realidade quotidiana, seja gerindo uma pequena equipa ou administrando uma grande multinacional.

Primeiro: conquiste o respeito e a confiança da sua equipa, não tome a sua lealdade como garantida. Como disse Shinseki: “Certamente pode comandar sem [um compromisso amoroso com a equipa], mas não pode liderar sem ele”. O autor faz uma distinção importante de que os líderes arrogantes se esquecem: Inflacionar a autoridade de uma pessoa não é equivalente a mostrar liderança. A autoridade para comandar outros e dar ordens é uma coisa; liderança é algo diferente: inspirar outras pessoas a querer trabalhar consigo e para si.

Segundo: coloque as necessidades dos membros da sua equipa à frente das suas. “A liderança eficaz”, disse Shinseki, tem a ver com “a disposição para sacrificar ou subordinar todas as outras preocupações – promoção, bem-estar pessoal, segurança – pelos outros”. Este é um alto padrão. A maioria de nós suportaria esse sacrifício total pelos membros da família, mas por colegas de trabalho?

Felizmente, ao contrário dos militares, a maioria de nós não foi chamado para pôr a nossa vida em risco pelas nossas equipas. Mas, se entendermos o desafio de Shinseki num sentido mais amplo, pode ser extremamente relevante na vida corporativa. Os locais de trabalho de hoje tornam-se, muitas vezes, em arenas de “eu primeiro”, para subir na hierarquia corporativa. Líderes que amam, lembra-nos Shinseki, não funcionam dessa maneira: eles colocam as suas equipas à frente do seu próprio ego e necessidades de status.

A terceira conclusão decorre imediatamente da anterior: Desenvolva o potencial de cada pessoa que esteja sob a sua gestão. Colocar a equipa em primeiro lugar tem implicações no compromisso de ajudar os membros da equipa a crescer e florescer. Como disse Shinseki, “O Exército deve fazer duas coisas bem diariamente – treinar soldados e transformá-los em líderes” (ênfase acrescido). Com certeza, “treino” é uma parte do trabalho de um gestor, à qual muito frequentemente chamamos desenvolvimento de competências ou desenvolvimento profissional. Mas o líder que ama não se contenta apenas em transformar subordinados em trabalhadores mais competentes, embora isso seja essencial. Os gestores também se comprometem a ajudar os membros da equipa a descobrir e explorar todo o seu potencial e competências de liderança.

Compreendido corretamente, “ame quem é liderado por si” não é uma visão idealista nem vaga. Na verdade, nada poderia ser mais realista e concreto. Como são os locais de trabalho de hoje? Comece com três compromissos: Não assuma a confiança e a cooperação da sua equipa, ganhe-a. Não se concentre primeiro em si, mas na sua equipa. Não se contente em moldar profissionais competentes, nutra líderes.

Se fizer isso, será um grande líder. Mas, mais importante: será um grande ser humano.


Por Chris Lowney é autor do bestseller Liderança Heróica. (Twitter ou Facebook).

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Uma outra visão (altruísta) de talento

19 Maio, 2021 by Titiana Barroso

Muito se tem escrito e debatido sobre o talento no mundo do trabalho, colocando-se invariavelmente o ónus da tradução prática daquele na organização para a qual o indivíduo trabalha. Como exemplo, atentemos na definição que Noe (2010) concede de Gestão do Talento: «processo que consiste em atrair, reter, desenvolver e motivar… profissionais altamente qualificados, de forma a melhorar os resultados de uma organização».

Desporto à parte, raramente viramos as nossas atenções para a responsabilidade do dito talentoso em fazer (ou não) a diferença. Deter competências e potencial não se afigura suficiente para entregar performance. Há que colocar empenho no processo.

A referida “demissão” não constitui, todavia, um exclusivo da esfera profissional. Ocorre, também, nas nossas dimensões pessoal, familiar e social, quando, entre outros, nos escusamos a tirar partido daquilo que sabemos, para o qual “estamos talhados” ou podemos desenvolver.

Todo o ser humano possui um menu mais ou menos alargado de competências passíveis de apoiar, motivar, envolver, inspirar, alegrar, desenvolver o próximo. Passos tão simples como dar atenção, amar, ouvir, dialogar, partilhar, reconhecer, felicitar e elogiar fazem, cada vez mais, a diferença em tempos nos quais tantas vezes buscamos o elaborado para, no fundo, entregarmos o material, o transacional, o pecuniário, o supérfluo, o efémero.

Expressemos, na nossa individualidade para com os outros, atributos tantas vezes definidores das lideranças, inspirando, concedendo o exemplo, investindo no próximo, estimulando a aprendizagem contínua, apoiando a mudança, desenvolvendo capacidades, auxiliando na definição e/ou ajustamento do rumo, contribuindo para ambientes positivos, aceitando a diferença, tirando partido da diversidade, praticando a justiça e a equidade.

Mesmo que, aos olhos de alguém, ou aos nossos próprios, aquilo que possuímos pareça pouco, fazendo a diferença para com o próximo, transformar-se-á em muito. Atentemos na Parábola dos Talentos (Mateus 25:14-30): os servos eram escravos e não auferiam salário. Logo, o servo que recebeu apenas um talento teve nas mãos uma quantia que muito provavelmente nunca teria oportunidade de ganhar em toda a sua vida. Este texto bíblico, faz-nos refletir sobre o dever de aperfeiçoarmos os nossos talentos, assim como de geri-los e partilhá-los.

Ponhamos, portanto, o nosso talento individual a render. Não o guardemos para nós ou para determinados contextos. Coloquemo-lo transversalmente ao serviço dos outros. Deixemos de ser um capital empatado!


Por Manuel Sousa Antunes, Docente do ISCSP (Universidade de Lisboa)

Arquivado em:Opinião

A Educação é a melhor vacina contra a desinformação

19 Maio, 2021 by Titiana Barroso

O painel “Educação e Formação”, da conferência digital “Saúde: Construir o Futuro”, desenvolvida pelo Conselho da Diáspora Portuguesa, composto por Gonçalo Bernardes, Professor Associado da Universidade de Cambridge, Gabriela Gomes, Professora de Matemática e Estatística na Universidade de Strathclyde (Escócia), e George Perry, da Universidade do Texas, debateu a  importância da educação e formação na base de qualquer estratégia de crescimento e construção de um futuro, especificamente no que respeita à saúde, pois quem educa é responsável pelos próximos médicos, enfermeiros, cuidadores e quem pratica qualquer técnica relacionada com o bem estar humano.

A Pandemia veio mostrar quão importante é a formação multidisciplinar e a inclusão de novos atores na área da saúde, para além de realçar o emergente paradigma da prevenção da doença relacionada com a sua cura.

A compreensão dos números e a aplicabilidade dos modelos matemáticos, foi também algo realçado pela Pandemia, chamando a atenção para a forma como os programas de ensino, com destaque para a matemática (até ao 12º ano), estão, ou não, adaptados a essa realidade. Gabriela Gomes, um rosto conhecido do público com a sua presença em vários meios de comunicação social, e que durante o pico da pandemia explicou a aplicação de modelos matemáticos à evolução do cenário de saúde, refere a partir de então o aumento generalizado do interesse pela matemática – “as pessoas gostam da matemática quando isso lhes diz respeito e está próximo de si”.

A importância da matemática é hoje inequívoca, tornando evidente que através desses modelos é possível contabilizar e fazer valer o paradigma da prevenção e cura da doença – numa doença infeciosa, o peso da prevenção é amplificado pelo fato de se estar a evitar que não apenas uma, mas várias pessoas, sejam infetadas pelo vírus.

O SARS COV-2 teve um impacto em outras doenças e, segundo George Perry, um dos principais investigadores do mundo da doença de Alzheimer, veio mostrar como “as doenças não existem num vazio”. Nos EUA, o facto de a população com Alzheimer ter sido duas vezes mais afetada pelo COVID, para além da população idosa mais vulnerável, mostra a expressão do efeito desproporcional da doença, especialmente em grupos minoritários. A Pandemia revelou como a síndrome metabólica está não só relacionada com doenças cardiovasculares, como com doenças infeciosas, e isso é algo novo para a comunidade médica e científica.

A importância do pensamento crítico é um dos indicadores de desenvolvimento das sociedades, sendo que muita da capacidade e do conhecimento de um país pode-se rever na capacidade que a sociedade tem em avaliar as situações e conseguir entender o que se está a passar em diferentes áreas.

Na opinião de Gonçalo Bernardes, Portugal enfrenta um desafio na transformação de um sistema de ensino que, pelo menos até ao final do secundário, passe da educação ao conhecimento – isto é, de simplesmente “dar matéria” se passe à “transmissão de conhecimento” dando aos alunos a capacidade de pensar e resolver problemas.

Acerca do ensino da matemática nas escolas em Portugal, há efetivamente pouca exposição à matemática ao longo da educação. Para ultrapassar essas barreiras, Gabriela Gomes sugere a criação de uma disciplina de modelação de Matemática, com aplicações à Economia, às Ciências Sociais e Biologia, ou de iniciativas extracurriculares que viessem resultar numa sociedade mais completa e informada.

Há que estabelecer metas na área do ensino e formação, em especial até ao 12.º ano, para que nos próximos 20 a 30 anos a sociedade portuguesa seja mais capacitada, com mais conhecimento, capacidade de criar inovação e riqueza e com isso tornar Portugal um País mais próspero.

Parte desse desafio passa por transmitir entusiasmo pela matemática, e para isso acontecer, há que ter “entusiasmo por nós próprios”, algo que Gabriela Gomes identifica fazer falta em Portugal – a existência de um núcleo vibrante de modelação matemática, de Matemática Aplicada às Ciências Biológicas e Sociais, e um lugar onde se faça investigação da mais fundamental até à prestação de serviços em situações de crise, como foi o caso da Pandemia, e a projetos de ciência cidadã. Assim, será mais fácil “contaminar” os currículos escolares, ou seja, se não for pela força de um novo contexto dificilmente se conseguem fazer mudanças.

Uma outra forma de criar o entusiasmo pelo conhecimento, prende-se com uma nova postura da Academia em Portugal, e que na visão de Gonçalo Bernardes, passa por ter uma Universidade que não seja vista como uma escola. As universidades devem ser centros de investigação, cujos professores, a par de lecionar matérias, investigam e pesquisam, pois “quanto melhor for a minha investigação, melhor passo conhecimento às novas gerações”.

A educação não é apenas passar matéria, mas dar conhecimento, sob o ponto de vista multidisciplinar, para permitir que se usem as várias ferramentas na resolução de problemas – há também aqui uma mudança de paradigma que é necessária no ensino em Portugal. Para Gonçalo Bernardes, o futuro do Ensino passa por “tornar as nossas universidades menos escolas e mais centros de criação de conhecimento, que também ensinam.” Na opinião de George Perry, as sociedades devem evoluir assentes num sistema de educação para a saúde (dando como exemplo o fenómeno anti-vacinas), em que as pessoas optem pela informação que usa evidência com base em conclusões em vez de “news bites”. E Gabriela Gomes encerra este painel com a frase: “A Educação é a melhor vacina contra a desinformação.”

Arquivado em:COVID-19, Notícias

Que competências farão a diferença para uma liderança remota eficaz?

19 Maio, 2021 by Titiana Barroso

O termo homeoffice ou simplesmente “hoje vou ficar a trabalhar de casa” é mais ou menos familiar no dia-a-dia das nossas organizações.

Muitos colaboradores, independentemente das funções que desempenhassem nas organizações, já faziam Trabalho Remoto em diferentes circunstâncias. Atualmente e, tendo em conta a pandemia COVID-19, tornou-se numa prática comum para a maioria das funções e organizações dos mais variados ramos de atividade.

A prova de que o Trabalho Remoto existe desde há muito tempo, embora crescendo exponencialmente é que, já em 2007, Michael D. Watkins referiu que os grandes problemas levantados pelo trabalho remoto eram:

  • A avaliação, isto é, como avaliar os liderados?
  • O estabelecimento de prioridades e expectativas

Na altura, as duas abordagens para a definição do conceito de Trabalho Remoto foram:

  1. É feito à distância do ponto de vista operacional;
  2. É inacessível/“unapproachable” em relação ao outro porque há um ecrã que os separa.

São conhecidas as dificuldades no Trabalho Remoto que o líder tem de identificar e gerir.

Para isso necessita de ter competências que devem fazer a diferença na gestão da equipa remota, no sentido de poder dar resposta às dificuldades inerentes a esta realidade.

Algumas das dificuldades são as condições de trabalho (ergonomia, o acesso virtual), a autenticidade da relação, a diferença entre estarmos na presença da pessoa e podermos vê-la, “ler” as suas expressões, ou pelo contrário existir uma barreira a dificultar todos estes processos.

São de vital valor a automotivação, a dinamização das relações interpessoais, fomentar o foco e evitar distrações, valorizar a relação dos colaboradores com as tecnologias (deve ser uma das primeiras preocupações do líder), assim como o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional.

O líder deve dosear o seu tempo de atuação de forma a não haver um controlo excessivo.

O líder deve ter a capacidade de manter uma forte cultura de equipa, para poder retirar as vantagens da liderança remota e minimizar os riscos da equipa não estar presente fisicamente.

Dentro das competências gerais de um líder na gestão da sua equipa, há algumas que podem fazer a diferença quando pensamos em Liderança Remota.

São elas:

Planeamento e organização

O planeamento é muito importante em especial quando nos referimos à Liderança Remota.

As ações a executar, a definição de prazos deve estar muito clara para todos de forma a existir a máxima concentração nas tarefas mais importantes. A elaboração de listas de tarefas, planos de projetos e estratégias são muito importantes e essenciais para o sucesso, uma vez que ajudam a manter o foco, e manter o máximo de envolvimento.

Estas listas de tarefas são também essenciais para manter a motivação neste formato de trabalho isolado sem a “pressão” concreta de alguém para que a tarefa seja feita dentro do prazo.

É crucial o planeamento e o agendamento, com uma cadência clara, de reuniões diárias ou semanais durante o trabalho remoto.

Comunicação/ Comunicação da Visão da Empresa

A comunicação é de elevada importância na Liderança Remota porque, como não estando de forma presencial, não é possível interpretar o olhar e a linguagem não verbal.

Para comunicar remotamente é necessário transparência e fundamentação, ter bem claro o objetivo que se quer atingir, elaborar uma mensagem que seja percebida e acompanhada pelo público-alvo.

Deverá ter um princípio, meio e fim, de forma oral ou escrita, ter bem presente o que se pretende obter, devendo conseguir o envolvimento das pessoas da equipa de forma a uma maior concentração e interesse no compromisso da realização de tarefas, podendo por outro lado seguir e difundir as ideias transmitidas e contribuir para a sua motivação.

Comunicação com o intuito de energizar a equipa e dar segurança psicológica.

Na ausência da possibilidade de pausas de café na cafetaria da empresa ou nos encontros junto à impressora, é importante fomentar reuniões informais de forma a que as pessoas possam partilhar notícias, acontecimentos do quotidiano e até conhecerem-se melhor, sendo esta última uma prática que se recomenda em Liderança Remota.

É fundamental que o líder mantenha uma comunicação assídua com os seus liderados, mas que tenha a sensibilidade para perceber quem precisa e quer ser mais contactado e os que são mais autónomos e por isso dispensam tanto contactos.

O líder deve ter um canal de comunicação para que os liderados possam colocar questões e receber feedback no sentido de preservar a cultura organizacional, manter e fomentar o espírito de grupo e entreajuda para que ninguém se sinta “perdido”.

Visão estratégica do negócio

É importante evitar a rotina da operacionalidade ou do detalhe, o líder não pode cair na tentação de deixar ter bem presente a dimensão global do negócio.

O líder deve ter tempo para ler, ouvir, pensar e investigar para que possa ver além do operacional e desenhar uma estratégia, envolvendo a equipa, enquadrada tanto no plano teórico como no prático.

O líder deve adaptar-se à identidade do negócio e deve construir algo mais do que ele próprio, isto é, deixar algo para ser seguido, como a cultura.

Os líderes devem trabalhar para terem uma equipa bem preparada para todos os desafios que possam surgir e para atingir os objetivos propostos. Além desta preparação, é muito importante que a equipa seja flexível no sentido de que se houver necessidade de alterar o caminho, isto é, fora do que estava definido, esteja preparada e treinada para o fazer.

Práticas inclusivas e não discriminatórias

A sensibilidade e a atenção do líder devem estar sempre presentes para poder “saber ler os outros” (ou seja, os seus sinais), muito para além das palavras.

Só assim poderá saber como falar com cada um, quais a ações ou omissões que têm impacto positivo ou negativo em todos, ver e compreender o outro como ser humano que tem necessidades, vulnerabilidades quer a nível profissional quer nas relações interpessoais e, por isso, necessita de ser compreendido e acompanhado mas, o líder, com equidade e igualdade de oportunidades, deve estar disposto a partilhar o seu saber e a implementar as suas competências.

Perceber as preocupações e as condições de trabalho remoto que as pessoas possuem para entender de que forma se pode adaptar o trabalho, assim como aceitar pedidos simples como tratar de um filho é ser-se flexível e contribuir para o fortalecimento da cultura (conjunto de regras, hábitos e crenças pelos quais os colaboradores se regem e se identificam) e que se sinta bem a trabalhar na organização (Employee experience).

Pretende-se uma liderança Humanizada não esquecendo que é uma relação de trabalho (e não de amizade) e por isso tem de se caraterizar pelo respeito.

Para uma boa prática de inclusão, a empatia, a inteligência emocional, a negociação e a flexibilidade são competências importantes que o líder deve ter e usar quando lidera.


Por Paulo Ferreira, National Sales Manager na Pfizer

Arquivado em:Academia

Sabe o que é um walkinar? Não basta calçar os ténis e caminhar

19 Maio, 2021 by Titiana Barroso

A CEGOC, em parceria com a Walking Mentorship, acaba de lançar o Walkinar “Rumo à melhor versão de si próprio… e da sua equipa!”, a realizar no dia 27 de maio, das 12h30 às 13h30.

Neste walkinar, os participantes são convidados a caminhar pela natureza, num formato 100% online, que inclui uma sessão de Q&A final e vai dar a conhecer a metodologia transformacional Walk the Talk – uma parceria exclusiva CEGOC e Walking Mentorship.

Ricardo Martins, Diretor Geral da CEGOC, contextualiza esta iniciativa lembrando que “Caminhar é muito mais do que exercício físico. Atua como um catalisador neuropsicológico que nos ajuda a reduzir os níveis de stress e a aumentar os níveis de concentração, foco, criatividade, memória e até humor. Quando caminhamos, promovemos a produção de neurotransmissores, e ao fazê-lo com a natureza como pano de fundo, conseguimos estar mais atentos e capazes de pensar e refletir melhor nos objetivos e resultados que queremos alcançar.”

Através deste Walkinar, acrescenta Ricardo Martins, “os participantes vão poder conhecer em detalhe a nova metodologia de aprendizagem experiencial híbrida Walk the Talk, alavancada na tecnologia e desenhada para ajudar equipas tradicionais ou geograficamente dispersas, a ganhar alinhamento e eficácia na forma como trabalham e aprendem em conjunto, lidam com o erro, constroem níveis superiores de confiança e comprometimento, caminhando rumo à melhor versão de si próprias.”

Calçar os ténis… para um evento online? Sim!

Neste walkinar, cada participante escolhe o local da sua caminhada (paisagens naturais inspiradoras e com boa cobertura de rede móvel). Para além de caminharem na natureza e conhecerem por si próprios os benefícios da nova abordagem Walk the Talk, os participantes vão poder fazer alguns exercícios de reflexão simples, mas poderosos.

É possível participar individualmente ou em equipa, mesmo que esta esteja dispersa em diferentes localizações geográficas.

Como participar?

Este evento online será de acesso livre, mas sujeito a inscrição e com uma lotação limitada a 250 participantes.

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 22
  • Página 23
  • Página 24
  • Página 25
  • Página 26
  • Interim pages omitted …
  • Página 90
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.