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Titiana Barroso

Sally Helgesen prova que o mundo conspira a favor das mulheres

25 Fevereiro, 2021 by Titiana Barroso

A conceituada especialista em Liderança Feminina, Sally Helgesen, só quer afastar a ideia de que as mulheres devem liderar como homens. A autora de The Female Advantage continua a sua peregrinação pelo mundo a partilhar estratégias para as mulheres realizarem todo o seu potencial.

O curso da história revela-nos uma liderança mais hierárquica, associada a um estilo patriarcal. Sally foi a primeira a focar-se nos atributos de liderança naturais às mulheres e a desaconselhá-las a imitar a versão masculina para sobressaírem no mundo do trabalho. Está desde os anos 1980 determinada a provar as vantagens da liderança feminina – mais inclusiva e em rede – e a denunciar uma série de contextos opressores nas organizações.

«As competências das mulheres são adequadas ao momento – precisamos de soluções mais holísticas e integradas para os grandes problemas intratáveis, como as mudanças climáticas, a distribuição cada vez mais desigual de recursos, as crises globais de saúde e muito mais», partilha com a Líder. As mulheres estão hoje mais confiantes – sobre as suas competências e direitos de assumir cargos de topo – e os problemas mundiais não podem ser resolvidos através de soluções hierárquicas, diz.

Antes da pandemia, estava em média 44 semanas por ano em viagem, algumas delas muito exigentes pela Índia. Agora, dedica-se a longas caminhadas e a partir de casa dá workshops de Liderança online, onde ensina os 12 hábitos que promovem a liderança feminina, os comportamentos que podem atrapalhar carreiras gratificantes e sustentáveis, e a ganhar voz dentro das organizações. Pela primeira vez, vai falar para o público português, nos dias 10 e 11 de março, Sally vai dar uma formação para Portugal, Brasil, Moçambique e Angola, via remota.

Em conversa exclusiva com a Líder, Sally fala-nos da urgência por líderes com alma e coração, partilha os avanços que tem observado nos últimos tempos e, entre outras confidências, prepara um novo livro.

A literatura, que surgiu no final dos anos 1970 e 1980, apoiava que qualquer mulher que aspirasse a uma posição de topo necessitaria de adotar comportamentos tradicionalmente atribuídos a um estilo masculino. Best-sellers influentes como The Managerial Woman e Games Mother Never Taught You incentivavam as mulheres a suprimir atitudes e formas de comunicação. Este pode ter sido um dos motivos que a fez escrever sobre Liderança Feminina? Lembra-se daquele exato momento em que tomou a decisão de começar?
Sim, lembro-me bem. Foi em 1988 e eu trabalhava em Comunicação corporativa. E estava precisamente a ler The Managerial Woman, porque precisava de ensinamentos sobre como lidar com minha própria carreira. O conselho, claro, era que as mulheres deveriam tentar liderar como os homens, da maneira hierárquica top down, a tradicional. Parecia não haver consciência de que as mulheres tinham dons enquanto líderes, que poderiam ser valiosos para as organizações, especialmente quando estávamos à beira de uma mudança tecnológica. Um dia, depois de ouvir grandes ideias estratégicas partilhadas no lounge só por mulheres, decidi que queria escrever um livro que examinasse o contributo das mulheres enquanto líderes, em vez de como elas precisavam de mudar e de se adaptar. Esse livro, The Female Advantage, iniciou-me numa nova fase da carreira.


Existe de facto uma liderança feminina, como é que a descreve?
A liderança feminina, na sua melhor forma, é mais inclusiva e em rede. As extraordinárias líderes que estudei para o livro The Female Advantage comprovaram isso, assim como milhares de mulheres que conheci desde então. No entanto, à medida que as organizações mudam em resposta à evolução da tecnologia, mais homens demonstram essas qualidades. E, claro, muitas mulheres adotam uma abordagem de top down.

Quais são as vantagens femininas?
Dar grande valor aos relacionamentos, comunicar diretamente em vez de cima, colocar-se no centro das coisas e atrair as pessoas ao seu redor, sentir-se confortável com a diversidade, mais do que tolerá-la, integrando a vida pessoal e profissional.

Também identificou o principal fator que determina o nível de sucesso de um líder. Qual é?
É sempre diferente em cada situação, mas incitar confiança é essencial. Se as pessoas não confiarem, elas não trabalharão juntas por um propósito comum.

Mas temos competências semelhantes.
Alguns homens sempre se sentiram mais confortáveis com um estilo de liderança que dá prioridade às pessoas – só que isso era mais difícil de concretizar quando as organizações eram mais hierárquicas. Nestes 30 anos que observo a Liderança, os estilos masculino e feminino tornaram-se mais semelhantes. As competências que identifiquei em The Female Advantage, habitualmente consideradas soft skills, agora é provável que sejam vistas como competências de liderança.

Há 30 anos que trabalha com mulheres líderes em todo o mundo. Durante este tempo tem observado mudanças na perceção das mulheres sobre si mesmas enquanto potenciais líderes. Que evoluções identifica desde então?
As mulheres ficaram muito mais confiantes – sobre as suas competências e o seu direito de assumir a liderança. A solidariedade aumentou consideravelmente; hoje as mulheres defendem e apoiam outras mulheres, e aquelas que não o fazem são vistas de forma negativa. Finalmente, as mulheres têm muito mais probabilidade de ter aliados do sexo masculino. Não apenas mentores, mas colegas e pares que as apoiam. Tanto as mulheres quanto os homens sentem-se mais confortáveis em considerarem-se aliados. São mudanças notáveis e muito positivas.

Os países com mulheres na liderança sofreram seis vezes menos mortes confirmadas por COVID-19 e os negócios próprios de mulheres têm crescido rapidamente. Estes são alguns factos fortes e contam uma história. Mas o que observou a partir da posição que ocupou nas últimas três décadas na linha de frente da liderança feminina sugere outra história paralela. Atualmente, não tenho outra história para contar. A eficácia das mulheres líderes durante a pandemia foi notável e acredito que terá um impacto nas próximas décadas.

Há 15 anos, falava-se muito no termo “teto de vidro”. Hoje existe um novo termo: “auto-sabotagem” ou “falta de confiança”?
O teto de vidro era um termo muito específico que descrevia o facto de que as mulheres tendem a progredir até um determinado nível, a partir do qual o progresso torna-se mais lento e dificulta chegar ao topo. Acho que isso ainda é verdade até certo ponto, mas é menos verdade com o passar do tempo. Na minha perspetiva, as mulheres fizeram um progresso extraordinário.


No seu livro mais recente, How Women Rise, em coautoria com o lendário coach executivo Marshall Goldsmith, examinou os comportamentos com maior probabilidade de atrapalhar o sucesso das mulheres. De que estamos a falar?
Os comportamentos sobre os quais escrevemos são barreiras internas, hábitos que podem ter servido bem às mulheres no início das suas carreiras, mas que podem impedi-las enquanto procuram crescer. Por exemplo: esperar que os outros notem e avaliem espontaneamente as suas contribuições; sobrevalorizar o conhecimento; colocar o seu trabalho antes da sua carreira; a armadilha da perfeição; minimizar-se.

O seu livro The Web of Inclusion: A New Architecture for Building Great Organizations, foi citado no The Wall Street Journal como um dos melhores livros sobre liderança e é-lhe atribuído o facto de trazer a linguagem da inclusão para os negócios. Como descreve o estado do mundo hoje nestes assuntos?
Acho que o modelo top-down tornou difícil para as mulheres atingirem o seu potencial. Isso é menos problemático hoje. A natureza das tecnologias tornou as organizações mais parecidas com a web, em rede e inclusivas, o que ajudou as mulheres de muitas maneiras. Além disso, as empresas começaram a reconhecer que ser inclusivo é essencial para desenvolver a diversidade. E, dada a natureza altamente diversa da pool global de talentos, a inclusão tornou-se essencial para o sucesso.

Como é que as organizações devem ajudar?
As organizações podem ajudar focando-se em comportamentos inclusivos – especialmente em níveis seniores – em vez de olhar para a inclusão como uma iniciativa e isolá-la.

Defende a necessidade de quotas para cargos executivos? Muitas mulheres acham que não é a melhor maneira.
Em culturas que colocam as metas sociais em primeiro lugar, acho que as quotas podem ser bem-sucedidas – talvez seja por isso que são comuns na Escandinávia, por exemplo. Em culturas altamente individualistas como os Estados Unidos da América, é mais provável gerarem reações adversas. Portanto, nesses casos, as metas são mais eficazes do que as quotas.

O seu curso de Liderança para Mulheres conduz-nos através de 12 hábitos ou comportamentos que normalmente atrapalham o sucesso das mulheres nas suas carreiras. Pode-nos ensinar alguns deles?
Já mencionei cinco deles. Outros incluem relutância em reivindicar as suas realizações, construir em vez de alavancar relacionamentos, a doença de agradar e o excesso. Abordo sempre os 12, mas em grupos de hábitos.

A sua próxima formação vai ser nos dias 10 e 11 de março para Portugal, Brasil, Moçambique e Angola. É a sua primeira vez a falar com o público português. Que ideias tem sobre as líderes portuguesas?
Já falei com brasileiras em muitas ocasiões. E já fiz vários programas para mulheres africanas, algumas das quais portuguesas. Por exemplo, na Chevron trabalham muitas angolanas. Mas nunca tive exposição ao público português antes. Estou muito feliz por este programa abordar um amplo espetro de falantes de português.


Garante um evento transformador, pode antecipar as ideias principais e o que se pode aprender no seu curso?
As mulheres dizem-me que o curso teve um efeito poderoso nas suas carreiras, mas com foco no que elas podem controlar, que são os seus próprios hábitos. Acho que os meus programas funcionam porque são muito táticos; obtém-se muita informação sobre como fazer pequenas alterações que podem torná-las mais eficazes. Isso gera confiança. Também ofereço uma prática informal de coaching de pares que os participantes podem usar todos os dias nas suas próprias vidas. A pesquisa mostra que as pessoas que tentam fazer isto acompanhadas são as mais propensas a fazer mudanças sustentáveis e positivas a longo prazo nas suas vidas, e eu ofereço uma maneira simples de o fazer.

Está também a preparar um novo livro?
Sim, muito no início de um livro sobre como os homens e as mulheres podem colaborar para construir um novo tipo de local de trabalho à medida que emergimos da pandemia.

Sente que tem ajudado a criar um poderoso movimento global de liderança feminina e já em mais de 38 países?
Acredito que seja mais correto dizer que faço parte de um poderoso movimento global.

Mais mulheres têm assumido a liderança de grandes empresas (GM, IBM, Lockheed Martin) e de instituições globais (o FMI, o Banco Mundial, o Banco Central Europeu). 37 das empresas na lista Fortune 500 atualmente têm CEO do sexo feminino. Mais mulheres também foram eleitas para cargos mundiais importantes. Desde 1946, 64 países tiveram uma mulher chefe de estado ou governo, de acordo com o “Women’s Power Index”, do Council on Foreign Relations. Em maio de 2020, 19 países eram liderados por uma mulher. É possível que o mundo conspire sobre as mulheres de uma maneira positiva?
Sim! Acho que é isso que está a acontecer. As competências das mulheres são adequadas ao momento – precisamos de soluções mais holísticas e integradas para os grandes problemas intratáveis, como as mudanças climáticas, a distribuição cada vez mais desigual de recursos, as crises globais de saúde e muito mais. Estes problemas não podem ser resolvidos com soluções de cima para baixo. As mulheres estão bem posicionadas para ajudar a lidar com eles.

Esta crise acabará por remodelar o que as pessoas procuram nos seus líderes – o que deve ter consequências de longo prazo para as mulheres.
As pessoas querem líderes que possam ouvir, líderes em quem possam confiar, líderes que tenham alma e coração. As pessoas querem líderes capazes de se colocar nos seus sapatos com empatia, que entendam que o campo de jogo não é nivelado e que algumas pessoas têm que lutar mais do que outras. E as pessoas querem líderes com quem possam comunicar de forma clara e eficaz, evitando a retórica.

Por TitiAna Amorim Barroso

Arquivado em:Entrevistas

Sofia Mendoça: «A nova realidade irá moldar os profissionais do futuro»

25 Fevereiro, 2021 by Titiana Barroso

Para a Diretora de Recursos Humanos da McDonald’s Portugal, características como a flexibilidade de adaptação à mudança, a resiliência evolutiva e a autoliderança farão a diferença no mercado de trabalho. Sofia Mendoça considera que os “profissionais do futuro” serão desafiados a adaptar e a criar novas competências.

A McDonald’s em Portugal também teve de ajustar a sua forma de operar, vindo-se obrigada a encerrar restaurantes, a sua maioria localizada em centros comerciais, e a restringir a atividade aos serviços drive-thru e entregas ao domicílio. Por isso, a aposta no desenvolvimento dos profissionais não é descurada e tem pautado o caminho da empresa.

Sofia é licenciada em Direito com uma pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos e apostou desde cedo numa carreira na McDonald’s na área da Gestão de Recursos Humanos. Integrou a equipa de RH em 1998, desenvolvendo funções na área jurídico-laboral, onde foi responsável por apoiar o crescimento interno e externo da empresa. Em 2012 assumiu a Direção, garantindo as melhores práticas de Recursos Humanos junto dos restaurantes McDonald’s e dos atores socioeconómicos em Portugal.


Auscultámos alguns líderes sobre como devem ser estes novos super-profissionais do futuro? Sofia Mendoça aceitou o desafio.

«Sabemos que a COVID-19 afetou e continuará a afetar o mercado de trabalho, bem como a forma como interagimos e trabalhamos – com uma componente mais tecnológica e remota. Sabemos que a nova realidade irá moldar os profissionais do futuro e que características como a flexibilidade de adaptação à mudança, a resiliência evolutiva e a auto-liderança farão a diferença.

Para além disso, os “profissionais do futuro” serão desafiados a adaptar e a criar novas competências, como a capacidade de organização, foco, trabalho em equipa, criatividade, resolução de problemas complexos – características intensificadas com o trabalho remoto.

Na McDonald’s, enquanto entidade empregadora que somos, a aposta no desenvolvimento dos nossos profissionais tem pautado o nosso caminho. Por exemplo, para além do programa de Bolsas de Estudo e de 50 mil horas anuais de formação certificada, promovemos ainda o desenvolvimento de soft skills, de forma ajustada, com a aposta na otimização dos níveis de liderança, da capacidade de adaptação, espírito de equipa e comunicação. Acreditamos que estes são fatores essenciais para o profissional que queira vingar no futuro e para as empresas que queiram manter a sua liderança. Vamos continuar a apostar nesta estratégia, de modo a afirmarmos a nossa liderança no mercado, constituindo uma empresa cada vez mais viva, motivada e dinâmica.»

[O testemunho foi publicado na edição n.º 12 da revista Líder.]

Arquivado em:Gestão de Pessoas, Notícias

Condução autónoma da BMW está nas mãos dos programadores da Critical TechWorks

25 Fevereiro, 2021 by Titiana Barroso

Modelagem de espaços, mapeamento de estradas e travagem automática são alguns dos projetos em desenvolvimento pela Critical TechWorks. A empresa conjunta entre o Grupo BMW e a Critical Software, que desenvolve tecnologia para os automóveis do futuro, vai iniciar a conceção de projetos na área da condução autónoma, uma das tendências do setor mais esperadas.

Para isso, está a contratar engenheiros com conhecimentos em C++, a linguagem de programação usada no desenvolvimento da tecnologia da nova geração de carros da BMW. Para tornar a condução cada vez mais autónoma, estão a ser desenvolvidas tecnologias que melhorarão a comunicação entre o veículo, os condutores e as infraestruturas.

A ambição é a de que os automóveis, de forma automática, antecipem e evitem acidentes, adaptando o espaço disponível na estrada para a realização de movimentos em segurança, ou ativando a travagem automática, e realizem tarefas de rotina que, atualmente, têm de ser feitas de forma manual.

Até ao momento, o papel das equipas portuguesas da Critical TechWorks é dar apoio a uma unidade de conhecimento nesta área do Grupo BMW, na Alemanha. Com mais de dois anos de atividade e mais de 54 projetos entregues ao fabricante alemão, dos quais se destacam o Operating System 7 e as novas aplicações da BMW e da MINI, a Critical TechWorks está agora à procura de perfis juniores e seniores que se juntem a estas equipas e que estejam alinhados com os valores da empresa.

“Mais do que pessoas com formação e hard skills, procuramos pessoas que tenham paixão pela tecnologia e pelo mundo automóvel, mostrem pensamento analítico e muita vontade de aprender, resiliência e prontidão para agarrar diversos desafios num ambiente futurista e de constante crescimento”, explica Luís Cruz, Chief Technical Officer da Critical TechWorks.

“Quem abraçar este desafio, tem de vir pronto para não só construir soluções inovadoras e disruptivas, como também para definir standards de mercado que certamente marcarão um novo paradigma de condução. Sabemos que será um processo bastante longo, com alguns avanços e retrocessos naturais numa área que está em constante evolução.”, conclui o responsável.

A Critical TechWorks atraiu cerca de 1000 colaboradores nestes dois anos e meio de atuação e, de acordo com os projetos novos já identificados, o objetivo, até ao final de 2021, passa por contratar mais 400 colaboradores, chegando às 1400 pessoas.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Wipro nomeia Graziella Neuvéglise como Diretora Geral do Sul da Europa

24 Fevereiro, 2021 by Titiana Barroso

A Wipro, empresa global de Tecnologia de Informação, Consultoria e Serviços de Processos de Negócio, anuncia a nomeação de Graziella Neuvéglise como Responsável Regional e Diretora Geral para o Sul da Europa.

Graziella Neuvéglise vai supervisionar as operações em França, Espanha, Portugal e Itália. É uma líder com experiência comprovada em impulsionar a transformação e criar organizações rentáveis, sustentáveis, ágeis e em crescimento que funcionam segundo as melhores práticas do setor. Graziella conta com um histórico na condução de transformações digitais que a colocam bem posicionada para liderar a atividade da Wipro nesta região.

“O Sul da Europa emergiu como um mercado significativo, nos últimos anos, com uma crescente solicitação da transformação digital a par com a expansão das ofertas por parte das empresas. Acredito que a Graziella conseguirá alavancar a sua experiência em liderança e compreensão deste sector para ajudar os clientes a serem bem-sucedidos ao mesmo tempo que lança as bases para um crescimento sustentável no futuro. A sua chegada à nossa equipa vai possibilitar à Wipro dar uma melhor resposta às exigências dos clientes em tempo real”, declara Pierre Bruno, Presidente Executivo (CEO), Europa, Wipro Limited.

“Sinto-me extremamente honrada por ter sido escolhida para liderar a Wipro no Sul da Europa e estou ansiosa por trabalhar com as equipas de todo o mundo. A nossa estratégia, focada no crescimento rentável e sustentável, combinando iniciativas orgânicas e inorgânicas, baseia-se na excelência operacional, desenvolvimento de talento, impacto social e reforço financeiro”, esclarece Graziella Neuvéglise.

Antes de entrar na Wipro, Graziella desempenhou funções em cargos de liderança na CGI, Accenture & Capgemini. Formada em Finanças, além de ter um mestrado em Matemática e Econometria pela Université de Rennes, em França, Graziella é uma voluntária ativa, dando assistência a campanhas sem fins lucrativos nas áreas da educação e proteção animal.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Sem bateria outra vez? Saiba como poupar e recuperar a bateria do seu smartphone

24 Fevereiro, 2021 by Titiana Barroso

A lenta degradação da bateria é um problema que afeta todos os utilizadores, independentemente da marca e modelo. Ao fim do dia, saiba o que pode fazer para melhorar e recuperar a saúde da bateria do seu smartphone.

Se está a ler este artigo no seu smartphone e se o começou a ler com receio de ficar sem bateria a meio da leitura, não desespere: não é o único. Juntamente com os ecrãs partidos, as baterias viciadas (como são vulgarmente chamadas) são o problema mais comum que os utilizadores de smartphone encontram ao longo do período de utilização.

O nosso smartphone é uma peça cada vez mais indispensável do nosso dia-a-dia. Provavelmente utilizou o seu para o despertar de manhã e provavelmente vai utilizá-lo até adormecer, apesar de inúmeros estudos já terem comprovado uma relação entre o uso de smartphone na cama e a manifestação de diferentes distúrbios de sono.

Uma conclusão é óbvia sobre o uso de smartphones: utilizamos mais e utilizamos para mais. Mas todo este uso acaba por se refletir na qualidade e duração da sua bateria, independentemente da marca ou modelo que escolheu.

As boas notícias? Nunca houve tantas opções para evitar, contornar e (se chegar a isso) resolver o problema de uma vez por todas.

Primeiro, há que entender que nenhuma bateria é imune ao desgaste. É aliás natural e expectável que se desgastem, pois são, para todos os efeitos, peças consumíveis (tal como um tinteiro ou uma botija de gás). Todas as baterias têm um ciclo de vida que é geralmente discriminado pelos fabricantes. Importa não confundir ciclo de vida com capacidade, que é apresentada em mAh. Certos hábitos, aplicações ou ambientes têm mais impacto no desgaste desta capacidade e o uso excessivo ou incorreto do aparelho leva mesmo à exaustão destas baterias.

As redes sociais e os jogos móveis, por exemplo, ocupam o topo da lista de aplicações que mais consomem bateria. É que além do tempo que passamos dentro destas aplicações, elas permanecem em funcionamento constante em segundo plano, utilizando dados, guardando ficheiros e consumindo bateria.

E ainda que os fabricantes se tenham esforçado para lançar baterias cada vez mais capazes, resistentes e eficientes, a verdade é que estas não têm acompanhado a evolução das restantes componentes. Com ecrãs com maior qualidade, brilho e velocidade e com processadores mais potentes, os developers têm liberdade para criar aplicações mais pesadas e que puxam mais do seu smartphone – e quem paga é a tradicional bateria de lítio.

Se sente que a sua bateria tem algum desgaste, pode fazer uma avaliação gratuita que rapidamente lhe dá a informação relativa ao estado da sua bateria. Esta avaliação é feita gratuitamente nas lojas iServices, não importa qual o modelo do seu smartphone: iPhone, Samsung, Huawei ou Xiaomi.

Se decidir trocar a sua bateria por uma nova, saiba que terá uma garantia de dois anos.

Muitos smartphones mais recentes já integram algum tipo de avaliação da bateria de forma autónoma e notificam o utilizador quanto ao uso excessivo, à saúde da bateria e a medidas a tomar para melhorar a eficiência do smartphone.

Damos-lhe a conhecer alguns hábitos que deve ter em conta para poupar a vida da sua bateria:

  • Utilizar modo escuro/noite: embora para muitos seja uma opção estética, a luminosidade consome bateria e quando utiliza o modo escuro no smartphone e nas apps que o permitem, está a poupar até cerca de 2h de bateria;
  • Cuidado com a temperatura: o sobreaquecimento é o pior inimigo das baterias de lítio e geralmente acontece quando o utilizador deixa o smartphone ao Sol ou quando o software atualiza (nesse caso, procure uma superfície fria);
  • Desligue WiFi, dados móveis, geolocalização e bluetooth: quando não necessita de uma ou várias destas funcionalidades desligue-as. A utilização de componentes em segundo plano consome muita bateria;
  • Destralhe: ouviu bem, no smartphone tal como em casa – desinstale as aplicações que já não utiliza ou, se o smartphone lhe permite, ative a desinstalação automática de apps “esquecidas”;
  • Desligue as atualizações automáticas: as atualizações provocam sobreaquecimento muitas das vezes e consomem muita bateria. Escolha fazer as atualizações de forma manual com o smartphone ligado ao carregador;
  • Feche aplicações em segundo plano: se não está a usar, feche a aplicação para que esta não consuma bateria em segundo plano;
  • Desative a vibração e as notificações desnecessárias.

Se a sua bateria chegar a níveis críticos, ative o modo de poupança de energia nas definições do seu smartphone ou coloque-o em modo voo, uma funcionalidade que gasta o mínimo de bateria (convenhamos: também não recebe SMS, chamadas ou tem acesso à internet). Para evitar que a sua bateria se degrade com o tempo, carregue-a sempre que ela atingir os 20% e desligue o carregador mal a bateria esteja carregada.

Ainda assim, nada impede o fim de vida de uma bateria de se manifestar – e se é esse o seu caso, saiba que pode trocá-la facilmente e com segurança, evitando assim a compra desnecessária de um novo equipamento.


Por Vânia Guerreiro, Diretora de Marketing e Comunicação da iServices

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Liderança VUCA e os riscos psicossociais do trabalho

24 Fevereiro, 2021 by Titiana Barroso

Ao dia de hoje faz todo o sentido recuperar o conceito inglês VUCA, pela necessidade de uma estratégia adaptada a mudanças de cenário permanentes. É isto que estamos a viver! Tempos de Volatilidade (V), Incerteza (U), Complexidade (C) e Ambiguidade (A). Estas características significam que vivemos situações ainda pouco claras para podermos ter o tal necessário “Big Picture” que aumentará a probabilidade de afinal sairmos de tudo isto.

Até lá, fica uma certeza: é preferível e avisado que, daqui para o futuro, os líderes não sejam líderes VUCA! Ou seja, melhor será que os líderes evitem ser “voláteis”, “incertos”, “complexos” ou ambíguos.

Exige-se líderes presentes, cientes, simples e adaptáveis. Líderes que combatam os riscos que os liderados estão a correr, como muitas vezes não combateram, atempadamente, o surgimento da pandemia. “O covid-19” não pode significar apenas estatística dos casos e mortes, ou “rankings” de necrologia. Exige reação atempada, em gestão de cenários e antecipação estratégica.

Se em relação ao combate à doença, já ganhámos, à força, competências necessárias, quanto à identificação dos riscos e respetiva tomada de decisões acertadas e urgentes, ainda há um longo caminho a percorrer.

Urge que os líderes façam uma gestão criteriosa e corajosa e antecipem o futuro, bem como identifiquem o que se está a passar ao nível dos riscos que os seus liderados estão a viver com “tudo isto”. Essa identificação permitirá algo essencial na liderança mais avisada: agir com urgência! Agir com o dever de cuidar da equipa. Sem atrasos. Sem adiamentos por necessidade de mais informação. Sem cristalização do processo decisório e inércia próprias de quem (os líderes), embora estando a sofrer, tem de ultrapassar as adversidades para cumprir o principal desígnio da liderança: servir!

O que está agora em causa não é, não pode ser, o risco para a popularidade dos líderes, mas antes os riscos que todos os liderados estão a correr. Quer os que estão a trabalhar presencialmente, pelas razões “à vista de toda a gente”. Quer, principalmente, os liderados em trabalho remoto, pelas razões que escapam, normalmente, à atenção.

Ressalvada a autorresponsabilidade, como competência presente no portfólio de competências dos profissionais de elevado desempenho e, por isso, não dependentes dos líderes, todos gostaríamos que os líderes tivessem sido treinados para (re)agirem de modo eficaz em ambientes austeros, complexos e de mudança permanente. Para agirem rapidamente! Porque a isso obriga o “ataque” que estamos a viver! Decisões rápidas e profundamente antecipatórias do perigo, porque a vida humana não se substitui.

Devem, pois, os líderes pelo menos os mais prudentes, identificar os riscos de toda a espécie que os liderados estão a viver. Ao identificá-los, poderão esses líderes tomar as medidas de cautela, reativas e outras que se impõem. Porque se os liderados ultrapassarem o combate ao COVID, poderão, ainda assim, ficar com graves sequelas físicas, emocionais, mentais ou até financeiras. Sendo preciso, a este passo, recordar que ao cuidar dos liderados o líder cuida da organização, da sociedade e do país. No fundo a concretização deste dever de cuidado pode ser vista como uma causa infinita que agora tanto se fala nos meandros da liderança e ao cuidar hoje, cuida também no futuro.

Para que os líderes possam saber o que estão os liderados a viver têm de comunicar de modo claro, verdadeiro e compassivo. Devem de facto colocar ao serviço dos liderados a empatia, com total escuta ativa e permitir – sem julgamentos – que os seus liderados possam dizer “o que lhes grassa a alma”.

Cremos, de modo convicto, que os líderes encontrarão toda a espécie de riscos e certamente serão identificados riscos físicos, emocionais, mentais, ergonómicos, financeiros, de violação da privacidade, de assédio e até ao nível do desenvolvimento profissional e pessoal dos liderados. Embora esta identificação dos riscos não seja a melhor das notícias, os líderes deverão agir de modo urgente e certeiro tomando as medidas necessárias para atenuá-los e desejavelmente, se for possível, erradicá-los.

Fica em jeito de conclusão um desejo: que os líderes possam agir mediante a tomada de decisões corajosas e urgentes, antes de terem notícia total ou informação integral acerca desses riscos, pois agir antes do futuro estar claro poderá atenuar ou erradicar a excessiva complexidade de muitas vidas, criando atempadamente um caminho de esperança e otimismo e a forte sensação para os liderados que, afinal, não estão sós.


Por António Paulo Teixeira, consultor de RGPD, Liderança e Gestão de Pessoas

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