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Titiana Barroso

A maior missão a Marte da história leva engenharia portuguesa

22 Fevereiro, 2021 by Titiana Barroso

O veículo Perseverance da NASA já aterrou à superfície de Marte no dia 18 de fevereiro. A missão inclui a procura de vestígios de vida nesse Planeta, com o objetivo de aumentar o conhecimento que temos de Marte e recolher amostras para serem estudadas em Laboratórios na Terra.

São poucos os que sabem que Portugal e o ISQ também fazem parte desta odisseia, já que o escudo de proteção da cápsula, onde estas amostras vão fazer a última fase da longa viagem – a reentrada na atmosfera terrestre, foi concebido e testado por um consórcio português liderado pela Amorim, com o ISQ, PIEP e a empresa Stratosphere, num projeto da Agência Espacial Europeia (ESA).

O projeto teve como objetivo o desenvolvimento de um sistema de escudo de proteção térmica e amortecimento de choques na aterragem, a incorporar na cápsula. O trabalho contou com uma componente de engenharia, construção e ensaios do demonstrador da cápsula.

O ISQ realizou uma parte dos ensaios de validação dos modelos de engenharia e foi responsável pelo ensaio final de impacto do demonstrador da cápsula. Este ensaio final consistiu em reproduzir as condições reais em que a cápsula irá impactar o solo e foi realizado no Laboratório de Ensaios Especiais do ISQ, situado em Castelo Branco.

Este projeto é um marco na participação portuguesa na procura de respostas a uma pergunta que a humanidade se coloca desde sempre, a possível existência de vida noutros planetas.

Escudo de proteção da cápsula ao detalhe

Com o nome de código cTPS, o resultado já foi validado pela ESA e teve como objetivo o desenvolvimento do sistema de proteção térmica de uma cápsula que irá trazer amostras de fragmentos de pedra de Marte para serem analisados na Terra.

Uma solução de engenharia portuguesa que pega na cortiça (uma matéria-prima em que Portugal é líder mundial na produção e transformação) junta-lhe engenharia e inovação e cria uma cápsula de reentrada atmosférica inovadora que promete ser uma referência em novos desenvolvimentos para missões espaciais.

A engenharia portuguesa oferece assim à ESA uma solução mais simples, mais leve, 25% abaixo do peso máximo exigido, e com garantia de redução dos custos de produção.

O ISQ presta serviços de Quality Assurance/Quality Control (QA/QC) no Centro Espacial Europeu (CSG), na Guiana Francesa há cerca de 15 anos. Muitos dos engenheiros do ISQ que trabalham no Centro Espacial têm também experiência noutros projetos com níveis de exigência semelhantes tais como o CERN (European Organization for Nuclear Research), o ITER (International Thermonuclear Experimental Reactor), o European Southern Observatory (ESO) ou o Petroleum Institute.

Determinante foi também a parceria entre o ISQ e a ESA, a Agência Espacial Europeia, em atividades de desenvolvimento de tecnologia, com prestação de serviços nas áreas dos materiais, inspeção, ensaios e metrologia para o ESTEC (European Space Research and Technology Centre).

O ISQ continua a marcar presença na Guiana Francesa com uma equipa permanente na base aeroespacial em Kouru e tem vindo a participar em vários projetos da Agência Espacial Europeia. Começou com um engenheiro e conta hoje com uma equipa de sete pessoas, sendo a perspetiva de crescimento.

Arquivado em:Notícias

Isabel Moço: «Todos teremos de acompanhar a evolução do conhecimento e até da forma de viver»

22 Fevereiro, 2021 by Titiana Barroso


Ficaremos perdidos algures no passado, se não estivermos já a capacitar-nos enquanto profissionais e líderes. O futuro do trabalho está a ser reinventado. A pandemia fez aumentar os níveis de stress e de ansiedade, bem como as probabilidades de esgotamento em todo o mundo.

Não há dúvida, é tempo de recalibrar a empresa e definir uma nova estratégia. A pandemia global levou as empresas a olhar para as capacidades que a sua força de trabalho vai precisar nos próximos anos.

Isabel Moço, Coordenadora e Professora Assistente da Universidade Europeia, ajuda-nos a identificar as competências em que devemos investir.

«Os profissionais e líderes do futuro serão, certamente, bem mais capacitados e preparados dos que os do passado e da atualidade. Terem as competências requeridas, estará dependente da vontade das pessoas e de quem trabalha para o desenvolvimento das mesmas, por exemplo as Universidades, sendo certo que todos teremos de acompanhar a evolução do conhecimento, das sociedades e até da forma de viver. Caso contrário, ficar-se-á perdido algures no passado.

A forma acelerada como tudo está a evoluir – por força da mecanização, robotização e digitalização, fará com que os profissionais e líderes do futuro tenham de mobilizar competências distintas.
Vejamos algumas: terão de ter “learner mind set”, pois evoluirá muito aceleradamente a necessidade e valorização de competências como o “problem solving” e flexibilidade cognitiva. Serão pessoas que se estimam e preservam, a si mas também aos outros,  para o que a inteligência emocional, a capacidade de se relacionar, as habilidades negociais e os valores como o respeito e tolerância, serão fundamentais; muitos serão “people managers”, promotores de mudança, com “creative, analytical and critical thinking”, e serão rápidos a avaliar situações e a tomar decisões; finalmente, mas talvez o mais importante, serão ciosos do seu propósito de vida (e, dentro deste, o profissional).

E o impacto que isto traz aos domínios da gestão em geral e das pessoas em particular? Que enorme e estimulante desafio.»

[O testemunho foi publicado na edição n.º 12 da revista Líder.]

Arquivado em:Gestão de Pessoas, Notícias

Como prevenir e reagir ao sobre-endividamento

22 Fevereiro, 2021 by Titiana Barroso

Se há algo que 2020 nos ensinou é que devemos estar preparados para todo o tipo de imprevistos. E esta é uma lição especialmente importante no que respeita a questões financeiras, já que uma gestão cuidada do dinheiro disponível não só é responsável, como é também uma forma de conseguir concretizar objetivos, tranquilizar e, sobretudo, evitar sobressaltos.

Esta gestão financeira torna-se ainda mais importante nos dias de hoje, sobretudo com a aproximação do fim das moratórias, que está previsto acontecer, no caso dos créditos pessoais, até 30 de junho deste ano. O retomar das nossas habituais despesas com crédito pode representar um embate significativo no orçamento familiar e, em alguns casos, ao maior risco de endividamento. Nesse sentido, e para o/a ajudar nessa missão, o Unibanco apresenta-lhe algumas sugestões para gerir o seu orçamento e prevenir uma situação de sobre-endividamento.

1. Comece por “fazer contas à vida”
Independentemente da situação laboral em que se encontra, o primeiro passo quando o tema são finanças pessoais é fazer contas aos rendimentos, sejam eles: rendimentos do agregado familiar, rendas, subsídios ou prémios, mas também às poupanças, ações e dividendos. Todos estes valores podem ser colocados num documento que seja de fácil acesso e atualizado frequentemente.

2. Faça a gestão das suas despesas com a tática do 10-30
Depois dos rendimentos, o passo seguinte é identificar as despesas e geri-las de forma responsável (poderá, por exemplo, listar as despesas do seu crédito pessoal através da respetiva app). O principal segredo para este ponto passa por controlar regularmente as dívidas e pagamentos fixos, e para isto há dois valores a ter como referência: por um lado, coloque de parte, no início de cada mês, um mínimo de 10% dos seus rendimentos, de forma a conseguir ter sempre uma margem de poupança; por outro lado, importa controlar também as dívidas, nomeadamente as despesas com cartões de crédito, prestações, entre outras, para garantir que estas não ultrapassem um máximo de 30% do seu rendimento. Para este último ponto, poderá ser oportuno, por exemplo, rever os contratos de serviços que tem subscritos, como eletricidade, televisão, etc., por forma a adaptá-los às suas reais necessidades e reduzir assim as suas despesas fixas.

3. Elabore uma “lista de espera” para outros gastos
Já todos os compromissos ou desejos que não sejam essenciais (como remodelações na casa, um novo eletrodoméstico, etc.) devem entrar numa “lista de espera”. Essa lista só será satisfeita quando existir margem de manobra suficiente no orçamento, ou seja, após o pagamento das despesas e de colocar de parte o valor atribuído destinado à poupança. Quando isso acontecer, defina, primeiramente, um montante como meta a alcançar, para facilitar o processo de poupança. Depois, basta adotar um conjunto de medidas para conseguir alcançar esse objetivo (como, por exemplo, rentabilizar a comida de sobra para novas refeições, ou fazer uma lista de compras antes de ir ao supermercado).

4. Antecipe-se a situações de maior dificuldade
Caso as contas comecem a acumular e se tornar difícil controlar o orçamento e pagar as despesas do dia a dia, a melhor estratégia é ter uma atitude preventiva. Por um lado, e se a dificuldade em poupar está no pagamento das prestações de diferentes créditos, considere aderir ao crédito consolidado, que lhe permite juntar todos os outros créditos num só, de forma a ter uma única mensalidade e mais reduzida. Por outro lado, e se lhe for possível antecipar a dificuldade de pagamento dos compromissos financeiros, deve alertar a instituição financeira responsável. Para estas situações existe uma rede de apoio ao cliente, onde é possível obter informação, aconselhamento e acompanhamento para situações relacionadas com o risco de sobre-endividamento.

Seja para o fim das moratórias que se aproxima ou para outro qualquer período do ano, importa manter uma gestão responsável do orçamento familiar e das suas soluções de crédito, quer para prevenir o risco de endividamento, quer para conseguir poupar dinheiro que lhe permita concretizar as suas metas financeiras há muito desejadas da forma mais consciente.

Arquivado em:Economia, Notícias

Quem é o líder com melhor reputação em Portugal?

22 Fevereiro, 2021 by Titiana Barroso

O Comendador Rui Nabeiro (Delta) lidera o ranking dos líderes com melhor reputação da Consultora OnStrategy. Os resultados do estudo anual RepScore™ de Relevância e de Reputação e Relação Emocional e Racional dos líderes empresariais com os cidadãos portugueses consolida a informação referente aos 12 meses de 2020, cobrindo todo o período pré e de pandemia.

Pedro Tavares, Partner e CEO da OnStrategy explica que “ao analisarmos os resultados deste índice em conformidade com as normas ISO20671 e ISO10668 que consolida os atributos de relevância e reputação emocional e racional destacamos a enorme referência e consistência que regista a avaliação do Comendador Rui Nabeiro, bem como os crescimentos estatisticamente relevantes do Engenheiro Alexandre Fonseca e do Dr. Paulo Macedo, que ocupam as três primeiras posições entre mais de 100 líderes Portugueses avaliados”.

Numa escala de 100 pontos, e entre um conjunto de mais de 100 líderes que foram identificados de forma espontânea e avaliados de forma induzida no que respeita a atributos emocionais (admiração, relevância, confiança, preferência, recomendação) e racionais (governo e ética, liderança e visão, resultados financeiros), este estudo destaca as seguintes personalidades:

Pedro Tavares adianta ainda que “estes gestores lideram organizações em indústrias que se destacaram na sua exposição, atuação e relevância durante o ano de 2020 num cenário crítico de pandemia”.

Arquivado em:Liderança, Notícias

“Ser Feliz em Portugal – em casa” com Ricardo Parreira, CEO da PHC Software

19 Fevereiro, 2021 by Titiana Barroso


«Ser feliz em tempo de confinamento é uma autodescoberta, sendo o fim de semana um momento para parar, limpar a cabeça e aproveitar tempo de qualidade. Enquanto estamos confinados, nada melhor do que ver uma boa série na televisão, ler um bom livro ou desfrutar daquela playlist que nos liberta a mente.

Aproveito o tempo em que não posso sair para refletir e fazer também um pouco de mindfulness. A meditação ajuda ao discernimento e é uma ferramenta importante para a nossa própria liderança. E, claro, passar tempo em família com uma boa conversa sobre os temas mais inesperados, mas que fazem passar o tempo rapidamente e que por vezes proporcionam gargalhadas memoráveis.

Mas também uso este tempo para aprender algo de novo, e tenho-o aproveitado para melhorar a minha capacidade de captar e editar vídeo em casa – uma competência que acredito que será extramente útil para todos os executivos no futuro das reuniões à distância e da produção de conteúdo.»

 

 

As escolhas de Ricardo Parreira, CEO da PHC Software

Mindfulness
Livro “Uma Terra Prometida”, de Barack Obama
Série “The Queens Gambit”
Criação de conteúdos em vídeo

Arquivado em:Leading Life

Mudar de emprego durante a pandemia: loucura, aventureirismo ou ação inteligente?

19 Fevereiro, 2021 by Titiana Barroso

A conhecida frase “transformar ameaças em oportunidades”, que representa uma perspetiva empreendedora de definir uma estratégia empresarial, encerra um outro significado de não menor importância: a atitude de alguém que, perante situações que ameaçam um determinado “status quo”, prefere encará-las como possibilidades de virem a ser geradoras de crescimento e desenvolvimento e não como elementos fraturantes de uma ordem que se tenta manter e defender a todo o custo.

Este duplo sentido, assume hoje uma atualidade sem precedentes perante a grande crise que atravessamos da COVID/19.

A atual pandemia, com a brutal destruição de forças produtivas e a disrupção dos hábitos de trabalho trouxe consigo um inevitável questionamento sobre as nossas próprias conceções do que é o trabalho, levando-nos a uma revisão profunda sobre os nossos propósitos e projetos de futuro.

Num tal contexto, onde, para além da incerteza em relação ao futuro, somos igualmente confrontados com uma ameaça real à nossa sobrevivência, a maneira de o encararmos e de o vivermos constitui um fator determinante para as apostas que vamos fazer relativamente à construção dos cenários desse futuro incerto.

Perante vários dilemas, as pessoas questionam-se sobre opções críticas que têm de fazer, particularmente em relação ao seu futuro profissional. E um desses dilemas diz diretamente respeito à possibilidade e/ou oportunidade de mudança de emprego durante a pandemia.

Uns consideram essa ideia simplesmente como uma loucura ou, no mínimo um aventureirismo irresponsável. O argumento é que não fará sentido deixar um emprego fixo que, mesmo que instável, apresenta maior estabilidade do que ir ao encontro de um outro emprego que não se sabe o que pode ser, num ambiente em que o futuro de muitas empresas se encontra seriamente ameaçado.

Outros, porém, encaram as crises como oportunidades de grandes mudanças, e admitem que a atual possível limitação de oportunidades de emprego é uma realidade que tenderá a inverter-se a curto prazo, iniciando-se a seguir uma nova fase de grande florescimento e expansão da economia.

Mais do que uma resposta algorítmica de sim ou não em relação à questão de mudar ou não mudar de emprego na situação atual, importa sobretudo colocar a questão nas atitudes dos eventuais candidatos e na proposta de valor com que se apresentam no mercado de trabalho.

E são várias as questões críticas que devem constar dessa “employee value proposition”, como:

– O nível de autoconfiança e de resiliência que o candidato apresenta;

– A capacidade de estruturação do pensamento, devendo demonstrar ideias claras sobre os contributos que pode dar a vários projetos;

– A existência de um propósito claro e bem definido, que estabeleça o empenhamento do candidato na construção de um “bem maior”;

– A sua Inteligência Emocional, medida pela capacidade de expandir energia positiva e otimismo;

– E finalmente, a profunda convicção de que, quaisquer que venham a ser os desafios que vier a enfrentar está em si a capacidade e a determinação de os superar.

Qualquer que seja a opção, numa altura destas, em que o humano que há em nós é posto definitivamente à prova, o que é importante é não ceder aos apelos do medo, da insegurança e da ansiedade, que são os mais próximos conselheiros da mediocridade.

E assumir uma atitude verdadeiramente empreendedora, inspirada numa famosa frase do Presidente Kennedy : “não perguntes o que é que a tua empresa pode fazer por ti, mas sim o que tu podes fazer pela tua empresa”.


Por Mário Ceitil, Coordenador do Executive Master em Gestão de Pessoas e Liderança do ISCTE/Executive Education e Presidente da APG (Associação Portuguesa de Gestão das Pessoas)

Arquivado em:Opinião

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