Provavelmente todos nós já tivemos oportunidade de trabalhar com pessoas que manifestamente não são líderes e quando muito serão maus chefes e sentimos na pele o que acontece quando temos incompetentes funcionais nesta área. Olhando para a nossa envolvente, com especial atenção para os políticos que estão mais expostos, claramente vemos o quanto há a […]
Provavelmente todos nós já tivemos oportunidade de trabalhar com pessoas que manifestamente não são líderes e quando muito serão maus chefes e sentimos na pele o que acontece quando temos incompetentes funcionais nesta área.
Olhando para a nossa envolvente, com especial atenção para os políticos que estão mais expostos, claramente vemos o quanto há a fazer na área da Liderança. Quase que ficamos com a sensação de estarmos à beira de um ataque de nervos e vemos a reação que as pessoas têm quando a liderança é incompetente.
Sinais de péssima liderança que vamos notando e que descredibilizam a função de liderança:
– impunidade assumida por quem tem poder e que acha que não tem de dar exemplo
– apropriação dos cargos para uso próprio servindo-se deles em vez de os servir
– corrupção aceite como uma “normalidade”, às vezes quase a roçar a lógica de se dar valor ao “espertismo degradante”
– desinteresse pelo que acontece com as situações que estão a acontecer, como que se não tivessem nada a ver comigo
– desmotivação nos detentores dos cargos e que a passam para as equipas
– falta de humanidade e consideração pelas pessoas, focados excessivamente nos resultados e numa lógica egoísta da função de liderar.
Já em vários fóruns tenho deixado a sugestão de que devemos garantir que alguém que vai para um cargo de liderança deve ter tido previamente formação técnica para a função, específica no setor e no tipo de organização e equipa, bem como formação comportamental.
A formação comportamental é rara e é talvez a mais importante porque constitui uma das bases para a desmotivação das pessoas numa equipa e hoje há muito que se pode fazer e bem combinando a formação em liderança com o Coaching que acompanhe o Líder.
Há muitas pessoas em cargos de liderança de equipas “com bom coração” e “esforçados” mas falta-lhes o conhecimento para desempenharem bem essa função.
Não faz sentido que algo tão importante e com um impacto tão profundo nas empresas seja menosprezado e assim gerando um ambiente de baixa performance e baixa qualidade.
A ser assim e para ajudar fica aqui o meu contributo de uma check-list que pode ajudar-te a identificares oportunidades de melhoria na função de liderança, como um raio-x que te ajuda a detetar o nível de competência para essa função tão importante, sem dramas e numa lógica positiva e de melhoria contínua:
– melhora o teu nível de relacionamento com as tuas pessoas para que elas gostem de ti e tu delas
– desenvolve as tuas capacidades de imaginar cenários e projetar ou desenvolver os sonhos das tuas pessoas e usa essa capacidade na tua comunicação com as equipas
– garante que os teus problemas pessoais não vertam para a equipa e assim não os sobrecarregas para além dos desafios que eles já têm de suportar, hoje em dia num ambiente emocional complexo e com grande desafios até em casa
– toma a dianteira e lidera a resolução dos problemas, acompanhando quem no terreno está a resolvê-los e assim garantindo o teu envolvimento e manifestação de interesse
– não te acomodes mas pelo contrário assume a “insatisfação positiva”, ou seja, dá valor ao que conseguem mas espera mais e melhor
– não tenhas medo de partilhar o teu conhecimento. Assim garantes que, após te tornares importante, não corres o risco de, sendo imprescindível, nunca mais progredires na carreira, apenas pelo facto de não haver alternativa a ti mesmo. Partilha e trabalha a redundância
– trabalha a tua organização pessoal e a tua capacidade de gerires o teu tempo e avança com determinação para usares a tecnologia. Usa uma agenda eletrónica
– em vez de trabalhares em vagas, com a filosofia do “segurem-me que agora vai ser”, planeia o que têm de fazer e traz confiança e previsibilidade ao trabalho das equipas, estimulando o planeamento
– arrisca e acredita em quem merece a tua confiança e retira as pessoas tóxicas da equipa
– estimula a participação e o espírito de equipa entre as pessoas dando feedback e aproveitando as ideias incríveis e o talento que há com toda a certeza na tua equipa
– não sejas do tipo “sempre se fez assim”. Inova e sê o primeiro e mais importante provocador da tua equipa.
Vais ser um melhor líder, com toda a certeza.

