Este maio:
- A tragédia que se tornou farsa agora deu em comédia: Sócrates exige à justiça uma indemnização de 205 mil euros.
- Dois tristes acontecimentos: (1) um novo episódio de violência policial na esquadra do Rato. Estes agentes-criminosos mancham a reputação de uma instituição em que precisamos de confiar. (2) O abandono de duas crianças por dois irresponsáveis.
- Cátia Mazari Oliveira, ou seja, A Garota Não, meteu na mesma página do CM do Dia da Mãe, dois dos melhores textos que li este mês. Um deles sobre as nossas mães, que tecem, diariamente, os fios do nosso país – incluindo nos dias que, como hoje, não sendo Dia da Mãe, também são dia da mãe. Acrescenta Cátia que há um dia em que o Dia da Mãe (ou do Pai) muda para sempre: o primeiro sem a nossa mãe (ou pai).
- Lê-se no Público, de dia 5: “Esquerda desiludida com Seguro e ‘lei cruel”. E para o caso de não ter ficado claro, repete-se a 6: “Esquerda desiludida com Seguro na Lei da Nacionalidade”. Interessante, porque o presidente não é o presidente da esquerda e não foi eleito pela esmagadora maioria para agradar à esquerda. E, já agora, nem para agradar à direita.
- A guerra da Ucrânia, que Trump ia acabar em três dias, não há maneira de acabar.
- Sobre a Ucrânia, o PC, tão vocal sobre o genocídio de Gaza, continua a compreender Putin: na sessão da AR com o presidente do parlamento ucraniano, os comunistas fizeram questão de não comparecer. Ele há genocídios e genocídios…
- Por falar nisso, soldados de Israel agora andam a estragar símbolos cristãos. Um país à deriva. Triste.
- A seleção de futebol do Irão despediu-se do país com referências ao “sangue dos mártires”. Calma, os homens só vão jogar à bola.
- Voltando a Trump: a forma como lida com as instituições sugere que os checks and balances dos EUA são porventura mais frágeis do que imaginávamos.
- Xi e Putin encontraram-se e dizem-se contra a lei da selva. Belas palavras orais.
- Passei profissionalmente um par de dias entre a Madeira e Porto Santo. A limpeza do arquipélago devia ser uma lição para este lado. Um exemplo a seguir. Depois também vi em Estremoz um cavalheiro atirar cascas de tremoço para o chão enquanto caminhava pela bonita cidade. Um exemplo a não seguir.
- O lançamento de 1929, de Andrew Ross Sorkin é um acontecimento editorial: um livro que nos mergulha no crash de há 100 anos que ainda hoje assombra o mundo. Noutro registo, Klara e o Sol, de Kazuo Ishiguro, interroga-nos sobre o que significa ser humano na era da IA.
- Tenho andado a ouvir Syrr, de Maryam Saleh. Uma maravilha. E o novo de Laurie Anderson. Outra maravilha.
E agora aproveitemos junho, a porta de entrada no Verão.

