Aconteceu este mês: Morreu em serviço um militar da GNR. Como diriam os americanos: como sociedade ficamos gratos pelo seu serviço. Cuidemos agora, como sociedade, da sua família. E honremos o trabalho das polícias, tantas vezes desgastado em polémicas identitárias. Combatamos o abuso, adotemos a presunção de inocência. Já agora: anuncia a imprensa que os […]
Aconteceu este mês:
- Morreu em serviço um militar da GNR. Como diriam os americanos: como sociedade ficamos gratos pelo seu serviço. Cuidemos agora, como sociedade, da sua família. E honremos o trabalho das polícias, tantas vezes desgastado em polémicas identitárias. Combatamos o abuso, adotemos a presunção de inocência.
- Já agora: anuncia a imprensa que os jovens preferem ser caixas de supermercado em vez de polícias. Porque será?
- Polémica do mês (I): o Presidente de Angola, no discurso dos cinquenta anos da independência, referiu o fardo do colonialismo português. Acho expectável. Não referiu a corrupção nem a má governação. Igualmente expectável. Para Angola, aquele abraço. E que os próximos cinquenta anos reforcem o que o país tem de bom e permitam corrigir o que tem de mau.
- Polémica do mês (II): Uma jornalista brasileira escreveu um texto culpando os portugueses contemporâneos pelos atuais problemas do Brasil. Aí acho menos normal. Mas, e daí: não é reconfortante saber que os nossos problemas são culpa dos outros?
- O massacre de El Fasher, Sudão, foi visível do céu: as ruas machadas de vermelho. Os lagos de sangue eram reconhecíveis nas imagens de satélite. Mas a tragédia do Sudão não faz mexer uma palha. É pena porque o facto de aqui não haver judeus nem americanos não torna o massacre menos cruel. Eis os alegados envolvidos: Irão, Rússia, EAU, Turquia e sabe-se lá quem mais…
- O “caso BBC” mostra quão problemático se tornou o jornalismo “engajado”. A realidade é para torcer até a encaixar na mundivisão de quem manda na redação.
- Vai uma campanha presidencial alegre: Ventura, como de costume, soltou um soundbite (o dos três Salazares). E logo o almirante, para provar as suas credenciais democráticas, mordeu o isco. E não fez por pouco: foi logo via reductio ad Hitlerum.
- O antigo líder do MRPP não resistiu e veio lamentar os excessos verbais do Chega. Não tenho a ideia de que o partido de Garcia Pereira tenha sido um exemplo de moderação mas devo estar equivocado.
- A Rússia ataca infantários na Ucrânia. Repito todos os meses: a guerra que Trump ia acabar em dias ainda não acabou.
- Villas-Boas, presidente do FC Porto, está cada vez mais agressivo. O cavalheiro parece ter dado lugar ao Super-Dragão
- Dois livros importantes para conhecer melhor uma ideia importante: Introdução ao Liberalismo, de Miguel Morgado e Liberalismo: A ideia que mudou o mundo, de Carlos Guimarães Pinto.
- E outra obra interessante para descodificar o mundo: Os mitos da geografia, de Paul Richardson (Casa das Letras). Muitíssimo atual.
- Grande reedição musical: Nebraska, de Bruce Springsteen, uma das obras-primas do boss.
Aos leitores da LÍDER, bom dezembro, bom Natal!
