Digitalização, tecnologia, automação, eficiência, inovação, concorrência, competitividade… Seja qual for o âmbito ou setor de atividade em que cada um de nós se insira, não há um único que seja poupado ao contexto altamente desafiante em que vivemos. Daí decorre, naturalmente, que as organizações que pretendam “sobreviver” e continuar a criar valor de forma sustentável, […]
Digitalização, tecnologia, automação, eficiência, inovação, concorrência, competitividade… Seja qual for o âmbito ou setor de atividade em que cada um de nós se insira, não há um único que seja poupado ao contexto altamente desafiante em que vivemos. Daí decorre, naturalmente, que as organizações que pretendam “sobreviver” e continuar a criar valor de forma sustentável, no longo prazo, para as comunidades em que se inserem e para os seus shareholders, devem ser capazes de questionar em permanência os seus processos, desafiar os seus modelos de negócio e transformar a forma como operam. É essa agilidade e essa capacidade de desafiar o “sempre fizemos assim”, acompanhando de perto as novas preferências, tendências e hábitos dos seus clientes que marcará a diferença entre as empresas que ficam pelo caminho e as que vencem. Sobre estas, sobre as que vencem, há ainda um ingrediente por vezes menos óbvio – e em alguns casos quase “secreto” – que dita, do meu ponto de vista, aqueles que serão os vencedores e os vencidos: a preparação das suas pessoas e, em particular, das suas lideranças.
O tempo do “chefe” que dá ordens do conforto da sua secretária, que manda porque hierarquicamente está legitimado, que aponta o dedo à equipa quando algo falha e que colhe apenas para si ou louros do sucesso, obviamente, acabou. Nas palavras de Peter Drucker, Leadership is an achievement of trust. E de facto, a liderança é legitimidade e a legitimidade constrói-se com base na confiança. É uma conquista permanente e diária, que passa por dar autonomia, promover oportunidades, ter a coragem de enfrentar os problemas e assumir um compromisso individual com cada elemento da equipa. A liderança constrói-se com autenticidade, tempo e disponibilidade. E também com a certeza de que os líderes são, mais do que nunca, aqueles que são capazes de fazer crescer e desenvolver verdadeiramente as suas pessoas. Os que têm, nessa responsabilidade, parte relevante do seu propósito.
Numa long living company como é a MC, a exigência, orientação para resultados, ousadia, inovação e a capacidade de nos mantermos “permanentemente insatisfeitos” são naturalmente elementos-chave que asseguram o desenvolvimento de novos negócios e o crescimento dos nossos resultados.
Mas é no desenvolvimento dos nossos líderes, nesse autêntico “ingrediente secreto”, que ancoramos boa parte da nossa ambição de “conduzir o amanhã”. O papel das nossas lideranças – que diariamente gerem e inspiram as nossas pessoas – é um pilar cuja solidez tem de estar sempre a ser garantida e alimentada. É justamente por isso, que à semelhança do que fazemos na forma como operamos e conduzimos o nosso negócio, que também desafiamos e revisitamos o nosso modelo de liderança, ao qual chamamos “Lead Better”. Alicerçado em princípios como a superação, proximidade, singularidade, valorização e crescimento, é através dele que desenvolvemos os verdadeiros líderes: os que confiam, premeiam e celebram os sucessos com as suas pessoas. Os que desafiam, são ousados e são exigentes, mas colocam na empatia e na verdadeira atenção às suas pessoas, um foco da sua atuação, em permanência.
Queremos levar as nossas equipas mais além, tendo como ambição criar um futuro melhor para todos. Sabemos que isso só se consegue através das nossas pessoas e, em particular, de um modelo de liderança ágil, próximo e adaptativo, capaz de extrair o melhor do nosso talento e do potencial que temos nas nossas equipas. Queremos dar asas a esse talento construindo os líderes do amanhã. É também esse o nosso propósito enquanto long living company.
Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder.
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