Simplificar é o grande tema da revista Líder n.º 32. A edição já está disponível nas bancas (incluindo livrarias, Fnac e Bertrand) e em formato digital.
Mats Alvesson, Professor na Universidade de Lund e autor do livro The Art Of Less – How to Focus on What Really Matters at Work, um manifesto contra a tendência das organizações em se empanturrarem com mais e a produzir lodo (organizational sludge), uma lama que bloqueia as empresas e as pessoas, é o protagonista da Grande Entrevista.
Na Grande Reportagem ‘O Caminho que Nasce nas Rampas e se Negoceia no Digital é de Todos’, Rui, Diogo e Benedita partilham um quotidiano onde cada passo, cada plataforma e cada papel exige atenção total. A legislação europeia sobre as acessibilidades ainda apresenta desafios e está longe de permitir a autonomia de quem deve ter o direito de simplificar e transformar obstáculos em caminhos e pequenos gestos em vitórias.
Simplificar – Eliminar o desnecessário, evitar o redundante ou que não agrega valor. Clarividência, eficiência. Simplificar remete-nos para o minimalismo, para o despojamento, para a renúncia aos objetos supérfluos, à tralha. É um estímulo à nossa capacidade de adaptação a ambientes externos multidimensionais e sensoriais, à nossa flexibilidade. Na gestão organizacional, significa reduzir burocracias em processos internos, implementar estruturas mais leves e ágeis, focar numa comunicação clara. Simplificar é a arte de tornar o complexo mais direto, preservando a qualidade e promovendo resultados. É um princípio universal que beneficia tanto as organizações quanto os indivíduos, em qualquer contexto. Se assim o é, por que nos estamos a tornar cada vez mais complexos?
Se é verdade que o Mundo está cheio de complexidade e a simplicidade é uma filosofia de vida a que se aspira, o que nos impede de ser mais simples? Existe um materialismo ‘bom’ e ‘mau’? Como podemos ser mais seletivos? A reflexão e o pensamento não parecem que se coadunam com o modo de ação dos humanos. Exige-se mais tempo para pensar e refletir, contudo a espécie humana, na sua evolução, está programada para fazer coisas, em vez de pensar sobre o que está a fazer. Historicamente, procurámos durante séculos a sofisticação, a opulência e a formalidade, hoje vivemos uma jornada da complexidade para a simplicidade. Procuramos a simplicidade não porque somos simples, mas porque estamos afogados em complexidade. Nesta edição abordamos a arte de simplificar em múltiplas vertentes, do estilo de vida, à habitação, moda, alimentação, processos criativos, de trabalho, felicidade e poesia. É um peneirar da essência, a depuração para chegar ao núcleo do ‘saber viver’.
Marta Faustino, Professora Convidada do ISCTE/LCT e investigadora do Instituto de Filosofia da NOVA, abre o tema de capa com o artigo ‘A Sabedoria Antiga e a Arte de Simplificar’, seguindo-se ‘A Navalha de Einstein’ por Carlos Fiolhais, Professor emérito de Física da Universidade de Coimbra.
‘Por que Razão a Paz não é Simples’ é a questão que coloca Tiago André Lopes, Professor Auxiliar de Relações Internacionais na Universidade Lusíada do Porto, investigador do CEJEIA (Universidade Lusíada), e José Luis Orihuela, Professor de Comunicação e Multimédia na Universidade de Navarra, e autor de Manual Breve de Mastodon (2023) e Culturas Digitales (2021), deixa o desafio de um digital detox com o artigo ‘A Hora do Minimalismo Digital’.
Neste que foi o ano da afirmação da Inteligência Artificial, o artigo ‘O Advogado depois da Máquina’, João Lourenço Silva, Co-Founder e António Lopes dos Santos Legal Specialist, ambos da Affine by NeuralShift destaca a relação entre o humano e a máquina. O Diretor da Rede Nacional Mundial de Oração do Papa, P. António de Magalhães Sant’Ana, sj escreve sobre a simplicidade em ‘A Vida no Silêncio Monástico’, e compreende-se a poesia simples a partir do livro de Matsuo Bashô, O Eremita Viajante no texto ‘Haiku, Os Poemas Sem Palavras’.
‘Simplicidade como a Forma Mais Pura de Presença’ é o texto escrito pela mão de Ricardo Preto, que recentemente assumiu a direção criativa da Leitão&Irmão. Nini Andrade Silva, Designer e Arquiteta de Interiores, escreve ‘O Luxo da Simplicidade’. O tema da simplicidade é também aplicado ao tema da habitação no artigo ‘Casas Modulares, A redefinição do futuro da habitação’, Carlos Baião da Cruz, CEO e Diogo Pinto, Marketing Manager, ambos da Kōzōwood Industries. A agricultura celular e o futuro da sustentabilidade estão em foco no artigo ‘Simplificar para Alimentar o Futuro’, escrito por Vítor Verdelho Vieira, CEO da Cell4Food. ‘A Força de um Clássico Português que se Reinventa no Simples’, é o texto de Hélder Pinto, CEO da Sanjo.
A edição de inverno conta ainda com três dossiers especiais. O primeiro, Leading People tem como tema “Talento: a arte de encontrar as pessoas certas e desenvolver futuros líderes”, Leadding Tech “Para além do hype da IA: softwares de gestão” e Leading Brands “Future Trends 2026”
Líder é a revista da Tema Central. É uma publicação, com quatro edições por ano, de ensaio, crítica, investigação e reflexão, que aborda todas as áreas da liderança.
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