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Denise Calado

Ambição, resiliência e pessoas – os alicerces de uma história com mais de 130 anos

2 Maio, 2022 by Denise Calado

Tudo começou com uma visão estratégica e ambiciosa. Em 1890 era fundada, no Porto, a CUF Portuense, hoje Super Bock Group, onde mais de um terço dos seus 19 sócios eram pequenos cervejeiros. Uma ambição pouco comum naquela época, e que ao longo dos anos marcou o ADN da empresa, com uma história “atribulada e bonita”, a par da resiliência e o foco nas pessoas.

“Muito do nosso património assenta nestes valores, que a empresa praticou, viveu e usufruiu e que, hoje em dia, é o que nos continua a conferir fatores de diferenciação e competitividade”, partilhou Rui Ferreira, CEO do Grupo Super Bock que na passada sexta-feira recebeu a visita do Strategic Board e do grupo Leading People, parte do projeto Leadership Summit Portugal.

O encontro no site da fábrica e sede da empresa, em Leça do Bailio, no Porto, contou ainda com a presença de Pedro Ribeiro, Diretor de RH e responsável pela estratégia de gestão dos cerca de 1300 colaboradores. Refletindo uma “preocupação genuína e constante, em atualizar e melhorar os modelos de gestão de talento”, a empresa aposta ainda numa política de recrutamento baseada na complementaridade e mobilidade. “Nós não recrutamos pessoas para uma determinada função, nós recrutamos pessoas para que sejam capazes de resolver problemas”, afirma Pedro Ribeiro.

Hoje, as pessoas e o talento são os “fatores intangíveis”, que Rui Ferreira realça como interligados e fundamentais à diferenciação e que desde a sua génese, marcam o património da Super Bock e são parte da sua história. Ainda nos finais do século 19, por volta de 1897/98, foi criado um fundo operário no valor de 200 mil reis (200 escudos, hoje um euro) que tinha por missão socorrer os desvalidos e premiar a dedicação, o que já naquela altura era algo inédito, pela atenção dada às pessoas.

Mais tarde, com a construção da atual fábrica, e inauguração em 1964, a consistência nessa atenção volta a refletir-se através do Engenheiro João Talone, uma das figuras incontornáveis na história da marca. Quando ao fim de 15 dias percebeu que a maioria dos funcionários chegavam à fábrica sem terem tomado o pequeno-almoço, institui-se essa refeição como responsabilidade da empresa.

A capacidade de adaptação e superação é também algo que a marca conhece desde cedo, quando durante a Primeira Grande Guerra Mundial esteve praticamente à beira da falência. Ruturas de supply chain, escassez de matérias-primas e até dificuldades de retenção de talento quando os dois mestres cervejeiros de então, que eram alemães, tiveram de deixar a fábrica e ir combater. “O que é verdadeiramente difícil não é ter sucesso, o que é verdadeiramente difícil é ter um sucesso continuado”, afirma Rui Ferreira, reforçando um caminho em que a resiliência foi mais um dos fatores críticos.

Outras histórias foram partilhadas durante o almoço que animou o encontro, entre as cubas de cobre de fermentação, que nos anos 60 fabricavam por ano 25 milhões de litros de cerveja e que hoje, já em novos equipamentos, e mais de 130 anos depois, totalizam 450 milhões de litros.

 

Tenha acesso à galeria do evento aqui.

Arquivado em:Encontros, Liderança, Notícias

Alexandra Andrade é a nova Country Manager da Adecco Portugal

2 Maio, 2022 by Denise Calado

Após um percurso em várias empresas na área de RH e gestão de carreiras, Alexandra Andrade juntou-se ao grupo Adecco em 2016, onde exerceu funções de liderança em Itália e Espanha, até assumir agora o cargo de Country Manager da Adecco Portugal. Licenciada em Sociologia, com um MBA pelo ISCTE, Alexandra Andrade irá consolidar o trabalho desenvolvido pela multinacional em território português, num cenário global de escassez de talentos e de mobilidade exponencial de trabalhadores.

“Acredito profundamente que a diversidade cultural, os antecedentes e as experiências diferenciadas com as práticas de gestão internacional permitirão enriquecer a equipa nacional, contribuindo para alcançar os mais altos desempenhos. Estou ansiosa por colocar as minhas competências e experiência ao serviço da equipa portuguesa e dar início a este novo capítulo da minha história no seio do Grupo Adecco.”, afirma a responsável.

 

Arquivado em:Notícias, Pessoas

O mundo cripto está em crescimento e é mais real do que imagina

2 Maio, 2022 by Denise Calado

Recentemente, numa das maiores conferências mundiais sobre criptomoedas, Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira, anunciou que a Região Autónoma irá adotar bitcoins como moeda legal, sem que os madeirenses tenham de pagar impostos na sua compra ou venda.

Se a tecnologia já é parte da rotina diária, todo o mundo financeiro está a tornar-se mais digital e a moeda não é exceção. A Bitcoin e a Etherum são as criptomoedas mais conhecidas e valiosas, mas existem cerca de 15 mil moedas digitais. Portugal, apelidado de “crypto-friendly”, é um país que favorece as criptomoedas, pela sua não tributação, que, segundo alguns juristas, é o resultado de uma ausência de regulamentação legal e fiscal, o que não se pode considerar uma vantagem, antes pelo contrário. Este é um mercado volátil que acarreta alguma incerteza.

As criptomoedas são representações digitais de valor, e a sua emissão e transação não depende de um banco central, mas de um complexo sistema eletrónico de validação, conhecido como Blockchain. Para as adquirir tem de aceder a uma Cripto Exchange, uma corretora online, onde pode trocar os seus euros por criptos ou entre diferentes moedas, tal como numa casa de câmbios. Em Portugal, e segundo a Criptoloja, a primeira corretora de criptomoedas autorizada pelo Banco de Portugal a operar no país, o Bitcoin está a valer cerca de 36 mil euros.

Um das tendências emergentes é a do turismo cripto, prova disso é a iK Coin, uma moeda digital que quer transformar o Algarve, aproveitando o turismo e o crescimento tecnológico da região. Com o objetivo de tornar o Algarve numa região cripto, Tarik Lira, CEO da iK Tech Solutions, refere que a intenção é fomentar e aproveitar o fluxo de turistas durante e após os meses do verão. Atualmente já é possível fazer pagamentos em alguns estabelecimentos, na zona de Portimão, estando prevista uma parceria com uma cadeia de hotéis.

Por enquanto, esses pagamentos ainda terão de ser realizados através de tokens ou pontos (1 iK Coin = 0.002 cêntimos de dólar), associados a diversos descontos, uma vez que ainda aguarda pela licença emitida pelo Banco de Portugal. Para além da transação, o lojista pode multiplicar os seus tokens como investimento ou solicitar a sua troca por euros. Neste momento 100 dólares equivalem a 20 mil tokens de iK Coin, e um corte de cabelo pode ficar por 3000 tokens. Segundo as recomendações, se pretende começar a investir neste tipo de moedas, comece por valores baixos. Por que não por um corte de cabelo?

 

Por Rita Saldanha

Fontes: Caixa Geral de Depósitos, Unibanco, Banco de Portugal, Forbes

Arquivado em:Notícias

Vamos continuar a usar máscara mesmo quando já não é obrigatório?

2 Maio, 2022 by Denise Calado

A máscara, símbolo físico das restrições marcadas pela pandemia por Covid-19, deixou de ser obrigatória em Portugal, trazendo o tão esperado momento de libertação. As exceções passam pelo uso de máscara em transportes públicos, lares, farmácias e hospitais. Mas ainda muitos optam por continuar a usá-la. Por que será?

Antes do aparecimento das vacinas, a máscara era a única ferramenta que, de facto, criava uma barreira que impedia que germes e bactérias se propagassem para a atmosfera, protegendo assim o utilizador e as pessoas que o rodeiam. Com o fim da obrigatoriedade, algumas questões são levantadas.

De maneira mais superficial, o uso da máscara constituía um incómodo: a comunicação entre pessoas era mais difícil, causava problemas de pele e, potencialmente, havia a hipótese de estar a inalar microplásticos, segundo o estudo da National Center for Biotechnology Information.

Segundo a Time Magazine, por outro lado, os números mostram que o uso de máscaras ajudou não só a prevenir a infeção por Covid-19, mas também do vírus da gripe. Em 2019, o vírus da Influenza matou cerca de 24 mil americanos, enquanto em 2020, quando o uso das máscaras se tornou obrigatório, apenas 500 pessoas tinham morrido.

Para contribuir para esta estatística, ajudou não só o uso da máscara, mas também o elevado número de pessoas que nesse ano decidiu tomar a vacina da gripe, o distanciamento social, e o teletrabalho.

O uso da máscara mudou também as épocas dos vírus, assim como a imunidade de grupo das pessoas face a esses. Sem a exposição cíclica aos vírus, as pessoas não renovam a imunidade que todos os anos contraíam. Apesar de causar padrões diferentes do aparecimento viral, a verdade é que pode também causar menos doenças, visto que os vírus estão presentes de maneira mais uniforme.

Focando no caso de vários países asiáticos como o Japão ou a Coreia do Sul, o uso de máscara antes da pandemia do coronavírus em 2019 era já generalizado em transportes públicos ou quando se encontravam constipados ou doentes. Isto aconteceu depois de um foco do vírus SARS na Ásia, em 2003. A partir daí, o uso da máscara passou a fazer parte da vida de grande parte dos asiáticos, tanto que não foi um choque quando surgiu o coronavírus e se impuseram as máscaras.

Dado o impacto do coronavírus na sociedade e por todo o mundo, é natural que as pessoas não queiram voltar a usar sempre a máscara quer na rua, quer em espaços interiores. No entanto, é possível que fiquemos mais conscientes das doenças que nos rodeiam e de formas eficazes de nos protegermos.

 

Arquivado em:COVID-19, Notícias

Os 40%

2 Maio, 2022 by Denise Calado

Uma percentagem ganhou popularidade nos anos recentes: os chamados 99%, isto é, todos aqueles que não somos ricos. O conceito foi usado por exemplo por Paul Adler, professor de gestão da Universidade do Sul da Califórnia que se assume como um autor marxista, no seu livro The 99% Economy. Mais recentemente outros autores têm feito uso do mesmo conceito para propor a reorganização do trabalho à volta do modelo cooperativo. Tendo eu próprio sido cooperante de mais que uma cooperativa, devo dizer que tenho muitas dúvidas de que o futuro passe por esta solução.

Mas o número que hoje me interessa é outro: 40%, na verdade os quase 42% de franceses que votaram em Marine Le Pen. Quem são estas pessoas? Será melhor meter já um cordão sanitário à sua volta? Ou antes se imporá a necessidade de perceber o que se passa de errado com as democracias liberais para que 40% das pessoas se deixem encantar por estes políticos populistas-nacionalistas.

Serão estes 40% de franceses fascistas? Supremacistas brancos? Neoliberais? Todos estes grupos combinados? Ou simplesmente pessoas tão zangadas com o sistema que não se importam de votar naqueles que prometem fazê-lo implodir? Pessoas dos extremos (esquerdo e direito) que transferem votos de um lado para o outro para dinamitar o centro? Em vez achar que sabemos quais os motivos destas pessoas e proceder ao seu julgamento sumário, não deveremos antes tentar perceber o significado do seu voto? Pensemos no assunto.

 

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Procura por carros elétricos aumentou 147% face a 2021

29 Abril, 2022 by Denise Calado

Segundo a análise “Panorama Mensal do Mercado Automóvel” do portal StandVirtual, baseado em dados da plataforma sobre visualizações, oferta e procura no mês de março, a procura por veículos elétricos aumentou exponencialmente face ao período homólogo de 2021: +147% nos elétricos volume e +65% nos elétricos de gama premium.

Estes valores são acima dos registados em fevereiro: +67% e +34%, respetivamente. A oferta cresce ligeiramente face ao ano passado (+2% e +5%). Os carros a Diesel revelam decréscimo de -25% da procura face ao ano passado e a Gasolina desce -12%. Na visão geral, há um decréscimo geral de -8% na procura e de -17% na oferta de veículos face ao período homólogo de 2021, com uma dinâmica de mercado de 9%. Estes valores representam uma ligeira diminuição face aos verificados em fevereiro, que registou -4% na procura e -12% na oferta de veículos.

Quanto ao segmento, a procura cresce sobretudo nos pequenos citadinos (+22%) e nos utilitários (+4%) em março, mas decresce em todos os restantes segmentos face a março do ano passado. A categoria mais visualizada em março é a dos carros entre 10.000€ a 25.000€, a única na qual os anúncios (53%) superam as visualizações (39%).

 

 

Arquivado em:Notícias

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