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Denise Calado

Os desafios da inovação nos plásticos

14 Abril, 2022 by Denise Calado

Ao longo das últimas semanas, e com base no relatório “Global Plastics Outlook: Economic Drivers, Environmental Impacts and Policy” da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, abordámos a temática dos plásticos, a sua origem, os fatores que deram origem aos volumes excessivos do uso e desperdício desta matéria, os seus impactos no ambiente e as tendências para um mundo sustentável.

A forma como, a partir de agora, repensamos e trabalhamos com o plástico tem sido orientada na missão de reduzir o seu impacto no ambiente, e as inovações a nível tecnológico são a chave para resolver uma parte do problema. Responsabilizar os produtores de plástico é uma das formas de incentivar a inovação, que, por sua vez, continua a ser limitada, correspondendo a apenas 1,2% do total sobre os plásticos em 2017, percentagem alarmante quando comparada à do ano de 1990, que se registava em 1,1%, demonstrando que pouco se tem inovado num espaço de 27 anos.

Contudo, é verdade que entre 1995 e 2017, verificou-se um aumento na inovação para a reutilização de plásticos em 23%, e de 12% na inovação para a reparação. O foco tem sido mais sentido na prevenção e reciclagem de resíduos de plástico, sendo que um terço estava relacionado com a matéria-prima biobased (plásticos que são, de forma parcial ou total, produzidos através de recursos biológicos, como lascas de madeira, serragem, gorduras vegetais, entre outros), e o remanescente visava a eliminação e conversão de resíduos e a remoção de plásticos do ambiente. Tendencialmente, as novas patentes têm adotado com maior veemência a reciclagem de resíduos, motivada pela pressão dos consumidores e pelas políticas de reciclagem de plásticos que os governos têm vindo a executar.

Apesar de tudo, a inovação em plásticos biodegradáveis tem vindo a crescer na última década. No entanto, é ainda necessário aprofundar o conhecimento na forma como este reage em ambientes naturais. Outra tecnologia que está a emergir é a de reciclagem química plástico-plástico, que recicla resíduos impossíveis de ser processados na reciclagem mecânica.

A inovação só pode conduzir a soluções impactantes se estiver associada à educação e sensibilização ambiental. De pouco vale criar ferramentas se não se souber como são trabalhadas, qual o seu intuito, e se manterem os hábitos que nos fizeram chegar a este ponto. Investir na sustentabilidade do nosso planeta passa também pela mudança de comportamentos e pela adaptação de políticas adaptadas à realidade de cada país.

Saiba mais sobre os plásticos, só assim pode marcar a diferença. Pode consultar o relatório aqui.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

Marketing Futureland – Antecipação e Resposta ao Futuro do Marketing

13 Abril, 2022 by Denise Calado

Marketing Futureland antecipa as mudanças que se avizinham e apresenta as tendências que vieram para ficar. Não se deixe surpreender pelo futuro, descubra-o já!O aparecimento constante de novas tecnologias, tendências e comportamentos está a transformar o Marketing a uma velocidade vertiginosa, criando inúmeras oportunidades para aqueles que são capazes de se manter atualizados. Para isso, é preciso ter a tecnologia adequada e os dados do cliente que permitam assegurar as experiências certas em todos os canais e em tempo…

Arquivado em:Livros e Revistas

Novo estudo: consumidores colocam cada vez mais a sustentabilidade no centro das decisões de compra

13 Abril, 2022 by Denise Calado

Mais de metade (51%) dos consumidores globais referem que a sustentabilidade ambiental é-lhes mais importante hoje do que era há 12 meses, e neste último ano quase metade (49%) dos inquiridos disse ter pago em média mais 59% por produtos rotulados como sustentáveis ou socialmente responsáveis.

Estas são parte das principais conclusões do estudo “Balancing sustainability and profitability: how business can protect people, planet and the bottom line”, do IBM Institute for Business Value (IBV).

Segundo a análise, os consumidores demonstram estar dispostos a comprometer recursos pessoais e a abdicar de comodidades em prol do planeta, sendo visível através das suas compras, escolhas para o lar, investimentos, emprego e decisões de viagem. No entanto, o estudo refere que precisam da ajuda das empresas para poderem fazer escolhas mais sustentáveis.

O inquérito a mais de 16.000 entrevistados em dez países concluiu que as ações dos consumidores estão a começar a corresponder às suas intenções sobre sustentabilidade ambiental.

E não é apenas na compra de bens: 77% dos consumidores partilharam o desejo de fazer escolhas mais sustentáveis em casa; 62% dos investidores privados disseram que as suas carteiras agora refletem escolhas sustentáveis; dois em cada três inquiridos dizem estar mais dispostos a trabalhar para organizações consideradas ambientalmente sustentáveis; e aproximadamente um em cada três consumidores diz que os fatores de impacto ambiental são agora mais importantes do que a conveniência, o custo e o conforto na compra de viagens.

Os consumidores demonstram também que cada vez mais fazem compras com um propósito. Em média, três em cada cinco consumidores diz que os produtos que são rotulados de forma ambientalmente sustentável ou socialmente responsáveis representam pelo menos metade das suas compras. E não são apenas os mais ricos que estão dispostos a pagar mais pela sustentabilidade. Quatro em cada 10 consumidores do escalão de rendimento mais baixo (dois terços a menos do que o rendimento médio das famílias) também pagaram mais em média por produtos que são rotulados como produtos ambientalmente sustentáveis ou socialmente responsáveis.

Quanto à sustentabilidade como investimento, cerca de dois terços dos investidores privados veem o risco climático e a sustentabilidade como fatores-chave que influenciarão o desempenho das suas carteiras. No mercado de trabalho, também a

sustentabilidade é já uma vantagem para atrair e reter talento. Dois em cada três inquiridos dizem estar mais dispostos a candidatar-se (67%) e a aceitar ofertas de emprego (68%) de organizações consideradas ambientalmente sustentáveis. E cerca de 35% diz ter mudado de emprego no ano anterior por ter aceitado uma oferta de um empregador que considera ser ambientalmente sustentável.

Tenha acesso ao estudo completo aqui.

 

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

Histórias da Ucrânia vividas na primeira pessoa – o testemunho de Bernardo Corrêa de Barros

13 Abril, 2022 by Denise Calado

“Vens para os meus braços pela mão desse senhor”. Dar o colo a bebés para as Mães conseguirem dormir. Ouvir a palavra “anjo”. Para Bernardo Corrêa de Barros, Presidente da Associação do Turismo de Cascais, e parte da equipa que esteve na fronteira da Roménia com a Ucrânia a receber os refugiados com destino a Portugal, as vivências ainda são recentes e “mudaram a perspetiva de vida”. Em Siret, cidade na linha da frente para quem atravessava a fronteira a pé, estavam -14ºC. E durante três dias e meio, Bernardo Corrêa de Barros viu “muitas crianças a chorar em silêncio”. O frio e o silêncio “cortavam”. E não é fácil explicar o que viveu quando diz que teve de tomar “a decisão mais difícil da minha vida”.

O Presidente do Turismo Cascais esteve à conversa com a Líder com quem partilhou o seu relato carregado de emoções e com o sentir de dever cumprido, sem esconder a marca que esta experiência deixou para além das memórias. “Estar na fronteira e ver com os nossos próprios olhos as pessoas a passar do seu País para outro, com a possibilidade de não voltar a casa, é muito pesado.” O ambiente era muito calmo e ordeiro, e o silêncio “ensurdecedor”. “Vemos famílias que podiam ser qualquer um de nós. Das primeiras imagens que tive na fronteira, olhei e pensei que podia ser a minha mulher com os meus filhos”, relembra.

Faz amanhã um mês desde que um avião com 229 cidadãos ucranianos a bordo aterrou em Lisboa, num voo humanitário de resgate, na sua maioria mulheres, crianças e jovens. Nessa missão de seis dias, Bernardo Corrêa de Barros e uma equipa de 10 pessoas voluntárias, liderada por Miguel Pinto Luz, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais, foram parte de uma resposta “quase automática” do Concelho, pioneiro no apoio à situação que se vive na Ucrânia.

A vontade de partir e colocar o maior número de pessoas possível fisicamente longe do conflito foi espontânea e evidente, mas era necessário “garantir uma integração 360”. “Não é só ir buscar, era necessário garantir alojamento, interação nas escolas, emprego” e, conforme frisou várias vezes, fazer acima de tudo com “que essas pessoas se sentissem cascalenses, desde a primeira hora”. Se se integrarem e quiserem ficar em Cascais, esse apoio está totalmente operacional, mas se quiserem regressar, podem fazê-lo e isso também está garantido.

O levantamento e identificação das mais de 200 pessoas foi feito primeiramente a partir de Cascais, por um call center, apoiado na internet e no whatsapp, que serviu para comunicar a existência deste voo que partia de Bucareste. Mas também houve um “improviso estruturado”, pois a rede de contactos em Siret, junto à fronteira, “era gigante”, não apenas pessoas, mas também com ONGs e as equipas de coordenação desse local. Dos 229 “novos vizinhos” que chegaram a Cascais, cerca de 50 terão decidido fazê-lo no último momento. A angariação foi por isso flutuante e “vinha por vários lados e com grandes incertezas sobre o número de pessoas”. O avião originalmente fretado acabou por ser substituído por um maior, pois apesar da incerteza houve a convicção (certa) de que o avião “havia de vir cheio”.

À chegada a Bucareste, a equipa dividiu-se, entre os que ficaram na capital numa logística que se alargou até Sinaia, cidade geminada com Cascais, e os que foram para Siret. Em Bucarest chegava quem, pelos seus meios, aguardou a partida do avião, enquanto em Sinaia foi montado um centro de acolhimento para os que vinham da fronteira.

Bernardo Corrêa de Barros foi para Siret juntamente com a equipa médica e o Diretor da Proteção Civil de Cascais com quem esteve durante três dias e meio a acolher as 74 pessoas que vieram para Portugal. Nenhum refugiado foi abordado diretamente, com a pergunta “quer vir para Cascais”. Nos primeiros 200 metros de passagem da fronteira, as pessoas não são abordadas propositadamente, numa atitude de “imenso respeito”. Quem faz o primeiro acolhimento dos refugiados são os voluntários das ONGs, com uma organização “impecável”, em que nada faltava a quem chegava apenas com o que podia trazer nas mãos. Bernardo Corrêa de Barros recorda com especial carinho a figura do Coronel, responsável pelo posto de fronteira, que foi uma ajuda crucial para a identificação das pessoas, agilizando contactos e alertando a quem quisesse ir para Cascais.

São várias as histórias que conta, como a do telefonema que recebeu de uma mulher que queria ir para Cascais e pediu que a esperasse na fronteira. A emoção de a ter recebido do outro lado com um grande abraço é ainda viva. Uma outra mulher aproximou-se de si dizendo que queria ir ter com a Mãe que vive em Trofa. Para confirmar, fazem a ligação via whatsapp e ouve “vens para os meus braços pela mão desse senhor”. Encontros que proporcionou mas também decisões difíceis que teve de tomar quando o número de pessoas estava a chegar ao limite, sabendo que “não podemos salvar toda a gente”. Quando o último autocarro estava a sair para Sinaia, apareceu uma mulher a pedir para ir para Portugal, mas não havia lugar, “não podíamos levar nem mais um”. “Tomei a decisão mais difícil da minha vida”, desabafa.

Mas também houve lugar para o alento quando viu que o avião estava cheio. “Não havia um único lugar vazio e não deixamos ninguém em terra que tivesse confirmado que queria vir para Cascais”. E depois de ter sido o último a embarcar e ouvir, já dentro do avião, o aviso “boarding complete”, “foi uma descarga emocional muito grande, o meu sentir de missão cumprida”. Vamos embora!

Com os que vieram, Bernardo Corrêa de Barros, cumpriu a promessa que fez a uma Mãe com dois filhos. O mais velho, aluno do 8º ano de Conservatório, toca saxofone e na tomada de decisão sobre o que trazer para Portugal, não trouxe o instrumento. Conseguiu-se um saxofone de empréstimo para puder continuar a estudar e ainda aulas de boxe para o filho mais novo.

O acompanhamento destas famílias é agora feito pelos serviços da Câmara Municipal de Cascais, entre alojamento, emprego e escolas. A Câmara, em cooperação e coordenação com outros Municípios da Área Metropolitana de Lisboa, Juntas de Freguesia, Associações e Organizações da Sociedade Civil, está a trabalhar num amplo movimento de apoio ao povo ucraniano. Saiba mais aqui.

 

Por Rita Saldanha

 

Arquivado em:Entrevistas, Leadership

Livros: Sugestões Líder

13 Abril, 2022 by Denise Calado

Aqui ficam algumas sugestões de livros para as Lideranças. Boas leituras!

 

Manual de Sobrevivência para o Mundo Corporativo

Joana Garoupa

Influência

O universo empresarial pode ser um lugar difícil. Os níveis de exigência são altos, o ritmo é imparável, o stress acumula-se e cada decisão tem impacto no contexto em redor (assim como na nossa própria vida). Este “manual de instruções” é para todos aqueles que se veem diante desse universo tão particular e que procuram alcançar sempre o melhor, tanto das oportunidades que surgem, como de si mesmos.

 

 

Como Fazer o Impossível

Albert Bourla

LeYa/Lua de Papel

Este é o relato, na primeira pessoa, dos bastidores da corrida contra o tempo para criar a vacina contra a COVID-19. A história contada por Albert Bourla, CEO da Pfizer, é um manual de gestão que mostra como fazer em meses o trabalho de uma década. A introdução do livro é assinada pelo Presidente Jimmy Carter, para quem o desenvolvimento da primeira vacina “foi um moonshot de que o mundo precisava”.

 

 

Globalização

Peter F. Drucker

Actual Editora

Nestes ensaios, o reputado pensador da Gestão e professor orienta os gestores no sentido de encontrarem oportunidades e tomarem as decisões certas num contexto em que os negócios são cada vez mais globais. O livro fornece um conjunto de lições para que os líderes empresariais possam gerir a sua empresa com a complexidade e volatilidade atuais e para que façam as escolhas mais sábias enquanto equilibram os perigos da globalização.

 

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder
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Arquivado em:Livros e Revistas

Mário Maia é o novo Country Manager da Generix Group

13 Abril, 2022 by Denise Calado

Após um percurso profissional de mais de 24 anos na tecnológica para a Supply Chain, Generix Group, Mário Maia transita das funções de Diretor Comercial para o cargo de Country Manager.

Assistido por uma nova equipa de Direção, o executivo afirma ser “com enorme orgulho enorme poder assumir estas novas funções, que encaro com grande entusiasmo e ambição”. “Experienciei ao longo dos últimos anos o crescimento da Generix Group Portugal, através da diversificação da oferta e introdução de soluções para a transformação digital da Supply Chain. Hoje, em linha com o nosso plano estratégico Boost Together 2025, acredito que, juntos, vamos conseguir dar continuidade a este desenvolvimento, primar pela inovação e elevar o nível de qualidade dos nossos serviços em benefício da satisfação dos nossos clientes. Este é um dos meus grandes objetivos.”, refere o profissional.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

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