Ao longo das últimas semanas, e com base no relatório “Global Plastics Outlook: Economic Drivers, Environmental Impacts and Policy” da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, abordámos a temática dos plásticos, a sua origem, os fatores que deram origem aos volumes excessivos do uso e desperdício desta matéria, os seus impactos no ambiente e as tendências para um mundo sustentável.
A forma como, a partir de agora, repensamos e trabalhamos com o plástico tem sido orientada na missão de reduzir o seu impacto no ambiente, e as inovações a nível tecnológico são a chave para resolver uma parte do problema. Responsabilizar os produtores de plástico é uma das formas de incentivar a inovação, que, por sua vez, continua a ser limitada, correspondendo a apenas 1,2% do total sobre os plásticos em 2017, percentagem alarmante quando comparada à do ano de 1990, que se registava em 1,1%, demonstrando que pouco se tem inovado num espaço de 27 anos.
Contudo, é verdade que entre 1995 e 2017, verificou-se um aumento na inovação para a reutilização de plásticos em 23%, e de 12% na inovação para a reparação. O foco tem sido mais sentido na prevenção e reciclagem de resíduos de plástico, sendo que um terço estava relacionado com a matéria-prima biobased (plásticos que são, de forma parcial ou total, produzidos através de recursos biológicos, como lascas de madeira, serragem, gorduras vegetais, entre outros), e o remanescente visava a eliminação e conversão de resíduos e a remoção de plásticos do ambiente. Tendencialmente, as novas patentes têm adotado com maior veemência a reciclagem de resíduos, motivada pela pressão dos consumidores e pelas políticas de reciclagem de plásticos que os governos têm vindo a executar.
Apesar de tudo, a inovação em plásticos biodegradáveis tem vindo a crescer na última década. No entanto, é ainda necessário aprofundar o conhecimento na forma como este reage em ambientes naturais. Outra tecnologia que está a emergir é a de reciclagem química plástico-plástico, que recicla resíduos impossíveis de ser processados na reciclagem mecânica.
A inovação só pode conduzir a soluções impactantes se estiver associada à educação e sensibilização ambiental. De pouco vale criar ferramentas se não se souber como são trabalhadas, qual o seu intuito, e se manterem os hábitos que nos fizeram chegar a este ponto. Investir na sustentabilidade do nosso planeta passa também pela mudança de comportamentos e pela adaptação de políticas adaptadas à realidade de cada país.
Saiba mais sobre os plásticos, só assim pode marcar a diferença. Pode consultar o relatório aqui.
Manual de Sobrevivência para o Mundo Corporativo
Como Fazer o Impossível
Globalização