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Denise Calado

O Fim dos Homens

11 Março, 2022 by Denise Calado

Glasgow, 2025. A doutora Amanda MacLean é chamada para tratar um jovem do sexo masculino com uma febre leve como único sintoma. Três horas depois, o paciente está morto. A doença misteriosa varre o hospital com uma velocidade aterradora. E assim começa. As vítimas são todas homens. Amanda é a primeira a alertar para a emergência do fenómeno, a sua voz, porém, é ignorada e reduzida a histerismo. Quando o apelo é finalmente levado a sério, já a doença se espalhou por toda a parte, ameaçando famílias, governos, países. O vírus torna-se global, uma panedemia – e também uma pandemia política. O mundo transforma-se. O mundo da mulher. Será possível descobrir uma cura antes que seja tarde demais? Será esta a história que acaba com o mundo – ou a história da sua salvação? Em O Fim dos Homens, Christina Sweeney-Baird, voz arrojada na ficção internacional, transforma o inimaginável em algo que não conseguimos esquecer: como seria o nosso mundo sem um único homem?

Autor: Christina Sweeney-Baird

Arquivado em:Livros e Revistas

Rui Brito é o novo Diretor de Operações do Pine Cliffs Resort

11 Março, 2022 by Denise Calado

Com um percurso de mais de 20 anos no Pine Cliffs Resort, em Albufeira, Rui Brito é agora o novo Diretor de Operações, ficando responsável por todas as áreas à exceção do F&B, que continua a cargo de Dálio Calado. Esta nomeação vem em linha com a aposta na retenção de talentos do Grupo United Investments Portugal (UIP), proprietária do Resort, e respetiva valorização dos elementos da equipa.

Nas suas novas funções, Rui Brito será responsável pela gestão operacional das diferentes unidades de alojamento do Pine Cliffs Resort, garantindo o cumprimento dos padrões de qualidade e serviço da marca.

Com um percurso variado dentro da unidade hoteleira, o novo Diretor de Operações começou por trabalhar como Chefe de Portaria, passando pelo cargo de Guest Relations do Pine Cliffs Residence e mais recentemente, após a remodelação do Pine Cliffs Hotel, foi promovido a Front Office Manager do Pine Cliffs Resort.

Com 44 anos e natural do Algarve, Rui Brito aprofundou, ao longo dos últimos anos, os seus conhecimentos na área de Guest Relations através de formações de Leadership e Management da Universidade The Hague, nos Países Baixos, e Cornell, nos Estados Unidos da América.

“Estou no Pine Cliffs Resort há mais de 20 anos. Todo o meu percurso profissional foi feito nesta propriedade e por isso não podia estar mais feliz e orgulhoso por abraçar este novo desafio. A identificação com este projeto é total e sinto que posso continuar a contribuir para superar os elevados padrões de qualidade que caracterizam o Pine Cliffs Resort, lado a lado com uma equipa incansável e de excelência”, refere o profissional.

 

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Investimento e retorno na igualdade de género

11 Março, 2022 by Denise Calado

Foram 91 as bolsas por todo o mundo que assinalaram, com o toque do sino (Ring the Bell), o Dia da Mulher, no passado dia 8. Em Portugal, a Global Network Portugal e a Euronext promoveram o evento “Ring the Bell pela Igualdade de género 2022”, relembrando que a igualdade, para além de ser um direito Humano, é o pilar de um mundo próspero, sustentável e pacífico.

O encontro contou com a moderação do Diretor da Revista Exame, Tiago Freire, e a participação de Isabel Ucha, CEO da Euronext Lisbon, José Soares de Pina, CEO da ALTRI, Maria João Coelho, Head of Sustainability Knowledge do Business Council for Sustainable Development (BCSD) Portugal, e Pedro Leitão, CEO do Banco Montepio. Mário Parra da Silva, Chair of the Board da UN Global Compact Network Portugal encerrou a palestra.

Acerca da questão da paridade no mercado de trabalho, Maria João Coelho aponta que ainda existe um longo caminho a ser percorrido. “Cerca de metade da população mundial são mulheres, mas o que vemos é que, com dados recentes de 2021, apenas 25% das administrações das empresas são ocupadas por elas”, afirma. Refere ainda que a igualdade de género não é unicamente a solução mais ética, representa também a decisão mais rentável que trará benefícios para o mercado e para a empresa porque “ao darmos olhar à diversidade, estamos a atrair mais talento, mais competências, perspetivas diferentes, e isso traz mais criatividade e inovação”, bem como um maior alinhamento entre os valores dos colaboradores, empresas e clientes.

Se antes não se fazia o levantamento de quantos trabalhadores, homens e mulheres, existiam numa empresa, em parte por não se questionar a disparidade, agora os vários intervenientes do mercado pedem por um papel proativo na ação e na divulgação deste tipo de informação às empresas. José Soares de Pina avança que a “componente social e, em particular, a igualdade de género, é um tema que hoje em dia é cada vez mais premente por diversas razões”, nomeadamente para empresas de carácter industrial e técnico, apontando que a adaptação deve seguir o curso dos tempos. Clientes diversificados pedem por colaboradores que representem essa diversidade.

Quanto ao tema das finanças sustentáveis, Isabel Ucha destaca a relevância das mesmas, sendo a diversidade de género um dos conjuntos de indicadores que faz parte do pilar social das práticas de ESG (Environmental, Social and Corporate Governance). O investimento cresceu e acelerou significativamente em 2021, sendo que nesse mesmo ano “o volume de obrigações de ESG aumentou 63% face a 2020”, crescimento este que não se verificou unicamente em termos percentuais, mas também face à dimensão do mercado.

Em termos de regulação, Pedro Leitão afirma que as práticas ESG irão apresentar às instituições financeiras desafios “muito concretos”, apontando os impactos e consumos de capital dos riscos climáticos o que representará maior desafio no setor da banca. Avançando para o tema da igualdade de género, defende que esta é um fator determinante para a competitividade das empresas, e que o próprio Montepio tem lançado programas de mentoria e liderança no feminino, acrescentando que “a melhor forma de dar o exemplo é começando por casa”.

Nas notas finais, Mário Parra da Silva aponta que introduzir a mulher no mercado de trabalho é uma questão de inteligência social, relembrando o acontecimento histórico da expulsão dos judeus, “a partir daí a sociedade portuguesa sofreu muitíssimo porque os melhores médicos, os melhores cientistas” foram embora, e transportou essa mesma situação para a atualidade. E realçou, “imagine-se, nos dias de hoje, uma nação que é suficientemente idiota para excluir uma parte do seu know how, parte do seu conhecimento, da sua capacidade de fazer, parte da sua inteligência coletiva e dizer ‘não, não, isso desde que seja mulher não interessa’”.

O Webinar pode ser assistido integralmente aqui.

 

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Natureza e os níveis de Stress Laboral

11 Março, 2022 by Denise Calado

Se há fator que mais influencia a produtividade e a felicidade no trabalho são os níveis de stress que podem passar a burnout ou a problemas físicos de maior relevo. Sabemos também que a natureza tem um papel muito importante na sensação de tensão do trabalhador, podendo ser uma ferramenta de gestão de stress, o que tem vindo a ser corroborado por estudos científicos ao longo dos anos.

Os benefícios dos chamados banhos de floresta, por exemplo, são amplamente conhecidos. Estes são passeios na natureza em contacto completo com o ambiente natural, respirando, ouvindo os sons que nos rodeiam, sentindo o aroma das flores ou da terra molhada, e que reduzem o “estado de stress” e até mesmo o agora chamado de “stress tecnológico” (por uso constante de tecnologias como computadores e telemóveis), como a Dra. Margaret Hansen descreveu no seu estudo feito pela Universidade de São Francisco e publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health em 2017.

No entanto, sabemos que nos nossos dias com a correria de casa-trabalho e trabalho-casa, e com uma casa e família para gerir, nem sempre é possível ausentarmo-nos para a natureza durante algum tempo (sobretudo se vivermos num ambiente urbano), por isso a ciência traz boas notícias. Um estudo publicado na Public Health Reports pelo Dr. Erin Largo-Wight, diz que é possível trazer esses benefícios para o dia-a-dia através da criação de um ambiente natural nas nossas empresas – o que não só melhora os níveis de stress, como as queixas de saúde no geral. Este ambiente natural pode passar por espaços verdes exteriores ou interiores, maior presença de luz natural, plantas, arranjos florais e/ou difusão de óleos essenciais. É também possível fazer atividades de grupo com equipas na natureza com o objetivo de fazer team building, aliando então os efeitos calmantes e antidepressivos da natureza aos efeitos atividades colocadas em prática.

Sobretudo nesse período de retoma das nossas vidas normais após os dois anos de teletrabalho e isolamento social intermitente (e no caso de algumas empresas, continuamente em teletrabalho durante estes dois últimos anos), aproximar a natureza do ambiente laboral, bem como os colaboradores da natureza, é um passo importante para um voltar mais suave e gradual às rotinas e às boas relações profissionais entre colaboradores e os seus líderes. Por vezes pensamos em soluções mais elaboradas e complexas, mas a natureza é quase sempre a solução mais fácil e saudável, estando disponível para nós a qualquer momento e sem qualquer questionamento – basta estarmos disponíveis para nos reaproximarmos dela e nos permitirmos abrandar ao seu ritmo.

 

Arquivado em:Opinião

Bons líderes devem ser bons escritores

11 Março, 2022 by Denise Calado

Há muito se fala e se cultiva que um bom líder tem boas aptidões para comunicação e sabe criar a sensação de que todos fazem parte e contribuem para um todo. No entanto, as competências de escrita, o envolver com as palavras, acabam por ser negligenciados, pouco se reconhecendo a importância que têm ao definir o tom da cultura e marca de uma empresa.

Segundo a Strategy+Business, existem duas grandes armadilhas em que facilmente um escritor, comunicador ou líder tendem a cair. A primeira está precisamente no “escrever como uma segunda língua”, apontou Adam Bryant, coautor do livro “The CEO Test: Master the challenges that make or break all leaders”. Resumidamente, é a tendência para usar a escrita como se fosse uma forma de comunicação integralmente diferente da forma como se fala, seja nas estruturas frásicas que aparentam menos naturalidade, ou na procura por formalidades e expressões mais “chiques”.

Seja com o objetivo de demonstrar inteligência, impressionar, ou porque assim fomos incentivados na escrita académica, é muitas vezes um esforço planeado para encontrar formas de transmitir, com complexidade, ideias que até podem ser simples. Em resultado, introduz uma certa distância entre o escritor e o leitor, exatamente o oposto do que um líder deve ser.

Enquanto líder, lembre-se que também precisa de “ser ouvido” num e-mail. Um tom mais conversador, mais real, é o que todos ansiamos nas nossas vidas, ainda mais nos tempos que decorrem. Sempre que estiver a escrever, procure entender se ressoa consigo, e se iria falar exatamente da mesma forma perante um colega.

Em segundo, muitas pessoas que escrevem caem no erro de assumir que todos sabem tanto quanto elas, o que resulta em que se foquem nas nuances de um tópico, sem dar espaço para explicar o conteúdo. Por muito que seja perito na sua área, lembre-se que pode estar a falar, a escrever, para pessoas que não o são, nem têm a sua experiência ou interesses.

Combater este lado de “perito” requer ter empatia, outra característica crucial no líder. É o “entrar na cabeça” de alguém que não está a par do assunto e ter a certeza de que está a dar todos os conteúdos e raciocínios, para que não se sinta excluído ou deixado para trás.

 

Arquivado em:Liderança, Notícias

Veneza – mais vale tarde do que nunca

11 Março, 2022 by Denise Calado

Apenas este ano visitei, pela primeira vez, Veneza. Veneza é uma daquelas cidades que todos vimos inúmeras vezes. Por causa disso, do excesso de turistas e de uma certa ideia de se tratar de uma cidade para turista ver, deixei-me conquistar pelo preconceito. Estava errado. Explico-o em sete razões.

 

  1. A cidade pode ter sido redirecionada para o turismo, mas é um caso extraordinário de identidade urbana: só Veneza é como Veneza, nenhuma outra cidade se lhe compara. Vista de qualquer ângulo, a cidade é uma mistura única de reconhecimento do que já conhecemos e de descoberta de um local onde não estivemos antes.
  2. A História sente-se a cada passo. A Sereníssima República dominou o mundo e esse poder está presente na urbe. A bandeira do leão alado continua presente como no tempo dos doges. Veneza é uma cidade antiga com o charme das cidades com camadas de História.
  3. A história de Veneza fez-se na encruzilhada entre dois mundos: Ocidente e Oriente. Essa identidade de encruzilhada (seja de que forma for) marca algumas das mais interessantes cidades (Tóquio ou Quioto, Sarajevo, Moscovo, Istambul) e é particularmente visível nas cúpulas da Catedral de São Marcos, reminiscentes de Bizâncio.
  4. A presença do passado persiste, em particular em espaços como o gueto, o bairro judeu, onde se vislumbram memórias da cidade descrita por Shakespeare em O Mercador de Veneza. Uma espécie de Jerusalém à beira de água.
  5. O passado encontra-se também na gastronomia. Provando umas sardinhas à maneira de Veneza, “Sarde in saor”, feitas para as barricas dos navios, penetramos naquela dimensão em que a comida se cruza com a memória.
  6. Esta é uma cidade de contrastes: a cidade das máscaras e do Carnaval e a cidade que no passado enviava assassinos atrás dos artesãos do vidro que se atrevessem a abandonar a Sereníssima.
  7. Finalmente, para quem aprecia a beleza como expressão paradoxal, Veneza é um local obrigatório. Eis uma descrição, extraída de Veneza, de Jan Morris: “a eterna disputa veneziana entre modernizar ou preservar Veneza (…) O conflito entre o antigo e o novo, entre o belo e o lucrativo, entre o progresso e a nostalgia, entre a energia e o motor”.

Em resumo, mesmo para os preconceituosos, Veneza vale mesmo a pena. Descobri-o tarde, mas mais vale tarde do que nunca.

 

Três livros para descobrir Veneza

“Veneza”, de Jan Morris, é um mergulho extraordinário na cidade e na sua História. Cheio de passagens como a citada, é por vezes descrito como “o” livro sobre Veneza. Talvez seja justo. A tradução de Raquel Mouta merece todos os aplausos. Outro livro interessante, na verdade uma reportagem de jornal transposta para livro, é “Veneza, um interior”, de Javier Marías. Trata-se obviamente de uma declaração de amor à cidade – tal como no caso de Jan Morris. Finalmente e noutro registo, “City of Fortune, How Venice won and lost a naval empire”, de Roger Crowley, mergulha na história da Sereníssima e poderosíssima república, mostrando como os impérios se ganham e se perdem.

Arquivado em:Livros e Revistas

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