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Denise Calado

Prémios para as boas práticas de bem-estar nas organizações

10 Março, 2022 by Denise Calado

Estão abertas as inscrições para a primeira edição dos Wellbeing Awards, uma iniciativa que visa premiar ações e programas desenvolvidos pelas organizações que promovem o bem-estar, a saúde e felicidade dos seus colaboradores. As empresas podem candidatar-se às categorias de Healthiest Company, prémio para a organização com colaboradores mais saudáveis e/ou Wellbeing Program, prémio para o melhor programa de qualidade de vida e bem-estar corporativo.

Serão atribuídos ainda outros prémios às organizações que se destaquem por uma liderança e cultura de bem-estar; melhor programa de saúde mental; melhor comunicação e engagement dos colaboradores no bem-estar; e a personalidade de bem-estar do ano.

Os Wellbeing Awards resultam de uma parceira entre a Workwell, empresa de programas de exercício e bem-estar nas organizações e a AGIS – Associação para a Gestão e Inovação em Saúde, e conta com o apoio da Aon Portugal.

“Assiste-se a uma crescente preocupação com o bem-estar dos colaboradores na cultura organizacional, mas até então, não existia nenhum prémio, ranking ou certificação que distinguisse as organizações genuinamente preocupadas com seus colaboradores”, explica Tiago Santos, CEO da Workwell. O projeto Wellbeing Awards “visa desenvolver um olhar sistemático sobre a implementação de projetos de saúde, bem-estar e felicidade no meio organizacional, distinguindo as organizações que implementam programas, políticas e estratégias people first”, afirma.

O processo de candidaturas aos prémios decorre até ao dia 8 de abril.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Javier Mouriño é o novo diretor de Pessoas e Comunicação da Zambon Iberia

10 Março, 2022 by Denise Calado

A farmacêutica internacional nomeou Javier Mouriño como novo diretor de Pessoas e Comunicação na Zambon Iberia, ficando responsável por impulsionar e promover, em Portugal e Espanha, o desenvolvimento da inovação em gestão de pessoas, o bem-estar das equipas e a consolidação da transformação cultural.

Javier Mouriño transita da Sanofi, onde exercia funções desde 2005 como HR Head para Espanha e Portugal na área de Consumer Healthcare. Com uma experiência de mais de 20 anos em áreas especializadas de Gestão de Pessoas (Talent Acquisition, Rewards and Performance ou Talent Management), bem como em consultoria sobre transformação cultural e liderança, o novo Director de Pessoas e Comunicação é licenciado em Gestão e Administração de Empresas pela Universidade CEU San Pablo de Madrid.

“Temos um desafio emocionante pela frente na Zambon. Um dos meus objetivos é continuar a consolidar um modelo de liderança sólido e sustentável para a Empresa no cuidado da saúde através de um ecossistema na gestão das pessoas, baseado na consolidação de uma cultura participativa de desafios, sonhos e paixões. É fundamental respeitar e fomentar a singularidade e potenciar o desenvolvimento pessoal e profissional, são sem dúvida alavancas de sucesso para uma gestão atual e inovadora das equipas”, explica o profissional

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Setores da indústria e logística marcados pela forte aposta na digitalização

10 Março, 2022 by Denise Calado

Os setores da Indústria e da Logística foram e continuam a ser impactados pela crise pandémica, com a digitalização a ser uma das grandes tendências na área da logística (e-commerce e cadeias e abastecimento) e na indústria com o reforço das equipas nos processos de recrutamento.

Estas são parte das conclusões do Guia do Mercado Laboral 2022 da Hays, empresa de serviços de RH, que analisou as tendências de emprego em Portugal, num inquérito a mais de 2.800 trabalhadores qualificados e 900 empregadores, de norte a sul do país, realizado em outubro de 2021.

A crise de semicondutores e os constrangimentos nas principais vias de comércio mundial marcaram 2021, um ano em que o contexto da pandemia teve ainda um peso significativo nos setores da Indústria e da Logística. Na área da Logística, as paragens de atividade, incontornáveis em algumas indústrias, refletiu-se nas dinâmicas das cadeias de abastecimento. O setor ficou também marcado pela abertura de novos e maiores blocos logísticos, bem como pelo facto de algumas empresas internacionais terem escolhido Portugal para montar estruturas logísticas com funções globais.

No caso da Indústria, que o relatório considera já estar em franca recuperação, na fase pós-Covid, verifica-se a retoma dos processos de recrutamento pela inevitável necessidade de expansão das equipas devido à reabertura, praticamente total, dos negócios. Uma tendência que se estende das grandes zonas metropolitanas a todo o país, com entidades do interior a aumentar os seus quadros internos.

Em linha com os processos de digitalização e com os desafios da cadeia de abastecimento, a área de Compras tem recebido particular atenção, com várias empresas a reestruturar os seus departamentos de forma estratégica. Segundo o documento, a aposta recaiu essencialmente nos departamentos de Procurement, com o objetivo de otimizar os savings e aumentar o poder de compra e de negociação.

Quanto aos perfis mais solicitados, a digitalização da indústria tem tido um impacto positivo na procura por profissionais nas áreas de Industrialização e Automação. Por outro lado, o aumento do custo das matérias-primas e dos transportes, de uma forma transversal a todos os negócios, motivou o crescimento da necessidade de perfis ligados ao departamento de Compras. Entre os perfis mais solicitados, encontram-se: Responsável de Compras, Responsável de Logística e Coordenador de Transportes.

Olhando para a área da Indústria, destacam-se os perfis de Buyer, Responsável de Manutenção e Project Engineering. O primeiro é motivado pelo aumento do custo das matérias-primas e dos transportes, o segundo, pela atualização e pelo aumento de linhas e equipamentos industriais, e o terceiro devido à maior quantidade de encomendas e aos pedidos de industrialização de novas referências.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Todos choramos

10 Março, 2022 by Denise Calado

Chorar é uma reação natural às emoções, podendo vir da felicidade, do riso, da tristeza, frustração, entre outras. Ser humano é ser emocional, e ser um bom líder é não esquecer esta natureza. Mas o que vão pensar os seus colegas se chorar no local de trabalho? A sua credibilidade profissional fica diminuída? A Harvard Business Review apresenta cinco conselhos para minimizar o impacto e ajudar a recuperar com força e profissionalismo.

Reformule o impacto

Não. Chorar não determina o fim da sua carreira, e talvez os seus colegas não julguem da forma como perspetiva. A pesquisa “Cry me a River: How emotions are perceived in the workplace” da consultora Robert Half, descobriu que 44% dos líderes executivos (dos mais de 2.000 que participaram) acreditam que chorar é normal, quando esporádico, e 30% diz não ter efeitos negativos na forma como é visto no trabalho. Abster-se de autocríticas é, então, fulcral. Demonstre compaixão e lembre-se que não é um momento que vai definir toda a sua carreira profissional, e que as emoções têm também o lado positivo de o ajudar a tomar melhores decisões e ter empatia para com os outros. Iria julgar um colega que chora?

Dê espaço a si mesmo

Se começar a sentir-se sobrecarregado e ao ponto de chorar, peça por uma pausa. Reserve cinco minutos para sair do escritório ou, em caso de teletrabalho, desligar a câmara. Mudar de cenário e respirar profundamente irá ajudar a dissipar reações emocionais intensas. Esta capacidade de reconhecer que necessita de espaço e solicitá-lo com diplomacia é sinal de inteligência emocional e de boa autogestão, qualidades fulcrais da liderança.

Aborde o tema com coragem

Não se diminua em momentos de choro nem ignore. Quanto mais tentar lutar contra uma emoção, maior esta será. Reconheça o que sente e a razão do que está a sentir e, caso um colega aborde o caso, seja honesto.

Concentre-se no seguimento

Comportamentos recentes são melhor lembrados. Desta forma, e se sentiu que a situação o abalou profissionalmente, concentre-se nas interações que tem pela frente e em trazer um impacto positivo. Dê foco nas soluções e vá para além do esperado. Desta forma demonstra resiliência, capacidade e comprometimento.

Tenha um plano

É importante aprender a canalizar as emoções e não deixar que estas se apoderem da situação. Antes ou depois de um episódio stressante, inspire e expire profundamente, mantenha um copo de água fria por perto, ou use uma bola anti stress.

Procure ajuda se precisar

Se o episódio persistir mais do que seria considerado normal, o melhor é procurar por ajuda profissional, seja num terapeuta ou psicólogo. Se, por outro lado, a causa para o seu choro estiver relacionada com o ambiente no trabalho, avalie se está ou não no melhor lugar para o seu crescimento e bem-estar mental.

 

Arquivado em:Artigos

Novo estudo: as dinastias das empresas familiares são um mito

10 Março, 2022 by Denise Calado

Uma nova análise a cerca de 30 dos maiores grupos familiares portugueses vem concluir que estas empresas estão cada vez menos dinásticas e mais exigentes, com cerca de 80% dos acionistas a defender a meritocracia na escolha do CEO, quer seja membro da Família ou não.

O inquérito “A família acionista e a sua relação com o negócio”, conduzido no final de 2021 pela consultora Arboris, junta os principais grupos de empresas familiares com um volume de negócios de mais de 12 mil milhões de euros, e é o primeiro de uma série de três estudos que procuram dar uma visão generalizada deste setor, construída sobre a opinião dos seus próprios líderes.

Ao que parece, a velha noção de Dinastia nas empresas familiares nacionais é um mito. Uma larga maioria (80%) dos acionistas inquiridos assinala que o CEO deverá ser o que melhores condições demonstrar para desenvolver o negócio e criar valor, independentemente de haver uma relação familiar.

No entanto, tal não significa que as famílias não se envolvam ativamente na definição e decisão das opções estratégicas de negócio, com três em cada quatro inquiridos a considerar que existe uma intervenção “razoável” a “muito intensa”. No universo dos líderes destas empresas, mais de 85% considera que o controlo familiar oferece claras vantagens graças ao compromisso em assegurar uma visão de negócio consistente no longo prazo, por estarem libertas das exigências e interferências de curto prazo das estruturas acionistas mais fragmentadas, onde convivem objetivos e perspetivas muitas vezes bastante diferentes e heterogéneas.

Existe um nível de coesão forte ou mesmo muito forte no seio do núcleo acionista, dado que subsiste a consciência de que a força do grupo advém da sua unidade. Contudo, esse alinhamento pode ser frágil quando se constata que em mais de metade dos grupos analisados (53%) os seus valores e princípios fundamentais não estão adequadamente assumidos pelos acionistas.

Este panorama agrava-se quando se considera a família no seu todo, onde a falta de alinhamento é mais marcada, o que segundo a Arboris, pode ser devido a uma menor importância dada à vivência dos valores e princípios escritos (potenciando erosão da coesão acionista), o nível de intensidade da vivência entre acionistas e gestão executiva e, nalguns casos, uma transição geracional mal administrada que cria choques no seio do foro acionista. Esse alinhamento está relacionado com a qualidade da comunicação entre acionistas, algo onde 53% dos líderes inquiridos reconhece haver falhas.

Os grupos familiares portugueses representam três quartos do tecido empresarial e produzem dois terços da riqueza anual do País, garantindo cerca de metade do emprego a nível nacional.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Porque não estão as empresas a cortar no espaço dos escritórios?

9 Março, 2022 by Denise Calado

À medida que as empresas começaram, cada vez mais, a adotar um modelo híbrido, a mesma tendência não se verificou na redução dos espaços de escritório. Menos dias no escritório poderia justificar a quebra na procura de espaço, todavia, uma pesquisa da Harvard Business Review indica que a média de cortes no espaço rondam os 1% a 2%, o que implica unicamente reduções na densidade.

Eis os três porquês:

Primeiro, os colaboradores sentem desconforto com a densidade

Muitas pessoas sentem-se desconfortáveis no meio de multidões, e o isolamento que a pandemia veio a impor só o acentuou. Esta sensação aplica-se a cozinhas, cantinas, lobbies, elevadores, sendo que 33,7% dos 12 mil residentes americanos questionados no outono em 2021, revelaram querer evitar multidões em espaços confinados, mesmo depois de a pandemia se tornar endémica. A única forma de reduzir a densidade sem reduzir o espaço seria cortar dias de trabalho no escritório.

Segundo, a maioria quer trabalhar a partir de casa às segundas e sextas-feiras

Perante o desafio atual de reter e atrair talentos, muitos empregadores optam por satisfazer aos pedidos, e muitas empresas aceitam a prática do trabalho híbrido, cedendo as segundas e sextas para se trabalhar em casa. Contudo, esta medida oferece escassas oportunidades para economizar o espaço no escritório.

Terceiro, os empregadores estão a remodelar os espaços para incentivar o regresso ao escritório

Uma outra estratégia para reter os colaboradores passa por oferecer espaços mais convidativos. Por sua vez, são espaços maiores, ao estilo lounge, acompanhados com salas de reuniões que são o misto de presencial e remoto. Cubículos à prova de som para reuniões por zoom e skype têm sido também a tendência. Resumindo, remodelam-se os escritórios de forma a serem mais convidativos e a incentivar a colaboração, interação e criatividade coletiva, ao mesmo tempo que reproduzem o conforto que pode ser sentido ao trabalhar em casa.

Tendencialmente, os espaços de escritório, embora possam não vir a ser usados todos os dias, irão crescer e até centralizar-se de forma a oferecer mais comodidade ao colaborador. Centros urbanos são naturalmente o espaço mais indicado do escritório do futuro, dado que têm ao seu dispor melhores acessos às redes de transporte locais, a restaurantes e bares, e outras oportunidades de entretenimento e cultura.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

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