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Rita Saldanha

Ofertas de emprego aumentaram 45% em 2022

3 Março, 2023 by Rita Saldanha

As ofertas de emprego aumentaram 45% face ao ano anterior, sendo que em algumas profissões a procura aumentou mais de 140%. Todos os grupos profissionais registaram um crescimento significativo, sendo de 68%, no caso das profissões mais e menos qualificadas, e 94% nas profissões de qualificação intermédia.

Estas são parte das principais conclusões da recente análise da Fundação José Neves Insight “Como evoluíram as ofertas de emprego ao longo de 2022?”, que apresenta a evolução das ofertas de emprego entre 2021 e 2022.

Evolução das ofertas de emprego

Apesar das fortes oscilações verificadas nas ofertas trimestrais, algumas profissões tiveram um crescimento bastante expressivo no volume de ofertas, entre 2021 e 2022. Para as seguintes, o crescimento foi superior a 140%: Rececionistas de hotel; Médicos; Caixas bancários, penhoristas e similares; Empregados dos centros de chamadas; Diretores de compras, transportes, armazenagem, distribuição e relacionados; Empregados das agências de viagens.

Em termos absolutos, o aumento das ofertas foi mais significativo para as seguintes profissões, em 2022 (mais de 2700 ofertas): Empregados de escritório, técnicos de secretariado e operadores de processamento de dados; Empregados de mesa e bar; Vendedores e encarregados de lojas; Empregados dos centros de chamadas.

Apesar do aumento de 45% do volume de ofertas totais, entre 2021 e 2022, algumas profissões registaram uma redução no mesmo período.

Estas foram as que registaram uma queda do número de ofertas superior a 50%: Vendedores ambulantes e em mercados ou quiosques; Pessoal de companhia, ajudantes de quarto, agentes funerários e prestadores de cuidados a animais; Trabalhadores qualificados em isolamentos acústicos e térmicos e vidro; Diretores das indústrias de construção e de engenharia civil; Biólogos, botânicos, zoólogos e especialistas relacionados; Assistentes de viagem e comissários; Operadores de instalações, da extração mineira e de processamento de minerais.

A análise trimestral dos últimos dois anos (2021 e 2022) diz-nos que as ofertas de emprego têm registado uma forte oscilação, sobretudo em 2022. Com exceção do último trimestre, em 2022, o volume de ofertas foi muito superior ao de 2021.

O início de 2022 registou um crescimento bastante significativo das ofertas de emprego: face ao 4º trimestre de 2021, o volume das ofertas do 1º trimestre de 2022 cresceu cerca de 62%. Esta tendência de crescimento continuou no 2º trimestre, com as ofertas a aumentarem cerca de 3% face aos três primeiros meses do ano. No 2º semestre de 2022, ocorreu uma nova inversão na tendência de crescimento, com o volume de ofertas a decrescer ligeiramente (cerca de 5%), entre o 2º e o 3º trimestre e, posteriormente, a sofrer uma forte redução de 47%, entre o 3º e o 4º trimestre.

O relatório demonstra, ainda, que em 2021 as profissões mais qualificadas registaram menos oscilações no volume de ofertas trimestrais. Por seu lado, as profissões menos qualificadas e de qualificação intermédia, cresceram 46% e 36% entre o 1º e o 3º trimestre de 2021, respetivamente.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Cinco dicas para gerir equipas multigeracionais

3 Março, 2023 by Rita Saldanha

Baby boomers, Geração X, Millennials e a Geração z, entram numa sala e começam a trabalhar. Este é o desafio das lideranças na gestão de equipas com colaboradores de diferentes gerações. A Urban Sports Club deixa cinco dicas:

 

Compreender as diferenças enquanto se desafiam estereótipos

Para um líder, é tão importante aceitar que as várias gerações se comportam e pensam de maneira diferente, como não ficar agarrado aos estereótipos negativos que existem sobre cada uma delas. Um líder deve evitar assumir que os baby boomers, por exemplo, são avessos à mudança e a Geração Z, é desleal. Deve, sim, desconstruir esses preconceitos procurando perceber as realidades que as gerações enfrentam nas diferentes fases da sua carreira, abraçando (de forma evidente) o que de melhor cada uma tem para oferecer.

 

Oportunidades de desenvolvimento profissional

Assumindo que cada geração tem os seus pontos fortes e os seus pontos fracos, será benéfico proporcionar oportunidades que ajudem os membros da equipa a desenvolver novas competências e a preencher lacunas comuns na sua geração. Para os Baby Boomers, por exemplo, podem ser oferecidas oportunidades de reskilling em tecnologia e para os Millennials formações de liderança.

 

Criar oportunidades de convívio fora do escritório

Quer seja através de jantares ou desporto em conjunto, por exemplo, criar oportunidades de convívio fora do ambiente de trabalho vai aproximar os diferentes membros da equipa. Ao encontrarem-se num ambiente mais descontraído, abrem a possibilidade de descobrir gostos e interesses em comum, diminuindo, assim, o fosso geracional.

 

Ouvir todos, sem favoritismos

Ser inclusivo no processo de tomadas de decisão é essencial para o bom funcionamento de uma equipa multigeracional. Durante uma reunião de trabalho será muito importante garantir que cada voz é ouvida e tida em conta, para que todos se sintam valorizados. As gerações mais novas, neste aspeto tendem a ter menos voz e, por isso, no final de uma reunião é aconselhável que se questionem estes membros, sobre se terão dúvidas ou algo a acrescentar, caso não o tenham feito.

 

Promover feedback e avaliações regulares

Sobretudo em momentos de maior tensão, nem todos se sentem à vontade em partilhar as suas opiniões quanto à dinâmica de equipa. Por isso, sentir o pulso da equipa de forma regular, através de conversas individuais (ou até em grupo) de feedback e inquéritos, é um passo muito importante, que permitirá a resolução de problemas de forma mais imediata e eficaz. Ao impedir que pequenas tensões se acumulem evitam-se problemas de maior dimensão.

 

Arquivado em:Liderança, Notícias

“Mudamos vidas juntos”: novo Podcast da Zome disponível na Líder TV

3 Março, 2023 by Rita Saldanha

“Mudamos vidas, juntos!” é o novo Podcast da Zome que, na primeira temporada, conta com uma série de 12 conversas para dar a conhecer o trabalho realizado por instituições, empresas ou individualidades com forte impacto na vida das pessoas.

O formato baseia-se na partilha de relatos na primeira pessoa, testemunhos de boas práticas e ação efetiva em áreas como a formação, solidariedade, desenvolvimento pessoal, comunicação, gestão de talento, empreendedorismo, sustentabilidade ou liderança. Numa conversa informal, parte-se à descoberta de como os entrevistados e as suas organizações mudam, de forma efetiva, a vida das pessoas.

Já está disponível na Líder TV o primeiro episódio que conta com a participação de Reinaldo Sousa Santos, professor de gestão de Recursos Humanos e autor do livro “Ser feliz no trabalho”, em conversa com Patrícia Santos, CEO da Zome.  Ao longo do ano serão partilhadas mensalmente novas conversas.

Assista ao 1º episódio aqui: Mudamos vidas, juntos! Reinaldo Sousa Santos – Líder TV (lidertv.pt)

Arquivado em:Gestão de Pessoas, Notícias

Tecnologia, Media e Telecomunicações: conheça as principais tendências

2 Março, 2023 by Rita Saldanha

Internet de alta velocidade em zonas remotas do planeta, fusões de empresas de gaming, o crescimento de serviços de streaming e a normalização da realidade virtual são algumas das principais tendências previstas em 2023 no setor TMT – Tecnologia, Media e Telecomunicações.

A análise “TMT Predictions 2023”, elaborada pela Deloitte, refere ainda que são esperados novos e relevantes avanços tecnológicos com impacto direto no consumidor final, como é o caso dos Smartphones 5G, com preço final abaixo dos 100 euros, ou a massificação de satélites de banda larga.

Fique a par das principais tendências:

Telecomunicações 

Satélites de Baixa Órbita 

Os satélites Low Earth Orbit (LEO) ou Satélites de Baixa Órbita, que permitem fornecer internet de alta velocidade, vão multiplicar-se em todo o mundo, inclusivamente nas zonas mais remotas do planeta. A análise prevê que mais de 5.000 satélites de banda larga estarão em baixa órbita até ao final do ano, dando acesso a internet de alta velocidade a quase um milhão de internautas a nível global, independentemente da sua localização. Se todas as empresas que planeiam construir as chamadas constelações LEO forem bem-sucedidas, poderá significar um total de 40 a 50 mil satélites, que servirão mais de 10 milhões de utilizadores. Estes satélites têm a capacidade de poder vir a impulsionar a criação de novas aplicações, preços mais baixos, maior cobertura e fiabilidade e, consequentemente, menor latência.

Smartphones 5G com preços abaixo dos 100 euros 

Em 2023 deverão chegar ao mercado os primeiros smartphones 5G com preços abaixo dos 100 euros. Ainda que, numa fase inicial, estes dispositivos não devam ter um impacto significativo nas vendas totais de smartphones, vão permitir que o 5G se torne acessível à maioria dos consumidores em praticamente todos os mercados, acelerando a adoção da rede de alta velocidade em todo o mundo. O mercado potencial, em termos de faturação, é enorme, e, por isso, a empresa pioneira no lançamento de um dispositivo 5G com um preço acessível terá benefícios tanto em termos económicos como reputacionais, por permitir que a maioria dos consumidores mundiais tenha acesso a esta tecnologia.

Redes independentes 5G podem transformar a conectividade nas empresas 

A migração para redes de base independentes 5G vai permitir maior densidade e fiabilidade nos dispositivos, abrindo portas para aplicações empresariais avançadas. Apesar da volatilidade dos números, espera-se que o número de operadoras de telecomunicações a investir em redes independentes 5G duplique de mais de 100 operadoras em 2022 para, pelo menos, 200 até ao final de 2023. Este investimento irá permitir desbloquear os inúmeros benefícios da rede 5G para as empresas, aumentando a produtividade, a eficiência operacional e otimizando custos.

Semicondutores 

Inteligência Artificial na criação de chips 

A Inteligência Artificial (IA) está a revelar-se um poderoso aliado das empresas na complexa função de desenhar e produzir semicondutores. Antecipa-se que em 2023 as principais empresas de semicondutores a nível mundial invistam 300 milhões de dólares em ferramentas de IA, devendo esse número aumentar 20% ao ano nos próximos quatro anos, ultrapassando os 500 milhões de dólares em 2026. O design de chips com base na IA permite que os principais fabricantes consigam gerir de forma efetiva o tempo de produção e custos associados, o que a longo prazo deverá ter um impacto positivo na cadeia de abastecimento, evitando a recente escassez de chips a nível mundial.

Semicondutores sobrealimentados 

Apesar de o silício ser o material-padrão para os chips utilizados em telefones, computadores ou Data Centers, tem uma característica problemática: não se adequa a tensões mais altas, nem aos níveis de potência necessários para produtos cada vez mais comuns como baterias de veículos elétricos, carregadores supereficientes, painéis solares potentes ou aplicações militares avançadas. Os chips produzidos a partir de materiais semicondutores de alta potência, como nitreto de gálio ou carboneto de silício, deverão atingir vendas na ordem dos 3,3 mil milhões de dólares em 2023, um aumento de praticamente 40% relativamente ao ano passado. O crescimento destes chips (semicondutores compostos), deverá alcançar os 60% em 2024, podendo atingir receitas na ordem dos 5 mil milhões de dólares.

Ecrãs e Media 

Mais publicidade em serviços on demand 

Os serviços on demand com base em anúncios, conhecidos como AVOD (Advertising-based Video On Demand), estão atualmente no topo das preferências dos consumidores, à medida que os preços das principais plataformas de streaming tendem a aumentar. Por forma a poderem usufruir de conteúdo gratuito ou com desconto, os consumidores aceitam ser impactados por publicidade online. Até o final de 2023, é esperado que quase dois terços dos consumidores nos países desenvolvidos usem pelo menos um serviço AVOD por mês – um aumento de 5% em relação ao ano anterior.

Desporto no centro do streaming 

À medida que as principais empresas no mercado de streaming procuram novas oportunidades de negócio, o desporto assume-se com uma das principais áreas a explorar num futuro próximo. Estão a multiplicar-se os investimentos, alguns bastante avultados, na compra de direitos de transmissão de eventos desportivos numa tentativa de atrair e reter um público cada vez mais exigente. Em 2023, as empresas de streaming deverão investir mais de 6 mil milhões de dólares em direitos desportivos exclusivos nos maiores mercados globais.

Comércio cada vez mais forte nas redes sociais 

As redes sociais são a nova montra para os consumidores, comportamento que está a revolucionar o mercado. Este ano, o comércio online a partir das redes sociais ultrapassará um bilião de dólares a nível global, graças aos 2 mil milhões de consumidores que são esperados comprar produtos e serviços através destes canais digitais. O ecossistema de comércio social está em expansão e abre novas oportunidades para marcas, plataformas sociais e developers. Assim, as marcas deverão focar-se em acompanhar as mudanças culturais no comportamento dos utilizadores e nas preferências de compra, de modo a proporcionar uma experiência integrada.

Poderá a realidade virtual tornar-se mainstream?

Até ao final deste ano o mercado de realidade virtual (RV) deverá gerar 7 mil milhões de dólares em receitas globais, um aumento impressionante de 50% em relação aos 4,7 mil milhões de dólares em 2022. 90 por cento dessa receita será proveniente da venda de auscultadores, o restante consistirá maioritariamente na venda de conteúdo, principalmente jogos, mas também aplicações corporativas, que irão gerar receitas de aproximadamente 700 milhões de dólares. No futuro, como forma de impulsionar este mercado, a RV deverá focar-se na criação de conteúdo para consumidores e empresas.

Tecnologia 

Compromisso da Tecnologia com a Sustentabilidade 

Atingir a neutralidade carbónica está atualmente no topo das prioridades das organizações e o setor da tecnologia não é alheio a este objetivo. O estudo de sustentabilidade CxO 2022 da Deloitte, que entrevistou mais de 2.000 executivos C-level em todo o mundo, revelou que as empresas mundiais na área da tecnologia estão mais comprometidas com a neutralidade carbónica do que empresas que atuam em outras áreas.

M&A 

Gaming no centro dos M&A 

Empresas de videojogos, streamers e até hypescalers estão atentos a potenciais fusões e aquisições na área do gaming, como forma de expandir o portfólio nas áreas de talento, tecnologia e propriedade intelectual e para alcançar rapidamente novos mercados. Este ano, segundo as previsões, o número de fusões e aquisições de empresas de jogos deverá aumentar cerca de 25%.

Este ano será naturalmente marcado por um contexto macroeconómico mundial bastante desafiante, mas prevê-se que o mercado das telecomunicações atue em contraciclo e venha inclusivamente a crescer. No entanto, o setor deverá ter em conta as necessidades atuais dos consumidores e procurar soluções tecnológicas que por um lado ofereçam o melhor custo-benefício e que, por outro, tenham em consideração as preocupações com o futuro do nosso planeta

Pedro Tavares, Partner e Líder da Indústria de Technology, Media & Telecommunications da Deloitte

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Saiba como construir uma organização mais próxima das pessoas

2 Março, 2023 by Rita Saldanha

A marca e a reputação das organizações são, após a estabilidade no emprego, a principal razão para as pessoas aceitarem um novo desafio profissional ou manterem-se nas funções que desempenham, para além da crescente valorização por modelos de trabalho mais flexíveis.

Num momento de mudança estrutural global no mundo do trabalho, os colaboradores querem trabalhar para empresas com que se identifiquem e que reflitam os seus valores pessoais.

O estudo “Global Talent Trends 2022-2023 – The Rise of the Relatable Organization”, promovido pela consultora Mercer, baseou-se nas opiniões de 13 mil executivos, líderes de RH e colaboradores de 25 regiões globais (incluindo Portugal) e 25 setores de atividade e identifica cinco tendências para construir uma organização mais próxima das suas pessoas num ambiente de risco acrescido.

 Reiniciar para a relevância 

As empresas têm operado, desde o início de 2020, em modo de crise. Agora, o desafio passa por manterem-se relevantes, ou seja, ter a capacidade de se adaptar à mudança das expetativas dos clientes, colaboradores e investidores.

Isto exige um novo modelo de trabalho que seja adaptável, que permita uma maior conexão das pessoas com o trabalho e que redesenhe a experiência de talento. As organizações que falam sobre os seus valores – através do propósito organizacional, da sua cultura, dos seus processos e estratégias de investimento – relacionar-se-ão melhor com os seus stakeholders e estarão mais bem posicionadas para obter resultados de negócio positivos.

Os dados revelam também que a segurança é um dos fatores-chave para a retenção de talento. Em Portugal 69% das empresas inquiridas afirmam garantir aos seus colaboradores um salário condigno que lhes permita fazer face ao aumento da inflação. Contudo, os dados indicam que 50% não contemplam a segurança dos chamados gig workers (colaboradores em regime temporário por projeto e/ou objetivos).

Trabalhar em parceria 

As pessoas já não querem trabalhar para uma empresa, querem trabalhar com a empresa. A maioria dos executivos (96%) afirmam que estamos num mercado de trabalho centrado nas pessoas e 70% dos profissionais de Recursos Humanos preveem um turnover superior ao normal este ano – sobretudo no que diz respeito aos colaboradores mais jovens e aos que estão no espaço digital.

Trabalhar em parceria significa reavaliar a relação colaborador-empregador. As organizações mais próximas dos seus colaboradores valorizam a “parceria” em detrimento da “liderança”, estando a fazê-lo ao evoluir as suas estratégias para modelos sustentáveis de futuro de trabalho.

Em Portugal, 48% das empresas estão a definir novas diretrizes que permitam melhorar a eficácia da colaboração, sendo que 31% afirmam estar a envolver colaboradores de diferentes grupos, de forma a promover a cocriação de um modelo de trabalho mais flexível.

Proporcionar o bem-estar total 

A maioria dos colaboradores (81%) sente estar em risco de burnout, em comparação com 63% em 2020. A principal razão para o burnout é o facto de não se sentirem suficientemente recompensados e reconhecidos pelos seus esforços. O bem-estar dos colaboradores e iniciativas associadas é percecionado pelos executivos como o tema relacionado com pessoas que irá proporcionar o segundo maior ROI nos próximos dois anos (seguido da requalificação).

Em Portugal, 98% das empresas inquiridas dizem estar focadas em melhorar as suas políticas de benefícios. De forma a proporcionar o bem-estar, as empresas estão a adotar diversas medidas:

  • Investimento em novos planos de saúde e de risco (10%);
  • Oferta de acesso on-demand a cuidados de saúde virtuais na área da saúde mental (27%);
  • Redefinição de modelos de trabalho, de forma a contribuir para o bem-estar dos colaboradores (31%);
  • Melhorar a política de benefícios de colaboradores “móveis” (31%);
  • Expansão da política de benefícios, de forma a apoiar todos os colaboradores (38%);
  • Investimento em plataformas digitais para apoiar a administração e a comunicação dos benefícios (75%);
  • Alinhamento dos benefícios com os valores, objetivos e cultura da empresa (90%).

Construir empregabilidade

Torna-se essencial a redefinição da agenda de competências para satisfazer as necessidades atuais e futuras de talento (Planeamento), analisar a oferta interna e externa (Avaliação), adequar as pessoas certas às funções certas (Implementação) e desenvolver talentos, proporcionando o devido reconhecimento pela aquisição de competências (Desenvolvimento).

Partindo destas quatro dimensões, o estudo destaca um conjunto de medidas que estão a ser adotadas pelas empresas, sublinhando que os modelos baseados nas competências estão a permitir às organizações captar talento de forma mais flexível e explorar vastos e diversificados grupos de talentos.

Planeamento

  • 36% têm planos estratégicos de força de trabalho que quantificam as lacunas de competências/necessidades;
  • 54% diferenciam quais as competências que podem ser desenvolvidas vs. adquiridas.

Avaliação

  • 48% compreendem as competências da força de trabalho que possuem atualmente;
  • 31% utilizam ferramentas psicométricas para medir o potencial.

 

Implementação

  • 21% têm um marketplace de talento interno para facilitar a partilha de talentos;
  • 27% incluem projetos de curto prazo enquanto parte da mobilidade de talentos.

 

Desenvolvimento

  • 25% têm programas eficazes de up/reskilling, de forma a prepararem os colaboradores para novas áreas;
  • 65% incentivam os colaboradores a aceitarem oportunidades de aprendizagem baseadas nos seus objetivos profissionais/de qualificação.

Aproveitar a energia coletiva

A nível global, a percentagem de colaboradores que afirmam sentirem-se com energia e dinâmica diminuiu significativamente – de 74%, em 2019, para 63%, em 2022. Contudo, estão mais otimistas quanto ao futuro do trabalho, cerca de 51% diz esperar que este seja mais equilibrado, com mais tempo para a família, hobbies, saúde e aprendizagem.

Em Portugal, os líderes de Recursos Humanos estão ainda preocupados com as diversas prioridades que distraem as pessoas (50%), a falta de capacidade da força de trabalho e de competências futuras (35%) e o declínio na confiança e motivação dos colaboradores (30%).

Perante este panorama, o estudo sublinha a importância de alinhar os processos de transformação com uma forte estratégia centrada nas Pessoas, de forma a maximizar a energia dos colaboradores, o seu empenho e alinhamento. Para responder a este desafio, as empresas portuguesas estão a implementar diversas medidas:

  • Construir uma cultura que permita os seus colaboradores sentirem-se confortáveis e à vontade, dando espaço à sua autenticidade (65%);
  • Investir na formação para permitir uma utilização eficaz das ferramentas de colaboração 860%);
  • Ser transparente na forma como implementa novas tecnologias, incluindo inteligência artificial/automatização (40%);
  • Aposta no redesenho do trabalho com o bem-estar enquanto resultado (40%);
  • Ajudar as pessoas a estabelecer limites e a gerir a sua energia (27%).

 

As organizações têm agora uma profunda oportunidade para aproveitarem as ferramentas aperfeiçoadas com foco nas pessoas durante a pandemia, e construir uma nova forma de parceria mais confiável e sustentável. O desafio passa por fazer progressos neste domínio, enquanto lidamos com diferentes crises já existentes ou a emergir, e que nos fazem refletir acerca de diferentes visões diferentes sobre o futuro do trabalho. Tornar as organizações mais humanas, ouvindo atentamente as pessoas para obter os dados para orientar a sua ação; desconstruir formas antigas de trabalhar e redesenhar novos modelo de trabalho mais flexíveis; focar na transparência, na confiança e na partilha de responsabilidades para moldar carreiras; e ativar a adaptabilidade organizacional, atendendo à forma como as pessoas podem e querem trabalhar são recomendações que deixamos às organizações que querem seguir em frente e gerir com o sucesso o desafio de atrair e reter os melhores talentos

Tiago Borges, Business Leader de Career da Mercer Portugal

 

Arquivado em:Economia, Notícias

O que fazem de diferente as empresas mais produtivas

2 Março, 2023 by Rita Saldanha

Para os líderes de negócios que procuram melhorar o desempenho, há sempre algo a aprender ao observar as empresas no topo da lista de produtividade.

Essas empresas estão presentes na maioria dos setores e geografias, mas têm algo em comum: um manual com quatro elementos a seguir, revela a Harvard Business Review.

Capturam o valor da digitalização 

Existe uma forte correlação entre o crescimento da produtividade dos setores e o seu nível de digitalização. As empresas de vanguarda são mais capazes de inovar tecnologicamente do que os seus pares.

No entanto, muitas organizações que investem em tecnologia ainda não colheram os benefícios. O estudo “Three new mandates for capturing a digital transformation’s full value” da McKinsey&Company revelou que as empresas normalmente auferem apenas cerca de 25% a 30% do valor esperado das suas transformações digitais.

Grande parte do déficit vem de não atualizar adequadamente a estratégia e o modelo de negócios da empresa para aproveitar as novas mais valias digitais.

As empresas de vanguarda estabelecem metas de negócios ousadas possibilitadas pela tecnologia. Reconfiguram as suas organizações para digitalizar as suas operações e capturar os benefícios da tecnologia, em vez de aumentar as formas de trabalho existentes.

Investem em intangíveis 

As empresas de alta produtividade vão além dos investimentos em tecnologia, apostando também em intangíveis complementares, como investigação, propriedade intelectual e formação da sua força de trabalho.

“Getting tangible about intangibles: The future of growth and productivity?”, um estudo da McKinsey&Company, averiguou que estas empresas investem 2,6 vezes mais em intangíveis em comparação com outras empresas.

Para muitas dessas empresas, adotar uma perspetiva de longo prazo é fundamental. Esses investimentos provavelmente criam uma “curva J” de produtividade, na qual os benefícios iniciais dos investimentos são pequenos, mas aumentam rapidamente ao longo do tempo para criar um valor de longo prazo imensurável.

Constroem uma força de trabalho pronta para o futuro

As empresas de vanguarda também asseguram os talentos qualificados de que precisam para obter o máximo da tecnologia, atraindo os melhores talentos ou investindo internamente nas skills dos funcionários.

Tanto o talento da linha de frente quanto os executivos experientes em tecnologia são necessários para navegar com sucesso na reconfiguração de empresas complexas. Os líderes estão a vencer a guerra de talentos ao reconhecer o valor da experiência do funcionário, investindo em programas de training no local de trabalho, e expandindo políticas que facilitam a permanência de pais e trabalhadores idosos no mercado de trabalho.

Adotam uma abordagem de sistemas 

O brainstorming e o pensar sistematicamente está no centro das empresas de alto desempenho, que procuram constantemente oportunidades para entrar em novos mercados, ou colaborar criativamente com stakeholders.

Estas organizações tendem a estar mais ligadas às cadeias de valor globais, dando-lhes acesso a mercados, ideias e talentos globais. Colaboram com fornecedores e clientes para formar novos ecossistemas que beneficiam dos efeitos de aglomeração e criam valores compartilhados.

Procuram também oportunidades para colaborar mais estreitamente com os seus colegas do setor público para solucionar desafios em talentos qualificados e infraestrutura física.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

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