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Rita Saldanha

Disrupção: será o coaching a próxima indústria?

17 Novembro, 2022 by Rita Saldanha

“Co-Creating Shared Futures’ é o mote para a Conferência Anual da ICF que se vai realizar entre 23 e 24 de novembro. Com o propósito de abordar o processo de disrupção do coaching e os desafios do online, como as novas oportunidades do uso da tecnologia, põe-se a questão: para onde caminha a indústria?

Visto como um processo destinado a pessoas que exerciam funções de direção e posições de C-Level, o coaching começa aos poucos a democratizar-se e a chegar quer a particulares, quer a pessoas em cargos de gestão intermédios. Começa a assistir-se também ao desenvolvimento de plataformas digitais, que estão a romper com a forma tradicional como os coaches faziam Business Development.

Entre outros temas, no evento serão abordados o papel do coaching num mundo cada vez menos previsível, quais as necessidades reais do mercado em Portugal, bem como qual o papel das plataformas e da tecnologia no desenvolvimento do setor no futuro. A conferência contará também com sessões de coaching, e de supervisão ao vivo, e com a dinamização de sessões de peer coaching.

O evento encerra com a realização de uma happy hour, no dia 24, a partir das 18:00, aberta a todos os participantes.

Mais informações aqui: https://www.icf.pt/conferencia

 

Arquivado em:Notícias

Há um novo protocolo que vai apoiar a globalização das PME

16 Novembro, 2022 by Rita Saldanha

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Associação Business Roundtable Portugal (BRP) anunciaram a assinatura de um protocolo para apoiar e acelerar competências de internacionalização de profissionais e PME, prevendo o reforço dos estágios do INOV.Contacto.

No âmbito deste protocolo, a Associação BRP, que reúne 42 grandes empresas e grupos empresariais, irá contribuir para o reforço do número de jovens com experiência internacional, através do alargamento do programa do INOV.Contacto.

Segundo informação da Agência Lusa, está previsto, numa primeira fase, que 11 empresas associadas da BRP avancem com o financiamento de 25 novos estágios, que se adicionam aos 200 que o programa de estágios da AICEP já contempla.

Conversas entre CEOs

A par do reforço dos estágios do INOV.Contacto, o protocolo prevê a concretização de ações como as “Conversas de CEO para CEO”, em que responsáveis de PME nacionais que pretendam internacionalizar-se podem conversar com gestores das empresas da BRP sobre dificuldades, riscos, desafios ou oportunidades da internacionalização e dos mercados para os quais pretendem expandir-se.

O projeto das “Conversas” irá avançar com 20 CEOs associados do BRP (presidentes executivos/presidentes do Conselho de Administração), a começar ainda em 2022 e a prolongar-se por 2023.

Na concretização desta iniciativa, a AICEP fará a correspondência entre os associados da BRP e as empresas interessadas, tendo em conta, nomeadamente, o seu setor de atividade ou o destino pretendido.

Rede internacional de espaços de acolhimento

Outra das vertentes deste protocolo, que contém um mecanismo de avaliação a cada seis meses, é uma rede internacional de espaços de acolhimento, dirigido às PME que pretendem ter uma experiência de internacionalização, permitindo-lhes que possam usar espaços das associadas da BRP.

O programa piloto irá arrancar no início do próximo ano, com nove empresas Associadas do BRP que irão disponibilizar mais de 50 postos de acolhimento, localizados em 20 países/cidades com elevado potencial. Caberá à AICEP a divulgação das oportunidades junto das PMEs nacionais.

A aposta em mercados externos faz parte do ADN de muitas das empresas portuguesas que percebem que a internacionalização é uma oportunidade de crescimento e evolução, mas é também um processo complexo. Há um conjunto de competências e condições que são críticas para a internacionalização, em especial no caso das PME, e por isso, a parceria com a Associação BRP faz todo o sentido. Vai permitir alavancar a experiência que as grandes empresas têm, pois já têm uma presença estabilizada em vários mercados, para apoiar as PME que pretendem iniciar o seu caminho no exterior, nomeadamente através da partilha de informação. Acredito que esta iniciativa, e a boa coordenação entre AICEP e BRP, grandes empresas e PME, vai permitir às PME com ambição de se tornarem globais, ganharem escala e, assim, contribuírem para o aumento das exportações nacionais

Luís Castro Henriques, Presidente da AICEP

 

É fundamental criar condições para que as médias empresas ganhem escala e se tornem grandes e globais, pois só assim será possível aumentar a produtividade, gerar mais riqueza e proporcionar melhores salários e oportunidades. Com o importante apoio da AICEP, cuja ação nesta área tem sido estratégica para o país, será, com este acordo, possível alargar o conjunto de ferramentas que as empresas têm atualmente ao seu dispor para acelerarem o seu processo de globalização. Somos, na Associação BRP, pessoas de ação e estamos, por isso, entusiasmados por poder contribuir para esta missão nacional. Sabemos que ao apoiarmos a internacionalização das pessoas e das empresas, estaremos a potenciar o seu crescimento e o crescimento da economia e do país

Vasco de Mello, Presidente da Associação BRP

 

Esta será uma porta aberta para colocarmos a nossa experiência prática e concreta, conhecimento e recursos ao serviço destas empresas, apoiando-as a definir e a afinar o seu plano de internacionalização, bem como a avaliar os riscos e alternativas associados a este processo. Esta será igualmente uma oportunidade de proporcionar a estas empresas uma rede fundamental para o sucesso da sua globalização. Acreditamos que ao capacitar o tecido empresarial português estaremos a potenciar o número de empresas exportadoras e a fortalecer a presença internacional das empresas portuguesas, e contribuindo para um Portugal mais competitivo no mercado global

Filipe de Botton, Associado BRP e líder do Grupo de Trabalho da Globalização

 

Esta associação entre público e privado é uma mais-valia para cumprir o mesmo objetivo: apoiar as empresas portuguesas, em especial as PME, e levá-las mais longe nos seus processos de internacionalização. Para conquistar fora, para conquistar novos mercados e uma maior quota nas exportações, devemos capacitar mais as empresas portuguesas, juntar talento ao talento que já têm, e capitalizar a experiência das empresas associadas do BRP à ação que a AICEP já presta todos os dias, em mais de 50 mercados pelo mundo fora. Este é um protocolo dinâmico e vivo que iremos, no futuro, acrescentar novas iniciativas sempre com o propósito de capacitar as empresas nacionais para conquistar novos mundos.

Francisca Guedes de Oliveira, Administradora da AICEP

 

Arquivado em:Liderança, Notícias

P.O.L.C.I – A Gestão num mundo em mudança rápida e complexa

10 Novembro, 2022 by Rita Saldanha

Nelson Pires é o autor do livro P.O.L.C.I. que sumariza o pensamento do autor sobre temas da Gestão e Estratégia num mundo que se encontra em profunda transformação e mutação, e que o faz de forma abrupta e descontrolada e mesmo de maneiras inesperadas.

Com uma carreira consolidada na Indústria Farmacêutica, é Administrador e Diretor-Geral da Jaba Recordati em Portugal, mas ocupou já funções semelhantes no Reino Unido e na Irlanda. Licenciado em Direito viu rapidamente o seu caminho enveredar pela Gestão e para isso foi fazendo um percurso de aprendizagem e de conhecimento com vários cursos e pós-graduações.

 

Segundo o autor, P.O.L.C.I. é o acrónimo do gestor moderno. O Gestor tradicional focava-se no P.O.L.C. (Planear, Organizar, Liderar, Controlar), mas no mundo instável, incerto e volátil em que vivemos só isso não chega. O gestor moderno tem de ser capaz de Integrar.

Em mais uma WYtalk do WYgroup, perguntámos ao Nelson Pires, o significado desta nova variável da gestão, e a resposta não pode ser mais pragmática: “Integrar significa tornar algo inteiro. Significa que temos de ser capazes de pegar em várias partes e elementos diversos e conseguir com eles construir algo que seja uno e uniforme”.

Dentro destes que são hoje elementos desintegrados e que carecem de um trabalho empresarial de integração, destaca vários: “Desde logo o ESG (Environmental, Social and Governance) que está na ordem do dia na maioria das nossas organizações e todos os desafios que estão subjacentes à sua implementação e ao seu modelo de funcionamento”.

Durante a conversa que manteve com Ricardo Florêncio, CEO da Multipublicações, Nelson Pires ressaltou também a questão das gerações e do seu impacto nas organizações. O nível de relação e de compromisso das gerações têm-se modificado e a capacidade do gestor está em tirar de cada um o melhor que tem. Para isso a organização não pode perder valores nem experiência, dispensando os mais velhos, nem pode não aceitar a mudança e a transformação, prescindindo dos mais novos. O segredo segundo o Gestor passa por construir pontes intra-geracionais e sobretudo colocar as pessoas certas no local onde podem ser mais úteis, independentemente da sua idade.

E foi à volta das pessoas que a conversa fluiu. Nelson Pires tem recebido vários galardões e distinções entregues por várias organizações. Foi recentemente distinguido como o CEO do ano pela DCH. A pergunta óbvia é a razão deste destaque e como se consegue obter este grau de reconhecimento. De acordo com o Autor, o “segredo” está em rodearmo-nos de pessoas que sejam melhor que nós. “Eu não preciso de saber mais de finanças que do que o meu CFO, nem mais de Marketing que o meu CMO, o que eu preciso é saber como posso tirar o melhor de cada um deles e de como os posso melhorar e ajudar.” E ilustra com exemplos, “o meu CMO é italiano, se eu lhe ligar ao fim de semana para saber como está e se precisa de alguma coisa, estou claramente a dizer-lhe que me preocupo com o seu bem-estar. Sei que o meu CMO gosta de vela, e de vez em quando vou ver uma das suas provas. É o meu reconhecimento pessoal por aquilo que o faz sentir bem.”

O processo de decisão de um Gestor é em grande parte o seu maior trunfo. A capacidade de análise e síntese, a capacidade para ver para lá do óbvio ou de interpretação da realidade tem um nome para o Nelson Pires. Chama-lhe intuição e diz que se treina com a experiência e com o tempo. A intuição está muitas vezes na base do seu sucesso. De ver aquilo que muitas vezes o P&L não mostra ou que as análises não explicam. A capacidade de antecipação do que vai suceder, não por sermos capazes de adivinhar, mas antes porque irracionalmente conseguimos entender realidades complexas com olhares muitas vezes divergentes. É isso que faz a diferença. Mas, também isso, só está ao alcance de alguns poucos.

O P.O.L.C.I. é um livro para todos aqueles que na sua busca por resposta não procuram modelos de resposta complexa e inacessível. É um livro de um Gestor para Gestores, com reflexões e opiniões. Mas acima de tudo é um livro que espelha um conjunto de pensamentos de um Homem que verdadeiramente gosta de partilhar o seu conhecimento.

Mas o Nelson acaba com a candura que quem o conhece lhe reconhece sempre, ao revelar-nos que o seu maior feito é ser pai de 5 filhos. E di-lo com o orgulho sentido de quem nota que o nosso futuro passa sempre por aqueles que verdadeiramente amamos.

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Transição digital, pessoas e cultura na Cimeira Lusófona de Liderança

10 Novembro, 2022 by Rita Saldanha

Saúde e Bem-estar nas Organizações, Pessoas e Cultura Organizacional, Transição Digital, Formação e Aprendizagem Organizacional são alguns dos temas em debate na 3ª Edição Digital da Cimeira Lusófona de Liderança, a realizar-se entre os dias 14 e 18 de novembro de 2022.

Este ano o foco será na Liderança E-mocional, contando com mais de 40 Líderes Lusófonos de diferentes setores, oriundos de Portugal, Angola, Moçambique, Brasil e Cabo Verde, país anfitrião.

O evento é gratuito e convida os executivos a falar sobre os atuais grandes desafios de gestão e de liderança, a partilhar boas práticas e a revelar a sua visão de futuro.

No último dia da conferência o tema será “Grandes Líderes Lusófonos”, com a entrevista de vida ao Exmo. Sr Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves.

Principais temas abordados na Edição de 2022:

  • Saúde e Bem-estar nas Organizações
  • Pessoas e Cultura Organizacional
  • Transição digital
  • Formação e Aprendizagem Organizacional
  • Grandes Líderes Lusófonos

 

Este evento é organizado pela Chastre Consulting e conta com a parceria da conta com a parceria da Jason Tribe e a Martech Digital.

A gestão de pessoas, de equipas, de clientes, dos níveis de competitividade, da necessária inovação e transformação e dos grandes desafios da economia digital estão a colocar muita pressão sobre a liderança das empresas. Os cinco países que participam na Cimeira têm níveis de maturidade digital distintas, e culturas e estilos de liderança diferentes. Esta partilha de experiências promove o conhecimento, cria oportunidades, abre portas e torna-nos mais fortes e unidos. Num mundo global e cheio de desafios, o exemplo de uma liderança emocional e humanizada é cada vez mais importante, e este deve começar exatamente no topo – pelos nossos líderes

Anabela Chastre, Presidente da Cimeira e CEO da Chastre Consulting

 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do site até ao dia 11 de Novembro, com um número limitado de vagas.

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Nova análise: impacto da inflação nos hábitos alimentares dos portugueses

10 Novembro, 2022 by Rita Saldanha

Face ao atual contexto de inflação, cerca de 94% dos portugueses consideram mais impactantes os aumentos de preços da comida, seguindo-se energia, transportes e habitação. A maioria afirma que o seu orçamento para alimentação vai aumentar consideravelmente e revelam que a subida dos preços terá repercussões nos seus hábitos alimentares.

A propósito do Dia Europeu da Alimentação e da Cozinha Saudáveis, uma nova pesquisa, “Barómetro FOOD 2022”, mostra ainda que 19% dos inquiridos admite uma menor qualidade nutricional das suas refeições, em resultado do contexto inflacionário. A análise elaborada pela empresa de benefícios sociais, Edenred, identifica ainda como tendências nos hábitos alimentares, maior planeamento das refeições, a compra de menos produtos e menos idas aos restaurantes.

Maior preocupação com saúde e alimentação nas idas aos restaurantes

De acordo com os resultados do estudo, os portugueses estão mais sensíveis às questões relacionadas com a alimentação e mais abertos a mudar as suas escolhas e hábitos alimentares, nomeadamente na ida aos restaurantes:

  • Cerca de 79% dos inquiridos dizem prestar cada vez mais atenção à alimentação saudável, sendo que a principal motivação para a mudança de hábitos é mesmo a saúde.
  • A pandemia fez aumentar a consciência das pessoas sobre a sua saúde e a necessidade de ter uma alimentação mais saudável, dizem cerca de 73% dos participantes.
  • Face a esta mudança, 90% dos portugueses esperam hoje uma oferta mais saudável por parte dos restaurantes, com produtos frescos, informação nutricional clara, indicação clara de “opção saudável” na ementa, opções vegetarianas e/ou veganas e mais saladas.
  • A mudança de hábitos está a refletir-se na procura nos restaurantes, com 49% dos responsáveis de estabelecimentos a revelar que, no último ano, registaram um aumento na procura por refeições saudáveis/equilibradas.

Foco no combate ao desperdício alimentar

Naquela que tem sido uma tendência crescente, os portugueses mostram-se também cada vez mais conscientes sobre os impactos ambientais. Uma larga maioria (88%) dos inquiridos revelam estar preocupados com o desperdício alimentar e 91% gostariam de saber quais os restaurantes que têm ações contra o desperdício.

Em resposta, cerca de 64% dos estabelecimentos afirmam que já implementaram medidas para combater o desperdício alimentar. Embalagens para levar sobras, adaptação da ementa ou de receitas, gestão de stocks, parcerias com apps ou serviços de combate ao desperdício e parcerias com bancos alimentares são as ações mais comuns.

O Programa FOOD

O barómetro FOOD é realizado em onze países europeus e é o ponto de partida para o plano de ação do Programa FOOD. As conclusões do Barómetro FOOD 2022 em Portugal baseiam-se em 3356 respostas de utilizadores do cartão Euroticket Refeição Edenred, consumidores incluídos na população ativa, e de responsáveis de restaurantes pertencentes à rede de estabelecimentos Euroticket Edenred.

Como especialista em benefícios sociais, a Edenred está empenhada em melhorar a vida das pessoas, e a alimentação é o ponto de partida para um maior bem-estar. Por se tratar de vales sociais, as nossas soluções permitem aumentar o poder de compra das pessoas, enquanto, através de iniciativas de responsabilidade social como o Programa FOOD, sensibilizamos para a importância de se fazer as melhores escolhas com esse poder de compra. No Programa FOOD, a Edenred catalisa a sua relação privilegiada com colaboradores, empresas e restaurantes, para ser um agente ativo na adoção de hábitos alimentares saudáveis. É nisso que acreditamos, em estabelecer conexões que geram mais valor, e é assim que concretizamos o nosso propósito: Enrich connections. For good.

Filipa Martins, Diretora-Geral da Edenred Portugal

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Competências do século 21 – o que são?

9 Novembro, 2022 by Rita Saldanha

As Competências do século 21 são sem dúvida um tema da atualidade. Assim sendo, dedicarei este artigo à análise das competências que, considero essenciais e de que forma as mesmas podem ser classificadas num contexto formação e aprendizagem digital.

Mas antes de começar, levanto uma questão: Estarão as competências do século XXI a tornar-se cada vez mais importantes no que respeita à formação contínua?

Existem quatro competências principais, conhecidas por 4Cs que são: Criatividade, Pensamento Crítico, Comunicação e Colaboração. Estas são as competências que considero relevantes no contexto da aprendizagem e de formação contínua, e, por isso, vamos começar por elas.

Criatividade

Um trunfo essencial e que não pode ser substituída por robôs.

Pensamento crítico

Esta competência é, ao dia de hoje, especialmente importante, uma vez que é cada vez mais difícil filtrar o que realmente importa tendo em conta a quantidade diária de informação com que somos impactados e assim sermos capazes de questionar criticamente e formar uma opinião.

Capacidade de comunicação

Uma boa comunicação é fundamental para o sucesso e pode ir desde a escuta ativa até ao colocar de perguntas específicas, o negociar, o conduzir conversas, e até resolver conflitos. É a base para todas as formas de cooperação bem-sucedidas.

Colaboração

O mundo de hoje é, em grande medida, um mundo assente no trabalho em equipa. Por isso, a compreensão da dinâmica de grupo, do desenvolvimento de equipas tornou-se numa competência central, logo o ser capaz de trabalhar bem com os outros é uma competência indispensável

Reposicionamos agora estes 4 Cs no contexto da formação e da aprendizagem. Como dotar os formandos de competências e prepará-los para enfrentar os desafios do futuro? O sucesso da formação já não se traduz apenas na reprodução de conhecimentos relacionados com conteúdos, mas sim na elaboração de conclusões a partir deste conhecimento e na aplicação dos mesmos a novas situações.

O que aprendemos, o modo como nos ensinam, mudou. E são dois factos que, sem quaisquer dúvidas, têm impacto em todas as áreas em que a formação e a aprendizagem ocorrem.

Os 4 Cs como guia para a formação e a aprendizagem

Os 4 Cs mostram-nos, então, o que é a formação contínua aos dias de hoje, ou seja, o foco, agora, está nas formas de pensar, que incluem abordagens criativas e críticas para a resolução de problemas e tomadas de decisão – Criatividade & Pensamento Crítico. É também uma forma de trabalho, onde se inclui a Comunicação e Colaboração e as ferramentas necessárias para fazê-lo. A capacidade de reconhecer e explorar o potencial das novas tecnologias ou mesmo de evitar os riscos que acarretam são exemplos disso. E, por último, mas não menos importante, o contexto formativo diz, sobretudo, respeito à capacidade de viver ativamente e estar envolvido num mundo complexo. Os formandos determinam o que querem aprender e como querem aprender, e é isso que define o papel da pedagogia. Estes devem ser capacitados de competências que lhes permitam aprender de forma independente, para partilharem e interligarem os seus conhecimentos, o que requer abertura de espírito, estabelecer ligações entre ideias que, anteriormente, não pareciam relacionadas e aprender conhecimentos de outras áreas. É, por isso, necessário que a formação e a aprendizagem estejam interligadas para se ter sucesso no mundo profissional. O processo e a transferência de conhecimento, orientada para a solução, são necessários neste contexto, sendo necessário os formadores e os formandos estabelecer entre si uma relação que permita a cooperação e o intercâmbio.

O mundo (da aprendizagem) está a mudar

Estamos, atualmente, a testemunhar, assim, a transição de um mundo onde o conhecimento é acumulado, mas não utilizado e que, portanto, rapidamente perde valor para um mundo onde o conhecimento é estimulado e enriquecido através do poder da comunicação e da colaboração constante. Assim, é importante ser capaz de filtrar, avaliar e interpretar o conteúdo relevante entre a quantidade de informação com que somos atualmente inundados. “Qual é a fonte desta informação?”, “Esta fonte é de confiança?”.

Os que se adaptarem rapidamente e estiverem abertos à mudança serão bem-sucedidos. O problema pedagógico reside em ajudar a assumir este desafio e ajudar à adaptação e aprendizagem neste mundo em rápida mudança. A capacidade de lidar com esta complexidade tem de ser desenvolvida para prosperar, por isso, é importante que, atualmente, os formadores e os formandos saibam lidar com as Competências do século 21, porque estas são de grande relevância.

E concluo com uma pergunta: Concretamente, o que é importante para si no que diz respeito à formação e à aprendizagem?

 

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

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