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Rita Saldanha

Salomé Faria é a nova Diretora de Comunicação e Relações Institucionais da Central de Cervejas

21 Outubro, 2022 by Rita Saldanha

Salomé Faria é a nova Diretora de Comunicação e Relações Institucionais da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (SCC) ficando responsável pela definição da estratégia de comunicação do Grupo, assumindo as funções que foram asseguradas formalmente por Nuno Pinto de Magalhães, nomeado Chairman da SCC em julho de 2021.

A nova responsável de comunicação corporativa assume o pelouro da comunicação interna e externa, relações públicas e de sustentabilidade da SCC, com o objetivo de dar continuidade aos projetos em curso. Integra ainda a Comissão Executiva da empresa reportando ao Diretor Geral.

Licenciada em Comunicação Social pela Universidade Técnica de Lisboa, Salomé Faria iniciou o seu percurso profissional enquanto consultora de comunicação. Integrou a Siemens em 2003, passando pela área de Comunicação de Marketing de diversas áreas de negócio e pelo departamento de Comunicação Corporativa da Siemens Portugal, tendo assumido, em 2018, o cargo de Diretora de Comunicação da empresa.

 

A Salomé Faria possui uma vasta experiência profissional e conhecimento nesta área e vai ao encontro do objetivo definido pelo Grupo.  Estamos certos de que com o seu percurso e know-how contribuirá para trazer novas ideias, alavancar a nossa proposta de valor e reforçar a nossa afirmação no mercado nacional

Nuno Pinto de Magalhães, Presidente do Conselho de Administração da SCC.

 

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Networking – Arte ou ciência?

14 Outubro, 2022 by Rita Saldanha

Amado por uns, olhado por desconfiança por muitos outros, o Networking ocupa hoje um papel de destaque na vida de profissionais e organizações. Passou rapidamente de um desconhecimento quase total para uma disciplina que merece análise e reflexão. Que começa a deixar o empirismo para estar suportada em estudos que a justificam.

Mas será o Networking apenas um conjunto de técnicas? Será apenas para ser feito por pessoas desinibidas que não têm dificuldade em meter conversa com outra? Ou será algo mais? Um conjunto de regras, de aceleradores e até de princípios?

Foi para obtermos respostas a estas e a outras perguntas que convidámos Francisco X. Froes, para a nossa WYtalk de Setembro. As WYtalks são conversas abertas aos nossos amigos e convidados e que acontecem todos os meses no WYgroup com um convidado, e que abordam os mais variados temas, sempre no Anfiteatro da Casa da Praia.

Francisco X. Froes é licenciado em gestão pela Universidade Católica, MBA pela Nova, pós-graduado pelo Insead em Liderança e Gestão de Crises. É hoje o presidente do AMBA da Nova. A sua definição de Networking não pode ser mais direta, “é a capacidade de criar, manter e fazer crescer relações de valor acrescentado”, diz. Valor acrescentado para ambas as partes, pois não basta conhecer, temos de dar sempre algo para receber algo em troca. Mas esse algo tem de ser valorizado pela outra parte. “No limite, estamos a pedir tempo a quem queremos conhecer, ora o tempo é de todos o nosso activo mais valioso e ninguém gosta de o desperdiçar. Tenho de levar algo para essa relação, para esse encontro, caso contrário, ao não acrescentar nada, irei seguramente perder a ligação.”

Mas Networking, vai muito mais além. Acrescenta valor numa amizade, num conhecimento, numa relação familiar. Francisco divide o Networking em três partes: A sua Natureza, a sua Ciência e a sua Arte.  As duas primeiras são comuns a todos nós. A terceira é pessoal e intransmissível. Como analogia, podemos ver o Networking com um edifício. Neste caso, a Natureza do mesmo são as suas fundações, onde o primeiro pilar é o da Necessidade de Cooperação. Nada neste mundo, estrela, cometa, asteroide que sejam, existe sem a cooperação das outras estrelas, cometas, asteroides, galáxias, buracos negros. Na nossa natureza está a cooperação.

Da teoria passámos à prática e o exercício seguinte deixou bem espelhado como a cooperação e o Networking podem ajudar a eliminar barreiras e obstáculos. Numa plateia de mais de 30 pessoas que não se conheciam, foi perguntado a uma delas quem gostaria de conhecer no Mundo. A pessoa responde sem hesitar: Barack Obama. E o Francisco faz a pergunta que se temia: Como chegar até ele sem utilizar redes sociais. Alguém, se lembra que será fácil se o conseguirmos fazer através do Eng. Guterres, ao que outra pessoa diz, que o Presidente Marcelo seria o passo anterior a esse contacto. Por último, outro participante informa que conhece alguém que trabalha directamente com o próprio Obama. Por outras palavras, em 3 contactos chegaríamos ao nosso objetivo supostamente inalcançável. É possível lá chegar, mas para o conseguirmos temos de definir bem o que pretendemos e o que trazemos para a mesa, pois sem relevância e contrapartida as relações não se desenvolvem e necessariamente não se efectivam.

Há, no entanto, muitos mitos em relação ao Networking. O primeiro e o mais forte diz-nos que o Networking é coisa para pessoas desinibidas e extrovertidas. Mas será mesmo assim? Fizemos a pergunta ao Francisco X. Froes, e a sua resposta não pode ser mais contundente:

“Os Extrovertidos vão buscar a sua energia a outras pessoas, eventos e acontecimentos exteriores. Os Introvertidos, às suas análises, introspeções, pensamentos consigo próprios. Ora, para um extrovertido é muito fácil fazer um contacto, pelo que se aquele não deu ele salta rapidamente para o próximo. Para um Introvertido não. Então cada contacto é feito com cuidado e com atenção investe na relação e isso transforma-a em algo muito mais produtivo. No final há um equilíbrio, pois o que um ganha em número de contactos, o outro ganha na eficácia com que constrói relações.

Como corolário do Networking e das suas capacidades, Francisco falou-nos das suas três regras de ouro – aquelas que sem a sua aplicação ninguém obterá resultados – e a sua simplicidade é tão impactante quanto a sua importância: Ser generoso, disponível para escutar e para servir o outro. Todos nós ao praticarmos estar três simples regras com os nossos clientes, amigos e família seremos capazes de criar relações mais positivas, duradoras e com mais significado. Pois no final estamos a entregar uma importante parte de nós ao outro sem esperar nada em troca. Aquilo que acontecerá de seguida é o princípio de reciprocidade, a necessidade que o outro tem de dar em troca por ter recebido tanto sem nada ter pedido. E o Networking começa a partir daqui.

No caso do Wygroup somos fortes defensores de relações fortes e duradoras. A todos os que assistiram a esta sessão do Francisco ficou a vontade de saber mais. Porque Networking é sobretudo sobre pessoas e para pessoas. Na sua base e no seu pensamento estão relações pessoais que nem toda a tecnologia pode substituir.

A Tecnologia pode ajudar a aproximar, a ligar e por vezes a manter. Mas sem um verdadeiro contacto pessoal, o nível de força da relação é substancialmente mais baixo e menos efetivo. Pessoas querem estar com pessoas. E apesar dos últimos anos da nossa vida nos terem “obrigado” a vivermos mais afastados, a verdade é que somos seres cooperantes e sociais por natureza. Dito isto o Networking não é mais do que uma pessoa a ser humana.

 

 

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Somos todos “heróis em espera”. Esta é a grande mensagem da LSP 2022

13 Outubro, 2022 by Rita Saldanha

Saiam dos sofás e criem ondas de boa vontade. Somos todos heróis em espera basta olhar para quem precisa. Estas são algumas das mensagens que vão permanecer nas nossas memórias sobre o dia de ontem na Leadership Summit Portugal (LSP) 2022.

A 6.ª edição da Cimeira de Liderança trouxe no dia 12 de outubro ao palco do Salão Preto e Prata do Casino Estoril mais de 30 oradores, nacionais e internacionais, para refletir e pensar o papel das lideranças nas organizações, sob o tema “TIME’S UP! – Act Now for Sustainability, Digital, Human Health and Peace”, perante uma audiência de cerca de 800 pessoas.

Filipe Vaz, Diretor Geral da Tema Central, destacou a definição dos trabalhos para o ano 2022 com a tónica “na urgência da tomada de decisões das lideranças, com foco na transição digital, sustentabilidade, bem-estar físico e psicológico, tão relevantes após dois anos de Pandemia”. Logo depois, a guerra veio alterar as prioridades, lançar novos desafios e colocar à prova a solidariedade e o sentido de bem comum no mundo. “Se a nossa prioridade para este ano era o foco na urgência da tomada de decisão, mais sentido faz agora, perante o horror da guerra, trilhar em ritmo urgente o caminho da paz”, afirma.

Ainda nas notas de abertura, Miguel Pinto Luz, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais, referiu que este ano faz mais sentido do que nunca refletir as lideranças, encontrar sinergias e criar pontes entre iniciativas privada e pública.   “Estes são tempos difíceis, são tempos em que os líderes nascem, crescem, se afirmam”, destacando a figura do Presidente Zelensky que é hoje “o grande herói do mundo contemporâneo e do mundo livre” e a forma como excedeu as expectativas e foi capaz de liderar pelo exemplo. E reforçou “ser verdadeiramente líder nestes tempos é nunca esquecer as pessoas”.

Act Now for Peace – How can peace win this war?

Abre-se o primeiro segmento da manhã de trabalhos com a talk inspiradora de David Simas, Presidente da Fundação Obama, “A paz enquanto desafio para todos os líderes”. Para o luso-descendente, a palavra mais importante numa democracia é a palavra “nós” – não só como líderes, mas enquanto cidadãos.

Seguiu-se a entrevista a Serhiy Haydaychuk Presidente do CEO Club Ucrânia, sob o tema “A paz enquanto desafio para todos os líderes”. A vitória da Ucrânia é clara para o empresário e as lideranças têm nesse caminho um papel central.

A fechar o segmento da paz, tempo para o Debate “A mudança necessária para restabelecer a ordem política e económica no mundo”, com um painel composto por Helena Ferro de Gouveia, Professora Universitária e Analista de Assuntos Internacionais, António Saraiva, Presidente da CIP, Felipe Pathé Duarte, Investigador e Professor na Nova School of Law e Ana Gomes, Diplomata, numa conversa moderada por Aline de Beuvink, Professora e comentadora. Quais as mudanças necessárias com vista a pacificar as relações internacionais entre os estados beligerantes? Como evitar a escalada do conflito e redefinir uma nova ordem política e económica mundial?

Act Now for Sustainability – What do we need to do now so we don’t lose the sustainability battle? 

É o momento de pensar o tema da Sustentabilidade, da necessidade de atuar já na proteção do Planeta e das Pessoas. Estados, Empresas e Sociedade devem acelerar a mudança de comportamentos, de metodologias de produção e modelos de negócio.

João Mestre, Head of Sustainability da Fidelidade, abre o segmento com a talk “Preparar o futuro impactando a Sociedade”.

Seguiu-se um momento de conversa sobre biodiversidade, produção de resíduos e da necessidade da tomada de decisões baseadas na Ciência e nos dados. “Resíduos e biodiversidade: quem estraga paga?”, contou com a participação de Luís Almeida Capão, Presidente Conselhos de Administração da Cascais Ambiente e Ana Loureiro, Diretora de Comunicação da EGF, Grupo Mota Engil, numa conversa moderada por Catarina Canelas, Jornalista da CNN.

“Sustentabilidade, Inovação e Transformação: agir por um futuro melhor” foi o tema para entrevista a Gregoire Verdeaux, Senior Vice-President External Affairs da Philip Morris International. Como a sustentabilidade, a inovação e transformação estão a mudar a Philip Morris International cujo objetivo é, em conjunto com a sociedade, criar um futuro melhor, além do tabaco, caminhando para o mundo sem fumo.

Alex Edmans, o melhor Professor de MBA do mundo em 2021, encerra a manhã com a sua visão sobre propósito e negócio, na talk “The Power of Purposeful Business”.

A fechar o segmento da Sustentabilidade, ficamos a conhecer a vencedora do Pitch Global Shapers do World Economic Forum, Diana Dayub, a jovem de 28 anos co-fundadora do SupportUKRAINENOW, apresentada por Sara Oom, Curadora do Hub de Lisboa.

Act Now for Digital – How to put the digital world at our service and not against us? 

Christian Rôças, ex-CEO da Porta dos Fundos, abre o novo segmento com o seu olhar sobre como ter sucesso no mundo digital. Segundo o criativo, as marcas percebem que há uma oportunidade de se manterem na memória afetiva e no dia a dia das pessoas através do conteúdo. Sem ser necessário interrompê-las.

Colocar o digital ao nosso serviço e não contra nós, foi o desafio lançado aos participantes no próximo debate, Carlos Santos, CTO da Zome, Cristina Rodrigues, CEO da Capgemini Portugal, Abel Aguiar, Administrador da Microsoft Portugal, numa conversa moderada por Pedro Duarte, Presidente do Conselho Estratégico para a Economia Digital da CIP

 

Act now for human health?

Novo capítulo, e último, está relacionado com a saúde humana. O Filósofo e pensador português, Manuel Curado sobe ao palco do Casino Estoril e convida ao pensamento e à reflexão. O que é isto de sermos humanos, onde está a ética entre Inteligência Artificial, que controlo temos sobre as nossas vidas?

“O bem-estar como estilo de vida é uma utopia?”, foi a pergunta que serviu de base para a conversa entre José Miguel Leonardo, CEO da Randstad Portugal, Rita Fontinha, Investigadora e Professora na Henley Business School da Universidade de Reading, Vera Rodrigues, Head of People da MC e Tiago Correia, Professor de Saúde Internacional no IHMT da Nova, moderados por Catarina Marques Rodrigues, jornalista.

Time’s Up! Act Now 

Agora chegou o momento de agir. Precisamos de heróis, não os “super”, mas pessoas comuns. Philip Zimbardo, psicólogo, 89 anos, partilha na sua talk em vídeo como todos podemos ser heróis, basta para isso “ir em auxílio de quem precisa”. O Professor Emérito Universidade de Stanford e fundador do Heroic Imagination Project (HIP), apela às lideranças que se liguem às pessoas das suas organizações.

É preciso sair dos sofás e agir. Seremos todos heróis em espera?

Mariana Reis Barbosa, coordenadora do HIP em Portugal e Gustavo Carona, Médico anestesista e intensivista, encerram a Leadership Summit Portugal numa conversa com Catarina Guerra Barosa, Diretora de Conteúdos da Líder. Não só somos todos capazes de ser heróis, como ajudar os outros “é uma forma de felicidade”, diz Gustavo Carona. Mariana Reis Barbosa relembra a frase de Sophia de Mello Breyner, “ouvimos, lemos e não podemos ignorar”, como o impulso natural para ir em auxílio dos outros.

“As vidas que queremos salvar valem tanto quanto as nossas, e por isso vale a pena salvá-las”, diz o Médico que já realizou cerca de 15 missões humanitárias internacionais. “Sair da zona de conforto, é alargar a nossa zona de conforto”, conclui.

Assista a todas as intervenções da Leadership Summit Portugal 2022, disponível on demand, com acesso universal e gratuito, na Líder TV na posição 165 do MEO e 560 da NOS, a partir do dia 14 de outubro.

Arquivado em:Artigos, Leadership

Revista Líder Nº19 – outono/ 2022

13 Outubro, 2022 by Rita Saldanha

A Líder dedicada ao tema Act Now for Sustainability, Digital, Human Health and Peace já está disponível nas bancas e em formato digital.

O tempo terminou. Neste momento não se podem arriscar decisões erradas ou imprudentes. O desafio para as lideranças hoje é saberem pensar e fazê-lo com apurado sentido crítico, o desafio é atuarem, já. Atuarem com empenho, sentido de missão e força de carácter, não deixando para trás nada, nem ninguém.

A entrevista de abertura, a Michel Eltchaninoff, editor da Philosophie, é de leitura obrigatória. O pensamento político-filosófico do “urso” ex-agente do KGB é o mote para o livro que escreveu, “Na Cabeça de Putin”. Mais do que um processo, a História é uma herança moral que o líder russo pretende continuar a escrever, assumindo, se necessário for, um compromisso com a tragédia humana.

Os líderes precisam de atuar com carácter de urgência e de forma heroica, inspirando-se em verdadeiras histórias de heroísmo do passado e do presente. Vejam-se Aristides Sousa Mendes, Salgueiro Maia, Volodymyr Zelensky, e muitos outros. O que faz de homens comuns verdadeiros heróis? Que líderes se distinguiram na história pela sua capacidade invulgar de atuarem de forma cirúrgica e imediata? Terão estas pessoas um cérebro diferente? O heroísmo assenta na razão ou na intuição ou em ambos? A reportagem A Matéria de um Herói deixa várias pistas.

Ainda sobre este tema, partilhamos duas almas – Joana D’Arc e Jesus, o Cristo –, entre as 141 publicadas, do livro “Vamos Todos Morrer”, da Objetiva editora, com a devida autorização do autor Hugo Van der Ding. São notas necrológicas, senhoras e senhores, poucos habituais, de pessoas dignas de serem lembradas pelos seus atos heroicos.

A nova rubrica “Líderes em Destaque”, mostra a visão de Isabel Capeloa Gil (Reitora da Universidade Católica Portuguesa e Presidente da Federação Internacional de Universidades Católicas) e de David Simas (Presidente da Fundação Obama) sobre o tema de capa.

Henrique Monteiro, Jornalista e Escritor, deixa-nos o seu olhar com “Tudo tem um tempo”. E Arménio Rego, LEAD.Lab, Católica Porto Business School, escreve a crónica “A sua organização é um espaço de confiança?”.

No slot Act Now for Peace, o ensaio de Catarina G. Barosa (Diretora de Conteúdos da Líder) debruça-se sobre o ressentimento na história, para entender a guerra e tentar a paz. Baseando-se no historiador Marc Ferro, que identificou cinco importantes momentos históricos que estiveram na origem de algumas revoluções.

No slot Act Now for Sustainability, a série documental “Planeta A”, coproduzida entre a RTP e a Fundação Calouste Gulbenkian, vem dar a conhecer algumas das respostas mais inovadoras aos grandes desafios da Sustentabilidade. Porque ainda é possível construir um futuro mais sustentável.

Alex Edmans, o especialista em gestão corporativa, negócios com propósito e investimento sustentável, é perentório ao afirmar que as empresas mais bem-sucedidas não são as que visam o lucro diretamente, mas as que se movem pelo propósito. No entanto, para o Professor de Finanças e autor do livro “Grow the Pie”, o propósito não é evidente, nem tão pouco uma receita imediata.

No slot Act Now for Human Health traz uma nova definição de trabalho a nascer. As lideranças precisam de atuar orientadas por desígnios mais amplos, pela Saúde Humana.

A transformação digital em saúde conduzirá à tão desejada utopia de uma saúde para todos? Estará a tão esperada revolução na saúde a acontecer? Filipa Machado Vaz, Manager in Life Science and Healthcare na Deloitte, elabora um ensaio.

Kerry Daynes, Psicóloga forense no Reino Unido e autora do livro “Causas Ocultas”, desmistifica a linha ténue entre loucura e crime.

Jenny M. Hoobler, Professora de Gestão da Nova School of Business and Economics, disserta sobre trabalhar a partir de casa impulsionou a igualdade de género e a saúde humana.

E, por fim, o slot Act Now for Digital abre a porta a uma nova realidade, uma nova linguagem, um novo mundo tecnológico e digital que determina um pensamento altamente complexo e integrativo.

Nuno Jardim Nunes, Professor Catedrático e Presidente do Dep. de Engenharia Informática do Instituto Superior Técnico, explica o metaverso: realidade ou ficção.

O que salva a Humanidade é a sua própria natureza, empática, ingénua e humilde. A inteligência, afinal, nunca será artificial. Cathy Mulligan professora e presidente do Espaço Europeu de Investigação em Blockchain no Instituto Superior Técnico, onde dirige um Laboratório dedicado à investigação em Blockchain para o Bem Social e a Sustentabilidade, fala sobre os grandes dilemas de uma relação entre Homem e máquina.

Na rubrica Leading Opinion contamos com Luís Almeida Capão (Presidente do Conselho de Administração da Cascais Ambiente), Carlo Marques (Head of Business Apps do ISQe), Ricardo Zózimo (Professor Auxiliar & Investigador em Management and Organizations na Nova SBE), João Marques (Managing Director da SGS Portugal), Mariana Pereira da Silva (Head of Sustainability da MC), Patrícia Santos (CEO da Zome) e Rui Minhós (Administrador e Diretor de Assuntos Institucionais da Tabaqueira).

No dossier Leading Politics o foco recai sobre inflação. João César das Neves, Economista e Professor Catedrático da Universidade Católica Portuguesa, deixa-nos a sua visão. “Os esquimós têm mais de 50 palavras para designar “neve”. É pena que, num tema tão influente entre nós como é a subida de preços, a opinião pública ouça sempre só um termo: “inflação”. A verdade é que essa expressão esconde vários problemas diferentes, com efeitos diferentes e curas diferentes, que assim ficam confusos na análise social”. António Saraiva, Presidente da CIP, escreve sobre o impacto, simultaneamente recessivo e inflacionista, da guerra na Ucrânia que veio ensombrar as perspetivas de recuperação, no rescaldo da crise pandémica, tornando dramático o que antes já era grave.

No dossier Leading Brands sobre Consumer Behaviour elencamos as marcas portuguesas, europeias e mundiais com mais notoriedade na Sustentabilidade, no Digital, na Saúde e na Paz. Um estudo conduzido pela NOVA Marketing Analytics Lab, da NOVA Information Management School.

E as crónicas da iServices, da Made2Web Digital Agency e da Multipessoal.

E, por último, o dossier Leading People recai sobre burnout com a crónica de Jaime Ferreira da Silva (Managing Partner da Dave Morgan). E ainda o especial sobre Coaching com as crónicas de Alexandra Barosa Pereira (Managing Partner da ABP Corporate Coaching), Aida Chamiça (Coaching executivo para gestores de topo e equipas de alta direção), Isabel Freire de Andrade (Diretora-Geral da Bright Concept), Ana Duarte Ribeiro (Presidente da International Coaching Federation em Portugal), Adelino Cunha (CEO da Solfut – I HAVE THE POWER), e Fátima Ribeiro (Managing Partner da Outperform – Coaching and Corporate Consulting) e Susana Azevedo (Associated Partner da Outperform – Coaching and Corporate Consulting).

As novas linhas de ação para a Gestão de Pessoas num mundo do trabalho cada vez mais humano são explicadas por Elsa Carvalho, a Executive Board Member e Head of Consulting Services do Grupo Egor em Portugal.

A fechar o dossier, o Case Study do Turismo de Portugal, ISQe e Cornerstone sobre a TalentUs, uma Academia de formação contínua e desenvolvimento.

Líder é a revista da Tema Central. É uma publicação, com quatro edições por ano, de ensaios, crítica, investigação e reflexão, que aborda todas as áreas da liderança.

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Arquivado em:Líder Magazine

Já está nas bancas a mais recente edição da Revista Líder

13 Outubro, 2022 by Rita Saldanha

 

 

A edição nº 19 da revista Líder dedicada ao tema Act Now for Sustainability, Digital, Human Health and Peace já está disponível nas bancas e em formato digital.

O tempo terminou. Neste momento não se podem arriscar decisões erradas ou imprudentes. O desafio para as lideranças hoje é saberem pensar e fazê-lo com apurado sentido crítico, o desafio é atuarem, já. Atuarem com empenho, sentido de missão e força de carácter, não deixando para trás nada, nem ninguém.

A entrevista de abertura, a Michel Eltchaninoff, editor da Philosophie, é de leitura obrigatória. O pensamento político-filosófico do “urso” ex-agente do KGB é o mote para o livro que escreveu, “Na Cabeça de Putin”. Mais do que um processo, a História é uma herança moral que o líder russo pretende continuar a escrever, assumindo, se necessário for, um compromisso com a tragédia humana.

Os líderes precisam de atuar com carácter de urgência e de forma heroica, inspirando-se em verdadeiras histórias de heroísmo do passado e do presente. Vejam-se Aristides Sousa Mendes, Salgueiro Maia, Volodymyr Zelensky, e muitos outros. O que faz de homens comuns verdadeiros heróis? Que líderes se distinguiram na história pela sua capacidade invulgar de atuarem de forma cirúrgica e imediata? Terão estas pessoas um cérebro diferente? O heroísmo assenta na razão ou na intuição ou em ambos? A reportagem A Matéria de um Herói deixa várias pistas.

Ainda sobre este tema, partilhamos duas almas – Joana D’Arc e Jesus, o Cristo –, entre as 141 publicadas, do livro “Vamos Todos Morrer”, da Objetiva editora, com a devida autorização do autor Hugo Van der Ding. São notas necrológicas, senhoras e senhores, poucos habituais, de pessoas dignas de serem lembradas pelos seus atos heroicos.

A nova rubrica “Líderes em Destaque”, mostra a visão de Isabel Capeloa Gil (Reitora da Universidade Católica Portuguesa e Presidente da Federação Internacional de Universidades Católicas) e de David Simas (Presidente da Fundação Obama) sobre o tema de capa.

Henrique Monteiro, Jornalista e Escritor, deixa-nos o seu olhar com “Tudo tem um tempo”. E Arménio Rego, LEAD.Lab, Católica Porto Business School, escreve a crónica “A sua organização é um espaço de confiança?”.

No slot Act Now for Peace, o ensaio de Catarina G. Barosa (Diretora de Conteúdos da Líder) debruça-se sobre o ressentimento na história, para entender a guerra e tentar a paz. Baseando-se no historiador Marc Ferro, que identificou cinco importantes momentos históricos que estiveram na origem de algumas revoluções.

No slot Act Now for Sustainability, a série documental “Planeta A”, coproduzida entre a RTP e a Fundação Calouste Gulbenkian, vem dar a conhecer algumas das respostas mais inovadoras aos grandes desafios da Sustentabilidade. Porque ainda é possível construir um futuro mais sustentável.

Alex Edmans, o especialista em gestão corporativa, negócios com propósito e investimento sustentável, é perentório ao afirmar que as empresas mais bem-sucedidas não são as que visam o lucro diretamente, mas as que se movem pelo propósito. No entanto, para o Professor de Finanças e autor do livro “Grow the Pie”, o propósito não é evidente, nem tão pouco uma receita imediata.

No slot Act Now for Human Health traz uma nova definição de trabalho a nascer. As lideranças precisam de atuar orientadas por desígnios mais amplos, pela Saúde Humana.

A transformação digital em saúde conduzirá à tão desejada utopia de uma saúde para todos? Estará a tão esperada revolução na saúde a acontecer? Filipa Machado Vaz, Manager in Life Science and Healthcare na Deloitte, elabora um ensaio.

Kerry Daynes, Psicóloga forense no Reino Unido e autora do livro “Causas Ocultas”, desmistifica a linha ténue entre loucura e crime.

Jenny M. Hoobler, Professora de Gestão da Nova School of Business and Economics, disserta sobre trabalhar a partir de casa impulsionou a igualdade de género e a saúde humana.

E, por fim, o slot Act Now for Digital abre a porta a uma nova realidade, uma nova linguagem, um novo mundo tecnológico e digital que determina um pensamento altamente complexo e integrativo.

Nuno Jardim Nunes, Professor Catedrático e Presidente do Dep. de Engenharia Informática do Instituto Superior Técnico, explica o metaverso: realidade ou ficção.

O que salva a Humanidade é a sua própria natureza, empática, ingénua e humilde. A inteligência, afinal, nunca será artificial. Cathy Mulligan professora e presidente do Espaço Europeu de Investigação em Blockchain no Instituto Superior Técnico, onde dirige um Laboratório dedicado à investigação em Blockchain para o Bem Social e a Sustentabilidade, fala sobre os grandes dilemas de uma relação entre Homem e máquina.

Na rubrica Leading Opinion contamos com Luís Almeida Capão (Presidente do Conselho de Administração da Cascais Ambiente), Carlo Marques (Head of Business Apps do ISQe), Ricardo Zózimo (Professor Auxiliar & Investigador em Management and Organizations na Nova SBE), João Marques (Managing Director da SGS Portugal), Mariana Pereira da Silva (Head of Sustainability da MC), Patrícia Santos (CEO da Zome) e Rui Minhós (Administrador e Diretor de Assuntos Institucionais da Tabaqueira).

No dossier Leading Politics o foco recai sobre inflação. João César das Neves, Economista e Professor Catedrático da Universidade Católica Portuguesa, deixa-nos a sua visão. “Os esquimós têm mais de 50 palavras para designar “neve”. É pena que, num tema tão influente entre nós como é a subida de preços, a opinião pública ouça sempre só um termo: “inflação”. A verdade é que essa expressão esconde vários problemas diferentes, com efeitos diferentes e curas diferentes, que assim ficam confusos na análise social”. António Saraiva, Presidente da CIP, escreve sobre o impacto, simultaneamente recessivo e inflacionista, da guerra na Ucrânia que veio ensombrar as perspetivas de recuperação, no rescaldo da crise pandémica, tornando dramático o que antes já era grave.

No dossier Leading Brands sobre Consumer Behaviour elencamos as marcas portuguesas, europeias e mundiais com mais notoriedade na Sustentabilidade, no Digital, na Saúde e na Paz. Um estudo conduzido pela NOVA Marketing Analytics Lab, da NOVA Information Management School.

E as crónicas da iServices, da Made2Web Digital Agency e da Multipessoal.

E, por último, o dossier Leading People recai sobre burnout com a crónica de Jaime Ferreira da Silva (Managing Partner da Dave Morgan). E ainda o especial sobre Coaching com as crónicas de Alexandra Barosa Pereira (Managing Partner da ABP Corporate Coaching), Aida Chamiça (Coaching executivo para gestores de topo e equipas de alta direção), Isabel Freire de Andrade (Diretora-Geral da Bright Concept), Ana Duarte Ribeiro (Presidente da International Coaching Federation em Portugal), Adelino Cunha (CEO da Solfut – I HAVE THE POWER), e Fátima Ribeiro (Managing Partner da Outperform – Coaching and Corporate Consulting) e Susana Azevedo (Associated Partner da Outperform – Coaching and Corporate Consulting).

As novas linhas de ação para a Gestão de Pessoas num mundo do trabalho cada vez mais humano são explicadas por Elsa Carvalho, a Executive Board Member e Head of Consulting Services do Grupo Egor em Portugal.

A fechar o dossier, o Case Study do Turismo de Portugal, ISQe e Cornerstone sobre a TalentUs, uma Academia de formação contínua e desenvolvimento.

Líder é a revista da Tema Central. É uma publicação, com quatro edições por ano, de ensaios, crítica, investigação e reflexão, que aborda todas as áreas da liderança.

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As soft skills são as novas power skills

13 Outubro, 2022 by Rita Saldanha

A procura pelas competências tecnológicas está a evoluir mais rapidamente do que nunca e as competências “soft” mais críticas, também conhecidas como “power skills“, estão a ser negligenciadas em muitos processos de recrutamento.

Ao mesmo tempo, e apesar da crescente consciencialização sobre a importância da capacitação e requalificação de talento, existe um potencial latente de talento tecnológico em cargos intermédios, que permanece inexplorado.

As soft skills mais procuradas para as funções tecnológicas, incluem o Pensamento Crítico e Analítico, a Criatividade e Originalidade, a Capacidade de Resolução de Problemas, a Autodisciplina e Fiabilidade e, por último, a Adaptabilidade e Resiliência.

O estudo “The New Age of Tech Talent”, desenvolvido pela Experis, marca tecnológica do ManpowerGroup, deixa 4 pistas para as organizações adotarem uma nova abordagem para as suas estratégias de atração e fidelização de profissionais, apostando na criatividade e inovação:

1 – A requalificação de profissionais para funções tecnológicas é parte da solução para preencher as vagas

Tendo em conta que a procura por perfis com competências tecnológicas é bastante superior à oferta de profissionais qualificados, as empresas devem olhar para o talento já existente nas suas equipas e requalificá-lo, de forma a colmatar as necessidades e a dar resposta aos desafios impostos pelo mercado de trabalho. O estudo aconselha os líderes a considerar os colaboradores que, relativamente ao seu nível de carreira, se encontram em posições intermédias e a capacitá-los para mudarem para uma função tecnológica, capitalizando a sua maior eficácia e compreensão do negócio.

2 – A avaliação dos candidatos deve ser feita com base no seu potencial

A realidade do sector tecnológico significa que os empregadores precisam de ser mais adaptáveis, abrindo novas fontes de talento, e apostando por recrutar profissionais com base no seu potencial, e não apenas na experiência passada. As abordagens tradicionais que se centram na seleção de candidatos em função das qualificações e da experiência passada podem não identificar os profissionais que possuem qualidades que os empregadores necessitam. Nesse sentido, é importante que as empresas abram as suas pesquisas a bases de talento por explorar, em comunidades que procuram a requalificação, ou mesmo a nível interno, tendo sempre em conta a diversidade, e mantendo a igualdade, inclusão e pertença como pontos integrantes da estratégia.

3 – As organizações devem considerar uma estratégia baseada em dados para obter melhores resultados na atração, fidelização e gestão do talento

Os dados permitem retirar importantes conclusões que suportam a criação de uma estratégia de atração, fidelização e gestão de talento que vá ao encontro das necessidades de cada organização, reduzindo a saída indesejada de colaboradores.

Através de tecnologias de análise de dados e machine learning, as empresas conseguem melhor identificar os candidatos com as competências e experiência de que precisam, bem como, numa fase pós-contratação, ajudá-los a desenvolver as competências necessárias através de programas de desenvolvimento profissional personalizados

4 – Desenvolver uma cultura organizacional que potencie a prosperidade permitirá fortalecer a capacidade de atração de talento tecnológico

Com o mercado de trabalho a passar por uma fase de mudança, os líderes corporativos devem, também, reinventar-se e adaptar-se às novas necessidades dos profissionais tecnológicos. Os líderes de talento têm de ser capazes de tirar partido da tecnologia para apoiar as suas equipas em atividades geradoras de valor, como é o caso da análise preditiva das necessidades de talento ou da análise de sentimento dos colaboradores, baseadas em data-science.

Por outro lado, o estudo refere também que dois terços dos líderes corporativos acreditam que a cultura é essencial, sendo que 7 em cada 10 colaboradores consideram importante terem uma chefia que podem seguir e em quem podem confiar, e 2 em cada 3 querem trabalhar para organizações que partilhem das suas crenças valores. Assim, esta reinvenção deve ser feita com base em valores bem delineados que permitam que os líderes se sintam confiantes com as medidas que implementam. Ao mesmo tempo, as empresas devem de ser claras sobre os seus princípios e em como estes se traduzem em políticas e benefícios centrados no trabalhador.

A atual escassez de talento tem vindo a acentuar o desafio de recrutar os perfis tecnológicos, com 84% dos empregadores portugueses a relatar dificuldades de contratação, como revela o Talent Shortage Survey. Neste sentido, é urgente que as empresas adotem estratégias de recrutamento inovadoras e explorem novas formas de atuação, nomeadamente através da integração de profissionais com perfis generalistas, oriundos de posições intermédias, que são detentores de uma base sólida de competências técnicas e um sentido intuitivo do negócio, mas que podem não estar a ser expostos às tecnologias emergentes. Os líderes têm de ter a capacidade de mudar de mentalidade e potenciar esse talento, apoiando a requalificação dos seus profissionais, ao mesmo tempo que apostam em analítica e dados para guiar as suas decisões e conduzem a transformação organizacional e a digitalização de negócios.

Pedro Amorim, Managing Director da Experis

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