Decorre nas próximas semanas a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP27), em Sharm el-Sheikh, no Egito, em que na cerimónia de abertura o Secretário-geral das Nações Unidas foi pungente no seu apelo.
Esta confederação da ONU sobre o clima, vem recordar que a resposta está nas nossas mãos e o relógio não pára. Travamos o combate das nossas vidas, e estamos a perder. As emissões de gases de estuda continuam a subir, as temperaturas continuam a aumentar e o nosso planeta aproxima-se rapidamente do ponto crítico que tornará o caos climático irreversível. A humanidade tem uma escolha, cooperar ou perecer. Ou há um pacto de solidariedade climática, ou um pacto de suicídio coletivo.
António Guterres, acrescentou ainda que “o mundo caminha numa autoestrada para o inferno com o pé no acelerador”. Quanto à atuação de Portugal nos planos da transição energética, António Costa referiu, em declarações para a RTP, pretender antecipar a neutralidade carbónica de 2050 para 2045, com o compromisso de, até 2030, garantir um financiamento anual de cinco milhões de euros de apoio à cooperação. Um aumento de 25% face ao valor inicialmente proposto de quatro milhões de euros.
A COP 27 acontece até ao dia 18 de novembro, e na sua abertura, não contou com a presença dos presidentes dos países que mais poluíram o planeta desde a revolução industrial (EUA, Brasil, Rússia e China).
Como esta COP é diferente das anteriores?
Segundo informação da página da ONU, a COP26 culminou no Pacto Climático de Glasgow que sublinhou o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5°C. Contudo, até à data, apenas 24 dos 193 países apresentaram os seus planos à ONU.
De acordo com a organização da COP27, esta pretende passar das palavras às ações. Para além de “planear a implementação” de todas as promessas feitas nas COPs anteriores, incluindo o financiamento de “perdas e danos”, para que os países mais afetados possam lidar com as consequências das alterações climáticas, e o cumprimento da promessa do financiamento de 100 mil milhões de dólares por ano dos países desenvolvidas para os países de baixo rendimento.

