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suporte

“Foi-me incutido que o sucesso era só feito de muito sofrimento”, Vanessa Fernandes sobre o sucesso e a depressão

1 Junho, 2022 by suporte

“Eu criei o sucesso para obter resultado apenas. Foi-me muito incutido que o sucesso era só feito de muito sofrimento”, Vanessa Fernandes, atleta de triatlo vencedora da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim, partilhou a sua experiência e caminho que a levou a entrar num estado depressivo após a competição durante o evento Leading People – International HR Conference, “Act Now for Human Health”.

Durante o debate “Lideranças Vulneráveis: Mito, Moda ou Realidade?”, com a moderação de Magda Faria, Head of Workspace & Business Flow da Axians, e com a participação de Rita Redshoes, cantora e compositora, e Laércio Albuquerque, Vice-Presidente da Cisco Latin America, a atleta olímpica revelou como uma noção distorcida de sucesso pode levar ao desespero.

O tema dos distúrbios psicológicos nos atletas de alta competição tornou-se especialmente relevante após a controvérsia da ginasta Simone Biles ter desistido dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020, realizados em 2021, para priorizar e preservar a sua saúde mental. Tal abriu uma porta para que mais atletas partilhassem a sua experiência, e Vanessa Fernandes não ficou para trás, partilhando a sua história numa curta-metragem “72 horas antes”, publicada no mesmo ano.

Como alerta, Vanessa Fernandes deixa um conselho: “Estou sempre atenta e a vigiar todas as movimentações que possam estar a surgir dentro de mim. Todas elas vão ter um impacto em alguma coisa. Caminho sempre na minha verdade, no que são os meus valores e o meu respeito. Saber os meus limites e saber respeitar-me a mim e ao outro.”

“De início, eu adorava aquilo que fazia – treinar, viajar”, confidencia, “tudo muda quando, de repente, começam a limitar as opções que também integram o sucesso”. Empenho e sofrimento era a definição de sucesso para a atleta, que acabou por se perder a si mesmo para o alcançar, e para ir de encontro às expectativas da família.

A falta de apoio, formação e estrutura para jovens que alcançam o sucesso rapidamente evidenciou-se. O que era sucesso para os outros, para a atleta não era saudável, chegando a um ponto que apenas sobrevivia: “de forma bruta e abusiva, eu própria comecei a ser a minha abusadora, e a minha própria criadora de um sucesso que aos olhos dos outros é espetacular”

Hoje, após a superação da depressão e de ter-se encontrado a si mesma e respeitar-se mais do que nunca, Vanessa Fernandes assume a liderança da sua vida quer pessoal, quer profissional. “Hoje início uma construção. Sou eu própria a criar, a ser eu própria. É uma vida nova. Cada vez me conheço melhor, é uma energia completamente diferente.” Só assim se poderá encontrar o caminho para o sucesso: “O sucesso é uma coisa que vai muito para além apenas do resultado, é muito a tua vida pessoal. Essa é a nossa maior fonte e fundação de empresa para depois termos o nosso próprio sucesso.”

Assista à talk aqui.

 

Tenha acesso à galeria de imagens da Leading People – International HR Conference aqui.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Liderança do recreio da escola à gestão de empresas

1 Junho, 2022 by suporte

Quando se diz que as crianças são autênticas é uma forma de elogiar a vivência da infância até uma idade adulta. Mas as várias experiências ao longo da vida tornam a pessoa num adulto razoável e “contido”, mais “político” e isso é bom e, fundamentalmente, necessário. Por ocasião do Dia Mundial da Criança, Pedro Vaz Santos, Psicólogo clínico do PIN (Centro para as Perturbações do Desenvolvimento), falou com a Líder acerca do compromisso que existe entre a criança e o adulto em que nos tornamos, focando a questão sobre as diferentes formas de liderança e os contextos em que se desenvolvem.

“Quando somos mais novos somos mais maniqueístas, vemos mais as coisas como branco ou preto, índios ou cowboys. Mas a vida é feita de zonas cinzentas e a idade traz essa ideia que nos dá maior flexibilidade, o que é positivo para os processos de liderança que não são tão ‘primários’”, afirma o Psicólogo.

Com o passar dos anos as pessoas ganham mais “eco comportamental”, o que as leva a construir um “repertório” de comportamentos que tornam o adulto flexível às aprendizagens. Ter mais experiências, é quase sempre, uma mais valia.

“Uma coisa que as crianças não são ótimas a fazer e os adultos sim, é a conter o comportamento, a fazer menos e a planear mais”, referindo-se ainda a um “jogo” que é muito necessário para a organização social que as crianças não têm. Nas suas palavras, “há um grau de política e falta de autenticidade que é muito regulador da sociedade”. E quando se perde essa capacidade de “jogar” é quando as crianças recorrem à violência para resolver as situações, o que normalmente não é adequado na idade adulta. A criança que lidera pela força, por ser a mais forte, não é atualmente um tipo de comportamento valorizado em contexto profissional, havendo uma transição entre o recreio da escola e a vida numa organização ou empresa.

A escola é onde tudo começa. “A escola é a organização onde as crianças começam a trabalhar, é o primeiro sítio onde estão fora de um espaço familiar, onde existem diferentes papéis, tarefas e estruturas hierárquicas”, afirma Pedro Vaz Santos. A forma como a escola trabalha e define os papeis de liderança molda o desenvolvimento da criança, e a própria maneira como o adulto imagina ou perspetiva o local de trabalho. Da mesma forma, a maneira como se vai ensinando as crianças a organizarem-se na sua dimensão competitiva (avaliação escolar) determina na vida adulta uma série de processos de como as pessoas se vão posicionar.

A competição existe desde que nascemos. Tal como os adultos, também as crianças assumem papeis dentro de um grupo, que depois mudam ao longo da vida e os processos tornando-se mais complexos.

“Há diferenças entre liderar uma brincadeira e uma equipa numa empresa. Há mais agenda política. Até porque muitos dos processos de liderança implicam conjugar a agenda pessoal com a agenda dos outros”, diz o Psicólogo. De alguma maneira, os grupos escolhem os seus líderes e mobilizam as pessoas para cumprirem determinados papéis, seja nas empresas ou nas escolas. Tal acontece quando as crianças, numa escala mais pequena, se organizam por turmas numa escola, em que a liderança é reflexo da necessidade do grupo.

Hoje, por vivermos em meios mais “sofisticados”, a liderança baseia-se na linguagem, verbal ou escrita, e é menos pelo exercício da força. “A sociedade seleciona o tipo de relação de poder que sinaliza os diferentes tipos de lideranças” – uns mais aceitáveis do que outros.

Para Pedro Vaz Santos os diferentes tipos de liderança nos adultos, também percecionados nas crianças, estão associados à personalidade e a uma moldagem “natural” ao longo da vida.

Existe um traço inato, uma liderança natural que surge logo nos primeiros anos de vida? Na opinião do profissional não existe um comportamento de liderança inato, o que existe são traços que ajudam a pessoa a tornar-se num bom líder. Sendo que a construção do conceito de “boa liderança” vem da validação que a criança recebe pelos adultos, que lhe são de referência, e que valorizam o seu comportamento.

“A perceção da competência depende da valorização”, refere o Psicólogo, tal como acontece quando um pai, mãe ou professor diz: “Boa, fazes isto mesmo bem!”. Ou seja, a definição de boa liderança está no adulto, e ao valorizar essa criança, ela ganha um reforço da sua auto imagem e auto conceito.

Sobre o equilíbrio entre a genética e o contexto social/ familiar, ambos têm mesmo peso, e é do match entre os dois que se vão tendo experiências de liderança social, em contextos em permanente atualização que podem, ou não, criar “ciclos virtuosos”

“Se a experiência for valorizada e houver um bom match, aumenta a probabilidade de querer repetir a experiência”, e assim a criança ganha confiança positiva sobre o seu comportamento. Ou seja, os modelos e o que a criança apreende como uma “boa liderança” são lhe fornecidos pelos adultos – progenitores, professores, treinadores, entre outros mentores.

Aos adultos de hoje, que já foram crianças, valorizadas por outros adultos, tenhamos a intenção de criar ciclos virtuosos, de sinalização de lideranças positivas e pelo bem. Tudo muda, tudo evolui, mas ser criança é a primazia da humanidade no seu estado mais puro e disponível para aprender. Não esqueçamos isso.

Por Rita Saldanha 

Arquivado em:Artigos, Leadership

Para que o mundo pule e avance…

1 Junho, 2022 by suporte

Há dois anos, escrevi na Líder que, se queremos melhorar a natureza ética das organizações, precisamos de nelas acolher mais crianças – presencialmente, ou através de medidas de gestão que as considerem com stakeholder importante. Hoje é “Dia” de voltar ao tema. Muitas organizações apregoam ser “amigas da família” – mas são raríssimas as que se denominam “amigas das crianças”. É estranho que as empresas tenham políticas amigas dos cães (e de outros animais de estimação), e aceitem a presença destes nas instalações – mas sejam bastante menos amigáveis relativamente à presença de crianças. O insólito é reforçado perante o inverno demográfico que assola muitos países e pode gerar desequilíbrios nos sistemas de segurança social e no mercado de trabalho. O tema “crianças” está sub-representado nas narrativas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Confesso que não estou certo de quais serão os formatos mais apropriados para assegurar a presença de mais crianças nas organizações. Mas socorro-me, novamente, do exemplo da Nova Zelândia, onde existe um Ministério para as Crianças. Em 21 de junho de 2018, Jacinda Ardern, a primeira-ministra, deu à luz uma menina, registada como Neve Te Aroha. Jacinda havia tomado posse no cargo poucos meses antes. Foi a segunda vez na história que uma chefe do governo deu à luz durante o mandato, a primeira tendo sido Benazir Bhutto, então líder do Paquistão. Três meses após o parto, Jacinda participou na 73ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, fazendo-se acompanhar da filha. Durante as suas intervenções, a criança ficou ao colo do pai, Clarke Gayford. Foi a primeira mulher a fazê-lo. Jacinda explicou que pretendia abrir caminho para outras mulheres e reafirmou pretender que a Nova Zelândia fosse o melhor país do mundo para ser criança. Em algumas ocasiões oficiais, a filha acompanha-a.

Na Nova Zelândia, condutas deste teor são menos incomuns do que possa supor-se. Em 2017, o Parlamento neozelandês criou regras mais amigáveis para a presença de crianças no espaço parlamentar. O seu speaker, Trevor Mallard, com três filhos adultos e seis netos, deu o exemplo quando tomou ao colo o filho de um deputado e alimentou o bebé através de biberão – ao mesmo tempo que pedia ordem durante o debate. Publicou os seus “dotes” cuidadores num tweet. Não foi a primeira vez que, na cadeira presidencial, tomou ao colo uma criança. Pedidos têm sido feitos pelos neozelandeses para que esta possibilidade seja replicada nos locais de trabalho em geral.

As vantagens potenciais de trazer crianças para as organizações são enormes. A sua presença inibiria as lideranças de tomar algumas decisões humana e eticamente questionáveis. O bullying e diversas outras formas de assédio seriam menos prováveis. Não submeteríamos as crianças a ausências tão prolongadas dos progenitores. Talvez diminuíssemos sentimentos de culpa de pais e mães. Naturalmente, há riscos – e um deles seria a apropriação, por empresas mais instrumentalizadoras, de mais uma faceta das vidas dos membros organizacionais. Mas, pelo menos, conviria que refletíssemos sobre a matéria. As nossas sociedades e as nossas organizações tornaram-se de tal modo focadas na eficiência e no “crescimento” que, na caminhada, esquecemos que todos fomos crianças – e que as crianças de hoje serão as lideranças e os adultos de amanhã. No Dia Internacional da Criança, ocorre-me que o processo formativo das crianças talvez ficasse enriquecido se as organizações fossem realmente mais amigáveis para com elas e afixassem o poema de António Gedeão no centro dos seus valores declarados e praticados:

“Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida.

Que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.”

Arquivado em:Opinião

Putin terá esquecido as lições que aprendeu na infância?

1 Junho, 2022 by suporte

O tempo e o espaço das crianças são muito diferentes do tempo e espaço dos adultos. Essa diferença resulta da relatividade daquelas duas variáveis, relatividade essa que, por seu turno, resulta das diferentes dimensões do nosso corpo e do nosso pensamento. Quantos de nós não regressamos a locais que julgávamos enormes e agora nos pareceram ínfimos, e também quantos de nós sentiram que os dias eram maiores quando brincávamos e nos distraíamos com coisas pequenas, sendo que agora, os dias e os anos parecem passar a correr. A duração e a dimensão acompanham o nosso crescimento impactando-nos de formas distintas ao longo da vida.

Curiosamente, são essas dimensões que ajudam na nossa formação e na forma como nos relacionamos com os outros. Lembramo-nos daquela peça de Lego, daquele prato onde comíamos, analisávamos os detalhes do chão que pisávamos e dos desenhos que víamos nos livros. Lembramo-nos da intensidade da relação com alguns amigos e amigas de infância. Olhávamos para os adultos com respeito e devoção, como pessoas sem mácula, exemplos a seguir. Os nossos pais, avós, tios e tias, eram as nossas referências, os nossos professores.

E vamos crescendo e armazenando milhões de detalhes nas nossas cabeças, mas sempre com uma vontade enorme de crescer, de ser adulto, de vir a ser exemplo a seguir. Nas brincadeiras, as crianças fingem ser adultos, e são perfeitos na arte de o fazer. O mundo das crianças é uma fonte inesgotável de sonhos, de energia, de curiosidade, de capacidade de observação e reflexão, de admiração pelos crescidos, de humildade pela vontade de aprender com os outros. É assim que a maioria das crianças são, há um padrão de beleza neste modo de ser infantil: a beleza de ser um ser presente.

A grande pergunta é saber onde se esconde esta pessoa quando, em adultos, deixamos de conseguir, de forma natural, praticar o que na infância nos ajuda a crescer. Será que admitimos que não há crescimento possível depois da idade adulta? Será que não o conseguimos fazer por já não dispormos dessas capacidades? Será que deixamos de as praticar e embrutecemos? O que se passa afinal com a criança que fomos e que agora parece já não existir em nós? Por que esquecemos os sonhos que queríamos realizar em crianças? Se a criança que fomos nos visse hoje o que diria?

É uma grande responsabilidade, um tremendo erro, uma falta de respeito por todos os sonhos que já tivemos, não sabermos responder a estas perguntas. Há um esquecimento, uma amnésia que nos leva muitas vezes por caminhos errados. E na escolha desses caminhos estão muitas vezes implicados adultos que se esqueceram da sua versão infantil e servem às crianças o exemplo errado.

Quando penso em Putin, e me esforço por entender algumas das suas decisões, aliás, esforço idêntico ao que tenho de fazer para entender decisões de ditadores, monarcas absolutistas, imperadores, homens e mulheres com poder sem escrutínio popular esclarecido, pergunto-me: que tipo de crianças foram? Que adultos lhe serviram de exemplo?

Sabemos pouco de Putin, mas sabemos algumas coisas, entre elas, que cresceu numa família pobre, que vivia num apartamento comunitário e que brincava com ratos. Vivia sem casa de banho e sem as mínimas condições. Na sua biografia terá contado que encurralava os ratos com que brincava e que foi atacado por um desses ratos encurralados.

Mas voltando à questão: será que ainda sobrevive em Putin a criança que foi em tempos? Quando brincava com os ratos e os encurralava fê-lo para se defender dos animais ou pelo prazer de os ver encurralados? Quando decide invadir a Ucrânia, admitiu não ter resistência? Se admitiu essa hipótese, ter-se-á esquecido do exemplo dos ratos encurralados e do seu contra-ataque?

Putin menosprezou a Ucrânia e a sua capacidade de defesa, esqueceu a lição dos ratos encurralados que recebeu de si próprio. Esquecer a infância e o que ela nos ensina é viver amputado. Ortega e Gasset diz-nos num dos seus livros que todos somos ontologicamente amputados pois parece que procuramos sempre alguma coisa que nos falta, tal como quem não tem uma perna e sente dor na perna inexistente.

Putin esqueceu os ensinamentos da infância e confundiu esta falta ontológica com uma carência de afirmação e poder. Esqueceu que a Ucrânia encurralada teria de se defender e também que a dor que sente pela falta de alguma coisa, não se resolve com a conquista de territórios e de mais poder, mas com uma certa destreza de pensamento que o levasse a aceitar essa condição existencial incompleta.

Arquivado em:Opinião

Saiba como a sua empresa pode ajudar as crianças ucranianas

1 Junho, 2022 by suporte

Em crises humanitárias as crianças são sempre as mais prejudicadas, e as crianças ucranianas não são exceção: pelo menos 243 crianças morreram na Ucrânia desde o dia 24 de fevereiro, informou esta segunda-feira a procuradoria-geral do país, segundo as agências de notícias locais. Mais de metade das crianças do país encontram-se deslocadas dentro do mesmo, ou fugiram para países vizinhos, segundo dados da UNICEF. Crianças que se encontram na terra natal não têm condições de vida, estando escondidas em estações de metro ou bunkers subterrâneos.

Pelo mundo, tanto o setor público como o privado estão a tentar ajudar estas crianças de inúmeras maneiras. Carla Haddad Mardini, Diretora da UNICEF, partilha no World Economic Forum cinco maneiras de os CEOs de empresas apoiarem as crianças ucranianas.

 

1. Usar a sua influência para defender crianças e famílias vulneráveis

Quase 90% da população que fugiu da Ucrânia são mulheres e crianças, e muitas delas fugiram sozinhas ou foram separadas das suas famílias. Empresas e líderes podem usar a sua influência, rede de contactos e capacidade de sensibilizar os outros para as necessidades emergentes das crianças e famílias que estão a fugir da guerra, e sensibilizar para a necessidade de estes terem acesso a serviços essenciais bem como mantimentos nos países vizinhos de acolhimento.

Empresas como a Microsoft, Apple e Google fizeram já declarações em que explicitaram quais os seus planos concretos para ajudar os refugiados. Empresas de tecnologia, em particular, podem apoiá-los ao partilhar informação importante no terreno para ajudar a proteger mulheres e crianças de abusos, exploração e tráfico humano.

 

2. Providenciar apoio financeiro para as condições básicas dos refugiados

Fornecer ajudar financeira é a maneira mais eficaz de uma empresa ajudar na provisão rápida de produtos e serviços que podem salvar vidas. A comunidade empresarial tem respondido a esta crise com uma velocidade e volume sem precedentes. A Pandora foi a primeira empresa a fazer uma doação financeira à UNICEF, seguida de muitas outras, como a LEGO.

 

3. Mobilizar clientes e encorajar colaboradores a apoiar refugiados

Além das ajudas diretas, empresas também têm estado a ativar os seus ecossistemas de maneiras inovadoras, e numa escala que nunca foi visto. Pelo mundo tem havido apelos e campanhas para ajudar refugiados tanto dentro das organizações como para os clientes. Assim, o alcance do setor privado mostra-se crucial.

 

4. Fornecer apoio direto a colaboradores e às suas famílias que se encontrem em zonas de conflito e arredores

Empresas com presença em áreas de conflito podem apoiar diretamente os seus colaboradores, por exemplo, ao continuar a pagar salários para que estes e as suas famílias não se tornem vulneráveis, podendo também oferecer recursos para a sua saúde mental. Há milhões de pessoas que perderam os seus trabalhos na Ucrânia que não estão nas zonas mais perigosas, e que conseguem trabalhar. Pode-se fazer contribuições neste sentido ao criar-se postos de trabalho em regime de teletrabalho para as pessoas na Ucrânia. Empresas que se encontram em países acolhedores de refugiados podem também tomar ações diretas para apoiar iniciativas de maior escala e em parceria com os governos para evitar a discriminação, e assegurar acesso ao trabalho. Isto inclui providenciar acesso a trabalho decente, particularmente a pais e cuidadores, e apoiar o acesso a sistemas de saúde de qualidade, bem como creches, educação e habitação. Ao contratar jovens refugiados em idade legal de trabalho, prevenir a exploração e oferecer formação para desenvolvimento de competências será crucial para integrá-los nos mercados de trabalho locais.

 

5. Estar preparado para os efeitos a médio e longo prazo da guerra

Mesmo que a guerra parasse de imediato, o impacto que esta terá será devastador e irá durar por anos, sendo que a ajuda continuará a ser necessária. Será preciso um esforço conjunto entre o setor público e privado. O papel do setor privado será mais importante que nunca para aplicar as soluções em maior escala.

Arquivado em:Notícias

Relatório Unicef: crianças e a qualidade do ar em Portugal

1 Junho, 2022 by suporte

Portugal classifica-se em 3º lugar, num total de 43 países analisados, no que diz respeito ao desempenho geral de indicadores ambientais e como estes afetam o bem-estar das crianças. O relatório anual da UNICEF “Places and Spaces – Environments and Children’s Well-being”, recentemente divulgado, fez a análise de como a qualidade do ar afeta as crianças, para além de medir o impacto global de fatores ambientais, socioeconómicos e igualitários nessa camada da população.

Portugal é dos países com menor emissão de dióxido de carbono por pessoa, o que é especialmente importante por ser um dos fatores que mais contribui para a aceleração das alterações climáticas.

A poluição do ar por químicos e por emissão de gases através do setor energético afeta diretamente a saúde das pessoas – na Europa, o ar poluído contribui mais para mortes precoces do que o tabaco. As crianças são mais vulneráveis e sensíveis a estes fatores devido ao tamanho dos seus pulmões e aos seus sistemas imunitários não estarem tão desenvolvidos. Além disso, ao serem mais pequenas, estão mais perto do chão, que é onde se acumula a poluição.

Comparativamente com 1990, Portugal conseguiu reduzir significativamente a exposição de material particulado, aumentando assim a qualidade do ar no país, encontrando-se no grupo de países que menos poluição no ar produz, assegurando assim um bom ar para as crianças respirarem. Neste parâmetro Portugal encontra-se entre os países com menos mortalidade infantil. A emissão de gases com efeito de estufa de um país reflete o seu compromisso com o futuro das gerações e com o bem-estar das crianças.

A qualidade do ar em espaços interiores é também relevante devido a fatores como cozinhar, fumar, ou do aquecimento das casas, que pode pôr em risco a vida de crianças. Portugal sempre teve, e continua a ter problemas com o isolamento e o aquecimento das habitações – os invernos são frios e as casas são, por sua vez, frias e húmidas. O perigo de usar métodos de aquecimento como as lareiras podem ser prejudiciais para a poluição do ar da habitação e, por vezes, pode até pôr em causa vidas, derivado do monóxido de carbono.

Aqui, as desigualdades socioeconómicas são evidentes, já que as famílias mais pobres têm mais tendência para usar métodos mais baratos, como a lenha, enquanto a classe alta é mais provável de usar ar condicionado. Portugal é um dos países em que essa desigualdade é mais acentuada: nas famílias com crianças, as mais pobres são as que sofrem mais e têm mais dificuldade com o aquecimento das suas habitações. A disparidade para as famílias mais abastadas é notória.

Alocando 0,60% do PIB para investimento em proteção ambiental, o governo podia ainda assim estar a fazer mais na luta contra as alterações climáticas e, já que a saúde e segurança das crianças estão diretamente ligadas com este investimento. Especialmente as crianças de famílias de classe baixa encontram-se mais vulneráveis aos riscos ambientais. Assim, é importante que os governos locais se foquem no investimento de melhores materiais para habitações, de forma que haja as condições necessárias para as crianças crescerem saudáveis. Para as crianças que serão o futuro da Humanidade, tem de se agir já, ou não haverá futuro de todo.

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